Thiago Monteiro brilha com vitória suada no quali de Kitzbuhel e avança rumo à chave principal
Em uma batalha de 2 horas e 41 minutos, o tenista brasileiro Thiago Monteiro estreou com vitória apertada no qualifying do ATP 250 de Kitzbuhel, na Áustria, neste sábado, 19 de julho de 2025. O cearense, número 152 do ranking mundial, superou o austríaco Neil Oberleitner, 417º colocado, com parciais de 6/4, 4/6 e 7/6 (7-4). O confronto, marcado por intensidade e equilíbrio, colocou Monteiro a apenas uma vitória da chave principal do torneio disputado no saibro. A conquista reforça a busca do brasileiro por recuperação no ranking após uma temporada de desafios, enfrentando um adversário que jogava em casa e contava com o apoio da torcida local. O resultado é um passo crucial para Monteiro, que tenta se juntar ao compatriota Thiago Wild na chave principal, destacando a presença brasileira no circuito internacional.
A partida foi um teste de resistência para o canhoto de 31 anos, que precisou de resiliência para superar momentos críticos, especialmente no terceiro set, quando esteve a um game de ser eliminado. Monteiro agora enfrenta o vencedor do duelo entre o português Henrique Rocha e o argentino Facundo Bagnis na rodada final do quali, em busca de uma vaga na chave principal. O torneio de Kitzbuhel, conhecido por sua tradição no saibro europeu, é uma oportunidade para o brasileiro recuperar confiança e pontos no ranking.
- Desempenho de saque: Monteiro teve 71% de aproveitamento no primeiro saque, contra 72% do adversário.
- Winners e erros: O brasileiro anotou 31 winners e cometeu 37 erros não forçados, contra 39 winners e 47 erros de Oberleitner.
- Momento decisivo: O tiebreak do terceiro set foi crucial, com Monteiro vencendo quatro pontos seguidos após estar atrás por 3-4.
Contexto da campanha de Monteiro
Thiago Monteiro vem enfrentando uma temporada de altos e baixos em 2025. Após resultados expressivos no início do ano, como vice-campeonatos nos challengers de Santiago e Assunção, o cearense acumulou cinco derrotas nas últimas seis partidas antes de Kitzbuhel, considerando todos os níveis de competição. A vitória contra Oberleitner marca uma retomada importante, especialmente após a eliminação na primeira rodada da chave principal em Bastad, na Suécia, onde caiu de virada para o jovem norueguês Nicolai Kjaer.
O qualifying de Kitzbuhel representa uma chance de ouro para Monteiro recuperar terreno no ranking da ATP. Atualmente na 152ª posição, ele já esteve entre os 100 melhores do mundo e busca retomar esse patamar. A experiência no saibro, seu piso preferido, é um trunfo, mas a pressão de enfrentar adversários em ascensão, como os possíveis próximos oponentes, exige consistência.
O brasileiro tem um histórico equilibrado contra Facundo Bagnis, com quatro vitórias e seis derrotas, mas levou a melhor nos últimos três confrontos. Já contra Henrique Rocha, seria um duelo inédito. A próxima partida, marcada para o domingo, 20 de julho, definirá se Monteiro alcançará a chave principal, onde o compatriota Thiago Wild já está garantido.
Desafios no qualifying de Kitzbuhel
O quali de Kitzbuhel é conhecido por sua competitividade, reunindo jogadores experientes e jovens promissores. Monteiro enfrentou um adversário sólido em Oberleitner, que, apesar do ranking modesto, apresentou números expressivos, como 15 aces na partida. O brasileiro precisou manter a calma em momentos de pressão, como no terceiro set, quando devolveu uma quebra em 5/4 para forçar o tiebreak.
- Fatores que favoreceram Monteiro: Paciência tática e solidez no saque em momentos cruciais.
- Dificuldades enfrentadas: Oberleitner pressionou com winners e explorou o segundo saque do brasileiro.
- Ponto de virada: A recuperação no tiebreak, com quatro pontos consecutivos, foi decisiva.
- Próximo desafio: Enfrentar Bagnis ou Rocha exigirá adaptação a estilos distintos de jogo.
A vitória suada reflete a determinação de Monteiro, que, mesmo em uma fase instável, mostrou capacidade de superar adversidades. O saibro de Kitzbuhel, com suas condições mais lentas, favorece seu estilo de jogo, baseado em trocas longas e consistência defensiva.
Impacto no cenário brasileiro
O tênis brasileiro vive um momento de renovação, com jovens como João Fonseca, que recentemente entrou no top 50, e Thiago Wild, consolidado como número 1 do Brasil. Monteiro, aos 31 anos, representa a experiência do grupo, com passagens marcantes por torneios ATP e participações em Grand Slams. Sua trajetória em Kitzbuhel reforça a presença nacional em torneios de alto nível, especialmente no saibro, onde o Brasil historicamente tem bom desempenho.
