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PIS/Pasep 2025: quem recebe o último lote e como consultar o benefício

Carteira de Trabalho
Foto: Carteira de Trabalho - Foto: JERO SenneGs/ Istockphoto.com

O último lote do abono salarial PIS/Pasep 2025 será pago nesta sexta-feira, 15 de agosto, beneficiando trabalhadores nascidos em novembro e dezembro que atuaram com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, com renda de até dois salários mínimos. O pagamento, que começou em fevereiro, totalizará R$ 30,7 bilhões para 25,8 milhões de trabalhadores, com valores proporcionais aos meses trabalhados, até o teto de R$ 1,518. A consulta pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br. Os depósitos serão feitos prioritariamente por crédito em conta, com saques disponíveis até 29 de dezembro. O abono é um direito de quem está cadastrado há pelo menos cinco anos no programa e teve os dados informados corretamente pelo empregador.

O benefício é administrado pela Caixa (PIS) e pelo Banco do Brasil (Pasep), com opções de recebimento via Pix, TED ou presencialmente. O calendário de 2025 contemplou trabalhadores conforme o mês de nascimento, encerrando agora com o último grupo. A liberação desses valores busca apoiar financeiramente trabalhadores de baixa renda, injetando recursos na economia.

  • Quem pode receber: Trabalhadores com pelo menos 30 dias de atividade formal em 2023.
  • Valor máximo: Até R$ 1,518, proporcional aos meses trabalhados.
  • Prazo para saque: Disponível até 29 de dezembro de 2025.
  • Canais de consulta: Carteira de Trabalho Digital, Gov.br ou Alô Trabalho (158).

O programa PIS/Pasep é uma política consolidada que visa complementar a renda de trabalhadores formais, com impacto direto no orçamento de milhões de famílias.

Como funciona o pagamento do abono

O abono salarial PIS/Pasep é um benefício anual destinado a trabalhadores do setor privado (PIS) e público (Pasep) que cumprem critérios específicos. Para 2025, o valor é calculado com base no número de meses trabalhados em 2023, ano-base do programa. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo, fixado em R$ 1,518. Assim, quem trabalhou os 12 meses do ano recebe o valor integral, enquanto quem trabalhou menos recebe proporcionalmente.

A Caixa Econômica Federal, responsável pelo PIS, prioriza o crédito automático em contas correntes ou poupança. Caso o trabalhador não tenha conta na instituição, o saque pode ser feito em agências, casas lotéricas ou terminais de autoatendimento. Já o Pasep, gerido pelo Banco do Brasil, também privilegia o crédito em conta, com opções adicionais como Pix ou TED para correntistas de outros bancos.

O programa exige que o empregador tenha enviado os dados corretamente via RAIS ou eSocial até as datas limites de 2024. A falta de envio dessas informações pode resultar na exclusão do trabalhador do benefício, mesmo que ele atenda aos critérios de elegibilidade.

  • PIS: Crédito em conta Caixa ou saque em canais físicos.
  • Pasep: Prioridade para crédito em conta, com Pix ou TED disponíveis.
  • Prazo de envio de dados: RAIS até 15 de maio; eSocial até 19 de agosto de 2024.

Quem tem direito ao benefício

O abono salarial é voltado para trabalhadores que atendem a condições específicas, garantindo que o benefício alcance quem realmente precisa. Para receber em 2025, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos (R$ 2,640 na época). Além disso, o trabalhador deve estar inscrito no programa PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

Outro requisito é que o empregador tenha informado os dados do trabalhador corretamente por meio da RAIS ou do eSocial. Essas plataformas são usadas pelo governo para verificar a elegibilidade, cruzando informações sobre vínculo empregatício e renda. Trabalhadores que não tiveram seus dados enviados não aparecem na lista de beneficiários, o que reforça a importância da regularidade nas declarações das empresas.

