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Samsung Z Fold7: primeiro dobrável com jeito de celular comum

Samsung Galaxy Z Fold 7
Foto: Samsung Galaxy Z Fold 7 - Foto: Divulgação/ Samsung

A Samsung apresentou o Galaxy Z Fold7, primeiro smartphone dobrável que, quando fechado, tem tamanho, peso e espessura comparáveis a celulares convencionais, como o Galaxy S25 Ultra e o iPhone 16 Pro Max. Anunciado em julho de 2025, durante o Galaxy Unpacked em Nova York, o dispositivo combina portabilidade com a versatilidade de uma tela interna de 8 polegadas, que o transforma em um mini tablet. Apesar das inovações, a ausência do suporte à S Pen, presente em modelos anteriores, gerou críticas entre usuários que valorizam anotações manuais. Com preço inicial de R$ 13 mil no Brasil, o Z Fold7 marca um avanço em design, mas enfrenta desafios para justificar seu custo elevado frente a concorrentes.

O aparelho, que estará disponível no mercado brasileiro a partir de agosto, traz melhorias significativas em relação ao antecessor, o Z Fold6. A espessura foi reduzida de 12,1 mm para 8,9 mm quando fechado, e o peso caiu de 239 g para 215 g, alinhando-se a smartphones premium. A tela externa cresceu para 6,5 polegadas, com proporções mais próximas de um celular comum, facilitando o uso no dia a dia sem precisar abrir o dispositivo.

  • Principais inovações do Z Fold7:
    • Espessura de 8,9 mm fechado e 5,6 mm aberto, mais fino que o Z Fold6.
    • Tela externa de 6,5 polegadas, ideal para uso rápido.
    • Processador Snapdragon 8 Elite com 16 GB de RAM, garantindo fluidez.
    • Câmera principal de 200 MP, compartilhada com o Galaxy S25 Ultra.

A ausência da S Pen, no entanto, foi um ponto de destaque negativo, especialmente para profissionais e estudantes que usavam o recurso em modelos anteriores para anotações e produtividade.

Design revolucionário eleva portabilidade

O Galaxy Z Fold7 redefine o conceito de smartphones dobráveis com um design que elimina a sensação de “tijolo” comum em modelos anteriores. Fechado, ele tem praticamente a mesma espessura de um Galaxy S25 Ultra (8,2 mm) ou iPhone 16 Pro Max (8,3 mm), o que o torna fácil de carregar no bolso. Aberto, a espessura de apenas 5,6 mm – equivalente a duas moedas empilhadas – surpreende pela leveza e conforto no manuseio. A tela interna de 8 polegadas mantém a qualidade visual característica da Samsung, com cores vibrantes e alto brilho, embora o vinco central ainda seja perceptível, mas menos intrusivo que em gerações passadas.

A dobradiça, embora mais robusta, foi apontada como relativamente dura nos primeiros dias de uso. Usuários relatam que, com o tempo, ela tende a ficar mais macia, mas a rigidez inicial pode incomodar. O módulo de câmeras traseiras, que se projeta ligeiramente, impede o aparelho de ficar completamente plano sobre superfícies, o que poderia ser um problema para escrita manual, caso a S Pen fosse suportada. Apesar disso, o Z Fold7 se destaca pela ergonomia, especialmente para quem alterna entre os modos fechado e aberto ao longo do dia.

Desempenho e autonomia surpreendem

Equipado com o processador Snapdragon 8 Elite e 16 GB de RAM, o Galaxy Z Fold7 oferece desempenho excepcional, mesmo com múltiplas janelas abertas na tela principal. O sistema operacional One UI 8, otimizado para dobráveis, garante fluidez em tarefas exigentes, como jogos e multitarefa. A câmera principal de 200 MP, com sensor compartilhado com o Galaxy S25 Ultra, entrega fotos nítidas e detalhadas, enquanto a câmera ultrawide com autofoco – novidade na linha – melhora a captura de imagens amplas.

A bateria de 4.400 mAh, embora menor que a do concorrente Oppo Find N5 (5.600 mAh), surpreende pela autonomia. Em testes, o Z Fold7 consumiu cerca de 8% de bateria por hora em uso contínuo da tela interna, com aplicativos como navegador, Gmail, Spotify e YouTube. Isso resulta em até 12h30 de uso com tela ligada, uma marca notável para um dispositivo com tela tão grande.

  • Pontos fortes da bateria e desempenho:
    • Autonomia de até 12h30 com uso moderado.
    • Carregamento rápido de 45 W, preenchendo a bateria em cerca de 50 minutos.
    • Processador Snapdragon 8 Elite, entre os mais potentes de 2025.
    • Sistema One UI 8 otimizado para multitarefa em tela grande.

A ausência de uma bateria de silício-carbono, tecnologia adotada por marcas chinesas como Oppo e Realme, é uma limitação. Essa tecnologia permite maior densidade energética, o que poderia elevar ainda mais a autonomia ou reduzir o peso do aparelho.

