Venus Williams e Stan Wawrinka quebram recorde histórico com vitórias aos 40+
Em uma semana memorável para o tênis mundial, Venus Williams, aos 45 anos, e Stan Wawrinka, aos 40, protagonizaram um feito histórico ao vencerem partidas nos circuitos WTA e ATP, respectivamente, na mesma semana, algo que não ocorria desde 1979. A americana voltou às quadras após 16 meses de ausência e triunfou no WTA 500 de Washington, enquanto o suíço avançou no ATP 250 de Umag, na Croácia. As vitórias, conquistadas em 22 de julho de 2025, destacam a longevidade e a resiliência de dois ícones do esporte, desafiando a nova geração de tenistas. O feito ecoa as conquistas de Ken Rosewall e Renee Richards, que, há 46 anos, marcaram o último registro de tenistas acima dos 40 anos vencendo na mesma semana.
A volta de Venus às quadras foi marcada por uma vitória convincente sobre a compatriota Peyton Stearns, número 35 do mundo, por 6/3 e 6/4, em 1h37 de jogo. Já Wawrinka superou o equatoriano Alvaro Guillen Meza por 6/4 e 6/1, em Umag, palco de seu primeiro título profissional em 2006. Ambos os atletas, donos de carreiras brilhantes, mostraram que a experiência ainda pode superar a juventude no esporte.
- Feito histórico: Pela primeira vez em 46 anos, tenistas com mais de 40 anos vencem na mesma semana em torneios ATP e WTA.
- Longevidade no esporte: Venus, com 49 títulos, e Wawrinka, com 16, continuam competitivos em alto nível.
- Retorno triunfal: Após lesões e cirurgias, ambos os atletas superaram desafios físicos para voltar a vencer.
Venus Williams hits an UNREAL lob against Peyton Stearns in Washington.
— The Tennis Letter (@TheTennisLetter) July 23, 2025
45 years old & hasn’t played a tour level singles match in more than a year.
Simply unbelievable… but that’s what legends do. 👑
pic.twitter.com/kCYJ4PrUpH
Um retorno inspirador para Venus Williams
Venus Williams, heptacampeã de Grand Slam, não competia em simples desde o WTA 1000 de Miami, em março de 2024. Sua vitória em Washington foi mais do que um simples retorno; foi uma demonstração de determinação. A tenista, que enfrentou problemas de saúde, incluindo uma cirurgia para retirada de miomas no útero, destacou a dificuldade de voltar a jogar em alto nível após tanto tempo afastada. A americana, que já foi número 1 do mundo, tornou-se a segunda mulher mais velha a vencer uma partida em nível WTA desde Martina Navratilova, que, aos 47 anos, venceu em Wimbledon, em 2004.
A partida contra Peyton Stearns, de 23 anos, evidenciou a habilidade de Venus em combinar potência e estratégia. Mesmo com a diferença de idade de 22 anos entre as adversárias, a veterana dominou os pontos cruciais, fechando o jogo com autoridade. A torcida lotada no Citi Open vibrou com o desempenho da americana, que celebrou com seu característico giro em quadra, um gesto que reflete sua paixão pelo esporte.
Wawrinka e o significado especial de Umag
Para Stan Wawrinka, o ATP 250 de Umag carrega um simbolismo único. Foi no torneio croata, em 2006, que o suíço conquistou seu primeiro título profissional, derrotando Novak Djokovic na final. Aos 40 anos, Wawrinka retornou ao saibro de Umag com uma vitória sólida sobre Alvaro Guillen Meza, um qualifier equatoriano. O placar de 6/4 e 6/1 reflete a consistência do ex-número 3 do mundo, que, apesar de ocupar a 156ª posição no ranking, continua a desafiar adversários mais jovens.
O suíço, dono de três títulos de Grand Slam, destacou a importância emocional de jogar em Umag. A vitória marcou seu segundo triunfo em torneios ATP em 2025, após outro sucesso em Bucareste, em março. Wawrinka, conhecido pelo poderoso backhand de uma mão, demonstrou que ainda possui a técnica e a mentalidade que o levaram ao topo do tênis mundial.
Um marco após 46 anos
O feito de Venus Williams e Stan Wawrinka reverberou no mundo do tênis por sua raridade. Desde outubro de 1979, quando Ken Rosewall, em Brisbane, e Renee Richards, em Phoenix, venceram partidas em torneios ATP e WTA na mesma semana, nenhum par de tenistas acima dos 40 anos havia alcançado tal marca. Naquela época, Rosewall tinha 44 anos, e Richards, 45, assim como Venus em 2025. A coincidência histórica reforça a relevância das conquistas recentes, que colocam os dois veteranos ao lado de lendas do esporte.
