A cantora Sandra do Valle Reis, conhecida como Sol, faleceu aos 59 anos no sábado, 12 de julho de 2025, em sua residência no bairro Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Ícone da música brasileira nos anos 1980, ela marcou a geração com sucessos como “Meu Gatinho” e “Sonho Colorido”, além de apresentações marcantes em programas de auditório como os de Silvio Santos e Bolinha. A causa da morte não foi divulgada, mas a notícia foi confirmada por meio de um comunicado oficial nas redes sociais da artista. O corpo foi encontrado por amigos por volta do meio-dia e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), com velório marcado para segunda-feira, 14 de julho, no Cemitério da Vila Formosa. Sol, que enfrentava dificuldades financeiras, teve sua cerimônia de despedida organizada com a ajuda de doações de fãs. Sua trajetória, que incluiu passagens pelo Japão e rivalidade com Gretchen, deixa um legado vibrante na cultura pop brasileira.
A morte de Sol chocou admiradores e reacendeu memórias de uma era dourada da televisão e da música nacional. Nascida em Florianópolis, a artista começou sua carreira ainda criança, aos sete anos, e se destacou pela versatilidade, dominando piano, acordeão, balé clássico e canto lírico. Além da música, ela se formou em Direito e trabalhou como modelo, consolidando sua imagem como uma figura multifacetada. Sua presença nos palcos e na TV, com um estilo sensual e danças marcantes, a colocou ao lado de nomes como Gretchen, Rita Cadillac e Sharon, em uma geração que revolucionou os programas de auditório.
- Principais marcos da carreira de Sol:
- Sucessos musicais como “Meu Gatinho” (1981) e “Sonho Colorido” (1982).
- Participações em programas icônicos como Clube do Bolinha e Programa Silvio Santos.
- Carreira internacional no Japão, onde ganhou o apelido de “Musa do Imperador”.
- Formação em Direito e experiência como modelo.
Uma estrela desde a infância
Sandra do Valle Reis demonstrou talento artístico desde muito jovem. Aos sete anos, já se dedicava à música e às artes, estudando instrumentos como piano e acordeão, além de balé clássico e canto lírico. Essa formação sólida a preparou para uma carreira que mesclava técnica e carisma. Sua versatilidade era evidente: Sol cantava em diversos idiomas, incluindo inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e japonês, o que a destacou no cenário internacional.
Quando descoberta por uma gravadora, a artista rapidamente se tornou um ícone dos anos 1980. Suas apresentações, marcadas por coreografias sensuais e figurinos chamativos, atraíam multidões. Sol se transformou em um símbolo sexual da época, conquistando fãs com sua energia e presença de palco. Sua participação em programas de auditório, como os comandados por Chacrinha e Silvio Santos, consolidou sua fama, tornando-a uma figura constante na televisão brasileira.
A musa do Japão
Na década de 1990, Sol expandiu sua carreira para além do Brasil. Indicada por uma amiga a empresários que promoviam artistas no Japão, ela se mudou para o país asiático, onde viveu por quase uma década. Lá, conquistou o público com sua performance única, ganhando o apelido de “Musa do Imperador do Japão”. Suas apresentações no exterior incluíam repertórios variados, com canções em japonês e clássicos da música brasileira, como a lambada.
No Japão, Sol também viveu momentos pessoais marcantes, como o encontro com seu segundo marido. Sua experiência internacional a diferenciava de outras artistas da época, reforçando sua imagem como uma figura versátil e carismática. Apesar do sucesso no exterior, a artista enfrentou desafios ao retornar ao Brasil, incluindo um grave acidente de carro que a deixou em coma por 12 dias e resultou na morte de seu secretário.
Rivalidade com Gretchen
A trajetória de Sol é frequentemente associada à sua rivalidade com Gretchen, outra grande estrela dos anos 1980. Ambas compartilhavam um estilo semelhante, com danças sensuais e apresentações vibrantes, o que as colocou em competição nos programas de auditório. Junto a nomes como Rita Cadillac e Sharon, elas formavam um grupo de artistas que dominava a cena cultural da época, conhecidas como “rainhas do rebolado”.
A rivalidade entre Sol e Gretchen ganhou contornos judiciais quando a primeira entrou com um processo contra a colega, alegando ter sido mencionada de forma pejorativa no livro “Gretchen: Uma Biografia Quase Não Autorizada”. Sol pedia uma indenização de R$ 1 milhão, mas perdeu a ação em primeira instância. Em 2021, ela anunciou que recorreria da decisão, mostrando determinação em defender sua imagem.
