Polônia domina Brasil em 3 sets a 0 e avança à final da Liga das Nações de Vôlei 2025

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Seleção Masculina de Vôlei Foto: Seleção Masculina de Vôlei - Foto: X.com/ Vôlei Brasil

A seleção brasileira masculina de vôlei foi derrotada pela Polônia por 3 sets a 0, com parciais de 28/26, 25/19 e 25/21, na semifinal da Liga das Nações (VNL) 2025, realizada neste sábado, 2 de agosto, em Ningbo, na China. Sob o comando do técnico Bernardinho, o Brasil, líder da fase classificatória, não conseguiu conter o ataque polonês, liderado pelo oposto Sasak Kewin, e agora disputa a medalha de bronze contra a Eslovênia, no domingo, às 4h (horário de Brasília). O jogo, marcado por momentos de equilíbrio, evidenciou a força da Polônia, vice-campeã olímpica, que avançou à final para enfrentar a Itália. A partida teve transmissão ao vivo pelo SporTV2 e pela plataforma VBTV, com grande expectativa dos torcedores brasileiros.

Apesar da campanha dominante na primeira fase, com 11 vitórias em 12 jogos, o Brasil enfrentou dificuldades diante da intensidade polonesa. A derrota marca o terceiro ano consecutivo em que a Polônia elimina o Brasil em fases decisivas da VNL, reforçando a rivalidade entre as duas potências do vôlei mundial. A seleção brasileira, que buscava o segundo título da competição após a vitória em 2021, precisará se recompor rapidamente para o duelo pelo terceiro lugar.

  • Destaques brasileiros: Alan e Matheus Pinta foram os principais pontuadores, mas não conseguiram superar a defesa polonesa.
  • Força polonesa: Sasak Kewin liderou com ataques decisivos, somando 162 pontos na competição.
  • Próximo desafio: Brasil enfrenta Eslovênia, que perdeu para a Itália na outra semifinal, pelo bronze.

Desempenho brasileiro na partida

O Brasil entrou em quadra com a confiança de quem liderou a fase classificatória, mas encontrou uma Polônia extremamente agressiva desde o início. No primeiro set, a seleção brasileira teve dificuldades no passe e sofreu com o saque polonês, que desestabilizou a recepção. Apesar de uma tentativa de reação, com Alan virando bolas importantes, a Polônia fechou a parcial em 28/26, aproveitando erros brasileiros no ataque. O técnico Bernardinho ajustou a equipe, mas a Polônia manteve o domínio no segundo set, vencendo por 25/19 com um ataque consistente liderado por Sasak Kewin e Semeniuk.

No terceiro set, o Brasil mostrou sinais de recuperação, explorando mais os centrais Flávio e Matheus Pinta. Dois aces consecutivos de Pinta empataram o placar em 20/20, levantando a torcida em Ningbo. No entanto, a Polônia retomou o controle com bloqueios precisos de Kochanowski e fechou o jogo em 25/21, após um erro de saque de Darlan. A derrota evidenciou a necessidade de ajustes na recepção e maior eficiência no ataque para o próximo confronto.

  • Pontos de ataque: Polônia marcou 42 pontos de ataque contra 34 do Brasil.
  • Bloqueios: Poloneses somaram 8 pontos de bloqueio, enquanto o Brasil fez 5.
  • Erros brasileiros: 12 erros não forçados, contra 7 da Polônia.
  • Destaque individual: Sasak Kewin, com 18 pontos na partida.

Histórico de confrontos

A rivalidade entre Brasil e Polônia no vôlei masculino é marcada por jogos intensos e equilibrados. Nos últimos dez confrontos, de 2021 a 2025, a Polônia venceu seis, enquanto o Brasil levou quatro. Na fase classificatória da VNL 2025, o Brasil venceu por 3 sets a 1 em Chicago, com parciais de 25/21, 25/21, 21/25 e 28/26, o que alimentava esperanças de um resultado positivo na semifinal. No entanto, a Polônia demonstrou maior consistência em momentos decisivos, como na semifinal de 2023, quando também eliminou o Brasil.

A força polonesa reside no ataque versátil e no saque agressivo, liderado por Sasak Kewin, que soma 162 pontos na competição, e Semeniuk, peça-chave na recepção e no ataque. O Brasil, por sua vez, aposta na renovação promovida por Bernardinho, com jovens como Alan, que marcou 141 pontos na VNL, e Darlan, mas ainda enfrenta desafios para manter a regularidade contra adversários de alto nível.