  • Tempo mínimo de trabalho: 30 dias com carteira assinada em 2023.
  • Renda máxima: Até dois salários mínimos mensais (média de R$ 2,640).
  • Cadastro: Inscrição no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Dados do empregador: Enviados corretamente via RAIS ou eSocial.
Pagamento, PisPasep, FGTS
Pagamento, PisPasep, FGTS – Foto: Sidney de Almeida/ Istockphoto.com

Como consultar o abono salarial

Consultar o direito ao abono salarial é simples e pode ser feito por canais digitais ou presenciais. O principal meio é o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. Após atualizar o app, o trabalhador deve acessar a seção “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e verificar os detalhes do pagamento, como valor, data e instituição bancária.

Outras opções incluem o portal Gov.br, que exige login com CPF e senha, e a Central Alô Trabalho, pelo número 158, que oferece atendimento telefônico. Para quem prefere o atendimento presencial, as Superintendências Regionais do Trabalho também disponibilizam informações. É recomendável manter os dados atualizados no aplicativo para evitar dificuldades na consulta.

  • Carteira de Trabalho Digital: Consulta via app, na seção “Benefícios”.
  • Portal Gov.br: Acesso com login para verificar elegibilidade.
  • Central 158: Atendimento telefônico para dúvidas e informações.
  • Superintendências: Consulta presencial em unidades regionais.

Impacto econômico do abono

O pagamento do abono salarial em 2025 injetará R$ 30,7 bilhões na economia, beneficiando 25,8 milhões de trabalhadores. Esse montante é significativo, especialmente para famílias de baixa renda, que utilizam o benefício para despesas essenciais, como alimentação, transporte e contas domésticas. O valor, embora variável conforme os meses trabalhados, representa um alívio financeiro para milhões de brasileiros.

O programa também movimenta o comércio local, já que grande parte dos recursos é gasta em bens e serviços. Em anos anteriores, o abono contribuiu para aquecer setores como varejo e serviços, especialmente em meses de maior liberação, como fevereiro e agosto. O impacto é ainda mais relevante em cidades menores, onde o benefício representa uma parcela significativa da renda de muitas famílias.

  • Total pago: R$ 30,7 bilhões em 2025.
  • Beneficiados: 25,8 milhões de trabalhadores.
  • Efeito econômico: Estímulo ao consumo em setores como varejo.

Curiosidades sobre o PIS/Pasep

O programa PIS/Pasep tem uma longa história no Brasil, criado na década de 1970 para integrar trabalhadores ao desenvolvimento econômico. Inicialmente, os valores eram acumulados em contas individuais, mas, desde 1988, o abono passou a ser pago anualmente como benefício direto. Hoje, o programa é uma das principais políticas de transferência de renda do governo federal.

Outra característica interessante é a diferença entre PIS e Pasep. Enquanto o PIS é voltado para trabalhadores do setor privado, o Pasep beneficia servidores públicos. Ambos seguem o mesmo critério de elegibilidade, mas são geridos por instituições diferentes, com processos de pagamento adaptados às particularidades de cada público.

  • Origem: Criado nos anos 1970 para integração econômica.
  • Mudança em 1988: Transformação em abono salarial anual.
  • PIS vs. Pasep: Setor privado (Caixa) e setor público (Banco do Brasil).

Canais e prazos para saque

Os trabalhadores têm até 29 de dezembro de 2025 para sacar o abono salarial. Após essa data, os valores não retirados retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financia o programa. Para evitar a perda do benefício, é importante verificar a elegibilidade o quanto antes e acompanhar as datas de pagamento.

Na Caixa, o crédito é automático para quem tem conta, mas saques presenciais estão disponíveis para todos os beneficiários. O Banco do Brasil oferece opções modernas, como Pix, facilitando o acesso ao benefício. Em caso de dúvidas, os canais de atendimento das instituições estão preparados para orientar os trabalhadores.

  • Prazo final: Saque até 29 de dezembro de 2025.
  • Caixa: Crédito em conta ou saque em agências e lotéricas.
  • Banco do Brasil: Pagamento via Pix, TED ou presencial.