A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, se prepara para enfrentar o Chile nesta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã, pela 17ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2026. O treinador italiano repetiu a formação ofensiva no último treino na Granja Comary, mantendo um esquema 4-2-4 com novidades como Wesley na lateral direita, Gabriel Magalhães na zaga, Douglas Santos na esquerda, Estevão no meio-campo ofensivo e João Pedro como referência móvel no ataque. Essa escolha reflete a intenção de impor volume de jogo e mobilidade contra um adversário que luta para se manter na disputa por vagas. Com 25 pontos, o Brasil ocupa a terceira posição, atrás apenas do Equador no saldo de gols, e busca uma vitória para consolidar a campanha antes da despedida contra a Bolívia. A partida marca o último jogo em solo brasileiro antes do Mundial, adicionando emoção ao confronto que pode influenciar as posições finais na tabela.
Preparação intensa na Granja Comary
Carlo Ancelotti conduziu o treinamento final em Teresópolis com foco na bola parada defensiva e dinâmicas ofensivas. A atividade, fechada para a imprensa em parte do tempo, enfatizou a mobilidade do quarteto de ataque, composto por Estevão, Raphinha, João Pedro e Martinelli. Esses jogadores foram orientados a alternar posições, criando espaços para infiltrações e ultrapassagens, especialmente pelo corredor direito com Wesley. A comissão técnica priorizou a compactação defensiva sem perder a agressividade no ataque, estratégia que rendeu frutos na vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai em junho, garantindo a classificação antecipada para a Copa.
A manutenção da base do time vencedor contra o Paraguai demonstra confiança no grupo. Naquela ocasião, Vini Júnior e Matheus Cunha se alternaram no comando de ataque, abrindo caminhos para Raphinha, que deu assistência decisiva. Agora, com Martinelli pela esquerda e Estevão e Raphinha variando entre o lado direito e o centro, o Brasil visa explorar a velocidade e a técnica individual. Ancelotti destacou a qualidade de Estevão para jogar por dentro, elogiando sua visão de jogo e capacidade de finalização em espaços curtos.
A delegação deixou Teresópolis na tarde de quarta-feira, rumando para o Rio de Janeiro, onde pernoitou em um hotel na Barra da Tijuca. Essa logística permite recuperação adequada antes do jogo, considerando o desgaste de viagens internacionais para os atletas que atuam na Europa.
Destaques individuais e ajustes táticos
Wesley surge como novidade na lateral direita, trazendo juventude e força física para apoiar o ataque. Sua inclusão visa equilibrar o setor, permitindo que Raphinha e Estevão foquem mais na criação. Gabriel Magalhães, consolidado no Arsenal, forma dupla de zaga com Marquinhos, oferecendo solidez aérea e saída de bola qualificada. Douglas Santos, do Zenit, ocupa a esquerda, proporcionando experiência em duelos internacionais.
No meio-campo, Casemiro e Bruno Guimarães ancoram a equipe, com o primeiro responsável pela marcação e o segundo pela distribuição de passes. Essa dupla permite transições rápidas, essenciais para alimentar o quarteto ofensivo. João Pedro, atuando como falso nove, oferece mobilidade, diferente de uma referência fixa, o que confunde a defesa adversária.
Ancelotti trabalhou especificamente ultrapassagens e trocas de posição, incentivando o uso de Wesley para criar superioridade numérica pelo direito. A bola parada defensiva recebeu atenção especial, dado o histórico de gols sofridos em lances assim nas eliminatórias.
- Wesley: Lateral com projeção ofensiva, pode ser chave em cruzamentos.
- Gabriel Magalhães: Zagueiro canhoto, melhora a saída de bola pela esquerda.
- Estevão: Meia-atacante versátil, alterna posições para desequilibrar.
- João Pedro: Referência móvel, cria espaços para infiltrações de Raphinha e Martinelli.
Contexto das eliminatórias e posição na tabela
Com 25 pontos, o Brasil está atrás da Argentina, líder isolada com 35, e do Equador, segundo colocado com o mesmo número de pontos, mas superior no saldo de gols (8 contra 5). A vitória sobre o Chile pode elevar a Seleção à vice-liderança, dependendo de outros resultados. O Chile, por sua vez, precisa pontuar para sonhar com repescagem, tornando o jogo imprevisível.
