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Gabigol no Cruzeiro: reserva, críticas e rumores de saída antes de agosto

Gabigol
Foto: Gabigol - Foto: raphamarquesfoto / Cruzeiro

Gabriel Barbosa, o Gabigol, enfrenta um momento delicado no Cruzeiro após não sair do banco no empate por 1 a 1 contra o Mirassol, em 18 de agosto de 2025, pela 20ª rodada do Brasileirão, no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). A decisão do técnico Leonardo Jardim de manter o camisa 9 como reserva, mesmo com a equipe precisando de poder ofensivo, gerou críticas da torcida e especulações sobre o futuro do jogador. Contratado com status de grande reforço em janeiro, Gabigol não conseguiu se firmar como titular, acumulando poucos minutos em campo. Nos bastidores, a diretoria teme que o atacante perca a paciência e busque um novo clube antes do fechamento da janela de transferências, em 31 de agosto. O cenário reflete a dificuldade de adaptação do jogador ao esquema tático do treinador português, enquanto a Raposa luta para se manter na briga pelo título.

O Cruzeiro, que já foi vice-líder do Brasileirão, caiu para a terceira colocação com o empate, ficando cinco pontos atrás do líder Flamengo. A pressão sobre Leonardo Jardim cresce, especialmente pelas substituições tardias e pela escolha de deixar Gabigol no banco. A torcida, dividida, questiona se o atacante ainda pode recuperar seu espaço ou se uma saída é iminente.

  • Desempenho do Cruzeiro: Apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, com o empate contra o Mirassol destacando fragilidades defensivas no segundo tempo.
  • Minutagem de Gabigol: Participou de menos de 30% dos minutos possíveis no Brasileirão, com 557 minutos em 20 rodadas.
  • Reação da torcida: Críticas nas redes sociais apontam para a insatisfação com a gestão de Jardim e o papel de Gabigol como “reserva de luxo”.

Crise no ataque celeste

O empate contra o Mirassol expôs problemas táticos do Cruzeiro, que dominou o primeiro tempo com um gol de Kaio Jorge, mas recuou na etapa final, permitindo que o adversário controlasse o jogo. Foram 10 chutes do Mirassol contra apenas um da Raposa após o intervalo, segundo dados do Sofascore. Leonardo Jardim justificou a ausência de Gabigol alegando que sua presença compromete o equilíbrio defensivo, especialmente contra times que exploram transições rápidas. A preferência por Kaio Jorge, artilheiro do Brasileirão com 14 gols, e Matheus Pereira, que formam a base ofensiva, tem deixado o camisa 9 como opção secundária.

Gabigol, que chegou ao Cruzeiro com a promessa de ser protagonista, marcou 11 gols e deu quatro assistências em 30 jogos na temporada, números respeitáveis, mas insuficientes para garantir a titularidade. A comparação com sua passagem pelo Flamengo, onde anotou 160 gols e conquistou 13 títulos, evidencia a queda de protagonismo. A torcida, que inicialmente o recebeu com entusiasmo, agora se divide: alguns defendem mais minutos para o atacante, enquanto outros questionam seu encaixe no esquema tático.

  • Números de Gabigol: 11 gols e quatro assistências em 2025, com 50 finalizações, sendo 30 no alvo.
  • Concorrência no ataque: Kaio Jorge lidera com 14 gols, enquanto Matheus Pereira é peça-chave nas criações.
  • Esquema tático: Jardim prioriza mobilidade e equilíbrio, dificultando a escalação de Gabigol como titular.

Repercussão entre torcedores e críticas ao técnico

A decisão de manter Gabigol no banco gerou debates acalorados nas redes sociais. Torcedores cruzeirenses expressaram frustração com as escolhas de Leonardo Jardim, especialmente por não utilizar o camisa 9 em um jogo que exigia maior poder ofensivo. Comentários como “Gabigol é um reserva de luxo, mas precisa de confiança” contrastam com críticas ao alto salário do jogador, que não estaria justificado pelo desempenho atual. A hashtag #ForaJardim ganhou força após o empate, com parte da torcida pedindo mudanças no comando técnico.

A insatisfação também se reflete nas declarações de jogadores. O zagueiro Fabrício Bruno criticou a arbitragem do jogo contra o Mirassol, apontando um pênalti não marcado, mas evitou comentar diretamente a situação de Gabigol. Nos bastidores, a diretoria teme que a falta de minutos possa levar o atacante a considerar propostas de clubes do exterior, especialmente do Catar e da Arábia Saudita, onde o Al-Ahli já demonstrou interesse.