Além de Monteiro e Wild, outros brasileiros, como Karue Sell e Fernando Romboli, também estão em ação em torneios internacionais. Sell tenta vaga no ATP 500 de Washington, enquanto Romboli busca classificação nas duplas. A dispersão de talentos em diferentes circuitos evidencia a competitividade do tênis brasileiro, mas também o desafio de manter consistência em níveis elevados.
- Brasileiros em destaque: João Fonseca (top 50), Thiago Wild (top 100) e Monteiro (busca pelo top 100).
- Competitividade no saibro: O piso favorece o estilo de jogo dos brasileiros, com trocas longas e resistência física.
- Desafios coletivos: Manter regularidade em torneios ATP é o próximo passo para o grupo.
Perspectivas para a chave principal
Se avançar à chave principal, Monteiro terá a chance de enfrentar adversários de maior ranking, o que pode render pontos importantes para sua escalada na ATP. O torneio de Kitzbuhel, com premiação de 596 mil euros, é uma vitrine para jogadores que buscam se destacar no circuito europeu antes do US Open. A presença de Thiago Wild na chave principal já garante um brasileiro na disputa, mas a possível entrada de Monteiro elevaria a representatividade nacional.
O cearense tem experiência em torneios ATP, com destaque para quartas de final em Bastad (2024) e Rio Open (2018 e 2024). No entanto, a instabilidade recente exige foco redobrado. A vitória contra Oberleitner é um sinal positivo, mas o próximo jogo será um teste ainda maior, especialmente se enfrentar Bagnis, um veterano com estilo agressivo no saibro.
Histórico de Monteiro em Kitzbuhel
Monteiro já disputou o torneio austríaco em edições anteriores, com resultados modestos. Em 2022, furou o quali, mas caiu na primeira rodada da chave principal. Em 2023, foi eliminado na fase classificatória por Dennis Novak, que depois perdeu para Thiago Wild. Esses antecedentes mostram que Kitzbuhel é um desafio recorrente para o brasileiro, mas também uma oportunidade de redenção.
- Participações anteriores: 2022 (caiu na 1ª rodada da chave principal) e 2023 (eliminado no quali).
- Rivais frequentes: Enfrentou jogadores como Novak e Bagnis em torneios no saibro.
- Pontos fortes: Experiência em jogos longos e adaptação às condições do saibro europeu.
- Áreas a melhorar: Consistência no saque e redução de erros não forçados em momentos decisivos.
O desempenho de Monteiro em Kitzbuhel será crucial para definir sua trajetória na temporada. Uma boa campanha pode impulsionar sua confiança e ranking, enquanto uma derrota precoce reforçará a necessidade de ajustes táticos e físicos.
Cenário do tênis no saibro europeu
O circuito de saibro europeu em julho é uma etapa estratégica para jogadores que buscam pontos antes da transição para o piso duro, com destaque para o US Open. Kitzbuhel, ao lado de torneios como Bastad e Umag, atrai tenistas especialistas no saibro, como os argentinos Sebastian Baez e Facundo Bagnis, além de promessas como Henrique Rocha. A competição acirrada no quali reflete a importância desses torneios para jogadores fora do top 100, como Monteiro.
O brasileiro tem se destacado em torneios de nível challenger, mas enfrenta dificuldades em manter o mesmo desempenho em eventos ATP. Sua vitória em Kitzbuhel é um passo para superar essa barreira, mas o caminho exige consistência. A torcida brasileira acompanha com atenção, esperando que Monteiro e Wild elevem o patamar do país no circuito internacional.
- Torneios de saibro em julho: Kitzbuhel, Bastad e Umag são palcos para especialistas no piso.
- Competitividade: Jogadores como Baez e Bagnis dominam o circuito de saibro em nível ATP 250.
- Oportunidade para Monteiro: Uma campanha sólida pode garantir pontos e confiança para o US Open.
- Expectativas para o Brasil: A presença de Wild e a possível entrada de Monteiro reforçam o tênis nacional.
Próximos passos e expectativas
A rodada final do quali, marcada para 20 de julho, será decisiva para Thiago Monteiro. Enfrentar Bagnis, com quem tem histórico equilibrado, ou Rocha, um jovem em ascensão, exigirá adaptação tática. O brasileiro deve apostar em sua solidez defensiva e explorar o saque para evitar longas trocas de bola contra adversários agressivos.
A torcida brasileira espera que Monteiro repita o desempenho de torneios como o Rio Open, onde foi quadrifinalista em 2018 e 2024, e mostre resiliência em Kitzbuhel. Uma vaga na chave principal seria um marco para sua temporada, especialmente após os desafios recentes. O tênis brasileiro, com nomes como Fonseca, Wild e Monteiro, segue em busca de maior protagonismo no cenário global.
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