A campanha brasileira nas eliminatórias tem sido consistente, com poucas derrotas e ênfase na defesa sólida. A classificação antecipada permitiu testes, mas Ancelotti opta pela continuidade para construir entrosamento rumo à Copa de 2026. O Maracanã, com capacidade para mais de 78 mil torcedores, deve estar lotado, impulsionando o time em sua despedida caseira.
Dados recentes mostram que o Brasil marcou em todos os jogos em casa nas eliminatórias, com média de 2,5 gols por partida. A formação ofensiva alinha-se a essa estatística, priorizando posse de bola e finalizações.
Expectativas para o confronto e próximos passos
O Chile chega pressionado, após resultados irregulares, e pode adotar postura defensiva para explorar contra-ataques. Ancelotti preparou o time para cenários variados, incluindo pressão alta e variações no meio-campo. A ausência de lesões no elenco titular fortalece as opções.
Após o jogo, a Seleção viaja para enfrentar a Bolívia em El Alto, a 4.100 metros de altitude, na terça-feira seguinte. Essa altitude exige adaptação, mas o foco atual está no Maracanã. A comissão técnica monitora o condicionamento físico, especialmente de jogadores como Casemiro, com histórico de desgaste.
- Quarteto ofensivo: Mobilidade para criar chances de gol.
- Dupla de volantes: Equilíbrio entre defesa e transição.
- Laterais: Apoio constante para volume de jogo.
- Zaga: Solidez para neutralizar contra-ataques chilenos.
Histórico de confrontos e relevância para a Copa
Brasil e Chile se enfrentaram 75 vezes, com 53 vitórias brasileiras, 14 empates e 8 chilenas. Nas eliminatórias, o domínio é ainda maior, com o Brasil invicto em casa. O último encontro, em 2021, terminou 1 a 0 para o Brasil, com gol de Everton Ribeiro.
Essa partida serve como preparação para a Copa de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Ancelotti usa as eliminatórias para refinar táticas, integrando jovens como Estevão e Wesley a veteranos como Marquinhos e Casemiro.
A torcida espera um espetáculo ofensivo, alinhado à tradição brasileira. Com transmissão ao vivo, o jogo atrai atenção global, destacando o potencial da Seleção.
Integração de jovens talentos e veteranos
Estevão, revelação do Palmeiras, ganha oportunidade pela qualidade técnica. Sua inclusão reflete a renovação gradual, ao lado de Martinelli e Raphinha, ambos consolidados na Premier League. João Pedro, do Brighton, adiciona versatilidade, capaz de atuar como pivô ou cair pelas pontas.
Veteranos como Alisson e Marquinhos ancoram o time, transmitindo experiência. Bruno Guimarães, em ascensão no Newcastle, distribui o jogo com precisão, complementando Casemiro.
A mistura gera equilíbrio, com média de idade de 26 anos no time titular. Ancelotti elogia a adaptação rápida dos novatos às demandas táticas.
- Alisson: Segurança no gol, com defesas cruciais em jogos passados.
- Marquinhos: Líder da defesa, organiza o setor.
- Raphinha: Assistências e gols, peça chave no ataque.
- Martinelli: Velocidade pela esquerda, desequilíbrio individual.
Estratégias defensivas e ofensivas em foco
A bola parada defensiva, treinada intensamente, visa corrigir vulnerabilidades. Com Gabriel Magalhães alto e forte no jogo aéreo, o time ganha em disputas. Ofensivamente, a mobilidade de João Pedro permite variações, como falso nove ou recuo para armar jogadas.
Wesley e Douglas Santos recebem instruções para avançar, criando amplitude. Isso força o Chile a recuar, abrindo espaços centrais para Estevão e Bruno Guimarães.
Estatísticas indicam que times com quarteto ofensivo marcam mais, mas concedem contra-ataques. Ancelotti equilibra isso com compactação.
Últimos ajustes antes da partida
Na véspera, a equipe realizou reconhecimento do gramado do Maracanã. Ancelotti conversou individualmente com jogadores, reforçando confiança. A nutrição e recuperação foram priorizadas, considerando o calendário apertado.
O Chile, treinado por Ricardo Gareca, pode escalar Alexis Sánchez e Eduardo Vargas, exigindo atenção. O Brasil planeja pressionar desde o início para ditar o ritmo.
Com tudo pronto, a expectativa é de uma vitória convincente, selando a campanha com chave de ouro.
