O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, aprovou uma nova taxa de US$ 250 para a emissão de vistos de não imigrantes, como os de turismo, negócios e estudos, elevando o custo total do documento para US$ 435. A medida, sancionada no início de julho de 2025 como parte do pacote tributário “One Big Beautiful Bill”, impactará brasileiros e outros estrangeiros que planejam viajar aos EUA. A chamada “Visa Integrity Fee” será cobrada apenas na emissão do visto, isentando solicitantes com pedidos negados. A data exata de implementação ainda não foi confirmada, e a taxa não aparece listada no site oficial do governo americano. A Embaixada dos EUA no Brasil foi questionada sobre prazos, mas não respondeu até o momento. A legislação prevê possíveis reembolsos em casos específicos, como o cumprimento rigoroso das condições do visto. A mudança eleva os custos de viagem e pode afetar o planejamento de turistas e estudantes.
A nova taxa representa um aumento significativo no custo do visto, que atualmente é de US$ 185 para categorias como turismo (B1/B2), estudos (F1) e intercâmbio (J1). Além disso, o formulário I-95, necessário para registrar a entrada nos EUA, passará a custar US$ 24, totalizando US$ 459 para quem viajar após a emissão do visto. A medida reflete a política de Trump de reforçar a segurança nas fronteiras, mas também gera debates sobre o impacto no turismo e nas relações internacionais.
- O que muda com a nova taxa: O custo total do visto sobe de US$ 185 para US$ 435.
- Quem será afetado: Turistas, estudantes, trabalhadores temporários e outros solicitantes de vistos de não imigrantes.
- Possibilidade de reembolso: Disponível sob condições específicas, como saída do país dentro do prazo estipulado.
- Impacto financeiro: O aumento pode encarecer viagens, especialmente para famílias ou grupos.
A decisão do governo americano ocorre em um momento de alta demanda por vistos, com tempos de espera para entrevistas consulares reduzidos para menos de dez dias em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, após esforços do governo para agilizar o processo.
Detalhes da nova taxa e seu impacto financeiro
A “Visa Integrity Fee” foi incluída no pacote orçamentário assinado por Trump, que busca financiar medidas de segurança e controle migratório. O valor de US$ 250 será cobrado apenas quando o visto for aprovado, o que significa que solicitantes com pedidos rejeitados não arcarão com essa despesa adicional. A taxa, que pode ser reajustada anualmente com base na inflação, eleva o custo total do visto para US$ 435, equivalente a cerca de R$ 2.419 na cotação de julho de 2025. Para brasileiros, que enfrentam a conversão do dólar em um cenário de câmbio flutuante, o aumento representa um desafio financeiro adicional.
O custo do formulário I-95, agora fixado em US$ 24, também contribui para encarecer a viagem. Esse documento, preenchido na entrada dos EUA, registra informações sobre a estadia do viajante. Somando os valores, o gasto total para emitir o visto e viajar será de US$ 459 (aproximadamente R$ 2.552). Para uma família de quatro pessoas, por exemplo, o custo apenas com vistos e formulários pode ultrapassar R$ 10.000, sem considerar passagens, hospedagem ou outros gastos.
- Custo atual do visto: US$ 185 (R$ 1.028).
- Nova taxa adicional: US$ 250 (R$ 1.390).
- Formulário I-95: US$ 24 (R$ 133).
- Custo total por pessoa: US$ 459 (R$ 2.552).
A incerteza sobre a data de implementação da taxa preocupa viajantes e agências de turismo, que aguardam esclarecimentos oficiais para ajustar seus planejamentos.
Processo para obtenção do visto americano
O processo para tirar o visto americano permanece inalterado, apesar do aumento de custos. O solicitante deve preencher o formulário DS-160 online, pagar a taxa consular e agendar duas visitas: uma ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) para coleta de biometria e foto, e outra ao consulado ou embaixada para a entrevista. Em cidades como Porto Alegre e Recife, ambos os procedimentos podem ser realizados em um único agendamento. A nova taxa de US$ 250 será aplicada apenas na emissão do visto, após a aprovação na entrevista.
Para brasileiros, o visto de turismo (B1/B2) tem validade de dez anos, permitindo múltiplas entradas nos EUA, com estadias de até seis meses por vez. A documentação necessária inclui passaporte válido, comprovantes de vínculos com o Brasil (como emprego ou propriedades) e detalhes sobre o propósito da viagem. A taxa consular, atualmente paga via boleto, cartão de crédito ou PIX, não é reembolsável, mesmo em caso de negativa.
