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Explosão na Enaex em Quatro Barras: 9 mortos e investigações em curso

enaex explosao
Foto: enaex explosao - Foto: Corpo de Bombeiros

Uma explosão devastadora na fábrica de explosivos Enaex Brasil, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba, deixou nove mortos e sete feridos na manhã de 12 de agosto de 2025. O acidente, ocorrido por volta das 5h50, abalou a região, com a onda de choque sentida em oito cidades próximas, causando danos em residências e comércios. A Polícia Civil, a Polícia Científica e o Ministério Público do Trabalho investigam as causas do incidente, que ocorreu em uma área de 25 metros quadrados destinada à preparação de explosivos para transporte. Imagens de câmeras de segurança revelaram que as vítimas, reunidas para uma oração durante a troca de turno, não manipulavam explosivos no momento da explosão. A Enaex Brasil, que opera há mais de 50 anos no município, segue prestando assistência às famílias e colaborando com as autoridades.

A tragédia mobilizou equipes de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros, o Esquadrão Antibombas e a Defesa Civil, que isolaram a área devido ao risco de novos incidentes. A explosão gerou uma cratera no local e deixou estilhaços espalhados em um raio de 200 metros. A empresa confirmou a identidade das vítimas, todas funcionárias, e afirmou que os feridos, com lesões leves, já foram liberados.

explosão Enaex Brasil
explosão Enaex Brasil – Foto: Corpo de Bombeiros

O impacto da explosão foi sentido em cidades como Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais, com relatos de vidros quebrados e tetos danificados. A Defesa Civil de Quatro Barras registrou cerca de 100 solicitações de vistoria em imóveis afetados, interditando um restaurante e uma empresa de alimentos.

  • Principais fatos do acidente:
    • Nove mortos, todos funcionários da Enaex Brasil.
    • Sete feridos com lesões leves, já em casa.
    • Explosão ocorreu às 5h50 em uma área de preparação de explosivos.
    • Onda de choque atingiu oito cidades da região.

Detalhes da investigação inicial

A Polícia Civil do Paraná, sob comando da delegada Géssica Andrade, analisou imagens de câmeras de monitoramento que mostram os momentos anteriores à explosão. Os nove funcionários, que iniciavam o turno, estavam reunidos para uma prece, prática comum na troca de turnos, e não manipulavam explosivos, segundo a delegada. As imagens, que não foram divulgadas, mostram a interrupção no momento do acidente, dificultando a identificação imediata da causa. A investigação agora foca em ouvir duas mulheres que deixaram o local minutos antes da explosão, o que pode trazer novas pistas.

O trabalho da Polícia Científica é essencial, já que os corpos das vítimas foram fragmentados pela força da explosão, exigindo exames de DNA para identificação. O processo, conduzido com material genético coletado das famílias, pode levar dias, mas é crucial para confirmar as identidades.

A Enaex Brasil destacou que segue padrões de segurança acima das exigências legais, com inspeções recentes realizadas pelo Exército em março de 2025, confirmando a regularidade da operação. Apesar disso, a explosão levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança no manuseio de materiais de alto risco.

  • Pontos em análise na investigação:
    • Possível falha em equipamentos ou processos.
    • Condições do ambiente no momento do acidente.
    • Depoimentos de sobreviventes e testemunhas.
    • Análise de resíduos explosivos no local.

Impacto na comunidade local

A explosão não afetou apenas a fábrica, mas também a população de Quatro Barras e cidades vizinhas. Moradores relataram tremores, vidros estilhaçados e danos em tetos e forros, especialmente nos bairros São Pedro e Florestal. A Defesa Civil vistoriou cerca de 50 imóveis até o início da tarde de 12 de agosto, liberando a maioria, mas interditando dois estabelecimentos comerciais por riscos estruturais.

Rosimari Balaero, mãe de um funcionário da Enaex, relatou a angústia de buscar informações no portão da fábrica, sem conseguir contato imediato com seu filho. Histórias como essa refletem o impacto emocional na comunidade, que vê a Enaex como uma das principais empregadoras da região, com 1.300 colaboradores, incluindo terceirizados.

A prefeitura de Quatro Barras reforçou que a empresa opera com todas as licenças necessárias e está comprometida em reparar os danos causados à população. Equipes da Defesa Civil continuam mapeando os prejuízos, com foco em garantir a segurança dos moradores.

Resposta das autoridades e da empresa

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, determinou o acompanhamento presencial do caso pelo secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, e pelo comandante do Corpo de Bombeiros, Antônio Hiller. O Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) coordena as buscas, que foram suspensas na noite de 12 de agosto por questões de segurança, mas retomadas na manhã seguinte.

A Enaex Brasil ativou um plano de contingência, priorizando o atendimento às famílias das vítimas. Psicólogos foram disponibilizados para apoio emocional, e a empresa mantém as famílias acolhidas em suas dependências. O diretor industrial, Daniel Oliveira, expressou consternação e reforçou o compromisso com a transparência nas investigações.

  • Ações imediatas da Enaex:
    • Atendimento médico aos feridos.
    • Suporte psicológico às famílias.
    • Colaboração com autoridades na investigação.
    • Isolamento da área afetada para segurança.

Histórico da Enaex e segurança no setor

A Enaex Brasil, antiga Britanite, é uma multinacional chilena especializada na produção de explosivos para construção civil e mineração, operando em Quatro Barras há mais de 50 anos. A empresa é reconhecida por seus protocolos de segurança, que superam as exigências regulatórias, segundo comunicado oficial. No entanto, o acidente reacende debates sobre os riscos inerentes à manipulação de materiais explosivos.

O setor de explosivos no Brasil é rigidamente fiscalizado pelo Exército, e a Enaex passou por uma inspeção em março de 2025, sem irregularidades reportadas. A explosão, descrita como uma “detonação acidental” pelos bombeiros, destaca a necessidade de revisar procedimentos, mesmo em operações consideradas seguras.

  • Medidas de segurança da Enaex:
    • Protocolos rigorosos para manuseio de explosivos.
    • Treinamento contínuo de funcionários.
    • Fiscalização regular pelo Exército.
    • Equipamentos de proteção obrigatórios.

Repercussão regional e mobilização

A explosão gerou comoção em toda a Região Metropolitana de Curitiba. Além de Quatro Barras, moradores de Piraquara, Pinhais, Colombo, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, São José dos Pinhais e Curitiba relataram o impacto do estrondo, que chegou a ser confundido com um terremoto por alguns. Vídeos e fotos enviados à RPC mostram fumaça densa e danos em residências, evidenciando a força da onda de choque.

O trabalho de resgate envolveu bombeiros, policiais, médicos e o Esquadrão Antibombas, que realizou uma varredura para eliminar riscos de novas explosões. Cães farejadores foram usados para localizar possíveis sobreviventes, mas a ausência de sinais vitais confirmou a tragédia.

  • Cidades afetadas pelo impacto:
    • Quatro Barras: epicentro da explosão.
    • Curitiba: relatos de tremores e vidros quebrados.
    • Piraquara: danos em residências e comércios.
    • São José dos Pinhais: impacto sentido a quilômetros.