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Botafogo resiste à pressão de Michele Kang e garante Textor no comando em crise com Lyon

John Textor
Foto: John Textor - Foto: Instagram

A crise entre John Textor e os novos controladores do Lyon, liderados pela bilionária sul-coreana Michele Kang, ganhou novos contornos nesta semana, com reflexos diretos no Botafogo. Na quinta-feira, 17 de julho de 2025, o grupo francês tentou assumir o controle da Eagle Football, holding que engloba o clube carioca, o belga Molenbeek e o Lyon, buscando afastar o americano do comando. A manobra, porém, foi frustrada por uma carta de apoio do Botafogo, assinada por diretores e conselheiros, que reafirmou a lealdade ao empresário. Textor, por sua vez, planeja criar uma nova empresa nas Ilhas Cayman, separando suas operações do Lyon, enquanto mantém o controle do Glorioso. A ruptura entre os clubes, antes parceiros, evidencia um racha profundo na rede multiclubes.

O movimento do Lyon, encabeçado por Kang e apoiado pelo fundo Ares, buscava explorar brechas contratuais para tirar Textor da holding. No Brasil, a tentativa esbarrou na estrutura da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo, que exige aval do clube associativo, aliado do americano. João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo social, liderou a reação, consolidando o apoio a Textor.

  • Pontos-chave da crise:
    • Kang assumiu a presidência do Lyon após renúncia de Textor em 30 de junho.
    • Lyon tenta cortar laços com Textor, apesar de ele ser acionista majoritário da Eagle.
    • Botafogo enviou carta de apoio, bloqueando mudanças na SAF.
    • Textor planeja nova empresa para gerir Botafogo, Molenbeek e Crystal Palace.

A situação expõe tensões financeiras e estratégicas na Eagle, agravadas por dívidas com o fundo Ares, que financiou a compra do Lyon por Textor em 2022.

Racha na Eagle Football

A Eagle Football, criada por John Textor para gerir seus investimentos em clubes, enfrenta sua maior crise desde a fundação. O Lyon, que já foi um dos pilares da holding, agora busca se desvincular completamente do americano. Michele Kang, nova presidente do clube francês, assumiu o comando com apoio de acionistas minoritários e do fundo Ares, que cobra o pagamento de um empréstimo de 2022. A decisão de Kang de excluir Textor da gestão foi endossada pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) da França, que, em 9 de julho, garantiu a permanência do Lyon na primeira divisão.

Kang, em entrevista no mesmo dia, afirmou ter “100% de controle” sobre o Lyon, sinalizando o fim da influência de Textor no clube. A bilionária sul-coreana, conhecida por investimentos no futebol feminino, como o Washington Spirit, quer reestruturar a holding, mas enfrenta resistência de Textor, que mantém a maioria acionária. A tentativa de assumir o controle de outros clubes da Eagle, como o Botafogo, foi uma resposta à percepção de descontrole financeiro no Lyon, apontado por Kang e seus aliados após auditorias internas.

  • Fatores da crise no Lyon:
    • Auditoria revelou suposto descontrole financeiro sob gestão de Textor.
    • Fundo Ares pressiona por pagamento de empréstimo de 2022.
    • Kang busca eliminar qualquer vínculo societário com o americano.
    • Lyon cortou comunicação com Botafogo, encerrando troca de dados.

O Botafogo, por sua vez, se posicionou como aliado incondicional de Textor, reforçando sua permanência no comando.

Botafogo reage com apoio a Textor

A reação do Botafogo foi rápida e contundente. Na madrugada de sexta-feira, 18 de julho, o clube enviou uma carta à Eagle Football, assinada por João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo social, e outros diretores, como Durcesio Mello e André Silva. O documento reafirmava o apoio ao americano, destacando sua importância para o projeto da SAF. “John Textor pertence ao Botafogo”, declarou Magalhães Lins, enfatizando a lealdade do clube ao empresário. A estrutura da SAF, que dá poder de veto ao clube associativo, foi decisiva para barrar qualquer tentativa de mudança no comando.

A carta foi uma resposta direta à movimentação de Kang, que buscava brechas contratuais para assumir o controle total da Eagle. A iniciativa do Botafogo, além de proteger Textor, reforçou a autonomia do clube carioca dentro da holding. O apoio também reflete a confiança no projeto esportivo liderado pelo americano, que tem investido pesado em contratações e infraestrutura.

