“Wishbone” de Conan Gray redefine o pop com emoção crua e hinos queer em 2025

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conan gray. Foto: conan gray. - Foto: Instagram

Conan Gray lança “Wishbone”, seu quarto álbum, em 15 de agosto de 2025, pela Republic Records, em um momento marcante para sua carreira. O cantor e compositor americano, conhecido por hits como “Heather”, surpreendeu fãs ao revelar o projeto, que foi escrito em segredo nos últimos dois anos. Gravado com o renomado produtor Dan Nigro, o álbum explora temas de amor, rejeição e autodescoberta, com uma sonoridade introspectiva e madura. A turnê “Wishbone Pajama Show” está programada para setembro e outubro, com shows nos Estados Unidos e México. A escolha do título veio de uma inspiração inusitada: uma escultura de ossinho da sorte vista por Gray em um aeroporto. O álbum já é aclamado como um marco na trajetória do artista de 26 anos.

A criação de “Wishbone” foi um processo profundamente pessoal. Durante a turnê de seu álbum anterior, “Found Heaven”, Gray escreveu mais de 300 canções, selecionando apenas 12 para o novo trabalho. Ele descreveu o processo como uma jornada de redescoberta, com letras que refletem experiências de sua infância, amores e términos dolorosos. O single principal, “This Song”, lançado em 30 de maio, trouxe um videoclipe emotivo, enquanto “Vodka Cranberry” e “Caramel” completam uma trilogia visual que narra um romance queer.

  • Momentos-chave da criação: Letras escritas em hotéis e bastidores de shows.
  • Temas centrais: Amor, rejeição e identidade, com um toque cinematográfico.
  • Parcerias: Reunião com Dan Nigro, produtor de sucessos de Olivia Rodrigo e Chappell Roan.
  • Impacto inicial: Fãs elogiam a vulnerabilidade e autenticidade das faixas.

O álbum já recebeu críticas positivas, com a revista CLASH dando nota 8/10, destacando a maturidade vocal de Gray e a produção polida.

Significado por trás de “Wishbone”

O título “Wishbone” carrega um simbolismo único. Gray revelou que a inspiração veio de uma escultura de 30 pés de um ossinho da sorte no Aeroporto Internacional de Dallas Fort Worth. Inicialmente resistente ao nome, ele acabou cedendo ao seu significado supersticioso, que reflete os temas do álbum. As letras abordam a fragilidade dos desejos e a complexidade das relações humanas. Em entrevistas, o cantor destacou que o projeto foi uma forma de confrontar verdades pessoais que ele hesitava em compartilhar.

O processo criativo foi marcado por sigilo. Gray escreveu em momentos de solitude, muitas vezes em quartos de hotel ou nos bastidores de shows. Essa abordagem introspectiva resultou em um trabalho que ele descreve como “o mais divertido de criar”. A parceria com Dan Nigro trouxe uma sonoridade rica, com cordas e arranjos que evocam comparações com clássicos do pop alternativo. O álbum também marca um feito importante: é o primeiro que Gray possui os direitos autorais, um passo significativo em sua carreira.

  • Inspiração visual: A capa do álbum inclui elementos como um corvo, remetendo ao seu trabalho anterior, “Kid Krow”.
  • Produção: Dan Nigro como produtor executivo garante uma estética coesa e moderna.
  • Temas líricos: Letras exploram desde amores de verão até reflexões sobre identidade.

Impacto nos fãs e na crítica

A recepção de “Wishbone” tem sido calorosa. Fãs, conhecidos como “Coneheads”, lotaram as redes sociais com elogios, especialmente pela faixa “My World”, apontada como um hino bissexual. A música, com versos como “It’s my girl and it’s my guy / I’ll kiss ’em if I might like”, ressoou com a comunidade LGBTQ+, que a celebrou por sua representatividade. Críticos também destacaram a evolução de Gray, com a Associated Press chamando o álbum de “um retorno à forma” e um marco para o pop da geração Z.

Os videoclipes de “This Song”, “Vodka Cranberry” e “Caramel” formam uma narrativa contínua, centrada em um romance queer entre os personagens Wilson (Gray) e Brando (Corey Fogelmanis). A história, ambientada em uma cidade rural, retrata a intensidade e a melancolia de um amor de verão. A escolha de Fogelmanis, conhecido por “My Life with the Walter Boys”, trouxe ainda mais atenção à trilogia, com fãs elogiando a química entre os dois.

