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WhatsApp lança alerta contra golpes em grupos com dicas de segurança

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Foto: WhatsApp - Foto: Koshiro K / Shutterstock.com

O WhatsApp anunciou em 5 de agosto de 2025, um novo recurso de segurança que exibe alertas quando um usuário é adicionado a um grupo por alguém fora de sua lista de contatos. A iniciativa, implementada globalmente, visa proteger os mais de 120 milhões de usuários brasileiros do aplicativo contra golpes virtuais, que cresceram 40% no primeiro semestre de 2025. O aviso informa quem criou o grupo, quando foi criado e oferece dicas para evitar fraudes, como sair imediatamente de conversas suspeitas. A plataforma, que baniu 6,8 milhões de contas ligadas a fraudes no mesmo período, busca aumentar a conscientização sobre cibersegurança. A medida responde ao aumento de golpes sofisticados, muitos operados por redes criminosas do Sudeste Asiático, que utilizam promessas falsas de lucros em criptomoedas ou esquemas de pirâmide.

A ferramenta permite que o usuário saia do grupo sem visualizar mensagens, mantendo notificações silenciadas até decidir permanecer. Além disso, o WhatsApp recomenda verificar a autenticidade de mensagens, especialmente aquelas com promessas financeiras ou solicitações urgentes.

  • Dicas do WhatsApp para segurança: Verificar o remetente, evitar clicar em links suspeitos e nunca compartilhar códigos de verificação.
  • Ações contra fraudes: Denunciar números suspeitos e ativar a autenticação em duas etapas.
  • Canais de contato: Confirmar pedidos de conhecidos por ligação ou pessoalmente.

Novo recurso fortalece a segurança

O alerta de segurança é exibido automaticamente ao entrar em um grupo criado por um número desconhecido. Ele detalha o nome do grupo, a data de criação e quem adicionou o usuário, permitindo decisões rápidas. Caso o grupo pareça legítimo, o botão “Ver conversa” dá acesso ao conteúdo. Se houver desconfiança, o usuário pode sair com um clique, sem interagir. A funcionalidade complementa ajustes de privacidade, como limitar quem pode adicionar usuários a grupos. A Meta, dona do WhatsApp, informou que a ferramenta foi testada em conversas individuais, com alertas sobre números não salvos, e agora se expande para grupos.

Essa abordagem reforça a proteção contra táticas comuns de golpistas, como mensagens com links maliciosos ou promessas de ganhos rápidos. A plataforma orienta pausar antes de responder a contatos desconhecidos, questionar a legitimidade de ofertas e verificar informações por canais oficiais. A parceria com empresas como a OpenAI também tem ajudado a identificar e interromper campanhas de fraude, como uma recente operação no Camboja que usava inteligência artificial para criar mensagens convincentes.

  • Funcionalidades do alerta: Mostra quem adicionou o usuário, data de criação do grupo e opções de saída.
  • Proteção proativa: Notificações silenciadas até a decisão do usuário.
  • Parcerias estratégicas: Colaboração com empresas de tecnologia para combater fraudes.
  • Recomendações: Evitar interação com números desconhecidos e links suspeitos.

Ameaças cibernéticas em alta

Os golpes no WhatsApp evoluíram significativamente, com aumento de 40% nas tentativas de phishing em 2025, segundo relatórios de cibersegurança. Criminosos utilizam dados vazados para personalizar mensagens, tornando-as mais convincentes. No Brasil, cerca de 24% da população acima de 16 anos, ou 40,8 milhões de pessoas, já foi vítima de fraudes digitais, com perdas de R$ 10 bilhões em 2024. Táticas comuns incluem mensagens que imitam bancos, operadoras ou e-commerces, pedindo cliques em links ou compartilhamento de dados pessoais.

