Ator de A Viagem relata sensação de transe mediúnico como Mascarado
Breno Moroni, intérprete do enigmático Mascarado Adonay na novela A Viagem, exibida originalmente pela Rede Globo em 1994, compartilhou detalhes intrigantes sobre sua experiência nas gravações. Em entrevista ao Jornal Midiamax, publicada em 12 de julho de 2025, o ator de 71 anos revelou ter sentido uma sensação de “incorporação” durante as cenas, comparando-a a um transe mediúnico. Morando em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ele descreveu como não se lembrava de suas ações em cena, como se outra força atuasse por ele. A novela, reprisada no Vale a Pena Ver de Novo em 2025, continua a fascinar o público com sua abordagem espírita e personagens marcantes, como o Mascarado, que se comunica por mímicas devido a um rosto desfigurado por um acidente. Moroni também sugeriu um final alternativo para Adonay, com efeitos visuais, mas a ideia foi rejeitada pela produção.
A trama, escrita por Ivani Ribeiro, mistura espiritismo e drama, marcando a teledramaturgia brasileira. O personagem de Moroni, com sua máscara branca e gestos expressivos, tornou-se um ícone cultural.
A reprise de A Viagem tem impulsionado a curiosidade sobre o Mascarado, com fãs compartilhando memórias e debates nas redes sociais.
- Personagem: Adonay, o Mascarado, ex-namorado de Carmem, desfigurado após acidente.
- Interpretação: Breno Moroni, mímico e artista circense, usou gestos para comunicação.
- Reprise: Exibida no Vale a Pena Ver de Novo a partir de maio de 2025.
- Entrevista: Publicada em 12 de julho de 2025, no Jornal Midiamax.
Experiência de transe nas gravações
Breno Moroni descreveu uma experiência singular durante as gravações de A Viagem, onde sentia como se estivesse em transe. Ele relatou que, em muitas cenas, não se recordava de suas ações, comparando o fenômeno ao transe mediúnico descrito no espiritismo. “Era como se alguém estivesse fazendo por mim”, afirmou, destacando a conexão com a temática espiritualista da novela.
Essa sensação, segundo Moroni, estava alinhada com o clima único dos bastidores. A produção, dirigida por Wolf Maya, criava um ambiente de solidariedade, com elenco e equipe trabalhando em harmonia. O ator, que nunca assistiu à novela na íntegra, revelou que revisitar trechos das cenas é como vê-las pela primeira vez, reforçando o impacto que o papel teve em sua carreira.
A experiência de Moroni reflete a profundidade da trama, que aborda questões espirituais baseadas nos livros de Allan Kardec e Chico Xavier. O Mascarado, com sua presença misteriosa, cativava tanto crianças quanto adultos, gerando uma mistura de fascínio e temor.
- Sensação relatada: Moroni comparou sua atuação a um transe mediúnico.
- Ambiente de gravação: Solidariedade e conexão espiritual entre elenco e equipe.
- Temática espírita: Inspirada em Nosso Lar e E a Vida Continua de Chico Xavier.
- Impacto do personagem: Fascínio e medo entre o público, especialmente crianças.
O Mascarado: um ícone da novela
Adonay, conhecido como Mascarado, é um dos personagens mais marcantes de A Viagem. Ex-namorado de Carmem, interpretada por Suzy Rêgo, ele sofreu um acidente de avião que desfigurou seu rosto, levando-o a usar uma máscara branca e se comunicar por mímicas. Sua presença na vila onde se passa a trama despertava curiosidade, especialmente entre as crianças, que se encantavam com suas performances circenses.
Moroni, com formação em mímica e artes circenses, trouxe autenticidade ao papel. Escolhido por Wolf Maya após dois atores recusarem a participação, ele transformou um papel inicialmente secundário em um ícone. A ausência de falas, devido ao som abafado pela máscara, foi uma solução criativa de Moroni, que usou gestos para expressar as emoções de Adonay.
O personagem também abordou questões sociais, como a exclusão de pessoas com cicatrizes. Após a exibição original, Moroni recebeu cartas de pessoas com queimaduras, que se sentiram representadas pelo Mascarado. A novela, exibida entre abril e outubro de 1994, alcançou média de 52 pontos de audiência, segundo o Ibope.