Galaxy Z Fold7 e Galaxy Z Flip7
Galaxy Z Fold7 e Galaxy Z Flip7 – Foto: Divulgação

Concorrência acirrada no mercado de dobráveis

O Z Fold7 não está sozinho no segmento de dobráveis premium. O Oppo Find N5, lançado na China em fevereiro de 2025, já é referência com sua espessura de 4,2 mm aberto e bateria de 5.600 mAh. Embora ainda não esteja disponível no Brasil, ele estabelece um padrão elevado que a Samsung busca alcançar. Outros concorrentes, como o Huawei Mate X5 e o Vivo X Fold4, também apostam em designs ultrafinos e baterias maiores, intensificando a disputa no mercado global.

A Samsung, no entanto, mantém vantagem no Brasil por sua forte presença no varejo e suporte técnico local. O Z Fold7 estará disponível em três cores – Jet Black, Blue Shadow e Silver Shadow – e em versões de 256 GB e 512 GB, com preços a partir de R$ 13 mil. Comparado ao Galaxy S25 Ultra, que custa R$ 6.500, o valor elevado do Z Fold7 é um obstáculo, especialmente sem o suporte à S Pen, que era um diferencial para produtividade.

  • Concorrentes diretos do Z Fold7:
    • Oppo Find N5: 4,2 mm aberto, bateria de 5.600 mAh, indisponível no Brasil.
    • Huawei Mate X5: design ultrafino, foco em câmeras, restrito a mercados asiáticos.
    • Vivo X Fold4: bateria de 6.000 mAh, lançamento previsto para setembro de 2025.

Recepção dos usuários e mercado

A recepção inicial do Z Fold7 foi positiva, com destaque para sua portabilidade e qualidade de construção. Postagens em redes sociais apontam que as vendas na primeira semana nos Estados Unidos foram 50% superiores às do Z Fold6, refletindo o impacto das melhorias no design. No entanto, a ausência da S Pen gerou críticas, com usuários destacando a perda de funcionalidade para anotações e desenhos. A bateria, embora eficiente, também foi alvo de comentários, com alguns desejando maior capacidade, como os 5.000 mAh do S25 Ultra.

O mercado de dobráveis cresce rapidamente, com projeções indicando que 25 milhões de unidades serão vendidas globalmente em 2025, um aumento de 20% em relação a 2024. A Samsung lidera com cerca de 45% de participação, mas enfrenta pressão de marcas chinesas que oferecem especificações superiores a preços mais acessíveis. A estratégia da Samsung com o Z Fold7 foca em equilibrar inovação e acessibilidade, mas o preço elevado pode limitar sua adoção em mercados emergentes como o Brasil.

Inovações em câmeras e software

A câmera de 200 MP do Z Fold7 é um dos destaques, oferecendo imagens de alta qualidade mesmo em condições de pouca luz. A inclusão de autofoco na câmera ultrawide é uma novidade bem-vinda, permitindo fotos macro e capturas mais versáteis. O software One UI 8 integra recursos de inteligência artificial, como o Gemini Live, otimizado para dobráveis, que facilita a edição de vídeos e fotos diretamente no dispositivo.

O sistema também suporta multitarefa avançada, permitindo abrir até três aplicativos simultaneamente na tela interna. Essa funcionalidade é ideal para profissionais que precisam alternar entre planilhas, e-mails e navegadores. No entanto, a ausência da S Pen reduz o apelo para usuários que dependem de anotações manuscritas, como estudantes e designers.

  • Recursos de software e câmera:
    • Câmera de 200 MP com sensor ISOCELL HP2, líder em detalhes.
    • Autofoco na ultrawide, novidade na linha Z Fold.
    • One UI 8 com suporte a até três aplicativos abertos simultaneamente.
    • Integração com Gemini Live para edição de mídia.

Futuro dos dobráveis no Brasil

O lançamento do Z Fold7 reforça a aposta da Samsung no segmento de dobráveis, mas o preço elevado e a ausência de recursos como a S Pen podem limitar seu impacto no Brasil, onde o poder de compra é mais restrito. A produção local, em parceria com a Foxconn em Jundiaí, pode ajudar a reduzir custos no futuro, mas ainda não se traduziu em preços mais acessíveis. A Samsung planeja expandir sua linha de dobráveis com modelos mais baratos, como o Galaxy Z Flip7 FE, previsto para 2026.

O mercado brasileiro de smartphones premium é dominado por Samsung e Apple, mas marcas chinesas como Oppo e Vivo planejam entrar com força nos próximos anos. O Z Fold7, com seu design inovador, estabelece um novo padrão, mas precisa superar barreiras de preço e funcionalidade para conquistar consumidores fora do nicho de tecnologia.

  • Tendências para dobráveis no Brasil:
    • Crescimento de 15% nas vendas de dobráveis em 2025, segundo analistas.
    • Expansão de marcas chinesas, como Oppo e Vivo, no mercado local.
    • Possível redução de preços com produção local em 2026.