Colômbia, Uruguai e Paraguai jogam tudo por vaga na Copa em noite de adeus de Messi

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Messi Argentina Foto: Messi Argentina - Foto: Instagram

Em uma noite carregada de emoção, Lionel Messi se despede da torcida argentina em sua última partida oficial pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, enfrentando a Venezuela no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A rodada, que acontece nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, também coloca Colômbia, Uruguai e Paraguai em confrontos decisivos para garantir vagas diretas no Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Com Argentina, Equador e Brasil já classificados, restam três vagas diretas e uma para a repescagem, intensificando a disputa na penúltima rodada. O jogo de Messi, aos 38 anos, carrega um peso especial, já que o craque pode se tornar o primeiro jogador a disputar seis Copas do Mundo, caso confirme participação em 2026. Enquanto isso, o Brasil enfrenta o Chile no Maracanã, buscando consolidar sua campanha sob o comando de Carlo Ancelotti.

A 17ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas promete definir o destino de várias seleções. Paraguai, com 24 pontos, enfrenta o Equador em Assunção, enquanto o Uruguai, também com 24 pontos, recebe o Peru no Estádio Centenário, em Montevidéu. A Colômbia, com 22 pontos, joga em casa contra a Bolívia, em Barranquilla. Uma vitória da Argentina contra a Venezuela pode garantir a classificação das três seleções, independentemente de seus resultados, enquanto um empate em Buenos Aires já seria suficiente para Uruguai e Paraguai carimbarem o passaporte.

A torcida argentina lotará o Monumental com mais de 80 mil pessoas, prontas para homenagear Messi, maior artilheiro das Eliminatórias com 34 gols em 72 jogos. A Venezuela, por outro lado, busca sua primeira classificação histórica para uma Copa, mas uma derrota pode deixá-la à beira da eliminação.

  • Jogos decisivos da rodada: Argentina x Venezuela, Paraguai x Equador, Colômbia x Bolívia, Uruguai x Peru, Brasil x Chile.
  • Vagas em disputa: Três diretas e uma para a repescagem intercontinental.
  • Destaque emocional: Última partida de Messi em solo argentino pelas Eliminatórias.

Caminho para a Copa de 2026

A tabela das Eliminatórias Sul-Americanas reflete a competitividade do torneio, que começou em setembro de 2023 e se estende até setembro de 2025. Argentina lidera com 35 pontos, seguida por Equador e Brasil, ambos com 25. Paraguai e Uruguai, com 24 pontos cada, estão a um passo da classificação direta, enquanto a Colômbia, com 22, também está bem posicionada. A Venezuela, com 18 pontos, e a Bolívia, com 17, ainda sonham com a repescagem, enquanto o Peru, com 12, precisa de uma combinação improvável de resultados. O Chile, com apenas 10 pontos, já está eliminado.

A estrutura das Eliminatórias permanece a mesma desde 1998, com dez seleções jogando em turno e returno, totalizando 18 rodadas. Para 2026, a Conmebol garantiu seis vagas diretas, uma a mais que nas edições anteriores, além de uma chance na repescagem para o sétimo colocado.

  • Classificados confirmados: Argentina, Equador, Brasil.
  • Na briga pela vaga direta: Paraguai, Uruguai, Colômbia.
  • Repescagem em vista: Venezuela e Bolívia disputam a sétima posição.
  • Cenário improvável: Peru precisa de vitórias e tropeços de rivais.

Messi: o fim de uma era nas Eliminatórias

Aos 38 anos, Lionel Messi vive um momento único em sua carreira. Sua despedida das Eliminatórias em solo argentino, contra a Venezuela, marca o fim de duas décadas de protagonismo. Com 34 gols em 72 partidas, ele é o maior artilheiro da história da competição pela Argentina, superando nomes como Gabriel Batistuta. A incerteza sobre sua participação na Copa de 2026 adiciona ainda mais emoção ao confronto. “Será um jogo muito especial, porque é o último das Eliminatórias. Não sei o que vai acontecer depois”, declarou o camisa 10, que ainda não confirmou se jogará o Mundial, o que o tornaria o primeiro atleta a disputar seis edições.

O técnico Lionel Scaloni destacou a importância de aproveitar Messi enquanto ele está em campo. “Não precisamos pensar no futuro, mas sim em desfrutá-lo agora”, afirmou. A Argentina, já classificada, entra em campo para manter a liderança e dar uma vitória ao seu maior ídolo, com um elenco que mistura jovens talentos, como Julián Álvarez, e veteranos experientes.

Uruguai, Paraguai e Colômbia: tudo ou nada em casa

Uruguai, Paraguai e Colômbia têm a vantagem de jogar em casa nesta rodada decisiva. O Uruguai, sob o comando de Marcelo Bielsa, enfrenta o Peru, que vive situação delicada com apenas 12 pontos. Apesar de lesões e suspensões, a Celeste tem tudo para garantir sua sexta classificação para uma Copa no século XXI, tendo ficado de fora apenas em 2006. Bielsa, no entanto, admitiu insatisfação com a campanha: “Deveríamos ter conquistado mais do que conseguimos até agora”.

O Paraguai, por sua vez, recebe o Equador no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Com jogadores como Miguel Almirón e Julio Enciso, a seleção paraguaia busca retomar sua regularidade, após participações frequentes em Copas entre 1998 e 2010. Uma vitória ou até um empate pode selar a classificação.

A Colômbia, liderada por Luis Díaz, enfrenta a Bolívia em Barranquilla. Com 22 pontos, os colombianos estão confiantes, especialmente após a boa campanha na Copa América 2024, onde chegaram à final. Uma vitória praticamente garante a vaga direta, mas a Bolívia, apoiada pela altitude em outros jogos, pode oferecer resistência.

