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Sampaoli exige reforços e trava negociações com Santos para 2025

Sampaoli
Foto: Sampaoli - Foto: A.RICARDO / Shutterstock.com

O Santos vive um momento de turbulência após a goleada de 6 a 0 sofrida para o Vasco, no Morumbis, em 17 de agosto de 2025, que culminou na demissão do técnico Cléber Xavier. Jorge Sampaoli, ex-treinador do clube em 2019, surgiu como principal candidato para assumir o comando, mas as negociações esbarram em exigências do argentino por reforços e mudanças estruturais. A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, enfrenta dificuldades financeiras que limitam investimentos no elenco, tornando o acordo improvável. A urgência por um novo comandante cresce com a proximidade do próximo jogo contra o Bahia, em 24 de agosto, pelo Brasileirão. O apoio de Neymar, peça central do time, é um trunfo, mas não suficiente para viabilizar o projeto ambicioso de Sampaoli. A torcida, dividida, pressiona por mudanças rápidas enquanto o clube busca estabilidade na Série A.

A crise atual reflete um cenário de instabilidade no Santos, que ocupa a 15ª posição no Brasileirão com 21 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento. A demissão de Cléber Xavier, a terceira troca de treinador em 2025, evidencia a necessidade de uma solução urgente. Enquanto isso, Matheus Bachi assume interinamente, com o respaldo de Neymar, que mantém forte influência nas decisões do clube.

  • Goleada histórica: A derrota por 6 a 0 para o Vasco marcou a pior atuação do Santos contra o rival no Brasileirão.
  • Pressão da torcida: Cânticos por Sampaoli ecoaram no Morumbis, mas há receio de suas exigências.
  • Contexto financeiro: Orçamento limitado impede contratações de peso pedidas pelo argentino.
  • Cronograma apertado: Diretoria corre contra o tempo para definir técnico antes do jogo contra o Bahia.

Negociações com Sampaoli: exigências e entraves

Jorge Sampaoli, que deixou uma marca positiva no Santos em 2019 ao alcançar o vice-campeonato brasileiro com um futebol ofensivo, voltou a ser o centro das atenções. O treinador, atualmente sem clube desde sua saída do Rennes, na França, em janeiro de 2025, manifestou interesse em retornar à Vila Belmiro. Contudo, sua volta depende de condições específicas que desafiam a realidade financeira do clube. Sampaoli exige a contratação de pelo menos quatro reforços: dois zagueiros, um volante e um centroavante, além de um contrato longo que ultrapasse o mandato do presidente Marcelo Teixeira, previsto para terminar em meados de 2026.

O argentino também solicita mudanças no departamento de futebol, incluindo a saída de funcionários antigos e a inclusão de um gerente de futebol em sua equipe. Essas demandas, segundo fontes próximas à diretoria, geram resistência interna, já que o clube prefere manter a atual estrutura administrativa. O custo estimado da comissão técnica de Sampaoli, cerca de R$ 1,5 milhão mensais, é outro obstáculo, considerando que o Santos depende de aportes de parceiros ou investidores para viabilizar investimentos.

  • Reforços pedidos: Dois zagueiros, um volante e um centroavante para reforçar o elenco titular.
  • Contrato extenso: Sampaoli busca vínculo além de 2026, algo incomum para a gestão atual.
  • Custo elevado: Comissão técnica custaria cerca de R$ 1,5 milhão por mês ao clube.
  • Mudanças estruturais: Treinador exige reformulação no departamento de futebol.

Reação da torcida e influência de Neymar

A torcida santista, marcada pela paixão e pela cobrança, está dividida quanto ao retorno de Sampaoli. Durante a goleada contra o Vasco, cânticos pedindo o argentino ecoaram no Morumbis, refletindo o saudosismo pelo futebol envolvente de 2019, quando o time marcou 102 gols em 63 jogos. No entanto, parte dos torcedores teme que a personalidade explosiva do treinador e suas exigências sejam incompatíveis com a situação atual do clube, que enfrenta dificuldades financeiras após o acesso à Série A em 2024.

Neymar, repatriado em 2025, é um fator central nas negociações. O craque, cujo contrato vai até dezembro de 2025, endossou a possível volta de Sampaoli, com quem trabalhou em 2019. Sua influência vai além do campo, participando de decisões estratégicas e atraindo jovens talentos. Após a derrota para o Vasco, Neymar expressou frustração, chamando o resultado de “inaceitável”, o que aumentou a pressão por mudanças. A manutenção da comissão técnica atual, com nomes como Matheus Bachi e Fábio Mahseredjian, é vista como uma estratégia para preservar a confiança do camisa 10 enquanto o clube busca um novo treinador.