Textor, em postagem no Instagram na sexta-feira, celebrou as recentes contratações do Botafogo, como Igor Jesus e Danilo, e alfinetou o Lyon, mencionando a ausência de “agendas políticas” no clube carioca. A mensagem reforça a intenção do empresário de focar no Glorioso e em outros projetos fora da influência francesa.

  • Ações do Botafogo na crise:
    • Carta de apoio enviada à Eagle na madrugada de 18 de julho.
    • Clube associativo bloqueou mudanças na SAF.
    • Diretores reforçaram aliança com Textor, destacando sua liderança.
    • Textor celebrou autonomia do Botafogo em postagem nas redes sociais.

Nova empresa de Textor nas Ilhas Cayman

Diante do conflito, John Textor já planeja seus próximos passos. O empresário anunciou a criação de uma nova empresa, sediada nas Ilhas Cayman, para gerir seus ativos fora do Lyon. A nova estrutura incluirá o Botafogo, o Molenbeek e o Crystal Palace, clube inglês no qual Textor também tem participação. A decisão marca uma separação definitiva do Lyon, que deve seguir sob o comando de Kang e seus aliados.

A escolha das Ilhas Cayman, conhecida por sua legislação favorável a empresas, reflete a estratégia de Textor para proteger seus investimentos e manter o controle de seus clubes. A nova empresa permitirá ao americano operar de forma independente, sem interferência dos acionistas franceses ou do fundo Ares. O Botafogo, principal ativo de Textor no Brasil, será o carro-chefe do projeto, que visa consolidar a rede multiclubes em um novo modelo de gestão.

  • Objetivos da nova empresa:
    • Gerir Botafogo, Molenbeek e Crystal Palace de forma independente.
    • Proteger ativos de Textor contra disputas com Lyon e Ares.
    • Garantir autonomia financeira e operacional dos clubes.
    • Focar em resultados esportivos, como contratações estratégicas.

A separação também encerra qualquer possibilidade de reaproximação entre Botafogo e Lyon, que, até recentemente, mantinham colaboração em áreas como scout e análise de jogadores.

Alianças estratégicas de Textor

Enquanto o conflito com o Lyon se intensifica, Textor tem buscado novos parceiros para fortalecer sua rede de clubes. Um dos principais aliados é Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, Olympiakos e Rio Ave. A relação entre os dois empresários foi fundamental em negociações recentes do Botafogo, como as contratações de Jair, Igor Jesus e Danilo. Marinakis, conhecido por sua influência no futebol europeu, pode ser um parceiro estratégico para Textor, especialmente em um momento de ruptura com o Lyon.

A aproximação com Marinakis também sinaliza uma mudança no foco de Textor, que agora prioriza parcerias com clubes fora da esfera da Eagle. O Botafogo, beneficiado por essas negociações, tem reforçado seu elenco com jogadores de alto potencial, consolidando-se como um dos principais clubes do Brasil. A chegada de Danilo, por exemplo, foi celebrada por Textor como parte de sua estratégia de “caçar troféus”.

  • Parcerias de Textor:
    • Negociações com Marinakis para contratações estratégicas.
    • Foco em jogadores de Nottingham Forest, Olympiakos e Rio Ave.
    • Reforço do Botafogo com nomes como Jair, Igor Jesus e Danilo.
    • Busca por autonomia em transferências, sem dependência do Lyon.

Futuro do Botafogo sob Textor

O Botafogo sai fortalecido da crise, com sua posição consolidada como principal ativo de Textor. A lealdade do clube associativo, liderado por João Paulo Magalhães Lins, garantiu a permanência do americano no comando, enquanto a nova empresa nas Ilhas Cayman oferece uma estrutura para proteger o projeto da SAF. O clube carioca, que vive um momento de ascensão no futebol brasileiro, com contratações de peso e bom desempenho em competições, se beneficia da autonomia conquistada na crise.

A ruptura com o Lyon, embora represente o fim de uma parceria estratégica, abre espaço para o Botafogo buscar novos caminhos. A relação com Marinakis e outros clubes europeus pode trazer benefícios em transferências e intercâmbio técnico, enquanto Textor foca em resultados esportivos. A carta de apoio do Botafogo, além de bloquear a tentativa de Kang, reforçou a união entre clube e empresário, criando uma base sólida para o futuro.

  • Impactos no Botafogo:
    • Consolidação de Textor como líder do projeto da SAF.
    • Fim da parceria com o Lyon, com foco em novas alianças.
    • Investimentos em contratações para manter competitividade.
    • Autonomia reforçada pela estrutura da SAF e apoio do clube associativo.