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Xabi Alonso assume Real Madrid com missão de recuperar glórias na LALIGA

Xabi Alonso
Foto: Xabi Alonso - Instagram
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O Real Madrid estreia na temporada 2025/26 da LALIGA nesta terça-feira, 19 de agosto, contra o Osasuna, às 16h (horário de Brasília), no Santiago Bernabéu, com transmissão ao vivo pelo Disney+. Após um ano sem grandes títulos, marcado por derrotas nos clássicos contra o Barcelona e uma campanha decepcionante no Mundial de Clubes, o clube aposta no novo técnico Xabi Alonso para liderar uma virada. Com reforços de peso como Trent Alexander-Arnold, Dean Huijsen e Álvaro Carreras, além da jovem promessa Franco Mastantuono, o time busca resolver problemas táticos, especialmente o entrosamento entre Kylian Mbappé e Vinicius Jr., e recuperar a hegemonia no futebol espanhol e europeu. A pressão é alta, e Alonso, ex-jogador do clube, terá pouco tempo para implementar suas ideias em um elenco estelar, mas com desafios claros.

O último ano foi um dos mais difíceis para os merengues, que não conquistaram nenhum título relevante, exceto a Supercopa da UEFA e a Copa Intercontinental da FIFA, considerados menores pelos padrões do clube. A saída de Carlo Ancelotti, ícone com 15 troféus, abriu espaço para Alonso, que chega com a reputação de ter levado o Bayer Leverkusen ao título invicto da Bundesliga em 2023/24. Sua missão é clara: transformar um elenco repleto de estrelas em um time coeso, capaz de superar o Barcelona de Hansi Flick, que dominou a LALIGA na última temporada.

  • Principais desafios para 2025/26:
    • Entrosar Mbappé e Vinicius Jr. em um sistema ofensivo eficaz.
    • Reforçar a defesa, que sofreu 84 gols na última temporada.
    • Substituir a liderança e criatividade de Luka Modrić no meio-campo.
    • Manter a consistência em meio a lesões recorrentes.

A estreia contra o Osasuna marca o início de uma jornada que promete ser desafiadora, mas cheia de expectativas para os torcedores no Bernabéu.

Novo comando, novas ideias

Xabi Alonso assume o Real Madrid com a tarefa de implementar um estilo de jogo mais dinâmico e agressivo, inspirado em sua passagem bem-sucedida pelo Leverkusen. Diferentemente de Ancelotti, que foi criticado por falta de flexibilidade tática, Alonso já mostrou no Mundial de Clubes que alterna entre defesas com três e quatro jogadores, buscando equilíbrio entre ataque e defesa. Sua filosofia exige pressão alta, com participação ativa dos atacantes, algo que Mbappé e Vinicius Jr. precisarão assimilar rapidamente.

O treinador também enfrenta o desafio de lidar com a saída de ídolos como Luka Modrić, que se transferiu para o Milan, e Lucas Vázquez, deixando lacunas de liderança e experiência. A ausência de Toni Kroos, aposentado desde 2024, segue sendo sentida no meio-campo, e Alonso aposta em jovens como Arda Güler para assumir o papel de maestro. Güler, que teve poucos minutos sob Ancelotti, já demonstrou potencial no Mundial de Clubes e pode ser peça-chave na nova formação.

  • Foco tático de Alonso:
    • Pressão alta com envolvimento de todos os jogadores.
    • Uso de formações flexíveis, como o 3-4-2-1 ou 4-2-3-1.
    • Aproveitar a versatilidade de Alexander-Arnold na lateral ou no meio.
    • Dar mais minutos a jovens como Güler e Mastantuono.

O técnico espanhol, que conhece bem a pressão do Bernabéu por sua passagem como jogador, tem o respaldo da diretoria, que investiu cerca de €180 milhões em contratações. Porém, o curto período de pré-temporada, com apenas 15 dias de preparação, pode limitar a implementação imediata de suas ideias.

Reforços para uma defesa renovada

A defesa foi o calcanhar de Aquiles do Real Madrid na temporada passada, com 84 gols sofridos em todas as competições. Para corrigir isso, o clube foi ao mercado e trouxe três nomes para reforçar o setor defensivo. Dean Huijsen, zagueiro espanhol de 20 anos, chegou do Bournemouth por €58 milhões e já impressiona pela capacidade de sair jogando com a bola. Trent Alexander-Arnold, contratado por €10 milhões antes do fim de seu contrato com o Liverpool, traz qualidade nos passes e experiência em grandes jogos. Álvaro Carreras, ex-Benfica, completa o trio, disputando a lateral esquerda com Ferland Mendy e Fran García.

Huijsen, em particular, tem se destacado nos treinos pela visão de jogo e pela habilidade de iniciar jogadas a partir da defesa, algo que Alonso valoriza em sua filosofia. Alexander-Arnold, por sua vez, pode atuar tanto como lateral-direito quanto em uma posição mais avançada no meio-campo, oferecendo versatilidade tática. A integração desses jogadores será crucial para reduzir a vulnerabilidade defensiva e dar suporte ao ataque estrelado.

  • Principais reforços defensivos:
    • Dean Huijsen: zagueiro de 20 anos, forte na saída de bola.
    • Trent Alexander-Arnold: lateral com visão de jogo e passes precisos.
    • Álvaro Carreras: lateral-esquerdo versátil, ex-jogador da base.
    • Impacto esperado: redução de gols sofridos e maior solidez tática.

