A CAIXA Econômica Federal anunciou a prorrogação do prazo para solicitação do saque de até R$ 6.220 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), na modalidade Saque Calamidade, até 9 de setembro de 2025. A medida beneficia trabalhadores de cidades atingidas por desastres naturais, como enchentes e deslizamentos, em estados como Pará e Rio Grande do Sul. O processo é 100% digital, permitindo que os pedidos sejam feitos pelo aplicativo FGTS, sem a necessidade de comparecer a agências. Para garantir o benefício, é essencial atender aos critérios de elegibilidade, como residir em município com decreto de calamidade reconhecido, e apresentar documentos como comprovante de residência. A iniciativa visa oferecer alívio financeiro a milhares de brasileiros impactados por eventos climáticos extremos, com liberação do valor em poucos dias após aprovação.
A novidade gerou grande expectativa, especialmente para moradores de cidades recém-habilitadas. O prazo ampliado dá mais tempo para organizar a documentação e evitar contratempos. A seguir, conheça os detalhes do processo, quem pode solicitar e como garantir o saque sem complicações.
- Cidades contempladas até 9/09: Bujaru (PA) e Faxinal do Soturno (RS).
- Prazo improrrogável: após 9 de setembro, novos pedidos dependem de novas portarias.
- Processo digital: solicitação pelo app FGTS agiliza o acesso ao benefício.
Quem pode solicitar o saque de R$ 6.220
O Saque Calamidade é uma medida prevista na Lei nº 8.036/1990, que permite a retirada de até R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS, limitado ao saldo disponível, para trabalhadores afetados por desastres naturais. O benefício é voltado para situações de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. Em 2024, a regra de intervalo mínimo de 12 meses entre saques foi suspensa para cidades no Rio Grande do Sul devido às enchentes severas, ampliando o acesso ao recurso.
Para ter direito, o trabalhador deve cumprir requisitos específicos. A residência precisa estar em uma área oficialmente declarada como afetada, e o pedido deve ser feito dentro de 90 dias após a publicação da portaria federal. O valor pode ser usado para reparos na moradia, compra de itens essenciais ou pagamento de despesas emergenciais.
- Residência em município com decreto de calamidade ou emergência.
- Saldo disponível em contas ativas ou inativas do FGTS.
- Comprovante de residência emitido até 120 dias antes do desastre.
- Não ter solicitado saque calamidade para o mesmo evento nos últimos 12 meses, salvo exceções.
Passo a passo para pedir o saque pelo aplicativo
A solicitação do Saque Calamidade é simples e pode ser feita diretamente pelo aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. O processo digital elimina a necessidade de filas e agiliza a liberação do valor, que pode ser creditado em qualquer conta bancária ou sacado presencialmente. O prazo de análise é de cerca de cinco dias úteis, e a CAIXA recomenda atenção aos documentos para evitar reprovações.
Primeiro, baixe o aplicativo FGTS e faça login com CPF e senha Gov.br. Na tela inicial, acesse “Meus Saques” e selecione “Calamidade Pública”. Informe o município afetado, como Bujaru ou Faxinal do Soturno, e siga as instruções. O sistema exibe apenas cidades com prazo ativo, facilitando a identificação.
- Acesse “Meus Saques” > “Calamidade Pública” no app FGTS.
- Informe o município e preencha dados do endereço (CEP e número).
- Envie fotos de documento com foto, comprovante de residência e selfie.
- Escolha crédito em conta (qualquer banco) ou saque presencial.
- Acompanhe o status do pedido na seção “Solicitações”.
Documentos necessários para o saque
A apresentação correta dos documentos é crucial para a aprovação do pedido. A CAIXA exige que o comprovante de residência esteja no nome do trabalhador e tenha sido emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade. Caso o documento esteja em nome do cônjuge, é necessário anexar certidão de casamento ou declaração de união estável.
Se o comprovante de residência não estiver disponível, o trabalhador pode apresentar uma autodeclaração ou uma declaração da prefeitura, contendo nome, CPF, endereço completo e assinatura da autoridade responsável. Todos os documentos devem ser legíveis, e a selfie com o documento de identificação precisa mostrar o rosto claramente.
- Documento oficial com foto (RG, CNH ou passaporte).
- Comprovante de residência (conta de água, luz, internet, etc.).
- Selfie segurando o documento de identificação.
- Certidão de casamento ou união estável, se aplicável.
- Autodeclaração ou declaração municipal, em caso de ausência de comprovante.
Cidades habilitadas e prazos adicionais
Além de Bujaru (PA) e Faxinal do Soturno (RS), com prazo até 9 de setembro, outras cidades tiveram prazos recentes, como Rio Largo (AL) e Eirunepé (AM), que encerraram em 4 de setembro. A lista de municípios elegíveis é atualizada regularmente no site da CAIXA, e trabalhadores devem verificar se sua localidade está contemplada. Em 2024, mais de 300 cidades brasileiras foram habilitadas para o Saque Calamidade, especialmente no Rio Grande do Sul, devido à gravidade das chuvas.
Cada portaria de calamidade abre um prazo de 90 dias para solicitações. Cidades como Imaruí (SC) e Amaral Ferrador (RS) tiveram prazos recentes, encerrados em agosto e setembro, respectivamente. A CAIXA recomenda consultar o site oficial ou o aplicativo FGTS para confirmar datas e evitar a perda do benefício.
- Verifique a lista de cidades no site www.caixa.gov.br ou no app FGTS.
- Prazos variam conforme a data de publicação da portaria de calamidade.
- Novas cidades podem ser adicionadas com base em decretos federais.
Dicas para evitar problemas na solicitação
Para garantir a liberação do saque, é fundamental seguir algumas orientações. Erros no preenchimento do CEP ou do número da residência podem levar à reprovação do pedido. A CAIXA alerta para golpes, recomendando que os trabalhadores usem apenas o aplicativo oficial e evitem compartilhar dados pessoais por e-mail ou SMS. O serviço é gratuito, e qualquer cobrança deve ser denunciada.
Planejar o uso do recurso também é importante. O valor pode ser direcionado para reparos na residência, pagamento de dívidas emergenciais ou criação de uma reserva financeira. Como o FGTS rende 3% ao ano mais Taxa Referencial, sacar o valor reduz o saldo futuro, então a decisão deve ser avaliada com cuidado.
- Revise todos os dados antes de enviar o pedido.
- Use apenas o app FGTS ou canais oficiais da CAIXA.
- Priorize despesas essenciais, como moradia e alimentação.
- Denuncie tentativas de golpe nos canais oficiais (4004-0104 ou 0800-104-0104).
Como usar o valor do saque de forma estratégica
O Saque Calamidade oferece alívio imediato, mas seu uso deve ser planejado. Muitos trabalhadores utilizam o recurso para reparar danos causados por desastres, como consertos em telhados ou reposição de móveis. Outros optam por quitar dívidas com juros altos, como cartão de crédito, ou criar uma reserva para emergências futuras. A CAIXA orienta que o valor seja usado com foco na recuperação financeira e pessoal.
A modalidade não interfere em outros tipos de saque, como Saque-Aniversário ou Saque-Rescisão, mas reduz o saldo disponível no FGTS. Para quem não precisa do recurso imediatamente, manter o valor na conta pode ser uma opção, considerando o rendimento anual.
- Reparos na residência: telhas, pintura, móveis essenciais.
- Pagamento de dívidas: priorize contas com juros altos.
- Reserva emergencial: guarde parte do valor em poupança.
- Evite gastos supérfluos: foque em necessidades urgentes.
