Claudinho explica reviravoltas com Palmeiras, Flamengo e Santos e brilha no Al-Sadd

Claudinho Al-Sadd

Claudinho Al-Sadd - Foto: instagram

Claudinho, meia de 28 anos, esteve perto de retornar ao Brasil para defender Palmeiras, Flamengo ou Santos, mas optou por assinar com o Al-Sadd, do Catar, em janeiro de 2025. Em entrevista exclusiva ao Flashscore, o ex-jogador de Corinthians e Red Bull Bragantino revelou os bastidores das negociações frustradas com os clubes brasileiros, explicando como a indefinição do Palmeiras, a relutância do Zenit em liberá-lo e seu carinho pelo Santos influenciaram sua decisão. Agora, brilhando na segunda temporada na liga catari, Claudinho também falou sobre a saída da Rússia após a guerra na Ucrânia e o sonho de jogar pelo Santos no futuro. A escolha pelo Al-Sadd, onde é o atleta mais caro da liga, marcou uma nova fase em sua carreira.

O jogador, que já conquistou a Copa do Catar e o bicampeonato da Qatar Stars League, destacou os motivos que o levaram a deixar o Zenit, onde atuou por quatro temporadas. A guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, mudou o ambiente na Rússia, impactando sua decisão. Além disso, Claudinho revelou que o Flamengo foi o primeiro a procurá-lo, mas o clube russo dificultou as negociações. O meia também abordou a polêmica com a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, que o acusou de voltar atrás em um acordo. Ele nega a acusação, apontando falhas na condução da negociação pelo clube paulista.

  • Principais motivos da saída do Zenit: Guerra na Ucrânia, busca por visibilidade e propostas do Brasil.
  • Clubes interessados: Flamengo, Palmeiras e Santos fizeram propostas formais.
  • Decisão pelo Al-Sadd: Oferta financeira superior e acordo rápido com o Zenit.

Negociações com o Flamengo e a barreira do Zenit

O interesse do Flamengo em Claudinho surgiu antes das conversas com o Palmeiras. O meia confirmou que as tratativas com o clube carioca estavam avançadas, mas esbarraram na postura rígida do Zenit. “Eu queria muito ir. Falei com pessoas do Flamengo, estava quase tudo certo, mas o Zenit não liberava”, explicou. O clube russo, ciente da importância do jogador, renovava seu contrato a cada janela de transferências, dificultando sua saída.

Claudinho destacou que a visibilidade no Brasil poderia abrir portas para a Seleção Brasileira, um de seus objetivos. “Jogar em um Flamengo ou Palmeiras me daria mais chances na Seleção. Era um dos meus pensamentos”, afirmou. Apesar do desejo, as negociações com o Flamengo não avançaram, e o Zenit optou por mantê-lo até surgir a proposta do Al-Sadd.

O meia também esclareceu que não usou as propostas brasileiras para pressionar por melhores contratos na Rússia. “Dizem que eu usava as propostas para renovar, mas eu queria mesmo voltar. O Zenit sabia disso, mas não liberava”, disse. A situação só mudou com a oferta do clube catari, que atendeu às exigências financeiras do Zenit.

Polêmica com o Palmeiras e a fala de Leila Pereira

A negociação com o Palmeiras, em janeiro de 2025, gerou controvérsia. Leila Pereira, presidente do clube, afirmou que Claudinho deu sua palavra e depois mudou de ideia, optando pelo Al-Sadd. O jogador, porém, apresentou outra versão. “A Leila tinha um meio acordo com o Zenit, mas não havia contrato assinado. Comigo, também não chegou ao valor salarial que eu queria”, explicou.

Segundo Claudinho, a demora do Palmeiras em fechar o acordo foi determinante. “Eles ficaram uns dias sem falar nada, e nisso chegou a proposta do Al-Sadd. Eu disse ao Zenit que decidissem o melhor para o clube e para mim”, contou. A oferta do clube catari, que pagou cerca de 20 milhões de euros (R$ 124 milhões na cotação da época), superou a proposta do Palmeiras, de 17 milhões de euros (R$ 117 milhões).

  • Oferta do Palmeiras: 17 milhões de euros, com pagamento parcelado.
  • Oferta do Al-Sadd: 20 milhões de euros, à vista.
  • Fator decisivo: Rapidez na negociação e salário mais alto no Catar.
  • Reação de Leila: Presidente acusou Claudinho de descumprir acordo verbal.

O meia negou ter voltado atrás em sua palavra. “Eu disse que quem acertasse com o Zenit me levaria. Não foi que eu dei para trás”, reforçou. Ele admitiu o desejo de jogar no Palmeiras, especialmente pela oportunidade de trabalhar com Abel Ferreira, mas a falta de agilidade do clube paulista mudou os rumos da negociação.

Carinho pelo Santos e o sonho não realizado

Um fator emocional pesou na decisão de Claudinho: seu vínculo com o Santos, clube onde foi formado. “Eu cresci no Santos, tenho um carinho enorme. Eles me formaram como atleta e como homem”, declarou. O Santos também apresentou uma proposta, oferecendo um salário superior ao do Palmeiras, mas a vontade de seu empresário e a oferta do Al-Sadd prevaleceram.

