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Bernardinho ajusta seleção para enfrentar China nas quartas da VNL sem Judson

Seleção masculina Vôlei
Foto: Seleção masculina Vôlei - Foto: Instagram cbvolei

A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta a China nesta quarta-feira, 30 de julho, às 8h (horário de Brasília), em Ningbo, pelas quartas de final da Liga das Nações 2025, sem o central Judson, titular e destaque na fase preliminar. Com uma contusão nas costas, o jogador do Vôlei Renata foi cortado da lista de 14 atletas definida pelo técnico Bernardinho, que optou por Thiery e Matheus Pinta como opções no meio de rede ao lado de Flávio. O jogo, com transmissão ao vivo pelo sportv2 e cobertura em tempo real pelo ge, marca o início da fase mata-mata da competição, onde o Brasil busca o bicampeonato após o título de 2021. A ausência de Judson, um dos melhores em aces na campanha, exige ajustes táticos, mas a equipe chega confiante após liderar a fase classificatória com 11 vitórias em 12 jogos.

A campanha brasileira na primeira fase foi marcada por consistência e domínio, com apenas uma derrota para Cuba, ainda em junho, no Maracanãzinho. A liderança isolada, com 32 pontos, reforça o favoritismo do Brasil contra a China, que se classificou como anfitriã, apesar de um desempenho modesto, com apenas três vitórias em 12 partidas. A força coletiva da seleção, com destaques como Alan, maior pontuador, e Cachopa, líder em levantamentos, será testada em um confronto que promete ser decisivo.

  • Principais destaques da campanha brasileira: 11 vitórias, liderança com 32 pontos.
  • Ausência de Judson: Contusão nas costas impede participação nas quartas.
  • Adversário: China, classificada como sede, venceu apenas três jogos na fase inicial.
  • Transmissão: Sportv2 e cobertura em tempo real pelo ge.

Estratégia de Bernardinho para o confronto

Bernardinho, conhecido por sua capacidade de adaptação, manteve a base da equipe que venceu a Alemanha por 3 sets a 1 na última rodada da fase classificatória. A ausência de Judson, que soma nove aces e é peça-chave no bloqueio, levou o treinador a promover ajustes táticos. Thiery e Matheus Pinta, os substitutos no meio de rede, têm a missão de manter a solidez defensiva ao lado de Flávio, que está entre os dez melhores bloqueadores da competição. A escolha reflete a confiança de Bernardinho na profundidade do elenco, que já demonstrou versatilidade ao longo da VNL.

A estratégia para enfrentar a China deve priorizar o saque agressivo, uma das marcas da seleção brasileira nesta edição. Alan, com 141 pontos, e Darlan, com 118, são as principais armas ofensivas, enquanto Cachopa segue como referência na distribuição de jogadas, com quase 45% de aproveitamento. A defesa, liderada pelo líbero Maique, também será crucial para conter o ataque chinês, que, embora menos expressivo, pode surpreender em casa.

Desempenho brasileiro na fase preliminar

A campanha do Brasil na Liga das Nações 2025 foi marcada por uma consistência impressionante. Após a derrota inicial para Cuba, a seleção emplacou uma sequência de dez vitórias consecutivas, incluindo triunfos contra adversários fortes como Polônia, Itália e Japão. O jogo contra a Alemanha, no último domingo, demonstrou a capacidade da equipe de se adaptar mesmo com reservas em quadra, vencendo de virada por 3 sets a 1, com parciais de 21-25, 25-23, 25-20 e 25-21.

  • Vitórias marcantes: Polônia, Itália e Japão caíram diante do Brasil.
  • Liderança: 32 pontos na fase classificatória, com apenas uma derrota.
  • Destaques individuais: Alan (141 pontos), Flávio (23 bloqueios), Cachopa (45% de aproveitamento).
  • Último jogo: Virada contra a Alemanha por 3 a 1, com reservas em quadra.

O desempenho sólido colocou o Brasil como favorito não apenas contra a China, mas também na busca pelo título. A equipe de Bernardinho mostrou equilíbrio entre ataque, defesa e saque, com uma formação que mescla jovens talentos, como Lukas Bergmann, e jogadores experientes, como Lucarelli, que tem atuado como segundo líbero em algumas partidas.

China como adversário nas quartas

A seleção chinesa, embora anfitriã, enfrenta desafios claros na competição. Com apenas três vitórias em 12 jogos na fase inicial, o time depende do apoio da torcida local para tentar surpreender o Brasil. No primeiro confronto entre as equipes, na semana 2 da VNL, em Chicago, o Brasil venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25-22, 25-16 e 25-23, em uma atuação dominante liderada por Alan, que marcou 17 pontos.

