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Conexão gratuita da Starlink chega a 50 modelos de smartphones no Brasil

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Foto: starlink - Foto: Rizky Ade Jonathan / Shutterstock.com

A partir de 31 de julho de 2025, a Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, inicia no Brasil e em outros países a oferta de conexão gratuita para smartphones compatíveis, uma iniciativa que promete revolucionar a conectividade em áreas remotas. Em parceria com a operadora T-Mobile, o serviço Direct to Cell permite que cerca de 50 modelos de celulares de marcas como Apple, Samsung, Motorola e Google se conectem diretamente aos satélites da empresa, sem necessidade de antenas ou acessórios adicionais. A funcionalidade estará disponível automaticamente em locais sem cobertura de redes móveis tradicionais, oferecendo, inicialmente, envio de mensagens, compartilhamento de localização e acesso a serviços de emergência. A ativação exige apenas um dispositivo atualizado e a habilitação de conexão automática nas configurações. O projeto visa atender regiões isoladas, promovendo inclusão digital e segurança em situações críticas.

A tecnologia da Starlink utiliza uma constelação de satélites de baixa órbita para garantir sinal em locais onde torres de celular convencionais não alcançam. Essa inovação elimina a dependência de infraestrutura terrestre, permitindo comunicação mesmo em áreas rurais ou durante desastres naturais.

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Starlink – Foto: Rizky Ade Jonathan / Shutterstock.com
  • Funcionalidades iniciais: Envio de SMS, localização GPS e chamadas de emergência.
  • Dispositivos suportados: Modelos recentes de iPhone, Galaxy, Pixel e Motorola.
  • Ativação: Conexão automática ao perder sinal de operadoras tradicionais.
  • Expansão futura: Chamadas de voz e navegação na internet até o fim de 2025.

A liberação do serviço no Brasil segue o cronograma global, com foco em áreas de baixa cobertura. A iniciativa é vista como um marco para a conectividade global, especialmente em regiões onde o acesso à internet é limitado.

Como funciona a conexão via satélite

A tecnologia Direct to Cell da Starlink transforma smartphones compatíveis em terminais capazes de se conectar diretamente aos satélites, sem equipamentos adicionais. Quando o dispositivo perde o sinal de uma operadora convencional, ele busca automaticamente a rede satelital, exibindo um ícone de satélite e a identificação “T-Mobile SpaceX” na tela. Esse processo é nativo, dispensando a instalação de aplicativos ou configurações complexas. A conexão é otimizada para áreas abertas, onde o céu está visível, garantindo melhor qualidade de sinal.

Para utilizar o serviço, é essencial que o sistema operacional do celular esteja atualizado. No caso de iPhones, a versão iOS 18.3 ou superior é necessária, enquanto dispositivos Android devem rodar as versões mais recentes de seus sistemas, como o One UI 7 para aparelhos Samsung. A ativação da funcionalidade de redes emergenciais é feita em poucos passos, geralmente nas configurações de “Conexões” ou “Redes móveis” do aparelho.

A iniciativa começou a ser testada em janeiro de 2024 em regiões selecionadas, com resultados promissores nos Estados Unidos. No Brasil, a liberação gradual começa em julho de 2025, priorizando áreas com menor infraestrutura de telecomunicações, como zonas rurais e comunidades indígenas.

Dispositivos compatíveis com o serviço

A lista de smartphones compatíveis com a conexão gratuita da Starlink abrange modelos lançados nos últimos anos, todos com suporte a 5G e sensores avançados. A diversidade de marcas garante que o serviço alcance um público amplo, mas a exigência de atualizações recentes pode limitar o acesso em aparelhos mais antigos.

  • Apple: iPhone 14, 14 Plus, 14 Pro, 14 Pro Max, 15, 15 Plus, 15 Pro, 15 Pro Max, 16, 16 Plus, 16 Pro, 16 Pro Max.
  • Samsung: Galaxy A14, A15, A16, A35, A53, A54, S21 (FE, Plus, Ultra), S22, S23, S24, S25 (todas as variantes), Z Flip3 a Z Flip6, Z Fold3 a Z Fold6, X Cover6 Pro.
  • Motorola: Razr 2024, Edge 2024, Moto G Stylus 5G, Moto G Power 5G, Moto G 5G 2024.
  • Google: Pixel 9, 9 Pro, 9 Pro XL, 9 Pro Fold.

Os dispositivos da T-Mobile, como o REVL 7 5G e o REVL 7 Pro 5G, também são compatíveis, mas não estão disponíveis no Brasil, o que reforça a importância de verificar a compatibilidade do aparelho antes de tentar acessar o serviço.

Benefícios para áreas remotas

A conexão via satélite da Starlink é especialmente valiosa em regiões onde a infraestrutura de telecomunicações é escassa. No Brasil, áreas rurais, comunidades indígenas e regiões de fronteira serão as principais beneficiadas. A tecnologia permite que moradores dessas localidades mantenham comunicação básica, como envio de mensagens e chamadas de emergência, mesmo sem sinal de operadoras tradicionais.