O meia revelou que a possibilidade de jogar pelo Santos mexeu com seu coração. “Se eu fosse para o Palmeiras com uma proposta do Santos na mesa, talvez ficasse triste por não realizar esse sonho”, confessou. Apesar de não ter fechado com o Peixe, Claudinho mantém o desejo de um dia atuar profissionalmente pelo clube que o revelou.

A proposta do Santos, segundo fontes, incluía um projeto para formar uma dupla com Neymar, outro ídolo do clube. No entanto, a escolha pelo Al-Sadd foi influenciada pela estabilidade financeira e pela oportunidade de ser protagonista em uma liga em ascensão.

Vida nova no Al-Sadd e sucesso no Catar

No Al-Sadd, Claudinho rapidamente se tornou o principal nome da equipe. Em sua primeira temporada, participou da conquista da Copa do Catar, vencendo o Al-Duhail por 4 a 3 nos pênaltis, após empate por 2 a 2. O time também garantiu o bicampeonato da Qatar Stars League, com destaque para os gols do meia, que soma números expressivos na competição.

  • Títulos no Al-Sadd: Copa do Catar e bicampeonato da Qatar Stars League.
  • Números na liga: Gols e assistências em jogos decisivos.
  • Contrato: Válido até junho de 2029, com multa de 20 milhões de euros.
  • Companheiros brasileiros: Paulo Otávio, Giovani e Guilherme.

O meia se adaptou bem ao Catar, onde joga ao lado de outros brasileiros, como Paulo Otávio (ex-Athletico-PR), Giovani (ex-Palmeiras) e Guilherme (ex-Corinthians). “Estou feliz aqui. O Al-Sadd é um gigante na Ásia, e estamos lutando por títulos em todas as frentes”, disse. O clube também está nas quartas de final da Champions League Asiática, enfrentando o Kawasaki Frontale.

Impacto da guerra na Ucrânia e busca por visibilidade

A decisão de deixar o Zenit foi fortemente influenciada pela guerra na Ucrânia, iniciada em 2022. Claudinho relatou o impacto emocional do conflito, especialmente por ter amigos jogando no país, como Pedrinho e Maycon. “Quando estourou a guerra, o clima mudou. Eu sentia o sofrimento deles”, afirmou.

Além disso, o meia buscava maior visibilidade para voltar à Seleção Brasileira. Na Rússia, mesmo com 122 jogos, 21 gols e 28 assistências, ele sentia que o campeonato local não recebia a mesma atenção. “Antes já era difícil, depois da guerra piorou. Eu queria mais visibilidade”, explicou.

A escolha pelo Al-Sadd, embora menos competitiva que as ligas europeias, ofereceu estabilidade financeira e a chance de ser protagonista. Claudinho não descarta um retorno ao Brasil no futuro, especialmente para realizar o sonho de jogar pelo Santos.

Futuro e o sonho de voltar ao Brasil

Apesar do sucesso no Catar, Claudinho mantém o desejo de retornar ao Brasil. O Santos segue como sua prioridade, mas ele não descarta outros gigantes, como Flamengo ou Palmeiras. “O Brasil seria o melhor mercado para mim. Estou adaptado, poderia me destacar e quem sabe voltar à Seleção”, afirmou.

O meia também elogiou Abel Ferreira, destacando a possibilidade de aprendizado com o técnico português. “Ele é um treinador ganhador. Acho que seria recíproco, ele me ajudaria e eu ajudaria o time”, disse. Por enquanto, Claudinho segue focado no Al-Sadd, com contrato até 2029 e uma multa rescisória de 20 milhões de euros.

  • Sonho com o Santos: Jogar profissionalmente pelo clube que o formou.
  • Interesse na Seleção: Busca visibilidade para voltar ao time nacional.
  • Contrato longo: Segurança financeira no Al-Sadd até 2029.
  • Multa rescisória: 20 milhões de euros para clubes interessados.

Desempenho e adaptação no Catar

Claudinho se consolidou como peça-chave no Al-Sadd, contribuindo com gols e assistências em jogos importantes. Na vitória por 2 a 1 contra o Al-Rayyan, na 20ª rodada da liga catari, ele foi decisivo, assim como na goleada por 5 a 0 contra o Al-Ahli, que garantiu o título. Sua adaptação ao futebol asiático foi rápida, e ele se destaca pela versatilidade e visão de jogo.

O meia também valoriza a estrutura do Al-Sadd, um dos clubes mais tradicionais da Ásia, com dois títulos da Champions League Asiática. “É um clube vencedor. Estamos na briga pela tríplice coroa”, afirmou, referindo-se à liga, à Copa do Emir e à Champions Asiática.

A presença de outros brasileiros no elenco facilita sua integração. Paulo Otávio, por exemplo, já conquistou quatro títulos em dois anos no clube. Claudinho elogia o ambiente: “Jogar com brasileiros ajuda. A gente se entende dentro e fora de campo.”

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