Apesar dos reforços, lesões continuam sendo uma preocupação. Jude Bellingham, peça central no meio-campo, está fora até outubro devido a uma cirurgia no ombro, enquanto Eduardo Camavinga enfrenta uma torção no tornozelo. A capacidade do departamento médico de manter o elenco saudável será tão importante quanto as estratégias de Alonso.

Mbappé e Vinicius: o desafio do entrosamento

Kylian Mbappé e Vinicius Jr. são, sem dúvida, dois dos maiores talentos do futebol mundial, mas sua coexistência no ataque ainda é uma incógnita. Na temporada passada, Mbappé marcou 44 gols em todas as competições, mas o time não conseguiu traduzir esse desempenho em títulos. Vinicius, por sua vez, teve altos e baixos, afetado por lesões e pela concorrência interna. Alonso precisa encontrar uma fórmula para que ambos joguem em harmonia, sem sacrificar o equilíbrio defensivo.

O treinador já sinalizou que espera maior envolvimento dos atacantes na pressão alta, algo que nem Mbappé nem Vinicius executaram de forma consistente sob Ancelotti. A formação preferida de Alonso, o 3-4-2-1, pode posicionar os dois como atacantes móveis, com liberdade para flutuar pelas pontas e criar espaços. No entanto, a adaptação a esse estilo exigirá tempo e comprometimento, especialmente em um elenco acostumado a um sistema mais estático.

  • Estratégias para entrosar Mbappé e Vinicius:
    • Posicionamento flexível, com trocas constantes de posição.
    • Treinamento intensivo de pressão alta e recomposição defensiva.
    • Uso de Güler ou Mastantuono como elo criativo no meio-campo.
    • Aproveitar a velocidade de ambos em transições rápidas.

A possível saída de Rodrygo, que tem sido especulado em clubes da Premier League, pode abrir espaço para que Mbappé e Vinicius assumam ainda mais protagonismo. No entanto, a incerteza sobre o futuro do brasileiro adiciona um elemento de instabilidade ao planejamento.

Jovens talentos em ascensão

Além dos reforços já consolidados, o Real Madrid aposta em jovens para renovar o elenco e trazer energia nova. Franco Mastantuono, argentino de 18 anos contratado do River Plate por €63 milhões, é visto como uma das maiores promessas do futebol mundial. Apesar de sua chegada tardia, devido à espera por sua maioridade, ele pode atuar como meia-atacante ou ponta, trazendo criatividade ao setor ofensivo.

Arda Güler, por sua vez, parece finalmente pronto para brilhar. Após duas temporadas limitadas por lesões e falta de minutos, o turco de 20 anos ganhou a confiança de Alonso e deve assumir um papel central no meio-campo, especialmente na ausência de Bellingham. Outro nome em destaque é Gonzalo García, jovem atacante da base que brilhou no Mundial de Clubes, marcando quatro gols e dando uma assistência. Sua promoção ao elenco principal é um sinal da aposta de Alonso na juventude.

  • Jovens em destaque:
    • Franco Mastantuono: meia-atacante versátil, com potencial de titularidade.
    • Arda Güler: candidato a ser o novo maestro do meio-campo.
    • Gonzalo García: atacante promissor, destaque no Mundial de Clubes.
    • Endrick: busca mais minutos com a camisa 9.

A integração desses jovens será essencial para manter a competitividade em uma temporada longa, com compromissos na LALIGA, Copa del Rey, Supercopa da Espanha e Champions League.

Rivalidade com o Barcelona e pressão por resultados

O Barcelona, sob o comando de Hansi Flick, é o principal obstáculo do Real Madrid na luta pelo título da LALIGA. Na temporada passada, os catalães venceram todos os quatro clássicos, incluindo uma goleada por 4 a 0 no Bernabéu, e conquistaram o título espanhol com quatro pontos de vantagem. A rivalidade, que sempre carrega alta carga emocional, ganhou tons de vingança para os merengues, que buscam recuperar o prestígio perdido.

Além do desafio doméstico, o Real Madrid enfrenta pressão para voltar a brilhar na Champions League. A derrota por 4 a 0 para o PSG na semifinal do Mundial de Clubes expôs fragilidades que Alonso precisa corrigir rapidamente. A competição europeia, onde o clube é recordista com 15 títulos, exige coesão tática e consistência, algo que faltou na última temporada, com seis derrotas em 14 jogos, incluindo um 5 a 1 para o Arsenal nas quartas de final.

  • Jogos-chave da temporada:
    • Clássico contra o Barcelona, em outubro, no Camp Nou.
    • Dérbi contra o Atlético de Madrid, em setembro, no Metropolitano.
    • Confrontos contra Athletic Bilbao e Real Betis, tradicionalmente difíceis.
    • Estreia na Champions League, com expectativa de recuperação.

A capacidade de Alonso de gerenciar esses momentos decisivos será fundamental para o sucesso do Real Madrid.

Um início sob pressão

A estreia contra o Osasuna, embora não seja contra um gigante, não será fácil. O adversário teve seis jogos de pré-temporada e 40 dias de preparação, enquanto o Real Madrid teve apenas 15 dias, sem turnê de amistosos devido ao calendário apertado. A falta de ritmo pode ser um obstáculo inicial, mas a qualidade do elenco e a motivação para apagar o passado recente podem compensar.

Alonso sabe que o sucesso no Real Madrid é medido por troféus, e a torcida não aceita menos que isso. Com um elenco avaliado em $1,6 bilhão, o mais valioso do mundo, e reforços estratégicos, o treinador tem as ferramentas para reconstruir a equipe. Resta saber se conseguirá transformar potencial em resultados concretos, começando pela LALIGA e mirando a Champions League.

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