Com o avanço do calendário rumo ao torneio global que será sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, a entidade máxima do esporte iniciou uma campanha de engajamento com os fãs. A estratégia da federação internacional consiste em publicar diariamente estatísticas marcantes e fatos curiosos sobre edições passadas, criando um forte clima de expectativa para a competição. Essa iniciativa busca reavivar a memória dos torcedores através de números que moldaram a trajetória do campeonato mais popular do planeta ao longo das décadas.
Dentro desse resgate histórico, um feito permanece inigualável nos gramados internacionais: a conquista dupla do prêmio máximo de melhor jogador do torneio. O craque sul-americano garantiu sua primeira estatueta dourada durante a competição sediada em território brasileiro, há pouco mais de dez anos. Naquela jornada, o camisa dez balançou as redes adversárias quatro vezes com finalizações memoráveis e conduziu o elenco albiceleste até a partida decisiva. O desempenho excepcional foi suficiente para superar concorrentes de peso na disputa pelo galardão, deixando para trás o atacante germânico Thomas Müller e o ponta holandês Arjen Robben.
Entenda como funciona a premiação que consagrou o talento do craque argentino
A entrega dessa honraria específica tem como objetivo coroar o atleta que demonstrou o nível técnico mais elevado durante todo o mês de disputas. O sistema de avaliação não se restringe apenas ao primeiro colocado, estendendo o reconhecimento aos esportistas que completam o pódio de excelência. Dessa forma, os profissionais que terminam a votação na segunda e na terceira colocação são condecorados com troféus prateados e bronzeados, respectivamente, atestando a enorme influência que exerceram para o sucesso de suas equipes nacionais.
O ápice dessa trajetória individual aconteceu recentemente no Oriente Médio, durante a participação do veterano em seu quinto campeonato mundial consecutivo. A consagração definitiva veio com a conquista do título coletivo, encerrando um jejum angustiante que assombrava a nação sul-americana por quase quatro décadas. O jogador, frequentemente chamado de gênio pelos especialistas, teve uma atuação impecável ao longo da campanha no Catar, anotando sete tentos no total. A coroação de sua performance ocorreu no confronto final, onde ele superou o goleiro adversário em duas oportunidades cruciais, garantindo não apenas a taça, mas também sua segunda estatueta dourada.
Embora o recorde de duas estatuetas principais seja exclusivo do atual capitão argentino, os registros oficiais mostram que um seleto grupo de lendas conseguiu figurar entre os três melhores em múltiplas ocasiões. O atacante italiano Paolo Rossi iniciou essa lista com um segundo lugar em 1978, seguido pelo prêmio máximo na edição seguinte. O ídolo Diego Maradona brilhou intensamente com o ouro em 1986 e garantiu o bronze quatro anos mais tarde. O cenário também conta com a presença do fenômeno brasileiro Ronaldo, que levou o prêmio principal na França em 1998 e ficou com a prata no torneio asiático de 2002, enquanto o meio-campista croata Luka Modric fecha o grupo de elite com seu troféu dourado de 2018 e a terceira posição alcançada no último torneio.

