Esportes

Diretor do Masters do Canadá cobra maior participação de Alcaraz e Sinner em 2026

Jannik Sinner
Foto: Jannik Sinner - Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

O diretor do Masters 1000 do Canadá, Karl Hale, expressou preocupação com a ausência de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, líderes do ranking ATP, na edição de 2025 do torneio em Toronto, realizada entre 27 de julho e 7 de agosto. Em entrevista ao podcast “Nothing Major”, Hale destacou a importância do comprometimento dos dois tenistas com o calendário da ATP, especialmente após suas desistências em 2025, justificadas pela busca de preservação física para o US Open, que inicia em 24 de agosto. A ausência dos dois principais nomes do tênis masculino impactou patrocinadores e bilheteria, gerando um debate sobre o equilíbrio entre a saúde dos atletas e a sustentabilidade dos torneios. Hale também mencionou negociações para garantir a presença de ambos em 2026, quando o intervalo entre Wimbledon e o Masters de Montreal será ampliado para três semanas, visando facilitar a participação.

A desistência de Alcaraz e Sinner reflete uma tendência crescente entre os principais tenistas de priorizar eventos de maior prestígio, como os Grand Slams, em detrimento de torneios Masters 1000. Este cenário levanta questões sobre o futuro do circuito ATP, especialmente com a entrada de novos eventos financiados por fundos sauditas, que prometem reformular o calendário a partir de 2026.

O impacto das ausências no torneio foi significativo, mas Hale acredita que mudanças no calendário podem incentivar maior adesão. Ele destacou que a ATP oferece incentivos financeiros para quem disputa todos os Masters 1000, algo que deveria ser mais valorizado pelos jogadores.

Reações no circuito ATP

A crítica de Karl Hale gerou repercussão imediata entre fãs e especialistas do tênis. A ausência de Alcaraz, número 2 do mundo, e Sinner, líder do ranking, foi vista como um golpe para o National Bank Open, que busca consolidar sua relevância no circuito.

  • Impacto financeiro: A retirada dos dois tenistas reduziu a venda de ingressos, especialmente para as fases finais do torneio.
  • Reações dos fãs: Nas redes sociais, muitos expressaram frustração, mas outros defenderam a decisão dos atletas, citando o desgaste físico.
  • Visão dos organizadores: Hale enfatizou que a ausência de estrelas compromete a visibilidade do torneio, essencial para patrocinadores.

A declaração de Hale também reacendeu discussões sobre a duração do calendário da ATP, que, segundo ele, é extenso e inclui muitos torneios de categorias 250 e 500, sobrecarregando os jogadores.

Mudanças previstas para 2026

Hale revelou que a ATP está em negociações para ajustar o calendário, com foco em aliviar a pressão sobre os tenistas. A ampliação do intervalo entre Wimbledon e o Masters de Montreal, de duas para três semanas em 2026, é uma das medidas mais aguardadas.

O diretor também mencionou a chegada de eventos financiados pela Arábia Saudita, que devem trazer mudanças significativas ao circuito. Segundo Hale, a ATP planeja anunciar em breve detalhes sobre o novo torneio saudita, que pode oferecer premiações recordes e atrair os principais nomes do tênis.

  • Intervalo maior: Três semanas entre Wimbledon e Montreal em 2026, contra duas em 2025.
  • Novos eventos sauditas: Espera-se que a Arábia Saudita introduza torneios com altas premiações.
  • Incentivos financeiros: A ATP oferece bônus para jogadores que disputam todos os Masters 1000.
  • Reformulação do calendário: Discussões para reduzir o número de torneios menores.

Essas mudanças visam equilibrar a saúde dos atletas com a competitividade dos torneios, mas ainda enfrentam resistência de alguns jogadores, que priorizam descanso e preparação para os Grand Slams.

Prioridades de Alcaraz e Sinner

Carlos Alcaraz, de 22 anos, e Jannik Sinner, de 23, dominaram o circuito em 2025, vencendo juntos os últimos seis Grand Slams. Alcaraz conquistou Roland Garros e o ATP 500 de Queen’s, enquanto Sinner levou o Australian Open e Wimbledon. Ambos optaram por não jogar em Toronto para se preparar para o US Open, onde Sinner defende o título de 2024.

A decisão reflete uma estratégia comum entre tenistas de elite: focar em torneios de maior pontuação e visibilidade. Alcaraz, por exemplo, também abriu mão do Masters de Madrid em 2025 devido a uma lesão, enquanto Sinner enfrentou uma suspensão de três meses após testes antidoping positivos em 2024, o que influenciou sua escolha de torneios.

Histórico do Masters do Canadá

O National Bank Open, disputado em Toronto e Montreal alternadamente, é um dos torneios mais tradicionais do circuito ATP, com uma história que remonta a 1881. Em 2025, o evento adotou um formato expandido de 12 dias, com um quadro principal de 96 jogadores, o maior da história do torneio.

  • Campeões recentes: Sinner venceu em 2023, derrotando Alex de Minaur na final.
  • Participação canadense: Felix Auger-Aliassime, Denis Shapovalov e Gabriel Diallo estiveram no quadro principal em 2025.
  • Mudanças no formato: A introdução do Round of 128 aumentou as oportunidades para jogadores de ranking mais baixo.
  • Atrações adicionais: O evento incluiu o TennisFest, com atividades interativas para os fãs.

Apesar do sucesso do novo formato, a ausência de estrelas como Alcaraz e Sinner gerou críticas, com Hale defendendo que o torneio precisa de maior comprometimento dos líderes do ranking para manter sua relevância.

Estratégias para engajar os fãs

Para compensar as ausências, o National Bank Open investiu em experiências para o público, como o 407 ETR Family Weekend e o TennisFest, realizados em 26-27 de julho e 2-3 de agosto, respectivamente. Esses eventos ofereceram atividades interativas, gastronomia e entretenimento, atraindo famílias e novos espectadores.

Hale destacou que o torneio busca se posicionar como um “playground do tênis”, oferecendo mais do que apenas partidas. A ampliação do quadro de jogadores também permitiu a inclusão de jovens promissores, como Jakub Mensik e Joao Fonseca, que atraíram atenção do público.

Futuro do circuito ATP

A crítica de Hale reflete um momento de transição no tênis profissional. Com a ascensão de Alcaraz e Sinner, que juntos conquistaram cinco dos últimos seis Grand Slams, o esporte vive uma nova era, mas a sustentabilidade dos torneios menores está em xeque.

A entrada da Arábia Saudita no circuito, com eventos como o Six Kings Slam, pode aumentar a concorrência por jogadores, oferecendo premiações que rivalizam com os Grand Slams. Além disso, a ATP estuda reduzir o número de torneios de categorias 250 e 500 para aliviar o calendário, mas essas mudanças ainda estão em fase de negociação.

  • Seis Kings Slam: Exibição em Riad, vencida por Sinner em 2024, com grande apelo financeiro.
  • Redução de torneios: Proposta para eliminar eventos menores e priorizar Masters 1000.
  • Saúde dos jogadores: Maior intervalo entre torneios pode reduzir lesões e desistências.

O desafio para diretores como Hale é equilibrar a atratividade dos torneios com as necessidades dos atletas, garantindo que eventos como o Masters do Canadá continuem a ser palcos para os maiores nomes do esporte.