Fifa planeja eliminar rebotes em pênaltis para Copa de 2026 e ampliar uso do VAR

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FIFA - Foto: Rafael_Wiedenmeier/ Istockphoto.com

A Fifa, em parceria com a International Football Association Board (Ifab), estuda mudanças significativas nas regras do futebol para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. A principal proposta, liderada por Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento global da Fifa, é acabar com os rebotes em cobranças de pênalti, determinando que uma penalidade perdida resulte em tiro de meta, mesmo que o goleiro espalme a bola. Além disso, o uso do VAR pode ser expandido para revisar lances como escanteios e segundos cartões amarelos. As alterações precisam ser aprovadas até fevereiro de 2026 para entrar em vigor no Mundial. A iniciativa visa equilibrar as chances entre ataque e defesa, além de tornar o jogo mais dinâmico, mas já gera debates entre torcedores e especialistas sobre o impacto nas partidas.

A proposta surge em um momento de transformação no futebol. Nos últimos anos, o Ifab tem se mostrado mais aberto a inovações, rompendo com sua postura tradicionalmente conservadora. Exemplos recentes incluem a introdução do limite de oito segundos para goleiros na reposição de bola e a regra de repetição de pênaltis com dois toques do cobrador, aplicada após polêmica envolvendo Julián Álvarez na Liga dos Campeões.

As discussões para a Copa de 2026 também envolvem ajustes logísticos, como a venda de ingressos e a definição de direitos de transmissão, mas as mudanças nas regras prometem ser o foco principal.

Motivações para o fim dos rebotes

A proposta de eliminar os rebotes em cobranças de pênalti partiu de Arsène Wenger, que argumenta que a regra atual favorece desproporcionalmente o time que ataca. Quando um goleiro defende um pênalti, mas a bola retorna ao campo, o cobrador ou seus companheiros têm uma segunda chance imediata, enquanto o goleiro, muitas vezes fora de posição, fica em desvantagem.

  • Equilíbrio no jogo: A mudança visa igualar as chances entre ataque e defesa, reduzindo a vantagem do time que cobra.
  • Redução de invasões: Com o fim dos rebotes, as invasões de área antes da cobrança se tornam irrelevantes, simplificando a arbitragem.
  • Agilidade nas partidas: Encerrar a jogada com um tiro de meta acelera o ritmo do jogo, alinhando-se à tendência de dinamismo no futebol.

A proposta seria aplicada tanto em pênaltis durante o jogo quanto em disputas de penalidades após empates, unificando as regras. Testes em competições menores, como ligas nacionais e torneios de base, estão previstos para avaliar o impacto antes da Copa de 2026.

Expansão do VAR no futebol

Outra mudança em debate é a ampliação do escopo do VAR. A Fifa considera autorizar revisões em lances de escanteios mal marcados e segundos cartões amarelos, que podem resultar em expulsões. A medida busca aumentar a precisão nas decisões, mas levanta preocupações sobre possíveis interrupções no fluxo das partidas.

  • Escanteios sob revisão: Erros na marcação de escanteios, como bolas que tocam em jogadores antes de sair, poderiam ser corrigidos.
  • Segundos amarelos: O VAR poderia verificar a aplicação de cartões que levem à expulsão, garantindo mais justiça.
  • Desafios de tempo: A expansão do VAR pode aumentar o tempo de paralisação, um ponto criticado por torcedores e jogadores.

A introdução do VAR, desde sua adoção em 2018, já transformou o futebol, com revisões de gols, pênaltis e infrações graves. No entanto, a ampliação de seu uso exige ajustes para evitar pausas excessivas, um desafio que a Fifa enfrenta com testes em torneios menores.

FIFA VAR – Foto: Mikolaj Barbanell / Shutterstock.com

Histórico de mudanças do Ifab

Nos últimos anos, o Ifab tem adotado uma postura mais progressista, implementando alterações para tornar o futebol mais justo e atrativo. A regra dos oito segundos para goleiros, aprovada em 2025 na Assembleia Geral em Belfast, é um exemplo disso. A medida, proposta por Gianni Infantino, presidente da Fifa, visa combater a “cera” e acelerar o jogo.

