Esportes

Palmeiras sofre ataque com bombas no CT e promete punição aos vândalos

Palmeiras bomba
Foto: Palmeiras bomba - Foto: reprodução

Na madrugada deste domingo, 10 de agosto de 2025, vândalos atacaram a Academia de Futebol, centro de treinamento do Palmeiras, localizado na zona oeste de São Paulo, com bombas e rojões. O incidente ocorreu às 2h25, enquanto o elenco alviverde estava concentrado para o jogo contra o Ceará, válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ninguém ficou ferido, mas o clube classificou o ato como um “atentado terrorista” e prometeu buscar punição rigorosa aos responsáveis. Imagens de câmeras de segurança mostram cinco homens lançando artefatos explosivos e uma sexta pessoa chegando de carro. O Palmeiras já acionou a Polícia Civil e registrará um boletim de ocorrência, disponibilizando os vídeos para investigação. A ação gerou indignação no clube, que criticou a violência e a conivência de parte da imprensa com ameaças de torcedores.

O ataque ocorre em um momento de tensão para o Palmeiras, após a eliminação para o Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil, na última quarta-feira, 6 de agosto. A derrota intensificou protestos de torcedores, que já vinham cobrando o técnico Abel Ferreira, a presidente Leila Pereira e o elenco. Faixas e cestas com doces foram deixadas em frente ao CT dias antes, em sinal de insatisfação.

  • Principais fatos do ataque:
  • Horário: 2h25 da madrugada de 10 de agosto de 2025.
  • Local: Academia de Futebol, Barra Funda, São Paulo.
  • Ação: Lançamento de bombas e rojões por cinco vândalos, com apoio de um motorista.
  • Consequências: Sem feridos, mas risco à segurança do elenco e funcionários.
  • Resposta: Clube acionou a Polícia Civil e fornecerá imagens de segurança.

Reação imediata do Palmeiras

O Palmeiras emitiu uma nota oficial horas após o ataque, condenando a violência e reforçando que não se intimidará diante de atos criminosos. A diretoria comparou o incidente a um ataque ocorrido em outubro de 2024, quando membros de uma torcida organizada do clube assassinaram um torcedor do Cruzeiro na Rodovia Fernão Dias. O clube destacou a gravidade da situação, afirmando que o futebol não pode se tornar um ambiente tóxico. A nota também criticou veículos de imprensa por divulgarem ameaças de torcedores sem questionamento, o que, segundo o Palmeiras, amplifica a violência.

A presidente Leila Pereira, que já enfrentava críticas após a eliminação na Copa do Brasil, reforçou a posição do clube em buscar justiça. Em declarações recentes, ela defendeu o trabalho de Abel Ferreira e pediu paciência aos torcedores, mas a resposta de parte da torcida foi uma faixa com a frase “Paciência é o c…! Acabou a paz!” exibida próximo ao Allianz Parque no sábado, 9 de agosto.

Histórico de tensões com a torcida

A relação entre o Palmeiras e parte de sua torcida tem sido marcada por atritos desde a derrota para o Corinthians. A eliminação na Copa do Brasil, a segunda para o rival na temporada 2025, foi um marco negativo na história do clube, que nunca havia sofrido duas derrotas para o Corinthians em um mesmo ano em competições eliminatórias. Protestos começaram já no estádio, com xingamentos direcionados a Leila Pereira, Abel Ferreira, o diretor de futebol Anderson Barros e jogadores.

  • Momentos de tensão recentes:
  • 6 de agosto: Eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil.
  • 8 de agosto: Leila Pereira defende Abel e pede paciência à torcida.
  • 9 de agosto: Faixa com tom ameaçador é exibida próximo ao Allianz Parque.
  • 10 de agosto: Ataque com bombas e rojões ao CT do clube.

A pressão sobre o elenco e a comissão técnica reflete o descontentamento com os resultados recentes. Apesar do sucesso histórico de Abel Ferreira, que levou o Palmeiras a conquistas como a Libertadores e o Brasileirão, a torcida cobra mudanças devido à falta de títulos em 2025.

