Volei feminino Brasil: Brasil confirma força e avança no Mundial em Bangkok
A seleção brasileira feminina de vôlei confirmou seu favoritismo e avançou às quartas de final do Campeonato Mundial de Vôlei Feminino 2025, disputado em Bangkok, Tailândia, após derrotar a República Dominicana por 3 sets a 1, no domingo, 31 de agosto. Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, a equipe, invicta na competição, superou um confronto intenso contra as dominicanas, treinadas pelo brasileiro Marcos Kwiek, em um jogo marcado por rallies longos e defesas sólidas. A partida, realizada na Arena Bangkok, consolidou a liderança do Brasil no Grupo C e reforçou sua busca pelo inédito título mundial. A vitória garante ao Brasil um lugar entre as oito melhores equipes, com o próximo desafio sendo o vencedor do duelo entre China e França, marcado para os dias 3 ou 4 de setembro. O Mundial, que reúne 32 seleções, segue eletrizante, com jogos transmitidos pelo SporTV 2 e pelo streaming VBTV.
A campanha brasileira até aqui foi impecável, com três vitórias na fase de grupos contra Grécia, França e Porto Rico, consolidando a equipe como uma das favoritas ao título. O jogo contra a República Dominicana, no entanto, trouxe momentos de tensão, especialmente no segundo set, quando as adversárias equilibraram as ações.
- Destaques da partida: Gabi e Júlia Bergmann lideraram o ataque brasileiro, com 18 e 15 pontos, respectivamente.
- Estratégia: O bloqueio brasileiro foi decisivo, somando 12 pontos no fundamento.
- Próximo passo: A seleção agora se prepara para enfrentar China ou França nas quartas.
Desempenho brasileiro na fase de grupos
A trajetória do Brasil no Mundial de Vôlei Feminino 2025 começou em Chiang Mai, onde a seleção enfrentou adversários do Grupo C. Na estreia, venceu a Grécia por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/16 e 25/16, em um jogo que demonstrou a superioridade técnica da equipe. Contra a França, o Brasil enfrentou dificuldades iniciais, perdendo os dois primeiros sets, mas conseguiu uma virada épica por 3 a 2, com parciais de 21/25, 20/25, 25/15, 25/17 e 15/13. A última partida da fase de grupos, contra Porto Rico, foi novamente dominada pelas brasileiras, que fecharam o confronto em 3 sets a 0. Esses resultados garantiram a liderança do grupo com oito pontos e a classificação para as oitavas de final.
A consistência do Brasil reflete o trabalho de José Roberto Guimarães, que comanda a equipe há mais de duas décadas. A seleção, vice-campeã na edição de 2022, busca superar o histórico de quatro pratas e um bronze para conquistar o primeiro ouro mundial.
- Pontos fortes: O ataque brasileiro, liderado por Gabi, foi o mais eficiente do grupo, com 63% dos pontos marcados no fundamento.
- Ajustes táticos: O técnico ajustou o sistema defensivo contra a França, garantindo a virada.
- Liderança: A capitã Carol Gattaz foi essencial no bloqueio, com média de 3 pontos por partida.
- Preparação: A equipe treinou em Bangkok antes das oitavas, focando em jogadas de contra-ataque.
Duelo contra a República Dominicana
O confronto contra a República Dominicana, nas oitavas de final, foi um teste de resistência para o Brasil. A equipe dominicana, treinada pelo brasileiro Marcos Kwiek, entrou em quadra com um elenco experiente, liderado pela oposta Brayelin Martínez. O primeiro set foi dominado pelas brasileiras, que venceram por 25/19, aproveitando erros de saque das adversárias. No segundo set, as dominicanas reagiram, equilibrando o jogo com ataques potentes e vencendo por 25/22. Nos sets seguintes, o Brasil retomou o controle, fechando a partida com parciais de 25/20 e 25/18.
A atuação de Gabi foi destaque, com 18 pontos, incluindo ataques decisivos no quarto set. Júlia Bergmann, jovem promessa do vôlei brasileiro, também brilhou, contribuindo com 15 pontos e mostrando versatilidade no ataque e na defesa. O bloqueio brasileiro foi outro diferencial, com Carol Gattaz e Thaísa somando pontos cruciais.