A iniciativa também é estratégica em situações de desastres naturais, como enchentes ou deslizamentos, quando redes terrestres podem ser comprometidas. Equipes de resgate e moradores podem usar a rede satelital para coordenar ações, compartilhar localizações ou solicitar ajuda, aumentando a segurança e a eficiência em cenários críticos.

Além disso, a conectividade gratuita pode impulsionar a inclusão digital, permitindo que pequenos negócios, estudantes e profissionais em áreas isoladas acessem ferramentas digitais. Embora o serviço inicial seja limitado a funções básicas, a promessa de expansão para navegação na internet e chamadas de voz abre novas possibilidades para educação, telemedicina e comércio local.

Etapas para ativar a conexão

Ativar a conexão gratuita da Starlink é um processo simples, mas exige atenção a alguns detalhes. Usuários devem garantir que seus dispositivos estejam preparados para reconhecer a rede satelital automaticamente.

  • Atualize o sistema: Verifique se o celular possui a versão mais recente do iOS ou Android.
  • Habilite a conexão automática: Acesse as configurações de “Conexões” ou “Redes móveis” e ative a opção de redes emergenciais.
  • Área aberta: Posicione-se em um local com visão clara do céu para melhor recepção do sinal.
  • Verifique a compatibilidade: Confirme se o modelo do seu smartphone está na lista de dispositivos suportados.

A ausência de necessidade de acessórios ou aplicativos adicionais torna o serviço acessível, mas a qualidade da conexão pode variar em áreas com muitas obstruções, como florestas densas ou prédios altos.

Planos futuros e expansão

A Starlink planeja expandir as funcionalidades do serviço Direct to Cell até o final de 2025, incluindo chamadas de voz e acesso à internet para navegação. Essa evolução dependerá do aumento da capacidade dos satélites e da integração com operadoras locais. No Brasil, a empresa ainda não divulgou parcerias com operadoras nacionais, mas a compatibilidade com redes de outras empresas, como Verizon e AT&T nos Estados Unidos, sugere que acordos semelhantes podem ser firmados.

A fase inicial do serviço é gratuita, mas a adição de recursos avançados, como dados móveis e chamadas VoIP, pode introduzir custos. Nos Estados Unidos, especula-se que o preço será de US$ 10 a US$ 15 por mês para usuários fora de planos premium da T-Mobile, com descontos durante a fase beta. No Brasil, os valores ainda não foram anunciados, mas a gratuidade para funções básicas, como SMS e emergências, será mantida.

A tecnologia também abre portas para a conectividade de dispositivos de Internet das Coisas (IoT), como sensores agrícolas e equipamentos médicos, ampliando seu impacto em setores como agricultura e saúde. A rede de satélites da Starlink, com milhares de unidades em órbita, garante cobertura global e capacidade para suportar um número crescente de usuários.

Tecnologia por trás do Direct to Cell

A inovação do Direct to Cell reside na integração de modems eNodeB nos satélites da Starlink, que funcionam como torres de celular espaciais. Esses satélites operam em órbita baixa, reduzindo a latência e aumentando a eficiência da conexão. A tecnologia utiliza frequências de banda média, alcançando velocidades de até 4 Mbps na fase inicial, suficientes para mensagens e localização em tempo real.

A ausência de necessidade de hardware adicional nos smartphones é um diferencial, já que os dispositivos compatíveis já possuem sensores integrados para detectar o sinal satelital. A parceria com a T-Mobile, embora limitada a mercados específicos, facilita a integração com redes móveis existentes, garantindo uma transição fluida entre sinais terrestres e satelitais.

A tecnologia também é projetada para resistir a condições adversas, como chuvas intensas ou ventos fortes, embora a qualidade do sinal possa ser afetada por obstruções físicas. A Starlink recomenda o uso em áreas abertas para maximizar o desempenho, especialmente em regiões remotas.

Impacto global da iniciativa

A liberação da conexão gratuita da Starlink marca um avanço significativo na redução da exclusão digital. Em países como o Brasil, onde vastas áreas ainda carecem de infraestrutura de telecomunicações, o serviço pode transformar a realidade de comunidades isoladas. A possibilidade de comunicação em tempo real, mesmo em locais sem cobertura, fortalece a segurança e promove o acesso a serviços essenciais.

A iniciativa também reflete o compromisso da Starlink em democratizar a internet, alinhando-se à missão da SpaceX de tornar a tecnologia acessível globalmente. Com a expansão do programa beta até julho de 2025, mais usuários poderão testar a tecnologia, contribuindo para seu aprimoramento e escalabilidade.

A colaboração com operadoras internacionais, como Optus na Austrália e Rogers no Canadá, indica que a Starlink busca parcerias globais para ampliar o alcance do serviço. No Brasil, a expectativa é que a empresa firme acordos com operadoras locais para facilitar a integração e oferecer suporte técnico aos usuários.