Sugestão de final alternativo
Moroni revelou que sugeriu um desfecho diferente para Adonay, que não teve um final feliz com Carmem na trama. Em uma carta à autora Ivani Ribeiro e à colaboradora Solange Castro Neves, ele propôs que o personagem aparecesse como um espírito, com efeitos visuais de chroma key substituindo a máscara por um céu com nuvens. A ideia, que reforçaria a temática espírita, foi rejeitada pela produção, que optou por manter o final original, onde Adonay revela seu rosto e termina sozinho.
A sugestão de Moroni reflete sua conexão com o personagem e com a mensagem espiritual da novela. Ele acreditava que um final etéreo poderia destacar a jornada de redenção de Adonay, alinhada com os princípios espíritas da trama. Apesar da recusa, o ator guarda boas lembranças do projeto, que considera “um projeto de arte” pela sua profundidade.
- Proposta de Moroni: Final com Adonay como espírito, usando chroma key.
- Final original: Adonay revela o rosto e termina sozinho, sem Carmem.
- Temática espírita: Exploração de redenção e vida após a morte.
- Rejeição da ideia: Produção manteve o desfecho trágico do personagem.
Carreira e vida atual de Breno Moroni
Aos 71 anos, Breno Moroni vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde continua ativo no teatro e no cinema. Nascido em Petrópolis, Rio de Janeiro, ele acumula uma carreira diversa, com mais de 15 profissões, incluindo mímico, acrobata, contorcionista e professor de teatro. Moroni estudou na Inglaterra e visitou cerca de 40 países com uma companhia teatral, trazendo sua experiência circense para o papel do Mascarado.
Após A Viagem, ele participou de produções como O Clone (2001), Kubanacan (2003) e Um Só Coração (2004), mas está afastado da TV desde 2004. Apesar disso, ele mantém sua paixão pelas artes, dirigindo e atuando em peças teatrais. Moroni tem quatro filhos e um neto, e já expressou o desejo de voltar às novelas, mas sem retornar ao Rio de Janeiro.
Sua trajetória reflete a versatilidade de um artista que transcende o papel do Mascarado, mas que reconhece a importância do personagem em sua carreira. Ele ainda recebe mensagens de fãs, que o associam imediatamente a Adonay, reforçando o impacto duradouro da novela.
Legado cultural de A Viagem
A Viagem, escrita por Ivani Ribeiro e exibida em 1994, é um marco na teledramaturgia brasileira. A novela, um remake da versão de 1975 da TV Tupi, destacou-se por sua abordagem espírita, inspirada em obras de Chico Xavier. A trama impulsionou a venda de livros espíritas e a procura por centros espíritas em 1994, com um aumento de 30% nas visitas, segundo dados da época.
O Mascarado, com sua aura de mistério, tornou-se um símbolo da novela, gerando debates sobre aceitação e superação. Posts recentes nas redes sociais mostram que o personagem ainda desperta fascínio e até medo em gerações que assistiram à trama na infância. A reprise de 2025 no Vale a Pena Ver de Novo alcançou picos de 28 pontos de audiência, consolidando o sucesso da novela.
A atuação de Moroni, combinada com a direção de Wolf Maya e a narrativa de Ivani Ribeiro, criou um personagem que transcende o tempo. A novela continua a inspirar discussões sobre espiritualidade e humanidade, mantendo-se relevante três décadas após sua estreia.
- Audiência: Média de 52 pontos em 1994; pico de 28 pontos na reprise de 2025.
- Impacto cultural: Aumento de 30% na procura por centros espíritas em 1994.
- Personagem icônico: Mascarado marcou gerações com sua mímica e mistério.
- Elenco principal: Christiane Torloni, Antônio Fagundes, Guilherme Fontes.
- Reprises: 1997, 2006, 2020 (Canal Viva) e 2025 (Vale a Pena Ver de Novo).
Curiosidades sobre o Mascarado e a produção
O personagem de Breno Moroni guarda histórias únicas que enriqueceram A Viagem. Aqui estão algumas curiosidades:
- Escolha do ator: Moroni foi escalado após dois atores recusarem o papel.
- Mímica improvisada: A ausência de falas surgiu por problemas técnicos com a máscara.
- Segredo nos bastidores: A identidade de Moroni era mantida em segredo no set.
- Impacto social: Adonay representou pessoas com cicatrizes, dando visibilidade à causa.
- Carreira de Moroni: Atuou em 80 produções na TV e 50 peças teatrais até 1991.
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