- Ken Rosewall: Venceu em Brisbane, em 1979, aos 44 anos, mostrando longevidade em uma era de tênis menos física.
- Renee Richards: Triunfou em Phoenix, aos 45, sendo uma pioneira como mulher trans no esporte.
- Venus Williams: Aos 45, superou Stearns em Washington, em 2025.
- Stan Wawrinka: Aos 40, venceu em Umag, palco de seu primeiro título.
A superação de desafios físicos
A trajetória de Venus e Wawrinka é marcada por superações. Venus enfrentou a síndrome de Sjögren, diagnosticada em 2011, uma condição autoimune que causa fadiga e dores articulares. Apesar disso, ela continuou competindo em alto nível, alcançando a final do Australian Open em 2017. Sua recente cirurgia para retirada de miomas foi mais um obstáculo superado, permitindo seu retorno às quadras em 2025.
Wawrinka, por sua vez, passou por duas cirurgias no pé esquerdo em 2021, ficando um ano afastado. Sua volta ao circuito exigiu paciência e dedicação, especialmente em um esporte dominado por jogadores mais jovens. O suíço, que já esteve no top 3 do ranking, agora luta para manter a competitividade, mesmo em uma posição mais baixa no ranking ATP.
O impacto da experiência no circuito
Em um esporte onde a juventude muitas vezes predomina, as vitórias de Venus e Wawrinka destacam o valor da experiência. A americana, com 49 títulos de simples e 22 de duplas, usa sua inteligência tática para compensar qualquer limitação física. Sua vitória em Washington veio acompanhada de uma performance sólida em duplas, ao lado de Hailey Baptiste, onde derrotaram Eugenie Bouchard e Clervie Ngounoue por 6/3 e 6/1.
Wawrinka, com 16 títulos de simples, incluindo três Grand Slams, também aposta na consistência e no jogo mental. Sua vitória em Umag foi um lembrete de que a técnica apurada e a resiliência podem superar a força bruta de adversários mais jovens. Ambos os tenistas mostram que a dedicação e o amor pelo esporte podem prolongar carreiras em alto nível.
Próximos desafios em quadra
Após suas vitórias, Venus e Wawrinka já têm novos compromissos pela frente. No WTA 500 de Washington, Venus enfrenta a polonesa Magdalena Frech, quinta cabeça de chave, na segunda rodada. A americana busca avançar no torneio, que serve como preparação para o US Open, onde ela pode receber um wildcard.
Wawrinka, por sua vez, enfrenta o bósnio Damir Dzumhur na segunda rodada do ATP 250 de Umag. O suíço, que já foi finalista do torneio em 2023, tenta avançar para repetir o sucesso de 2006. Ambos os jogos estão programados para 23 de julho de 2025, prometendo mais emoções para os fãs do tênis.
A paixão que move os veteranos
A longevidade de Venus e Wawrinka vai além da técnica e da preparação física. Para Venus, o apoio de amigos, família e fãs é um fator crucial. Ela destacou o amor pelo tênis como motivação para continuar competindo, mesmo após décadas no circuito. Sua conexão com o público foi evidente na quadra lotada de Washington, onde o carinho dos torcedores a impulsionou.
Wawrinka, por sua vez, enfatizou a paixão pelo esporte como o principal motivo para seguir jogando. Em entrevistas, ele já declarou que o tênis é mais do que uma profissão; é uma fonte de alegria e realização. Essa mentalidade explica por que ambos continuam a desafiar as expectativas em um esporte tão exigente.
Um legado de inspiração
As vitórias de Venus Williams e Stan Wawrinka em 2025 não são apenas conquistas pessoais, mas também marcos que inspiram outros atletas. Venus, a primeira mulher negra a alcançar o número 1 do mundo na Era Aberta, abriu portas para tenistas como Coco Gauff. Sua luta contra o racismo e por igualdade de gênero no esporte também a torna uma figura icônica.
Wawrinka, com seu estilo de jogo agressivo e mentalidade resiliente, é um exemplo de superação. Sua história, desde crescer em uma fazenda na Suíça até conquistar três Grand Slams, mostra como a dedicação pode transformar carreiras. Juntos, eles provam que a idade é apenas um número no tênis.
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