- Momentos da rivalidade:
- Apresentações concorrentes em programas como os de Chacrinha e Silvio Santos.
- Disputa pela atenção do público com danças e figurinos marcantes.
- Processo judicial movido por Sol contra Gretchen e os autores da biografia.
Legado musical de Sol
O repertório de Sol inclui sucessos que marcaram a década de 1980. Canções como “Meu Gatinho” (1981), “Sonho Colorido” (1982) e “Professor de Amor” (1983) conquistaram o público com letras cativantes e ritmos dançantes. Em 1989, ela lançou o álbum “Sol – Lambada Sabor Tropical”, que reforçou sua conexão com o gênero lambada, um dos mais populares da época.
Além de suas músicas originais, Sol também se destacou por parcerias e interpretações de clássicos. Ela dividiu o palco com Agnaldo Rayol em “Concerto Para Uma Voz” e apresentou “La Traviata” ao lado do primeiro tenor do Theatro Municipal de São Paulo. Essas performances mostram a amplitude de seu talento, que ia além do pop e da lambada, alcançando o universo da música erudita.
Desafios financeiros e apoio dos fãs
Nos últimos anos, Sol enfrentava dificuldades financeiras, o que tornou sua despedida ainda mais comovente. Após a confirmação de sua morte, amigos e fãs se mobilizaram para arrecadar fundos para custear o velório e o sepultamento. A vaquinha online foi anunciada nas redes sociais da artista, destacando a generosidade de sua comunidade de admiradores.
O velório, marcado para o Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, começou às 11h de segunda-feira, 14 de julho. O sepultamento estava programado para as 13h do mesmo dia. A mobilização dos fãs reflete o impacto que Sol teve em sua audiência, mesmo décadas após o auge de sua carreira.
Presença nos programas de auditório
A popularidade de Sol nos anos 1980 foi amplificada por sua presença constante em programas de TV. No Clube do Bolinha e no Programa Silvio Santos, ela encantava o público com suas performances energéticas. Esses espaços eram verdadeiros palcos para as estrelas da época, e Sol sabia como aproveitá-los.
Sua amizade com Vitória Cury, filha do apresentador Bolinha, também reforça sua conexão com essa era. Foi Vitória quem confirmou a morte da artista à imprensa, destacando a tristeza do momento e a importância de Sol para a cultura brasileira.
- Programas que marcaram a carreira de Sol:
- Clube do Bolinha, com apresentações dançantes e interação com o público.
- Programa Silvio Santos, onde Sol se destacou com seu carisma.
- Participações em programas de Chacrinha, ao lado de outras estrelas.
Uma vida marcada por reviravoltas
A trajetória de Sol foi repleta de altos e baixos. Após o sucesso no Brasil e no Japão, ela enfrentou momentos difíceis, como o acidente de carro que marcou seu retorno ao país. O episódio, previsto por seu pai, o astrólogo Josebel Ribeiro, deixou sequelas emocionais e físicas. Mesmo assim, Sol continuou a se apresentar em eventos beneficentes e shows menores, mantendo sua paixão pela música viva.
Sua formação em Direito também revela um lado menos conhecido da artista. Embora tenha escolhido os palcos como sua principal carreira, Sol demonstrou dedicação aos estudos e à profissão de modelo, o que a tornou uma figura ainda mais admirada por sua versatilidade.
Homenagens póstumas
A morte de Sol gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Fãs e colegas relembraram sua contribuição para a música e a televisão brasileira, destacando sua energia e talento. Muitos compartilharam vídeos de suas apresentações, enquanto outros recordaram encontros pessoais com a artista, enfatizando sua generosidade e carisma.
A mobilização para custear seu velório também mostrou o carinho do público. Mesmo enfrentando dificuldades, Sol manteve uma base de fãs leais, que se uniram para garantir uma despedida digna.
Um ícone da cultura pop
Sol deixa um legado que transcende sua música. Sua presença nos anos 1980 ajudou a definir uma era de ousadia e transformação na cultura brasileira. Ao lado de outras artistas, ela desafiou convenções e trouxe um novo olhar para a performance feminina na televisão e na música.
Sua passagem pelo Japão também destaca sua relevância internacional. A capacidade de conquistar públicos em diferentes culturas reforça o impacto de sua arte. Sol não era apenas uma cantora, mas uma figura que representava a energia vibrante de uma década marcante.
- Curiosidades sobre Sol:
- Cantava em seis idiomas, incluindo japonês.
- Foi apelidada de “Musa do Imperador” no Japão.
- Formou-se em Direito, mas escolheu a carreira artística.
- Sobreviveu a um grave acidente de carro na década de 1990.
