Bia Haddad brilha e elimina Sakkari rumo às oitavas do US Open 2025
Bia Haddad Maia avança às oitavas de final do US Open 2025 com vitória sobre Maria Sakkari. A brasileira Bia Haddad Maia, número 22 do mundo, consolidou sua força no US Open 2025 ao derrotar a grega Maria Sakkari, ex-top 3 e atual 64ª do ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, na quadra Louis Armstrong, em Nova York, na madrugada de 31 de agosto de 2025. A partida, marcada por pancadas precisas e domínio tático, garantiu à paulista sua melhor campanha em Grand Slams neste ano. Agora, ela enfrenta a americana Amanda Anisimova, nona colocada no ranking, em busca de repetir ou superar sua performance de 2024, quando chegou às quartas de final. A torcida brasileira, vibrante nas arquibancadas, impulsionou Bia em um jogo que reforça sua ascensão no circuito.
A vitória contra Sakkari marca a quinta vez consecutiva que Bia supera a grega, mantendo um retrospecto impecável. A brasileira, que vinha de atuações irregulares na temporada, encontrou no US Open o palco ideal para retomar a confiança. Além do sucesso nas simples, Bia também compete nas duplas, ao lado da alemã Laura Siegemund, enquanto outros brasileiros, como Luisa Stefani, Marcelo Melo, Rafael Matos, Orlando Luz, Ingrid Martins e Fernando Romboli, brilham nas chaves de duplas.
- Destaques da partida: Bia dominou o primeiro set com duas quebras de serviço.
- Fator torcida: O apoio brasileiro foi essencial na quadra Louis Armstrong.
- Próximo desafio: Amanda Anisimova, número 9 do mundo, será a adversária nas oitavas.
Domínio em quadra
Bia Haddad Maia entrou na quadra Louis Armstrong com uma postura agressiva. Desde os primeiros pontos, a brasileira impôs seu jogo, utilizando pancadas de forehand e variações táticas para desestabilizar Maria Sakkari. A grega, conhecida por sua experiência em Grand Slams, com semifinais em Roland Garros e no US Open em 2021, não encontrou respostas para o ritmo intenso da paulista. No primeiro set, Bia quebrou o saque de Sakkari no quarto e no sexto games, fechando a parcial em 6/1 em apenas 33 minutos. A consistência da brasileira foi evidente: apenas quatro erros não forçados contra 13 da adversária.
No segundo set, Sakkari tentou reagir, mas cometeu duplas faltas e desperdiçou oportunidades, permitindo que Bia mantivesse o controle. A brasileira conquistou mais duas quebras, no terceiro e no quinto games, e fechou a partida com um 6/2 arrasador. A torcida, que lotou as arquibancadas com bandeiras do Brasil, celebrou cada ponto como se fosse um gol, criando uma atmosfera eletrizante.
- Números do jogo: Bia teve 12 winners e apenas 7 erros não forçados.
- Sakkari em apuros: A grega cometeu 15 erros não forçados e 3 duplas faltas.
- Estratégia vencedora: Bia apostou em pontos longos e consistência tática.
- Impacto financeiro: A vaga nas oitavas garante US$ 400 mil (R$ 2,17 milhões).
Retrospecto imbatível contra Sakkari
O histórico de Bia contra Maria Sakkari é um dos pontos altos de sua campanha. Em cinco confrontos, a brasileira venceu todos, com destaque para o último duelo, no saibro de Madri, em 2024, por 2 sets a 0. A capacidade de Bia de neutralizar o jogo agressivo da grega, combinada com sua solidez defensiva, tem sido a chave para o sucesso. Apesar de Sakkari estar em 64º no ranking, sua experiência como ex-top 3 e campeã do WTA 1000 de Guadalajara em 2023 tornava o confronto um teste significativo.
A brasileira, no entanto, não deu chances. Sua preparação para o US Open, mesmo após uma temporada de altos e baixos, mostrou resultados. Antes do torneio, Bia vinha de quatro derrotas consecutivas, mas encontrou em Nova York a confiança necessária para avançar. Sua atuação contra Sakkari reforça a ideia de que a paulista está pronta para desafios maiores.
Brasileiros nas duplas roubam a cena
Além do brilho de Bia nas simples, o Brasil marcou presença nas chaves de duplas do US Open 2025. Luisa Stefani, ao lado da húngara Tímea Babos, avançou às oitavas de final com uma vitória sólida sobre as americanas Iva Jovic e Clervie Ngounoue, por 2 sets a 0 (6/4 e 6/4). A dupla Brasil-Hungria, que já conquistou dois títulos WTA 500 em 2025, em Linz e Estrasburgo, segue como uma das favoritas na competição.
