Itaú registra lucro de R$ 11,5 bi no 2º trimestre com alta de 14,3%
O Itaú Unibanco anunciou um lucro líquido de R$ 11,508 bilhões no segundo trimestre de 2025, registrando um crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado, divulgado em São Paulo, reflete o desempenho robusto da instituição financeira, impulsionado pelo aumento de 7,7% na carteira de crédito, que alcançou R$ 1,389 trilhão. A expansão do crédito, combinada com a gestão eficiente de custos e o aumento nas receitas de serviços, foi o principal motor do resultado. O banco, um dos maiores do Brasil, continua a se destacar em um cenário econômico desafiador, com estratégias voltadas para a digitalização e a ampliação de serviços financeiros. Este desempenho reforça a posição do Itaú como líder no setor bancário brasileiro, mesmo diante de incertezas econômicas globais e locais. A notícia gerou atenção no mercado financeiro, com analistas apontando a solidez do banco como um diferencial competitivo.
O resultado trimestral também foi marcado por uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) de 22,4%, um indicador que demonstra a eficiência do banco em gerar retorno para seus acionistas. Além disso, a instituição manteve a inadimplência sob controle, com índices estáveis em relação aos trimestres anteriores.
- Destaques do desempenho:
- Crescimento de 7,7% na carteira de crédito, totalizando R$ 1,389 trilhão.
- Rentabilidade (ROE) de 22,4%, acima da média do setor.
- Estabilidade nos índices de inadimplência, refletindo gestão de risco eficiente.
- Aumento nas receitas de serviços, com destaque para operações digitais.
Expansão da carteira de crédito
A carteira de crédito do Itaú Unibanco cresceu 7,7% em um ano, alcançando R$ 1,389 trilhão no segundo trimestre de 2025. Esse aumento foi impulsionado por uma demanda crescente por crédito pessoal e financiamentos corporativos, especialmente para pequenas e médias empresas. O segmento de pessoa física registrou alta expressiva, com destaque para o crédito consignado e financiamentos imobiliários, que continuam a atrair clientes em um contexto de taxas de juros estáveis.
O banco também ampliou sua oferta de crédito para empresas, com foco em soluções personalizadas para o setor produtivo. Essa estratégia foi essencial para o crescimento da carteira, mesmo em um cenário de cautela econômica. O Itaú investiu em tecnologia para agilizar a concessão de crédito, reduzindo prazos de aprovação e aumentando a satisfação dos clientes.
Por outro lado, o controle rigoroso de riscos manteve a inadimplência em níveis baixos, com uma taxa de 2,8% para atrasos acima de 90 dias, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Esse equilíbrio entre crescimento e gestão de risco foi destacado por analistas como um dos pilares do desempenho sólido do banco.
- Segmentos de destaque na carteira de crédito:
- Crédito consignado: alta de 10,2% no volume concedido.
- Financiamento imobiliário: crescimento de 8,5% no período.
- Crédito para PMEs: aumento de 9,1%, com foco em inovação.
- Empréstimos corporativos: expansão de 6,8% em grandes empresas.
Receitas de serviços impulsionam resultados
As receitas de serviços do Itaú Unibanco também foram um fator crucial para o lucro recorde no segundo trimestre. O banco registrou um aumento de 8,4% nessa linha, totalizando R$ 10,2 bilhões. O crescimento foi puxado pelas operações digitais, como o uso de pix, cartões de crédito e serviços de investimento. A plataforma digital do banco, que inclui o aplicativo Itaú e o iti, teve um aumento de 12% no número de transações, refletindo a crescente adesão dos clientes a soluções tecnológicas.
A área de seguros também contribuiu significativamente, com um avanço de 9,3% nas receitas, impulsionado pela comercialização de seguros de vida e auto. Além disso, as taxas de administração de fundos de investimento cresceram, beneficiadas pela maior procura por produtos de renda fixa em um cenário de juros elevados.
O Itaú tem investido em parcerias estratégicas para diversificar suas fontes de receita. Um exemplo é a expansão de serviços financeiros integrados a plataformas de e-commerce, que têm atraído novos clientes e aumentado o volume de transações.
Gestão de custos e eficiência operacional
A eficiência operacional foi outro ponto forte do Itaú no segundo trimestre. O banco reduziu seu índice de eficiência, que mede a relação entre despesas e receitas, para 41,2%, um dos melhores do setor. Essa melhoria foi resultado de cortes estratégicos em despesas administrativas e da automação de processos internos.
A digitalização também desempenhou um papel central na redução de custos. O Itaú ampliou o uso de inteligência artificial para análise de dados e atendimento ao cliente, o que diminuiu a dependência de agências físicas. No período, o banco fechou 45 agências tradicionais, enquanto abriu 20 pontos de atendimento digital, mais compactos e com foco em consultoria financeira.
- Medidas de eficiência adotadas:
- Redução de 3,5% nas despesas administrativas.
- Fechamento de 45 agências físicas no trimestre.
- Investimento de R$ 1,2 bilhão em tecnologia e automação.
- Aumento de 15% no uso de chatbots para atendimento.
Cenário econômico e estratégias futuras
O desempenho do Itaú ocorre em um momento de recuperação econômica no Brasil, com sinais de estabilidade nas taxas de juros e inflação controlada. Apesar disso, o banco mantém uma postura cautelosa, com reservas robustas para cobrir eventuais perdas em cenários adversos. No segundo trimestre, as provisões para devedores duvidosos totalizaram R$ 7,8 bilhões, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo a prudência da instituição.
O Itaú também planeja expandir sua atuação no mercado internacional, com foco em América Latina e Estados Unidos. A aquisição de participações em fintechs e a ampliação de serviços de banking para empresas multinacionais estão entre as prioridades estratégicas para 2025.
Além disso, o banco aposta na sustentabilidade como diferencial competitivo. Projetos de financiamento para energia renovável e iniciativas de inclusão financeira para comunidades carentes ganharam destaque no relatório trimestral, reforçando o compromisso do Itaú com a responsabilidade social.
Reações do mercado financeiro
O anúncio do lucro de R$ 11,508 bilhões foi bem recebido pelo mercado, com as ações do Itaú registrando alta de 3,2% na B3 no dia da divulgação. Analistas de bancos de investimento, como BTG Pactual e XP Investimentos, revisaram para cima suas projeções para o Itaú, destacando a consistência dos resultados e a capacidade do banco de crescer em um ambiente competitivo.
Investidores também celebraram a distribuição de dividendos, que totalizou R$ 4,5 bilhões no trimestre, equivalente a 40% do lucro líquido. A política de dividendos do Itaú, combinada com a recompra de ações próprias, tem atraído acionistas em busca de retornos consistentes.
- Reações do mercado:
- Alta de 3,2% nas ações do Itaú na B3.
- Dividendos de R$ 4,5 bilhões distribuídos aos acionistas.
- Recompra de ações no valor de R$ 2 bilhões.
- Projeções positivas de analistas para 2025.
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