  • Reações nas redes: Torcedores divididos entre apoiar Gabigol e criticar sua falta de impacto.
  • Críticas a Jardim: Substituições tardias e recuo tático no segundo tempo foram alvos de reclamações.
  • Interesse externo: Clubes do Oriente Médio monitoram a situação do camisa 9.

Futuro incerto no Cruzeiro

A trajetória de Gabigol no Cruzeiro começou com grandes expectativas. Anunciado como principal reforço em janeiro de 2025, o atacante era visto como peça central para a reconstrução do clube, que almeja uma vaga na Copa Libertadores. No entanto, a chegada de Leonardo Jardim mudou o cenário. O técnico português implementou um esquema que valoriza mobilidade e transições rápidas, o que não favorece o estilo de jogo de Gabigol, mais dependente de bolas na área. Com apenas quatro titularidades nos últimos 15 jogos, o camisa 9 vive um momento de transição na carreira, aos 28 anos.

A janela de transferências, que fecha em 31 de agosto, adiciona pressão ao cenário. Clubes como o Al-Ahli, da Arábia Saudita, ofereceram propostas financeiras atrativas, superando os R$ 2,4 milhões mensais do atual contrato. Uma eventual transferência poderia aliviar o orçamento do Cruzeiro, permitindo investimentos em outras posições, como zagueiro e lateral-direito. No entanto, a saída de um jogador com o histórico de Gabigol também poderia gerar desgaste com a torcida, que ainda espera vê-lo brilhar com a camisa celeste.

  • Janela de transferências: Fecha em 31 de agosto, com possíveis negociações em andamento.
  • Propostas do exterior: Al-Ahli, da Arábia Saudita, é um dos interessados, com oferta superior ao salário atual.
  • Impacto financeiro: A saída de Gabigol pode liberar recursos para reforços na defesa.

Histórico de Gabigol no Brasileirão

Apesar da fase irregular, Gabigol segue como um dos principais artilheiros da história do Brasileirão. Com 117 gols, ele está no top-10 dos goleadores desde 1971, superando nomes como Luís Fabiano. No Cruzeiro, sua contribuição no primeiro turno incluiu gols importantes, como contra o Mirassol, na estreia, e dois diante do Juventude. Mesmo com poucos minutos, o atacante é o vice-artilheiro do time em 2025, atrás apenas de Kaio Jorge. Esses números mostram que, quando acionado, Gabigol ainda pode ser decisivo, o que torna sua situação ainda mais intrigante.

O próximo jogo do Cruzeiro, contra o Internacional, no dia 23 de agosto, será uma nova oportunidade para Gabigol reconquistar espaço. A torcida espera que Leonardo Jardim reveja sua estratégia, mas o treinador já sinalizou que não mudará sua abordagem tática. A pressão por resultados e a necessidade de manter o camisa 9 motivado colocam o clube em uma encruzilhada.

  • Artilharia histórica: Gabigol tem 117 gols no Brasileirão, terceiro maior na era dos pontos corridos.
  • Contribuição em 2025: Vice-artilheiro do Cruzeiro, com 11 gols em 30 jogos.
  • Próximo desafio: Jogo contra o Internacional pode ser decisivo para o futuro de Gabigol.

Bastidores e estratégias do Cruzeiro

Nos bastidores, a diretoria do Cruzeiro trabalha para equilibrar as expectativas da torcida e as decisões táticas de Leonardo Jardim. A recente contratação de Sinisterra, do Bournemouth, sinaliza o desejo de reforçar o elenco para o segundo turno do Brasileirão. No entanto, a possível saída de Gabigol pode complicar os planos, especialmente se o clube não encontrar um substituto à altura. A relação entre o jogador e o treinador também é monitorada de perto, com rumores de que o camisa 9 já expressou frustração com a falta de oportunidades.

O empate contra o Mirassol também reacendeu debates sobre a arbitragem, com o Cruzeiro reclamando de um pênalti não marcado. Esses fatores, somados à pressão por resultados, criam um ambiente de incerteza no clube. A diretoria aposta na experiência de jogadores como Fabrício Bruno e Cássio para manter a equipe competitiva, mas o futuro de Gabigol segue como o principal ponto de interrogação.

  • Reforços no elenco: Contratação de Sinisterra visa fortalecer o ataque para o returno.
  • Arbitragem polêmica: Pênalti não marcado contra o Mirassol gerou críticas de jogadores e torcida.
  • Gestão de crise: Diretoria monitora relação entre Gabigol e Leonardo Jardim.