  • Uruguai x Peru: Celeste favorita no Centenário, apesar das baixas.
  • Paraguai x Equador: Jogo-chave para os paraguaios em Assunção.
  • Colômbia x Bolívia: Luis Díaz lidera os cafeteros em busca da classificação.
  • Fator casa: Todas as três seleções jogam com apoio de suas torcidas.

Brasil enfrenta o Chile sem trio de estrelas

Enquanto a despedida de Messi domina as atenções, o Brasil entra em campo no Maracanã contra o lanterna Chile, já eliminado. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção brasileira não contará com Vinícius Jr., Rodrygo e Neymar, todos ausentes por questões físicas ou táticas. Ancelotti enfatizou que Neymar, embora seja um craque, precisa estar em plenas condições para 2026. “Não é hora de testes, mas de garantir que ele esteja pronto para o Mundial”, disse o técnico.

Com 25 pontos, o Brasil já está classificado, mas busca melhorar seu desempenho ofensivo, sendo o segundo melhor ataque das Eliminatórias, atrás apenas da Argentina. A defesa, porém, é apenas a sexta mais eficiente, o que preocupa para os jogos finais.

  • Ausências de peso: Vinícius Jr., Rodrygo e Neymar desfalcam o Brasil.
  • Objetivo: Consolidar a campanha e testar novas opções táticas.
  • Adversário: Chile, com 10 pontos, não tem mais chances de classificação.

Venezuela sonha com feito histórico

A Venezuela, adversária da Argentina, vive uma campanha surpreendente, com 18 pontos, e ainda sonha com a primeira classificação para uma Copa do Mundo. Liderada por jogadores como Yangel Herrera e Salomón Rondón, a Vinotinto aposta em sua solidez defensiva para surpreender em Buenos Aires. Uma derrota, porém, pode deixá-la à beira da eliminação, especialmente se Colômbia, Uruguai e Paraguai vencerem seus jogos.

A rodada também será crucial para a Bolívia, que enfrenta a Colômbia fora de casa. Com 17 pontos, os bolivianos dependem de resultados positivos e da altitude de La Paz na última rodada, contra o Brasil, para sonhar com a repescagem. O Peru, com 12 pontos, enfrenta o Uruguai em Montevidéu e precisa de um milagre para manter viva a esperança de classificação.

  • Venezuela: Busca primeira vaga em Copas, com 18 pontos.
  • Bolívia: Altitude pode ser trunfo na última rodada, mas chances são remotas.
  • Peru: Com 12 pontos, depende de combinação improvável de resultados.

O que esperar da penúltima rodada

A 17ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas é um marco para o futebol do continente. Além da despedida de Messi, que carrega uma carga emocional única, os jogos de Uruguai, Paraguai e Colômbia podem definir o destino das últimas vagas diretas. A Argentina, já classificada, quer fechar sua campanha com chave de ouro, enquanto o Brasil busca ajustes para chegar forte ao Mundial.

A rodada também destaca a competitividade das Eliminatórias, com seleções tradicionais como Uruguai e Paraguai buscando retomar seu espaço, e a Colômbia consolidando sua ascensão. A Venezuela, por sua vez, representa a possibilidade de uma surpresa histórica, enquanto Bolívia e Peru lutam contra as probabilidades.

  • Emoção garantida: Despedida de Messi e jogos decisivos agitam a rodada.
  • Vagas diretas: Três seleções podem carimbar o passaporte nesta quinta-feira.
  • Repescagem: Venezuela e Bolívia brigam pela sétima posição.
  • História em jogo: Messi pode se tornar o primeiro a jogar seis Copas.

Legado de Messi e o futuro da Argentina

Messi deixa as Eliminatórias como um ícone inquestionável. Com cinco participações em Copas do Mundo (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022) e o título de 2022 no Catar, o camisa 10 transformou a seleção argentina. Sua possível ausência em 2026 abre espaço para jovens como Julián Álvarez e Enzo Fernández, mas o impacto de sua despedida será sentido por torcedores e adversários.

O Monumental de Núñez será palco de uma celebração à altura do craque, com a torcida argentina pronta para lotar o estádio. A partida contra a Venezuela não é apenas um jogo, mas um momento de agradecimento a um jogador que redefiniu o futebol sul-americano.

  • Recordes de Messi: 34 gols em 72 jogos nas Eliminatórias.
  • Possível marco: Pode ser o primeiro a disputar seis Copas do Mundo.
  • Sucessão: Jovens como Julián Álvarez assumem o protagonismo.

Impacto da rodada no cenário sul-americano

A penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas pode consolidar o domínio de seleções tradicionais, como Argentina, Brasil e Uruguai, mas também abre espaço para surpresas, como a campanha sólida da Venezuela. A Colômbia, com sua geração liderada por Luis Díaz, mostra evolução, enquanto o Paraguai busca recuperar o prestígio de décadas passadas.

Os jogos desta quinta-feira terão transmissão no Brasil pelo Grupo Globo, com o SporTV exibindo todas as partidas e a TV Globo transmitindo os jogos do Brasil. A última rodada, marcada para 9 de setembro, definirá o sétimo colocado, que disputará a repescagem intercontinental.

  • Transmissão: SporTV e TV Globo cobrem os jogos no Brasil.
  • Última rodada: 9 de setembro definirá a vaga na repescagem.
  • Competitividade: Seis vagas diretas elevam o nível da disputa.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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