Preparação para a disputa do bronze

Após a derrota, o Brasil volta suas atenções para a disputa do terceiro lugar contra a Eslovênia, marcada para domingo, 3 de agosto, às 4h (horário de Brasília), no Ginásio Beilun, em Ningbo. A Eslovênia, que caiu para a Itália por 3 sets a 1 na outra semifinal, é uma equipe em ascensão, mas nunca chegou à final da VNL. O confronto promete ser equilibrado, já que o Brasil venceu os eslovenos por 3 a 0 na fase classificatória, com parciais de 25/19, 29/27 e 25/19.

Bernardinho destacou a necessidade de ajustes táticos, especialmente na recepção e no passe, para neutralizar o ataque adversário. A ausência do central Judson, lesionado nas costas, foi compensada por Matheus Pinta, que marcou 9 pontos contra a Polônia, mas a equipe precisará de maior consistência coletiva. O líbero Maique, responsável pela solidez defensiva, será peça fundamental contra a Eslovênia.

  • Foco tático: Melhorar a recepção para enfrentar o saque esloveno.
  • Jogadores-chave: Alan e Lucarelli precisam ser mais efetivos no ataque.
  • Histórico favorável: Brasil venceu 3 dos últimos 5 jogos contra a Eslovênia.
  • Transmissão: SporTV2 e VBTV exibem o jogo ao vivo.

Força polonesa rumo à final

A Polônia, comandada pelo técnico Nikola Grbic, chega à final da VNL 2025 com uma campanha sólida, apesar da quinta colocação na fase classificatória, com 8 vitórias em 12 jogos. A vitória por 3 a 0 sobre o Japão nas quartas de final, com parciais de 25/23, 26/24 e 25/12, demonstrou a força do elenco, mesmo com a lesão de Fornal no segundo set contra o Brasil. Semeniuk, que o substituiu, manteve o ritmo ofensivo e foi decisivo no terceiro set.

O adversário na final será a Itália, que derrotou a Eslovênia por 3 a 1. A Polônia busca seu segundo título da VNL, após a vitória em 2023, e conta com a experiência de jogadores como Kochanowski e Kurek, além da liderança de Sasak Kewin. O confronto, marcado para domingo, às 8h (horário de Brasília), promete ser um embate de alto nível, com a Itália buscando seu primeiro troféu na competição.

Impacto da derrota no projeto de Bernardinho

A derrota na semifinal não apaga a campanha brilhante do Brasil na VNL 2025, que marcou o retorno às semifinais após três anos. Sob o comando de Bernardinho, a seleção mescla jovens talentos, como Alan e Lukas Bergmann, com jogadores experientes, como Flávio e Lucarelli. A liderança na fase classificatória, com apenas uma derrota, reforça a competitividade da equipe no ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.

A ausência de Judson, substituído por Matheus Pinta, não comprometeu o bloqueio, mas a oscilação no passe e os erros não forçados contra a Polônia mostram áreas a serem trabalhadas. Bernardinho, em entrevista após o jogo, destacou a necessidade de concentração e eficiência para o duelo pelo bronze, que será crucial para manter a confiança da nova geração.

  • Renovação brasileira: Jovens como Alan e Darlan são apostas para 2028.
  • Pontos fortes: Bloqueio e defesa, liderados por Flávio e Maique.
  • Desafios táticos: Reduzir erros e melhorar a recepção sob pressão.
  • Ciclo olímpico: VNL 2025 é preparação para o Mundial de 2026.

Expectativas para o bronze e futuro da seleção

A disputa pelo bronze contra a Eslovênia é uma oportunidade para o Brasil encerrar a VNL 2025 com uma medalha, algo que não acontece desde 2021, quando conquistou o título. A equipe eslovena, apesar de nunca ter chegado ao pódio da VNL, tem jogadores habilidosos como Stern e Mozic, que exigirão atenção da defesa brasileira. O jogo será uma chance para a equipe de Bernardinho mostrar resiliência após a derrota e consolidar a evolução do elenco.

A VNL 2025, com 18 equipes e a inclusão de China e Ucrânia, elevou o nível de competitividade, servindo como teste para o ciclo olímpico. O Brasil, atual líder do ranking da FIVB, busca manter a hegemonia no vôlei masculino, enquanto a Polônia, terceira colocada, reforça sua posição como potência europeia. A experiência em Ningbo será fundamental para ajustes táticos e estratégicos antes do Mundial de 2026.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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