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PIS/Pasep 2025: Desempregados podem sacar até R$ 1.518

Carteira de trabalho inss previdencia social
Foto: gustavomellossa/ Shutterstock.com

O abono salarial PIS/Pasep de 2025 promete injetar R$ 30,7 bilhões na economia, beneficiando cerca de 25,8 milhões de trabalhadores brasileiros, incluindo desempregados que atuaram formalmente em 2023. Com valores de até R$ 1.518, equivalente ao salário mínimo, o benefício é pago a quem trabalhou ao menos 30 dias no ano-base, com remuneração média de até R$ 2.640. Gerido pela Caixa Econômica Federal (PIS) e pelo Banco do Brasil (Pasep), o programa unificou o calendário por mês de nascimento, com saques disponíveis até 29 de dezembro. A consulta à elegibilidade está aberta desde fevereiro, e o pagamento escalonado começou em 17 de fevereiro. O programa reforça a renda de trabalhadores formais, movimentando o comércio local.

O programa, criado na década de 1970, é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e beneficia tanto empregados do setor privado quanto servidores públicos. Mesmo quem está sem emprego em 2025 pode receber, desde que atenda aos critérios de 2023. Abaixo, os principais pontos do benefício:

  • Pagamento proporcional ao tempo trabalhado, de R$ 126,50 a R$ 1.518.
  • Consulta disponível em aplicativos como Caixa Tem e Carteira de Trabalho Digital.
  • Prazo final para saque é 29 de dezembro de 2025.

O abono é um direito constitucional, muitas vezes comparado a um 14º salário, e sua relevância cresce em momentos de instabilidade econômica.

Quem tem direito ao benefício
O abono salarial é direcionado a trabalhadores formais de baixa renda que cumpriram requisitos específicos no ano-base de 2023. Para receber, não é necessário estar empregado em 2025, o que amplia o alcance do programa. Abaixo, os critérios de elegibilidade:

  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, consecutivos ou não.
  • Receber, em média, até dois salários mínimos (R$ 2.640 em 2023).
  • Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos (desde 2018 ou antes).
  • Ter os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial.

Essas regras garantem que o benefício chegue a trabalhadores de diversos setores, incluindo temporários e intermitentes. A exigência de inscrição mínima de cinco anos no programa assegura que apenas trabalhadores com histórico formal sejam contemplados.

Cerca de 24,4 milhões de pessoas do setor privado (PIS) e 1,4 milhão de servidores públicos (Pasep) devem ser beneficiados em 2025. Problemas com dados fornecidos por empregadores, no entanto, podem impedir o acesso de alguns trabalhadores, o que exige atenção à regularização cadastral.

Como o valor é calculado
O valor do abono salarial é proporcional ao período trabalhado em 2023, com base no salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518. O cálculo considera o número de meses trabalhados, dividindo o salário mínimo por 12 e multiplicando pelo tempo de serviço formal.

Por exemplo, quem trabalhou apenas um mês recebe R$ 126,50, enquanto quem atuou por 12 meses garante o valor máximo de R$ 1.518. A tabela oficial inclui:

  • 3 meses: R$ 379,50
  • 6 meses: R$ 759,00
  • 9 meses: R$ 1.138,50
  • 12 meses: R$ 1.518,00

Esse sistema garante equidade, recompensando proporcionalmente o esforço no mercado formal. Trabalhadores que atuaram em mais de um emprego no ano-base têm o tempo somado, desde que os dados sejam corretamente registrados.

Calendário de pagamentos
O pagamento do abono salarial em 2025 é organizado por mês de nascimento, unificando PIS e Pasep para facilitar o acesso. As datas foram definidas para evitar congestionamentos nos canais de atendimento e garantir eficiência na distribuição dos recursos.

O cronograma oficial é:

  • Janeiro: a partir de 17 de fevereiro
  • Março e abril: a partir de 15 de abril
  • Julho e agosto: a partir de 17 de junho
  • Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto

Os valores ficam disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025, oferecendo flexibilidade aos beneficiários. A unificação do calendário, implementada desde 2024, eliminou a antiga divisão pelo número de inscrição do Pasep, simplificando o processo.

Canais para consulta
Verificar a elegibilidade ao abono é simples e pode ser feito por canais digitais e presenciais. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil disponibilizam ferramentas práticas para consulta, enquanto o governo oferece opções gerais para todos os trabalhadores.