- Etapas do processo: Preenchimento do DS-160, pagamento da taxa, agendamento no CASV e entrevista consular.
- Documentos principais: Passaporte, comprovantes financeiros e de vínculo com o Brasil.
- Validade do visto: Até dez anos para brasileiros, com estadias de até seis meses.
- Tempo de espera: Menos de dez dias para entrevistas em algumas cidades, como São Paulo.
A aprovação do visto depende da demonstração de laços fortes com o Brasil, como emprego fixo, família ou bens, para garantir que o solicitante retornará ao país.
Possibilidades de reembolso da nova taxa
A legislação sancionada por Trump prevê a possibilidade de reembolso da “Visa Integrity Fee” em situações específicas. O reembolso só será concedido após o término da validade do visto, que para brasileiros é de dez anos. As condições para elegibilidade incluem o cumprimento de todas as regras do visto, como não trabalhar sem autorização e deixar os EUA dentro do prazo permitido. Além disso, o reembolso pode ser solicitado por quem obtiver uma extensão de status de não imigrante ou se tornar residente permanente legal durante a validade do visto.
Essas condições, no entanto, são rigorosas e podem limitar o número de beneficiados. Por exemplo, a exigência de sair do país até cinco dias após o fim da estadia autorizada exige planejamento preciso. A falta de clareza sobre o processo de solicitação do reembolso também levanta dúvidas entre os viajantes.
- Condições para reembolso: Cumprir todas as regras do visto e sair dos EUA no prazo.
- Prazo para solicitação: Após o fim da validade do visto (dez anos para brasileiros).
- Elegibilidade adicional: Obtenção de residência permanente ou extensão de status.
A possibilidade de reembolso, embora atrativa, não reduz o impacto imediato do aumento no custo do visto para os solicitantes.
Reações à nova taxa nos Estados Unidos e no Brasil
A aprovação da nova taxa gerou debates nos dois países. Nos EUA, defensores da medida argumentam que o valor adicional fortalecerá a segurança nas fronteiras, financiando sistemas de verificação mais robustos. Críticos, por outro lado, apontam que o aumento pode desestimular o turismo e afetar setores econômicos que dependem de visitantes estrangeiros, como hotelaria e varejo. Em 2023, o número de turistas brasileiros nos EUA cresceu 32%, segundo dados do governo americano, o que destaca a importância desse fluxo para a economia.
No Brasil, agências de turismo e viajantes manifestaram preocupação com o impacto financeiro. O aumento para US$ 435 por visto pode dificultar o acesso de famílias e estudantes, especialmente em um cenário de alta do dólar. Muitos já começaram a buscar alternativas, como antecipar a solicitação do visto antes que a nova taxa entre em vigor.
- Argumentos favoráveis: Reforço na segurança migratória e financiamento de serviços consulares.
- Críticas nos EUA: Possível redução no turismo e impacto em setores econômicos.
- Preocupações no Brasil: Dificuldade financeira para famílias e estudantes.
- Estratégias dos viajantes: Antecipação da solicitação para evitar o aumento.
A falta de uma data oficial para a implementação da taxa mantém o cenário incerto, mas a recomendação é que os interessados monitorem os sites oficiais do governo americano.
Alternativas e planejamento para viajantes brasileiros
Diante do aumento iminente, brasileiros que planejam viajar aos EUA avaliam estratégias para minimizar custos. Uma opção é solicitar o visto antes da entrada em vigor da nova taxa, embora a data exata permaneça indefinida. Outra alternativa é aproveitar isenções de entrevista para renovações, disponíveis para quem possui visto válido ou expirado há menos de 48 meses, desde que não tenha histórico de recusa ou irregularidades.
Agências de turismo recomendam planejamento antecipado e atenção às taxas de câmbio, já que o pagamento é feito em dólar. Além disso, viajantes devem considerar os custos adicionais, como deslocamento até cidades com consulados (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife ou Porto Alegre) e a taxa de entrega do passaporte, que custa cerca de R$ 64 por documento.
- Solicitação antecipada: Evitar o aumento solicitando o visto antes da nova taxa.
- Isenção de entrevista: Disponível para renovações e menores de 14 ou maiores de 79 anos.
- Custos adicionais: Deslocamento e taxa de entrega do passaporte.
- Monitoramento do câmbio: Planejar o pagamento com base na cotação do dólar.
A nova taxa reforça a necessidade de organização financeira e logística para quem deseja visitar os Estados Unidos, especialmente em um contexto de alta demanda por vistos.