Outro caso recente foi a alteração nas cobranças de pênalti com dois toques. Após um incidente na Liga dos Campeões, em que Julián Álvarez teve sua cobrança anulada por tocar a bola duas vezes, o Ifab determinou que tais lances resultem em repetição, desde que o gol não seja marcado.

  • Regra dos oito segundos: Goleiros que excederem o tempo com a bola na mão concedem escanteio ao adversário.
  • Dois toques em pênaltis: A repetição é obrigatória se o cobrador tocar a bola acidentalmente duas vezes, desde que não resulte em gol.
  • Contato com árbitros: Apenas capitães podem conversar com a arbitragem, reduzindo confusões em campo.

Essas mudanças refletem a pressão por um esporte mais transparente e dinâmico, atendendo às demandas de torcedores modernos.

Reações à proposta de Wenger

A proposta de eliminar rebotes em pênaltis gerou reações mistas. Técnicos, jogadores e torcedores estão divididos entre apoiar a busca por equilíbrio e criticar a possível perda de emoção no jogo.

Treinadores como Pep Guardiola, que já defenderam mudanças para reduzir vantagens injustas, podem apoiar a ideia. Por outro lado, ídolos como Lionel Messi, conhecido por aproveitar rebotes, poderiam ver a alteração como uma limitação à criatividade ofensiva.

  • Apoio à mudança: Alguns acreditam que a regra tornará os pênaltis mais justos e menos dependentes de sorte.
  • Críticas à proposta: Puristas argumentam que o rebote é parte da essência do futebol, trazendo emoção aos lances.
  • Impacto em estratégias: Times podem repensar táticas, priorizando cobradores mais precisos.

A discussão também reacende o debate sobre a influência de Arsène Wenger no futebol. Sua visão inovadora, que já trouxe conceitos como a tecnologia da linha do gol, continua moldando o esporte, mas enfrenta resistência de quem teme a descaracterização do jogo.

Preparativos para a Copa de 2026

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções, aumentando a complexidade logística e regulamentar. As mudanças nas regras fazem parte de um esforço para garantir um torneio fluido e justo. Além das alterações propostas, a Fifa já planeja a venda de ingressos e a definição de direitos de transmissão, com disputa entre emissoras como CazéTV e Globo no Brasil.

  • Expansão do torneio: Com mais equipes, o número de partidas cresce, exigindo regras claras e arbitragem eficiente.
  • Testes prévios: As novas regras serão testadas em competições menores para ajustes antes do Mundial.
  • Interesse global: A Copa de 2026 atrai atenção mundial, com impacto econômico e esportivo nos países-sede.

A implementação das mudanças dependerá de acordos até fevereiro de 2026, com a Fifa e o Ifab trabalhando para balancear inovação e tradição.

Debate sobre o futuro do futebol

As propostas para a Copa de 2026 reacendem discussões sobre o equilíbrio entre inovação e a essência do futebol. Enquanto mudanças como o VAR e a regra dos oito segundos foram bem recebidas, o fim dos rebotes em pênaltis divide opiniões. A Fifa enfrenta o desafio de modernizar o esporte sem alienar sua base de fãs.

A postura mais aberta do Ifab reflete a pressão por um futebol mais dinâmico, mas cada alteração exige cuidado para preservar a imprevisibilidade que torna o esporte tão popular. Testes em ligas nacionais e torneios de base serão cruciais para avaliar a viabilidade das mudanças.

  • Modernização necessária: Regras como o limite de tempo para goleiros mostram a busca por dinamismo.
  • Risco de resistência: Alterações drásticas podem afastar torcedores que valorizam a tradição.
  • Testes em competições: Ligas menores servirão como laboratório para as novas regras.

A Copa de 2026 será um marco para o futebol, com mudanças que podem redefinir a forma como o esporte é jogado e assistido.

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