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Bandidos assaltam banco em MT e faz reféns em ação ‘novo cangaço’

Banco Sicredi
Foto: Banco Sicredi - Foto: casa.da.photo / Shutterstock.com

Em uma ação audaciosa, quatro criminosos fortemente armados assaltaram uma agência do banco Sicredi em Brasnorte, Mato Grosso, a 580 km de Cuiabá, na manhã desta quinta-feira, 31 de julho de 2025. O grupo, que agiu na modalidade conhecida como ‘novo cangaço’, levou dois funcionários como reféns durante a fuga em direção a Juína. As imagens capturadas por testemunhas mostram os bandidos saindo do banco com fuzis e entrando em uma caminhonete sem placa. A Polícia Militar, com apoio do Bope e do Ciopaer, segue em busca dos suspeitos, que liberaram os reféns no trajeto. A ação criminosa deixou a pequena cidade de 17,4 mil habitantes em estado de alerta.

A operação dos criminosos foi marcada por rapidez e violência. Segundo relatos, eles invadiram a agência por volta das 8h, renderam funcionários e clientes e saíram em poucos minutos com uma quantia em dinheiro ainda não divulgada. A caminhonete utilizada na fuga foi abandonada em uma área rural, dificultando o rastreamento.

  • Detalhes da ação: Criminosos usaram fuzis e agiram em menos de 10 minutos.
  • Reféns: Dois funcionários foram levados e liberados sem ferimentos.
  • Fuga: O grupo seguiu em direção a Juína, a 150 km de Brasnorte.

A Sicredi informou que a agência sofreu danos materiais e permanecerá fechada até a conclusão da perícia e reparos. A instituição também garantiu suporte aos funcionários afetados.

O que é o ‘novo cangaço’?

A modalidade ‘novo cangaço’ caracteriza ações criminosas em pequenas cidades, onde grupos armados cercam o município, bloqueiam acessos e atacam agências bancárias. O termo remete às táticas do cangaço histórico, liderado por figuras como Lampião no sertão nordestino nos anos 1930. Em Brasnorte, os criminosos seguiram esse padrão, aproveitando a vulnerabilidade de uma cidade pequena.

  • Características: Uso de armas pesadas, reféns e bloqueio de vias.
  • Alvos principais: Bancos e carros-fortes em cidades com pouca segurança.
  • Histórico: Casos semelhantes já ocorreram em MT, como em Nova Bandeirantes (2023).

O método explora a dificuldade de resposta policial em áreas remotas. Em Mato Grosso, a vasta extensão territorial e a concentração de cidades pequenas favorecem esse tipo de crime. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, entre 2020 e 2024, os assaltos a bancos no Centro-Oeste cresceram 15%, com destaque para ações no interior.

Resposta policial e buscas

A Polícia Militar mobilizou equipes de Brasnorte, Juína e Campo Novo do Parecis para perseguir os suspeitos. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado, e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoa a região. Até o momento, nenhum suspeito foi capturado, mas a polícia acredita que o grupo esteja escondido em áreas de mata entre Brasnorte e Juína.

A operação policial enfrenta desafios logísticos. A região, marcada por estradas de terra e vegetação densa, dificulta o acesso. Além disso, a ausência de câmeras de segurança em trechos rurais compromete o monitoramento. A PM informou que reforçou o policiamento em cidades próximas para evitar novos ataques.

  • Forças mobilizadas: PM, Bope e Ciopaer.
  • Área de busca: Trecho entre Brasnorte e Juína, com foco em zonas rurais.
  • Dificuldades: Terreno acidentado e falta de vigilância eletrônica.

Impacto na comunidade de Brasnorte

A cidade de Brasnorte, com 17,4 mil habitantes, ficou abalada pelo assalto. Moradores relatam medo e insegurança, especialmente pela presença de criminosos armados em plena luz do dia. Comércios próximos à agência fecharam as portas temporariamente, e a rotina da cidade foi interrompida. A prefeitura informou que está em contato com a polícia para garantir a segurança da população.

O incidente também levanta preocupações sobre a proteção de cidades pequenas. Brasnorte, como outros municípios do interior, possui efetivo policial reduzido e depende de reforços de cidades maiores em situações de emergência. Segundo o IBGE, 70% dos municípios brasileiros com menos de 20 mil habitantes enfrentam limitações semelhantes.

Medidas do banco Sicredi

A Sicredi emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e reforçando seu compromisso com a segurança. A agência permanecerá fechada por tempo indeterminado, e os clientes foram orientados a usar os canais digitais, como aplicativo e site. A cooperativa também informou que está colaborando com as investigações e oferecendo apoio psicológico aos funcionários envolvidos.

  • Ações da Sicredi: Suporte aos funcionários e cooperação com a polícia.
  • Canais alternativos: Aplicativo e site para atendimento aos clientes.
  • Danos: Agência precisa de reparos antes da reabertura.

A instituição não divulgou o valor roubado, mas fontes policiais estimam que ações do ‘novo cangaço’ costumam render entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, dependendo do porte da agência. A Sicredi possui mais de 2 mil agências no Brasil, muitas em cidades pequenas, o que as torna alvos frequentes.

Histórico de assaltos no Mato Grosso

Mato Grosso tem registrado aumento de crimes na modalidade ‘novo cangaço’ nos últimos anos. Em 2023, a cidade de Nova Bandeirantes viveu situação semelhante, com uma quadrilha atacando duas agências bancárias e fazendo reféns. Em 2024, Confresa também foi alvo de um grupo que explodiu um banco e trocou tiros com a polícia. Esses casos evidenciam a organização dos criminosos, que planejam as ações com antecedência e utilizam armamento de alto calibre.

A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso informou que investiu R$ 200 milhões em 2024 para reforçar o policiamento no interior, incluindo a compra de viaturas e drones. Apesar disso, a extensão territorial do estado, com 903 mil km², dificulta a cobertura total. Especialistas em segurança apontam que a integração entre polícias estaduais e federais é essencial para combater esses crimes.

  • Casos recentes: Nova Bandeirantes (2023) e Confresa (2024).
  • Investimentos: R$ 200 milhões em equipamentos e viaturas.
  • Desafio: Extensão territorial de Mato Grosso.

Prevenção e perspectivas futuras

Autoridades locais planejam reforçar a segurança em Brasnorte e cidades vizinhas. A instalação de câmeras de monitoramento e o aumento do efetivo policial estão entre as medidas discutidas. Além disso, bancos como a Sicredi avaliam a adoção de tecnologias antifurto, como cofres com temporizadores e sistemas de rastreamento de cédulas.

A população espera que a captura dos criminosos traga alívio e segurança. Enquanto isso, a polícia segue com as buscas, e a comunidade de Brasnorte tenta retomar a normalidade após o dia de terror.