A goleada histórica de 6 a 0 sofrida pelo Santos contra o Vasco, no último domingo, 17 de agosto de 2025, no Estádio do Morumbi, diante de mais de 50 mil torcedores, marcou o fim da passagem de Cléber Xavier como técnico do clube. A decisão, anunciada horas após o apito final, reflete a urgência da diretoria em reverter a crise que coloca o time na 15ª posição do Brasileirão, com apenas 21 pontos, a dois do Z-4. Jorge Sampaoli, ex-treinador do clube em 2019, surge como principal candidato para assumir o comando, mas condiciona seu retorno à chegada de reforços estratégicos. Enquanto isso, Tite, inicialmente especulado, foi descartado pela diretoria, que agora corre contra o tempo para definir o futuro antes do jogo contra o Bahia, em 24 de agosto. A pressão da torcida e a presença de Neymar no elenco intensificam a busca por estabilidade.
O resultado desastroso expôs fragilidades defensivas e táticas do Santos, que sofreu 12 gols nos últimos cinco jogos. A demissão de Xavier, que comandou o time por apenas 15 partidas com 42% de aproveitamento, foi recebida com alívio por parte da torcida, que clamava por mudanças. Durante o jogo, cânticos pedindo o retorno de Sampaoli ecoaram nas arquibancadas, reacendendo a esperança por um futebol mais competitivo.
- Goleada histórica: Vasco aplicou 6 a 0, pior derrota do Santos contra o rival no Brasileirão.
- Pressão da torcida: Protestos no Morumbi pediram a volta de Sampaoli e criticaram a diretoria.
- Posição delicada: Santos está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento.
- Urgência na decisão: Novo técnico deve ser definido antes do duelo contra o Bahia.
Negociações com Sampaoli avançam com entraves
O Santos intensificou as conversas com Jorge Sampaoli, que comandou o clube em 2019, alcançando o vice-campeonato brasileiro com um futebol ofensivo que marcou 102 gols em 63 jogos. O argentino, livre no mercado desde sua saída do Rennes, na França, em janeiro de 2025, demonstrou interesse em retornar, mas impôs condições claras. Em entrevista, Sampaoli destacou a necessidade de um elenco competitivo, exigindo a contratação de dois zagueiros, um volante e um centroavante. Essas demandas, no entanto, esbarram nas limitações financeiras do clube, que tenta equilibrar o orçamento após o retorno à Série A.
A diretoria, liderada por Marcelo Teixeira, realizou uma reunião virtual com o treinador na segunda-feira, 18 de agosto, para discutir o projeto. Apesar do entusiasmo de parte da torcida, que vê no argentino a chance de recuperar o brilho de 2019, há resistências internas. Alguns dirigentes questionam os altos custos da contratação, estimados em R$ 150 milhões, incluindo salário e comissão técnica.
- Reforços exigidos: Dois zagueiros, um volante e um centroavante para titulares.
- Custo elevado: Contratação de Sampaoli pode custar R$ 150 milhões ao clube.
- Histórico positivo: Em 2019, Sampaoli levou o Santos ao vice-campeonato brasileiro.
- Limitações financeiras: Orçamento restrito dificulta atender às demandas do treinador.
Tite descartado e outras opções no radar
Embora o nome de Tite tenha surgido como possibilidade devido à manutenção da comissão técnica de Cléber Xavier, que inclui Matheus Bachi, filho do ex-técnico da Seleção Brasileira, a diretoria descartou qualquer negociação. Tite, que está sem clube desde sua saída do Flamengo em 2024, enfrenta uma cirurgia marcada para setembro e não demonstra interesse em assumir projetos sob pressão imediata. A decisão de manter auxiliares como Matheus Bachi e Fábio Mahseredjian, no entanto, gerou especulações iniciais que logo foram desmentidas.
Além de Sampaoli, outros nomes foram avaliados, mas sem avanços concretos. Juan Pablo Vojvoda, ex-Fortaleza, recusou a proposta, priorizando descanso até 2026. Luis Zubeldía e Mauricio Pellegrino também foram mencionados, mas as negociações não prosperaram. A urgência por um comandante fixo cresce com a proximidade do jogo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, onde o interino César Sampaio deve liderar o time caso não haja definição.