- Estratégia dominicana: A equipe apostou em saques forçados para desestabilizar a recepção brasileira.
- Resposta brasileira: O passe bem ajustado por Macris permitiu jogadas rápidas no meio.
- Momento-chave: Um bloqueio triplo no terceiro set mudou o ritmo da partida.
- Público: A Arena Bangkok recebeu cerca de 8 mil torcedores, com apoio à seleção local.
Caminho até as quartas de final
Com a vitória nas oitavas, o Brasil agora se prepara para as quartas de final, marcadas para 3 e 4 de setembro. O adversário será definido no confronto entre China e França, que ocorre no mesmo dia do jogo brasileiro. A China, bicampeã mundial, é considerada uma adversária de peso, com um histórico de três pratas e um bronze. Já a França, que ainda não conquistou medalhas no Mundial, surpreendeu ao chegar às oitavas, mas enfrenta dificuldades contra equipes mais experientes.
O Brasil, que terminou a fase de grupos na liderança do Grupo C, enfrenta um chaveamento desafiador. Caso avance, pode encontrar potências como Itália, atual campeã olímpica, ou Polônia na semifinal. A competição, que reúne 32 seleções, está concentrada em Bangkok para as fases eliminatórias, com ginásios lotados e uma atmosfera vibrante.
- China: Bicampeã mundial, a equipe asiática tem um ataque forte liderado por Zhu Ting.
- França: A seleção europeia aposta na juventude e na velocidade de suas ponteiras.
- Chaveamento: O Brasil está no lado da tabela com Itália, Alemanha e Bélgica.
- Transmissão: SporTV 2 e VBTV exibem os jogos ao vivo, com narração em português.
Histórico do Brasil no Mundial
O Brasil participa do Mundial de Vôlei Feminino pela 18ª vez, um recorde ao lado de Estados Unidos e Japão. Apesar de ser bicampeão olímpico (2008 e 2012), a seleção nunca venceu o Mundial, acumulando quatro medalhas de prata (1994, 2006, 2010 e 2022) e uma de bronze (2014). A edição de 2025 marca o início de um novo ciclo bienal da competição, o que aumenta a frequência e a competitividade do torneio.
A campanha de 2022, quando o Brasil perdeu a final para a Sérvia, serve como motivação para a equipe atual. José Roberto Guimarães destacou a importância de manter a consistência ao longo do torneio, especialmente contra adversários experientes. A Tailândia, como sede, trouxe uma organização impecável, com arenas modernas e apoio maciço do público local.
- Edição de 2022: O Brasil perdeu para a Sérvia por 3 a 0 na final.
- Recorde: A União Soviética é a maior campeã, com cinco títulos.
- Novidades: O Mundial agora ocorre a cada dois anos, aumentando a competitividade.
- Jogadoras-chave: Gabi, Thaísa e Carol são as líderes do elenco atual.
Expectativas para as próximas fases
As quartas de final prometem confrontos equilibrados, com equipes como Itália, Estados Unidos e Polônia ainda na disputa. A Holanda, que eliminou a Sérvia, atual bicampeã, por 3 a 2, é uma das surpresas do torneio, enquanto o Japão enfrenta a Tailândia em outro duelo aguardado. O Brasil, com sua combinação de experiência e juventude, é apontado como um dos favoritos, mas o técnico José Roberto Guimarães mantém a cautela, destacando a força das adversárias.
A preparação brasileira inclui treinos intensos em Bangkok, com foco em ajustes táticos para enfrentar sistemas defensivos variados. A Arena Bangkok, palco das fases eliminatórias, tem capacidade para 10 mil espectadores e deve receber um público ainda maior nas quartas. A final do torneio está marcada para 7 de setembro, com a disputa pelo bronze no mesmo dia.
- Favoritas: Itália, Brasil e China estão entre as equipes mais cotadas.
- Surpresas: A Holanda e a Argentina mostraram força na fase inicial.
- Cronograma: Quartas nos dias 3 e 4, semifinais no dia 6, final no dia 7.
- Apoio: Torcedores brasileiros organizam caravanas para Bangkok.
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