  • Reação dos fãs: Posts nas redes sociais destacam a identificação com as letras vulneráveis.
  • Críticas positivas: CLASH e Associated Press elogiam a maturidade e o impacto emocional.
  • Videoclipes: Trilogia visual reforça a narrativa do álbum, com estética cinematográfica.
  • Representatividade: “My World” é celebrada como um marco para jovens queer.

Turnê “Wishbone Pajama Show”

Para promover “Wishbone”, Gray anunciou a turnê “Wishbone Pajama Show”, que começa em 11 de setembro em Cuyahoga Falls, Ohio, e termina em 19 de novembro em Monterrey, México. O cantor incentivou os fãs a usarem pijamas e chapéus de marinheiro, criando uma atmosfera descontraída e interativa. A abertura dos shows ficará a cargo de Hemlocke Springs, uma cantora em ascensão no cenário indie.

Os ingressos para a turnê esgotaram rapidamente em várias cidades, refletindo a popularidade de Gray. Ele também anunciou eventos especiais, como um show acústico e sessão de perguntas e respostas em Londres, no The Garage, em julho de 2025. A turnê promete performances intimistas, com Gray priorizando a conexão com o público.

  • Datas principais: Início em Ohio e encerramento no México.
  • Estilo da turnê: Fãs são incentivados a usar pijamas, criando um clima único.
  • Abertura: Hemlocke Springs traz frescor ao lineup.
  • Eventos extras: Shows acústicos e Q&As reforçam a proximidade com os fãs.

Produção e colaborações

A parceria com Dan Nigro foi crucial para o sucesso de “Wishbone”. Nigro, que já trabalhou com Gray em “Kid Krow”, trouxe sua experiência com artistas como Olivia Rodrigo e Chappell Roan. A produção combina elementos de pop alternativo com arranjos orquestrais, criando uma sonoridade que equilibra vulnerabilidade e grandiosidade. Gray também colaborou com Corey Fogelmanis nos videoclipes, reforçando a narrativa visual do álbum.

O cantor destacou a liberdade criativa que teve durante a produção. Diferente de “Found Heaven”, que explorava o synthpop dos anos 80, “Wishbone” retorna às raízes do cantor, com um som mais introspectivo e acústico. A escolha de gravar em locais improvisados, como quartos de hotel, adicionou uma camada de autenticidade ao projeto.

  • Dan Nigro: Produtor executivo trouxe coesão e sofisticação ao álbum.
  • Locais de gravação: Músicas foram escritas em ambientes inusitados, como bastidores.
  • Estilo sonoro: Mistura de pop alternativo com toques cinematográficos.

Narrativa visual e impacto cultural

Os videoclipes de “Wishbone” formam uma trilogia que narra um romance queer, explorando temas de amor, rejeição e autodescoberta. A história de Wilson e Brando, ambientada em um cenário rural, capturou a atenção dos fãs pela sua autenticidade e emoção. A escolha de abordar um romance queer foi elogiada por sua representatividade, especialmente em um momento em que a visibilidade LGBTQ+ no pop é cada vez mais valorizada.

Gray também se inspirou em suas próprias experiências, incluindo memórias de infância em San Diego, onde explorava piscinas naturais na praia. Essas referências pessoais aparecem nas letras e nos visuais do álbum, que misturam nostalgia e modernidade. A capa do álbum, com um corvo e uma estética de “shooting star”, conecta “Wishbone” aos trabalhos anteriores do cantor.

  • Trilogia de videoclipes: Narrativa contínua explora amor e separação.
  • Inspirações pessoais: Letras refletem memórias de infância e amores passados.
  • Estética visual: Capa e clipes combinam nostalgia e elementos modernos.

Legado de “Wishbone”

O lançamento de “Wishbone” consolida Conan Gray como uma das vozes mais relevantes da geração Z no pop. Sua habilidade de combinar letras vulneráveis com uma produção sofisticada o coloca ao lado de nomes como Billie Eilish e Olivia Rodrigo. O álbum também marca um momento de maior autonomia criativa, com Gray assumindo o controle dos direitos de suas músicas.

A turnê e os videoclipes reforçam a conexão do cantor com seus fãs, que veem em suas letras um reflexo de suas próprias experiências. A representatividade queer, especialmente em faixas como “My World”, amplia o impacto cultural do álbum, que já é apontado como um dos mais importantes de 2025.

  • Autonomia criativa: Primeiro álbum com direitos autorais de Gray.
  • Conexão com fãs: Letras e shows criam laços emocionais com o público.
  • Relevância cultural: Representatividade queer fortalece o impacto do álbum.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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