Ação policial e investigação

A Polícia Civil de São Paulo foi acionada logo após o ataque, e as imagens das câmeras de segurança já estão sendo analisadas. O vídeo divulgado pelo Palmeiras mostra cinco indivíduos encapuzados lançando artefatos explosivos em direção ao CT, enquanto um carro estacionado nas proximidades sugere a participação de uma sexta pessoa como motorista. O clube informou que as imagens serão entregues às autoridades para identificar os responsáveis.

O delegado responsável pelo caso ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes próximas à investigação indicam que a polícia trabalha com a hipótese de que o ataque esteja ligado aos protestos recentes de torcedores. A semelhança com o caso de 2024, envolvendo a torcida organizada Mancha Alviverde, também está sendo considerada. Naquele episódio, membros da organizada atacaram um ônibus da torcida do Cruzeiro, resultando na morte de um torcedor.

Impacto no elenco e preparação para o jogo

O ataque ao CT ocorreu horas antes da partida contra o Ceará, marcada para as 16h do domingo, no Allianz Parque. Apesar do susto, o Palmeiras confirmou que o elenco está bem e manterá a programação para o jogo. A concentração no CT é uma prática comum antes de partidas importantes, e a presença de jogadores e funcionários no momento do ataque aumentou a gravidade do incidente.

Jogadores como Flaco López, Vitor Roque e Ramón Sosa, recém-contratado por R$ 80 milhões, estavam no local. A diretoria garantiu apoio psicológico aos atletas, mas não houve alterações no cronograma de treinos ou na escalação para a partida. O clube também reforçou a segurança no CT, com aumento de vigilantes e monitoramento.

  • Medidas tomadas pelo Palmeiras:
  • Fornecimento de imagens de segurança à Polícia Civil.
  • Registro de boletim de ocorrência.
  • Reforço na segurança do CT e do Allianz Parque.
  • Apoio psicológico aos jogadores e funcionários.

Contexto de violência no futebol brasileiro

O ataque ao CT do Palmeiras não é um caso isolado no futebol brasileiro. Nos últimos anos, episódios de violência envolvendo torcidas organizadas têm se tornado frequentes. Em 2024, o assassinato de um torcedor do Cruzeiro por membros da Mancha Alviverde chocou o país e levou a debates sobre a segurança no esporte. Outros clubes, como Corinthians, Flamengo e São Paulo, também enfrentaram protestos violentos de torcedores em momentos de crise esportiva.

O Palmeiras, em sua nota, destacou a necessidade de combater a toxicidade no futebol. A diretoria criticou a normalização de atos violentos e pediu que a imprensa tenha mais cuidado ao divulgar ameaças. O clube também reforçou seu compromisso com a segurança de seus atletas e funcionários, prometendo medidas para evitar novos incidentes.

Repercussão na imprensa e entre torcedores

A notícia do ataque gerou ampla repercussão. Portais como UOL, ESPN e Globo Esporte destacaram a gravidade do incidente, enquanto torcedores usaram redes sociais para expressar indignação e apoio ao clube. Alguns criticaram a postura de torcidas organizadas, enquanto outros apontaram a eliminação na Copa do Brasil como estopim para o aumento das tensões.

A Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ataque. No entanto, a relação da torcida com a diretoria do clube é marcada por conflitos, especialmente após a derrota para o Corinthians. A faixa exibida no sábado, com tom ameaçador, sugere que o ataque pode ter sido planejado por um grupo dissidente.

  • Reações ao ataque:
  • Torcedores pedem punição rigorosa aos responsáveis.
  • Imprensa destaca risco à segurança no futebol brasileiro.
  • Clube reforça diálogo com autoridades para evitar novos episódios.
  • Debate sobre o papel das torcidas organizadas ganha força.

Próximos passos do Palmeiras

O Palmeiras agora foca na identificação dos culpados e na proteção de seu elenco. Além da partida contra o Ceará, o clube tem compromissos importantes na Libertadores, com um jogo contra o Universitario marcado para quinta-feira, 14 de agosto. A diretoria trabalha para manter o foco dos jogadores, mas o incidente pode impactar o ambiente interno.

A presidente Leila Pereira deve se pronunciar novamente nos próximos dias, possivelmente após avanços na investigação policial. O clube também avalia medidas legais contra veículos de imprensa que, segundo a nota oficial, amplificaram ameaças de torcedores. A prioridade, no entanto, é garantir a segurança no CT e no Allianz Parque.