As centrais de golpes, muitas no Sudeste Asiático, operam campanhas simultâneas em múltiplas plataformas, dificultando a detecção. Essas fraudes frequentemente exigem pagamentos antecipados sob falsas promessas, como lucros em criptomoedas. O WhatsApp identificou que muitos golpes começam em apps de mensagens e migram para redes sociais ou plataformas de pagamento, explorando a confiança dos usuários.

  • Estatísticas alarmantes: 6,8 milhões de contas banidas em 2025 por fraudes.
  • Táticas dos golpistas: Uso de dados vazados e mensagens personalizadas.
  • Plataformas visadas: Mensageiros, redes sociais e criptomoedas.
  • Prejuízos no Brasil: R$ 10 bilhões em perdas em 2024.
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Whatsapp – Foto: DenPhotos / Shutterstock.com

Como se proteger de golpes

A ativação da autenticação em duas etapas é uma das medidas mais eficazes, reduzindo em 80% os casos de clonagem de contas, segundo estudos. Configurar o WhatsApp para limitar quem pode adicionar o usuário a grupos e silenciar chamadas de números desconhecidos também aumenta a segurança. Especialistas recomendam manter o aplicativo e o sistema operacional do celular atualizados para corrigir vulnerabilidades.

Desconfiar de mensagens com erros gramaticais, links encurtados ou solicitações urgentes é essencial. Golpistas frequentemente usam tons alarmistas, como alertas sobre contas em risco ou prêmios inesperados. Verificar a identidade de contatos que alegam ser conhecidos, especialmente se pedirem dinheiro, pode evitar fraudes.

  • Autenticação em duas etapas: Adiciona um PIN para proteger a conta.
  • Configurações de privacidade: Limitar adições a grupos e silenciar chamadas.
  • Sinais de alerta: Erros no texto, links suspeitos e tom alarmista.
  • Verificação de contatos: Confirmar pedidos por canais alternativos.

Impacto global e local

A iniciativa do WhatsApp reflete uma resposta global ao aumento de crimes cibernéticos. Na América Latina, 42% das organizações relatam dificuldades em lidar com incidentes digitais, segundo o Fórum Econômico Mundial. No Brasil, a popularidade do WhatsApp, com 120 milhões de usuários, o torna um alvo frequente. Pequenas empresas também sofrem, com funcionários caindo em golpes que comprometem dados corporativos.

A conscientização é um pilar fundamental. Campanhas de educação digital, como workshops e conteúdos online, ajudam a informar sobre táticas de golpistas. Relatar números suspeitos e denunciar fraudes às autoridades, como por meio de boletins de ocorrência, fortalece o combate coletivo.

  • Cenário global: 42% das empresas latinas enfrentam desafios cibernéticos.
  • Popularidade no Brasil: 120 milhões de usuários do WhatsApp.
  • Educação digital: Workshops e campanhas para conscientização.
  • Ações legais: Registrar boletins de ocorrência contra fraudes.

Medidas práticas para usuários

Proteger-se exige ações simples, mas consistentes. Além de ativar a autenticação em duas etapas, usuários devem evitar compartilhar códigos de verificação enviados por SMS, usados para clonar contas. Instalar antivírus confiáveis e evitar redes Wi-Fi públicas também reduz riscos. Se uma conta for comprometida, é crucial alertar contatos imediatamente e seguir os passos do suporte do WhatsApp para recuperação.

Empresas e indivíduos devem priorizar a verificação de mensagens antes de agir. Contatar bancos ou operadoras por canais oficiais, como sites ou aplicativos verificados, é mais seguro do que responder a mensagens. A educação digital contínua, aliada a atualizações regulares de software, forma uma barreira robusta contra fraudes.

  • Prevenção básica: Não compartilhar códigos de verificação.
  • Segurança de dispositivos: Usar antivírus e evitar Wi-Fi público.
  • Recuperação de conta: Alertar contatos e seguir o suporte do WhatsApp.
  • Canais oficiais: Verificar mensagens diretamente com empresas.