- Tite fora: Cirurgia e resistência a projetos instáveis afastam o treinador.
- Vojvoda recusa: Argentino prefere pausa e avalia Santos como arriscado.
- Outros nomes: Zubeldía e Pellegrino são cotados, mas sem negociações avançadas.
- Interino: César Sampaio comanda treinos até a chegada de novo técnico.
Demandas de Sampaoli e o peso de Neymar
Sampaoli condicionou seu retorno a um projeto esportivo robusto, exigindo jogadores que cheguem para serem titulares. Entre os pedidos, destaca-se o interesse em Nino, zagueiro do Zenit, que poderia reforçar a defesa. A fragilidade defensiva do Santos, que sofreu média de 2,4 gols por jogo nos últimos cinco confrontos, é uma prioridade. Além disso, a falta de um centroavante de peso e a saída de Diego Pituca deixaram o meio-campo vulnerável, reforçando a necessidade de um volante.
Neymar, principal estrela do elenco, apoia a contratação de Sampaoli, com quem nunca trabalhou, mas vê potencial para uma parceria de sucesso. O craque, que deixou o campo em lágrimas após a goleada, é peça central no projeto do clube, mas não suficiente para atender às ambições do treinador. A torcida, dividida, oscila entre o saudosismo pelo futebol de 2019 e o receio de que as exigências financeiras de Sampaoli comprometam o futuro do clube.
- Apoio de Neymar: Craque endossa Sampaoli, mas não garante reforços.
- Fragilidade defensiva: Time sofreu 12 gols nos últimos cinco jogos.
- Pedido por Nino: Zagueiro do Zenit está na mira para reforçar a defesa.
- Meio-campo vulnerável: Saída de Pituca expôs carências no setor.
Pressão da torcida e próximos passos
A goleada para o Vasco intensificou as críticas à diretoria, liderada por Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos. Faixas no Morumbi e postagens nas redes sociais pediram mudanças imediatas, com muitos torcedores clamando pelo retorno de Sampaoli. O resultado, que repercutiu na imprensa internacional, foi descrito como uma “crise sem fim” por veículos como TyC Sports e Marca. A torcida, que lotou o estádio com 54 mil pessoas, virou as costas ao time no fim da partida, sinalizando insatisfação.
Enquanto as negociações com Sampaoli avançam, o Santos planeja contratações pontuais, como Igor Vinícius e Willian Arão, que rescindiram contratos e representam opções de baixo custo. No entanto, esses nomes não atendem plenamente às exigências do argentino, que busca jogadores de impacto imediato. O prazo para definir o novo técnico é curto, com o clássico contra o São Paulo na próxima rodada servindo como meta informal.
- Reação da torcida: Protestos e cânticos por Sampaoli marcaram o Morumbi.
- Imprensa internacional: Goleada repercutiu como sinal de crise no Santos.
- Contratações pontuais: Igor Vinícius e Willian Arão estão na mira.
- Prazo apertado: Diretoria quer técnico definido antes do clássico.
Estratégia financeira e desafios do clube
O Santos enfrenta um dilema financeiro para viabilizar o retorno de Sampaoli. O treinador exige um contrato longo, além de mudanças estruturais, como a contratação de um gerente de futebol. O custo mensal de sua comissão técnica é estimado em R$ 1,5 milhão, um desafio para um clube que tenta se recuperar do rebaixamento de 2023. O acordo com a Nike, que garante R$ 1,3 bilhão até 2035, oferece algum alívio, mas o orçamento mensal para contratações consome até 20% dos recursos.
A diretoria busca equilibrar as finanças, priorizando jogadores em fim de contrato ou empréstimos. A possível permanência de Zé Ivaldo, zagueiro emprestado pelo Cruzeiro, pode reduzir a necessidade de um defensor, mas não resolve a demanda por nomes de peso. O Santos, que marcou apenas 28 gols no Brasileirão, precisa de reforços ofensivos para apoiar Neymar e recuperar a competitividade.
- Orçamento restrito: Contratações consomem 20% dos recursos mensais.
- Acordo com Nike: Patrocínio de R$ 1,3 bilhão até 2035 alivia finanças.
- Contrato longo: Sampaoli exige vínculo além de 2027.
- Reforços de baixo custo: Clube mira jogadores como Zé Ivaldo e Arão.
