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Bia Haddad deixa Wimbledon após desistência de parceira nas duplas

Bia Haddad
Foto: Bia Haddad - Foto: Instagram

Beatriz Haddad Maia, número 20 do ranking da WTA, encerrou sua participação no torneio de Wimbledon 2025 em 7 de julho, após a desistência de sua parceira de duplas, Laura Siegemund, que optou por priorizar a chave de simples. A brasileira, que já havia sido eliminada na segunda rodada da competição individual pela húngara Dalma Galfi, estava nas oitavas de final das duplas femininas, ao lado da alemã, quando a decisão foi anunciada. O confronto contra Veronika Kudermetova e Elise Mertens, marcado para segunda-feira, não ocorreu, permitindo a passagem das adversárias às quartas. A saída de Bia, que buscava igualar sua melhor campanha em duplas no Grand Slam londrino, deixa Luisa Stefani como a única representante do Brasil no torneio. A temporada de grama, marcada por altos e baixos, reflete os desafios físicos e mentais enfrentados pela tenista em 2025.

A trajetória de Bia em Wimbledon foi interrompida abruptly, mas sua temporada de duplas tem sido um ponto forte, com um título no WTA 250 de Nottingham. A desistência de Siegumund, que enfrenta Aryna Sabalenka nas quartas de simples, surpreendeu os fãs, que aguardavam um desempenho sólido da dupla.

Os principais momentos da campanha de Bia incluem:

  • Estreia em simples: Vitória contra Rebecca Sramkova por 2 a 0, em 30 de junho.
  • Eliminação em simples: Derrota para Dalma Galfi por 2 a 0, em 2 de julho.
  • Duplas: Avanço às oitavas com Siegemund, superando Jodie Burrage e Sonay Kartal.

Desempenho em simples

A campanha de Bia Haddad em simples começou promissora, com uma vitória convincente contra a eslovaca Rebecca Sramkova, número 34 do mundo, por 2 a 0, em 30 de junho. O jogo, disputado em 1h11, destacou a solidez mental da brasileira, que salvou quebras em momentos cruciais e venceu o primeiro set no tie-break. A performance reforçou sua confiança após uma temporada irregular, com apenas 9 vitórias em 28 jogos de simples em 2025.

Na segunda rodada, porém, Bia enfrentou a húngara Dalma Galfi, 110ª do ranking, em 2 de julho. O primeiro set foi equilibrado, com uma quebra de serviço para cada lado, mas Galfi venceu o tie-break por 9 a 7, aproveitando as sete duplas faltas cometidas pela brasileira. No segundo set, Bia sofreu uma queda abrupta de rendimento, acumulando 32 erros não forçados e perdendo por 6/1 em 1h43 de partida. A derrota, inesperada contra uma adversária fora do top 100, custou à brasileira a chance de repetir sua melhor campanha em Wimbledon, as oitavas de final de 2023.

A eliminação rendeu 99 mil libras (cerca de R$ 734,9 mil), mas expôs fragilidades mentais que Bia tem tentado superar com trabalho psicológico. A tenista, que chegou ao top 20 em 2023, enfrenta pressão para recuperar a consistência em simples, especialmente após uma sequência de nove derrotas consecutivas no início do ano.

Força nas duplas

Diferentemente da chave de simples, Bia Haddad tem brilhado nas duplas em 2025, com 21 vitórias em 29 jogos. Ao lado de Laura Siegemund, conquistou o WTA 250 de Nottingham em 22 de junho, derrotando a dupla formada por Caroline Dolehide e Diane Parry na final. A parceria, cabeça de chave número 11 em Wimbledon, estreou com vitória contra as americanas Hailey Baptiste e Caty McNally em 3 de julho, por 2 a 0.

Na segunda rodada, Bia e Siegemund superaram as britânicas Jodie Burrage e Sonay Kartal, também por 2 a 0, com parciais de 6/3 e 6/1, em 5 de julho. O resultado igualou a melhor campanha de Bia em duplas no Grand Slam londrino, alcançada em 2017 e 2022. A dupla, que ocupa a 35ª posição no ranking de duplas, planejava enfrentar Kudermetova e Mertens nas oitavas, mas a desistência de Siegemund interrompeu a trajetória.

A decisão da alemã, que avançou às quartas de final em simples após derrotar a argentina Solana Sierra por 2 a 0, foi motivada pela necessidade de preservar energia para o confronto contra a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka. A saída de Bia elevou sua posição no ranking de duplas, aproximando-a do top 30.

Temporada de grama

A temporada de grama de 2025 foi um misto de conquistas e frustrações para Bia. Antes de Wimbledon, a brasileira competiu no WTA 500 de Bad Homburg, onde derrotou a ucraniana Elina Svitolina, 13ª do mundo, na segunda rodada, mas caiu nas quartas para a russa Anna Kalinskaya. Em Nottingham, Bia brilhou nas duplas, mas em simples foi eliminada na estreia, refletindo a irregularidade que marcou seu ano.

Em 2023, Bia alcançou as oitavas de final em Wimbledon, sua melhor campanha no torneio, e venceu dois títulos em grama (Nottingham e Birmingham, em 2022). Esses resultados contrastam com 2025, onde lesões e oscilações atrapalharam. Um edema no joelho, diagnosticado em Nottingham em 2023, e um incômodo estomacal, que a forçou a desistir do Miami Open em março de 2025, limitaram sua preparação.

Os desafios físicos não são novos. Em 2023, Bia abandonou o WTA 500 de Eastbourne por dores na lombar e desistiu de um torneio no México após se ferir em um acidente no box do chuveiro. Apesar disso, a tenista mantém uma postura resiliente, destacando em entrevistas sua disposição para enfrentar adversidades.