A China, no entanto, pode apresentar um jogo mais agressivo em Ningbo, onde a pressão da torcida e a familiaridade com a quadra são fatores a considerar. Bernardinho destacou a importância de manter a concentração, especialmente em um mata-mata, onde qualquer erro pode ser decisivo. A ausência de Judson pode ser explorada pelos chineses, que devem focar em ataques pelo meio para testar Thiery e Pinta.

  • Pontos fortes da China: Apoio da torcida e ataques rápidos pelo meio.
  • Desafios: Apenas três vitórias na fase preliminar, desempenho instável.
  • Primeiro confronto: Brasil venceu por 3 a 0, com destaque para Alan.
  • Fator casa: Ningbo pode impulsionar o time chinês no mata-mata.

Ajustes táticos sem Judson

A ausência de Judson, um dos pilares do bloqueio e do saque brasileiro, exige mudanças na dinâmica da equipe. Thiery, que já atuou em algumas partidas da fase classificatória, traz experiência e força no bloqueio, mas ainda não alcançou o mesmo impacto de Judson no saque. Matheus Pinta, por outro lado, é uma opção mais jovem, com potencial para surpreender, mas com menos minutos em quadra na VNL. Bernardinho deve optar por Thiery como titular, mantendo Pinta como alternativa para eventuais substituições.

A rotação da equipe também pode ser ajustada para compensar a perda no meio de rede. Lucarelli, que tem sido utilizado como segundo líbero devido às regras da VNL, pode assumir um papel mais ofensivo, enquanto Adriano e Honorato reforçam as pontas. A flexibilidade tática de Bernardinho será essencial para manter o Brasil no caminho da vitória.

Caminho para a semifinal

Uma vitória contra a China garante o Brasil na semifinal da VNL, onde o adversário será o vencedor do duelo entre Polônia e Japão. A Polônia, atual vice-campeã mundial, é um adversário historicamente difícil, com um retrospecto equilibrado contra o Brasil nos últimos dez anos, com dez vitórias para cada lado. O Japão, por sua vez, destaca-se pelo volume de jogo e defesa sólida, o que tornaria o confronto um teste de paciência para a seleção brasileira.

  • Possíveis adversários: Polônia ou Japão na semifinal.
  • Retrospecto com Polônia: Dez vitórias para cada lado em dez anos.
  • Japão: Defesa forte e volume de jogo elevado.
  • Objetivo: Brasil busca o bicampeonato após o título de 2021.

A preparação para a semifinal, caso o Brasil avance, será intensa. Bernardinho já destacou que a fase mata-mata exige concentração total, comparando-a a um playoff onde “quem ganha sobrevive, quem perde volta para casa”. A experiência do treinador, que comandou o Brasil ao título da VNL em 2021, será um trunfo para manter a equipe focada.

Importância do confronto para o Brasil

O duelo contra a China representa mais do que uma vaga na semifinal. Para a seleção brasileira, é uma oportunidade de consolidar a renovação iniciada após os Jogos de Paris 2024, onde o time caiu nas quartas para os Estados Unidos. Sem nomes como Bruninho e Lucão, Bernardinho apostou em jovens como Lukas Bergmann e reforçou a base com jogadores como Alan e Darlan, que têm respondido às expectativas.

A campanha de 2025 na VNL também serve como preparação para o ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028. Cada jogo é uma chance de testar novas formações e estratégias, especialmente em um cenário competitivo como o mata-mata. A ausência de Judson, embora um desafio, abre espaço para outros atletas mostrarem seu valor e ganharem experiência em jogos decisivos.

  • Renovação: Jovens como Lukas Bergmann e Darlan em destaque.
  • Ciclo olímpico: VNL 2025 como preparação para Los Angeles 2028.
  • Teste para reservas: Thiery e Pinta têm chance de brilhar.
  • Liderança de Bernardinho: Experiência do treinador é diferencial no mata-mata.

Expectativas para o jogo

O Brasil entra como favorito contra a China, mas o mata-mata exige cautela. A torcida brasileira espera uma atuação sólida, com o ataque liderado por Alan e Darlan e a defesa ancorada por Maique e Flávio. A capacidade de Bernardinho de ajustar a equipe sem Judson será crucial, assim como a concentração dos jogadores em um ambiente hostil em Ningbo.

A cobertura do jogo pelo sportv2 e pelo ge permitirá que os torcedores acompanhem cada detalhe, desde o saque inicial até o ponto final. A seleção brasileira, com sua mistura de juventude e experiência, está pronta para buscar a vaga na semifinal e manter vivo o sonho do bicampeonato.