Na chave masculina, Rafael Matos e Marcelo Melo estrearam com vitória sobre o inglês Jamie Murray e o croata Ivan Dodig, por 2 sets a 0 (6/4 e 6/3). Orlando Luz, ao lado do francês Albano Olivetti, também brilhou, virando o jogo contra o finlandês Emil Ruusuvuori e o francês Adrian Mannarino, com parciais de 5/7, 7/5 e 6/2. Ingrid Martins, com a americana Quinn Gleason, e Fernando Romboli, com o australiano John-Patrick Smith, também seguem na disputa, enfrentando a segunda rodada neste domingo.
- Duplas femininas: Luisa Stefani e Tímea Babos são cabeças de chave e favoritas.
- Duplas masculinas: Matos e Melo mostram entrosamento em estreia dominante.
- Orlando Luz: Virada na estreia reforça confiança para a próxima fase.
- Ingrid e Romboli: Brasileiros buscam consolidar campanha nas duplas.
Próximo desafio contra Anisimova
Nas oitavas de final, Bia Haddad enfrentará Amanda Anisimova, número 9 do mundo, em um confronto que promete ser o maior teste da brasileira no torneio até agora. Anisimova, de 24 anos, é conhecida por seu jogo agressivo e já alcançou as semifinais de Roland Garros em 2019. A americana vem de vitórias consistentes nas primeiras rodadas do US Open, mas enfrenta em Bia uma adversária que vive um momento de confiança.
O confronto será uma oportunidade para Bia se aproximar de sua melhor campanha no US Open, quando chegou às quartas de final em 2024, sendo eliminada pela tcheca Karolina Muchova. Para avançar, a brasileira precisará manter a consistência mostrada contra Sakkari, com saques precisos e um jogo de fundo de quadra sólido. A partida está marcada para a próxima segunda-feira, 1º de setembro, com transmissão ao vivo pela ESPN, SporTV 3 e Disney+.
Impacto financeiro e ranking
A campanha de Bia no US Open 2025 já garantiu uma premiação significativa. Com a vaga nas oitavas, a brasileira embolsa US$ 400 mil (cerca de R$ 2,17 milhões), um salto em relação aos US$ 237 mil garantidos na terceira rodada. Caso avance às quartas, a premiação pode chegar a US$ 650 mil (R$ 3,53 milhões), reforçando o impacto financeiro de sua campanha. No ranking, Bia defende 430 pontos conquistados em 2024, e uma boa performance pode impulsioná-la de volta ao top 20 da WTA.
A temporada de 2025 tem sido desafiadora para a paulista, com 12 vitórias e 23 derrotas antes do US Open. No entanto, sua campanha em Nova York sinaliza uma retomada. A confiança adquirida nas vitórias contra Sonay Kartal, Viktorija Golubic e Maria Sakkari pode ser o diferencial para Bia buscar resultados ainda mais expressivos.
- Premiação acumulada: US$ 400 mil garantidos nas oitavas de final.
- Ranking em jogo: Bia defende 430 pontos de 2024 e pode subir no ranking.
- Temporada 2025: Brasileira busca recuperação após ano irregular.
- Confiança renovada: Vitórias seguidas indicam retomada no circuito.
Torcida brasileira como diferencial
A presença de torcedores brasileiros tem sido um fator marcante no US Open 2025. Na quadra Louis Armstrong, bandeiras do Brasil e gritos de “Vamos, Bia” ecoaram durante a partida contra Sakkari, criando uma atmosfera de apoio que a própria tenista destacou em entrevistas. “É muito especial jogar com essa energia. A torcida me dá força para lutar em cada ponto”, declarou Bia após a vitória.
O apoio do público também tem impulsionado outros brasileiros no torneio, como Luisa Stefani e Marcelo Melo, que celebraram a conexão com os fãs em Nova York. A comunidade brasileira na cidade, conhecida por sua paixão por esportes, transformou as arquibancadas do US Open em um pedaço do Brasil, reforçando o moral dos atletas.
Legado brasileiro no US Open
A campanha de Bia Haddad Maia e dos outros brasileiros nas duplas reforça a tradição do Brasil no US Open. Nomes como Maria Esther Bueno, tetracampeã em simples (1959, 1963, 1964 e 1966), e Bruno Soares, com quatro títulos em duplas, são referências históricas. Bia, que já alcançou as quartas de final em 2024 e a semifinal de Roland Garros em 2023, segue construindo seu legado no circuito.
A participação de jovens como João Fonseca, que fez sua estreia no torneio apesar da eliminação na segunda rodada, também aponta para um futuro promissor. A combinação de experiência, como a de Bia e Marcelo Melo, com a nova geração, representada por Fonseca, mantém o Brasil competitivo no cenário global do tênis.
- História brasileira: Maria Esther Bueno venceu o US Open quatro vezes.
- Nova geração: João Fonseca é promessa para o futuro do tênis nacional.
- Duplas de sucesso: Bruno Soares inspira atuais duplistas brasileiros.
- Bia como referência: Semifinal de Roland Garros 2023 é marco na carreira.
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