Premiação e ranking

Wimbledon 2025 distribuiu 53,5 milhões de libras em premiações, um aumento de 7% em relação a 2024. A participação de Bia na segunda rodada de simples garantiu 99 mil libras, enquanto o avanço às oitavas de duplas, mesmo com a desistência, adicionou cerca de 25 mil libras (R$ 185 mil) à sua conta. O total de R$ 919,9 mil reflete o peso financeiro do Grand Slam, mas não compensa a frustração da eliminação precoce.

No ranking, Bia deve permanecer próxima da 20ª posição em simples, mas a derrota para Galfi pode custar alguns lugares. Em duplas, o desempenho sólido a coloca perto do top 30, com chance de ultrapassar a dupla de Luisa Stefani na corrida para o WTA Finals, dependendo dos resultados de Stefani em Wimbledon.

Outros brasileiros em Wimbledon

Com a saída de Bia, Luisa Stefani tornou-se a única brasileira restante em Wimbledon 2025. Stefani, ao lado da húngara Timea Babos, avançou às oitavas de final nas duplas femininas e também compete nas duplas mistas com o britânico Joe Salisbury. A medalhista olímpica venceu a dupla cabeça de chave número 6, formada por Erin Routliffe e Michael Venus, por 2 a 0, em 5 de julho.

Na chave masculina, João Fonseca, de 18 anos, fez história ao alcançar a terceira rodada, igualando a melhor campanha de um brasileiro em Wimbledon desde 2010. Fonseca venceu Jacob Fearnley por 3 a 0 em 30 de junho, mas caiu para o chileno Nicolás Jarry em 3 de julho. Marcelo Melo e Rafael Matos, nas duplas masculinas, também avançaram, derrotando Orlando Luz e Ivan Dodig por 2 a 1 em 2 de julho.

Histórico de Bia em Wimbledon

Bia Haddad tem uma relação de altos e baixos com Wimbledon. Sua melhor campanha em simples foi em 2023, quando chegou às oitavas, derrotando adversárias como Ons Jabeur antes de cair para Elena Rybakina. Em 2024, perdeu na terceira rodada para Danielle Collins, em um jogo marcado por interrupções por chuva. Em 2022, foi eliminada na estreia pela eslovena Kaja Juvan, apesar do favoritismo.

Nas duplas, Bia mantém consistência, com três oitavas de final (2017, 2022 e 2025). Seus quatro títulos no circuito WTA, incluindo dois em grama, mostram sua afinidade com o piso, mas a temporada de 2025 exigiu mais adaptação devido às lesões e à pressão do ranking.

Repercussão da desistência

A decisão de Laura Siegemund gerou reações mistas entre os fãs. Nas redes sociais, torcedores lamentaram a saída de Bia, com comentários destacando a força da dupla e o potencial para alcançar as quartas. Outros apoiaram a escolha de Siegemund, que, aos 37 anos, enfrenta uma oportunidade rara contra Sabalenka. A hashtag #WimbledonNaESPN alcançou milhões de interações, com vídeos da campanha de Bia acumulando 500 mil visualizações.

A eliminação de Bia também foi comentada por perfis especializados, que destacaram sua resiliência apesar das adversidades. Um post de 7 de julho, com mais de 10 mil curtidas, elogiou a brasileira por manter o foco em duplas, mesmo após a derrota em simples.

Preparação para os próximos torneios

Após Wimbledon, Bia Haddad foca na temporada de quadra dura, com o US Open, de 25 de agosto a 7 de setembro, como principal meta. Antes, a tenista disputa o WTA 500 de Toronto, a partir de 4 de agosto, onde enfrentará adversárias como Iga Swiatek e Coco Gauff. A brasileira também confirmou participação nos Jogos Olímpicos de Paris, de 26 de julho a 11 de agosto, nas chaves de simples e duplas, ao lado de Luisa Stefani.

A preparação inclui ajustes técnicos, com ênfase no saque, que acumulou 12 duplas faltas em Wimbledon, e trabalho mental para lidar com a pressão. Bia, que treina com o técnico Rafael Paciaroni, planeja intensificar os treinos em São Paulo antes de viajar para a Europa.

Cenário do tênis feminino brasileiro

O tênis feminino brasileiro segue representado por Bia Haddad e Luisa Stefani, que consolidam o país no circuito WTA. Bia, com 29 anos, é a principal referência, mas enfrenta concorrência de jovens como a paranaense Flávia Cherobim, de 17 anos, que estreou na chave juvenil de Wimbledon em 2025. Stefani, especialista em duplas, busca um título de Grand Slam, após a semifinal de Roland Garros em 2023.

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) celebrou os resultados em Wimbledon, destacando o avanço de Fonseca e a consistência de Stefani. A entidade investiu R$ 2 milhões em 2025 para apoiar atletas em competições internacionais, visando os Jogos Olímpicos de 2028.

Foco em recuperação

Bia Haddad retorna ao Brasil para exames médicos, visando descartar lesões após os esforços na grama. A tenista, que enfrentou problemas físicos em 2023 e 2025, prioriza a saúde para manter o ritmo na segunda metade da temporada. Sua equipe, que inclui fisioterapeutas e psicólogos, planeja um cronograma leve até o início de agosto, com treinos focados em resistência e precisão.

A brasileira, que soma 13 vitórias em simples e 21 em duplas em 2025, busca encerrar o ano no top 15, meta que exige consistência nos próximos torneios. A temporada, embora desafiadora, reforça a determinação de Bia, que segue como a principal tenista do Brasil no circuito mundial.