As principais formas de acesso incluem:

  • PIS: Aplicativo Caixa Trabalhador, Caixa Tem, site da Caixa ou telefone 0800 726 0207.
  • Pasep: Aplicativo Banco do Brasil, agências ou telefones 4004-0001 (capitais) e 0800 729 0001 (outras regiões).
  • Geral: Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal gov.br ou Central Alô Trabalho (158).

A consulta está liberada desde 5 de fevereiro, permitindo que trabalhadores planejem o uso do benefício com antecedência. O uso de aplicativos digitais agiliza o processo, reduzindo a necessidade de idas a agências.

Formas de recebimento
O saque do abono varia conforme o programa. Para o PIS, o valor é depositado automaticamente em contas da Caixa, incluindo poupanças e contas digitais do Caixa Tem. Quem não possui conta pode sacar com o Cartão Cidadão em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.

No Pasep, o crédito é feito em contas do Banco do Brasil. Servidores sem conta podem solicitar transferência via TED ou sacar em agências, apresentando documento oficial. A digitalização dos serviços, como o uso do Caixa Tem, facilitou o acesso, especialmente em regiões remotas.

Em 2024, cerca de 239 mil trabalhadores deixaram de sacar R$ 218,9 milhões, valores que retornaram ao FAT. Para evitar perdas, é recomendável consultar a elegibilidade e respeitar o prazo final de saque.

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Pis Pasep – Foto: rafapress/depositphotos.com

Regularização de dados
Erros ou atrasos no envio de informações pelo empregador à RAIS ou eSocial são obstáculos comuns. Trabalhadores que cumprem os requisitos, mas não encontram o benefício liberado, devem contatar o setor de recursos humanos da empresa onde atuaram em 2023.

A regularização envolve a retificação dos dados enviados ao governo. Após a correção, o pagamento é liberado em poucas semanas, desde que dentro do calendário. Manter o cadastro no PIS/Pasep atualizado, com informações como CPF e endereço, também é essencial para evitar problemas.

Benefício para trabalhadores temporários
Trabalhadores com contratos temporários ou intermitentes podem receber o abono, desde que tenham trabalhado pelo menos 30 dias em 2023. Essa inclusão é relevante para setores como agricultura e comércio, que empregam mão de obra sazonal.

Por exemplo, um trabalhador rural que atuou por dois meses em 2023 recebe R$ 253,00, enquanto um vendedor de fim de ano com três meses trabalhados garante R$ 379,50. A proporcionalidade do pagamento torna o programa acessível a diferentes perfis de trabalhadores.

Prevenção contra fraudes
Golpes relacionados ao abono salarial são frequentes, com criminosos enviando mensagens falsas por e-mail ou aplicativos, solicitando dados pessoais ou pagamentos. Para se proteger, trabalhadores devem usar apenas canais oficiais, como os aplicativos da Caixa, Banco do Brasil ou Carteira de Trabalho Digital.

Nenhum serviço oficial cobra taxas para liberar o abono, e senhas ou informações bancárias não devem ser compartilhadas. A Central Alô Trabalho (158) e agências bancárias são opções seguras para esclarecer dúvidas.

Efeito na economia local
O abono salarial injeta bilhões de reais na economia, especialmente em regiões de menor renda. Em 2025, os R$ 30,7 bilhões distribuídos a 25,8 milhões de trabalhadores impulsionam o consumo em pequenos negócios, como mercados e lojas.

No primeiro lote, em fevereiro, cerca de 2 milhões de pessoas receberam R$ 2,3 bilhões, com 1,8 milhão vinculados ao PIS e 163 mil ao Pasep. Esse fluxo de recursos reduz desigualdades e estimula o comércio, gerando um efeito multiplicador em comunidades locais.

Evolução do programa
Criado em 1970 pelas Leis Complementares nº 7 (PIS) e nº 8 (Pasep), o programa passou por mudanças significativas. A unificação do calendário por mês de nascimento, iniciada em 2024, simplificou o acesso. A digitalização, com aplicativos como Caixa Tem e Carteira de Trabalho Digital, modernizou a consulta e o saque.

A transição da RAIS para o eSocial em muitas empresas também otimizou o envio de dados, embora inconsistências ainda sejam um desafio. A regularização cadastral e a conscientização sobre prazos são prioridades para aumentar a eficiência do programa.