  • Apoio de Neymar: Craque aprova Sampaoli e participa de decisões sobre reforços.
  • Divisão na torcida: Parte celebra o possível retorno; outra teme atritos com a diretoria.
  • Frustração recente: Neymar criticou desempenho após goleada no Morumbis.

Alternativas e obstáculos no mercado

Com as negociações com Sampaoli travadas, o Santos avalia outras opções no mercado, mas enfrenta dificuldades. Tite, ex-técnico da Seleção Brasileira, foi sondado, mas recusou devido a uma cirurgia marcada e à sua relutância em assumir projetos instáveis. Juan Pablo Vojvoda, ex-Fortaleza, sinalizou que só retornará ao trabalho em 2026. Luis Zubeldía, outro nome cotado, não avançou nas conversas, enquanto Ramón Díaz e Dorival Júnior também declinaram propostas. A falta de consenso interno e as restrições financeiras complicam a busca por um treinador que alie experiência e capacidade de lidar com a pressão imediata.

O clube planeja contratações pontuais, como as de Mayke, Igor Vinícius e Willian Arão, que rescindiram contratos e representam oportunidades de baixo custo. No entanto, essas movimentações não atendem às exigências de Sampaoli, que busca jogadores de impacto imediato para elevar o patamar do time. A receita de patrocínios, como o acordo com a Nike até 2035, que garante R$ 1,3 bilhão, é uma esperança, mas o orçamento mensal para contratações é limitado, consumindo até 20% do caixa.

  • Outros treinadores: Tite, Vojvoda, Zubeldía e Díaz recusaram ou não avançaram.
  • Contratações pontuais: Mayke, Igor Vinícius e Willian Arão são alvos viáveis.
  • Patrocínio da Nike: Acordo de R$ 1,3 bilhão até 2035 alivia, mas não resolve crise.
  • Limitação financeira: Investimentos consomem até 20% do orçamento mensal.

Urgência para o próximo jogo

Com o confronto contra o Bahia se aproximando, marcado para 24 de agosto na Arena Fonte Nova, o Santos trabalha contra o tempo para definir seu novo comandante. Matheus Bachi, auxiliar técnico, assumirá interinamente, mas a diretoria busca evitar que ele comande por mais rodadas, temendo agravar a crise. A 14ª posição no Brasileirão, com 21 pontos, coloca o clube em alerta, especialmente após a pior derrota da história contra o Vasco. A expectativa é que o novo técnico seja anunciado até 23 de agosto, mas a falta de avanços nas negociações com Sampaoli e outros nomes dificulta o planejamento.

A pressão da torcida por resultados imediatos cresce, impulsionada pela presença de Neymar e pela necessidade de recuperar a confiança dos santistas. A venda de ingressos para o próximo jogo, com previsão de 30 mil torcedores, pode aliviar o caixa, mas não resolve os entraves financeiros de curto prazo. O clube aposta em um nome que traga estabilidade e maximize o potencial do elenco atual, mesmo sem grandes investimentos.

  • Prazo apertado: Anúncio do técnico é esperado até 23 de agosto.
  • Interino: Matheus Bachi comanda o time contra o Bahia em 24 de agosto.
  • Expectativa de público: Cerca de 30 mil torcedores são esperados no próximo jogo.

Histórico de Sampaoli no Santos

A passagem de Sampaoli pelo Santos em 2019 é lembrada como uma das mais marcantes da história recente do clube. Com 35 vitórias, 13 empates e 15 derrotas em 63 jogos, o argentino alcançou um aproveitamento de 61,9%, marcando 102 gols e sofrendo 55. Apesar do sucesso no Brasileirão, onde foi vice-campeão, sua trajetória teve tropeços em mata-matas, com eliminações precoces no Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana. Sua saída, marcada por divergências com a diretoria, deixou um legado de admiração, mas também de controvérsias.

O estilo ofensivo e de alta pressão de Sampaoli conquistou a torcida, mas sua insistência por reforços e autonomia gerou atritos. Agora, em 2025, o cenário se repete, com o treinador mantendo a mesma postura exigente. A diretoria avalia se vale o risco de ceder às demandas, considerando o impacto financeiro e a necessidade de resultados imediatos para evitar o rebaixamento.

  • Campanha de 2019: Vice-campeonato brasileiro com 74 pontos.
  • Estilo de jogo: Futebol ofensivo, com 102 gols em 63 partidas.
  • Atritos passados: Saída em 2019 foi marcada por divergências com a diretoria.
  • Legado: Admirado pela torcida, mas criticado por eliminações em mata-matas.