BYD, GWM e GAC disputam liderança com SUVs híbridos no Brasil

GAC GS4

GAC GS4 - Foto: Divulgação

As montadoras chinesas BYD, GWM e GAC intensificam a disputa no mercado brasileiro de SUVs híbridos, trazendo modelos como Song Pro, Haval H6 e o recém-lançado GS4, com preços a partir de R$ 190 mil. Em 2025, os utilitários esportivos já dominam as vendas de carros novos no Brasil, representando mais de 50% do mercado, enquanto os veículos chineses ultrapassam 10% do volume total. Com foco em eletrificação, tecnologia avançada e preços competitivos, essas marcas desafiam gigantes tradicionais como Toyota e Jeep. A chegada do GAC GS4, importado da China, mas com planos de produção local, eleva a concorrência, oferecendo potência, eficiência e espaço interno generoso. O mercado nacional, aquecido pela demanda por SUVs, assiste a um embate que combina inovação e acessibilidade, atraindo consumidores urbanos e frotistas. Este comparativo detalha os diferenciais de cada modelo, desde desempenho até equipamentos, para esclarecer qual SUV híbrido chinês se destaca.

A ascensão dos SUVs chineses reflete uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que busca veículos econômicos e equipados. O GAC GS4, recém-chegado, já desperta interesse com sua proposta híbrida convencional, enquanto BYD e GWM consolidam suas posições com modelos já estabelecidos. A seguir, os principais pontos que definem essa competição:

  • Preço acessível: Os três modelos têm versões abaixo de R$ 200 mil, desafiando rivais ocidentais.
  • Eletrificação: Todos priorizam sistemas híbridos, com foco em consumo eficiente.
  • Equipamentos: Tecnologia de ponta, como telas amplas e assistentes de condução, é padrão.

O mercado brasileiro, impulsionado por incentivos fiscais e alta demanda, é palco ideal para esse duelo, que promete redefinir o segmento de SUVs híbridos.

Características técnicas dos modelos

O GAC GS4 chega ao Brasil com um sistema híbrido convencional, combinando um motor 1.5 aspirado a um elétrico, entregando 235 cv de potência combinada. Com preços a partir de R$ 189.990 na versão Premium e R$ 199.990 na Elite, o modelo se posiciona como concorrente direto do Toyota Corolla Cross. Suas dimensões avantajadas, com 4,68 m de comprimento e um porta-malas de 638 litros, destacam-se frente aos rivais. Dados do Inmetro apontam consumo de 14,1 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, números competitivos para um SUV de 1,6 tonelada. A GAC, uma das maiores montadoras chinesas, planeja nacionalizar a produção, com estudos para uma fábrica local, reforçando sua aposta no mercado.

O BYD Song Pro, líder no segmento, é oferecido por menos de R$ 200 mil em sua versão base. Com um sistema híbrido plug-in, entrega 235 cv e autonomia elétrica de até 110 km, ideal para uso urbano. O modelo tem 4,65 m de comprimento e porta-malas de 520 litros, ligeiramente menor que o GS4. Seu consumo impressiona, alcançando até 17,9 km/l em testes urbanos, segundo a Quatro Rodas. A BYD, que assumiu a antiga fábrica da Ford em Camaçari (BA), já iniciou a produção local do Song Pro, garantindo preços mais competitivos e rápida entrega.

O GWM Haval H6, produzido em Iracemápolis (SP), oferece opções híbridas convencionais (HEV) e plug-in (PHEV). A versão One, a R$ 199.990, é a mais acessível, com bateria menor e sem teto solar, mas mantém itens como bancos de couro e sistema de estacionamento semiautônomo. Com 170 km de autonomia elétrica no modo PHEV, o H6 lidera em eficiência, registrando 28,7 km/l na cidade, conforme o Inmetro. Seu porta-malas de 560 litros fica entre os rivais, enquanto a potência combinada chega a 317 cv na versão Premium, superando os concorrentes.

BYD Song Plus – Foto: Divulgação

Vantagens competitivas de cada SUV

Cada modelo traz atributos que o destacam no mercado brasileiro. O GAC GS4 aposta no espaço interno e no preço agressivo. Sua configuração híbrida convencional, semelhante à do Corolla Cross, atrai consumidores que preferem não depender de recarga em tomada. A capacidade do porta-malas é um diferencial para famílias, enquanto o design moderno e as telas de 17,1 polegadas reforçam o apelo tecnológico.

O BYD Song Pro se destaca pela versatilidade do sistema híbrido plug-in, ideal para quem busca economia em trajetos urbanos. A marca investe pesado em tecnologia, com uma central multimídia renovada na linha 2025 e assistentes de condução como alerta de ponto cego e frenagem autônoma. A produção local em Camaçari garante agilidade na entrega e preços estáveis, um trunfo frente aos importados.

O GWM Haval H6, por sua vez, impressiona pelo desempenho. A versão PHEV acelera de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos, rivalizando com SUVs esportivos. A autonomia elétrica de 170 km é a maior do trio, perfeita para quem prioriza o modo elétrico. A GWM também oferece conectividade avançada, com GPS integrado e serviços de concierge, além de uma rede de concessionárias em expansão.

  • GAC GS4: Maior porta-malas (638 litros), preço inicial competitivo, sistema híbrido convencional.
  • BYD Song Pro: Autonomia elétrica de 110 km, produção local, central multimídia avançada.
  • GWM Haval H6: Maior potência (317 cv na Premium), autonomia elétrica de 170 km, desempenho esportivo.

Estratégias das montadoras no Brasil

A GAC, embora novata, entra com força no mercado brasileiro. Com um investimento de US$ 1 bilhão, a montadora planeja uma fábrica em Catalão (GO), em parceria com a Mitsubishi, com produção prevista para 2026. Além do GS4, a marca trouxe quatro modelos elétricos, como o Aion Y, ampliando seu portfólio. A estratégia inclui parcerias com universidades para desenvolver tecnologias locais, como motores híbridos flex, mirando exportações para a América Latina.

A BYD, líder em vendas de híbridos e elétricos, emplacou 150 mil unidades no Brasil em três anos. A fábrica de Camaçari, com capacidade para 600 mil veículos anuais, é a maior da marca fora da Ásia. Além do Song Pro, a BYD planeja lançar submarcas de luxo, como Denza e Yangwang, reforçando sua presença no segmento premium. A marca também enfrenta críticas por baixa nacionalização, mas justifica com preços acessíveis e tecnologia avançada.

A GWM, com a fábrica de Iracemápolis, já produz o Haval H6 e planeja a picape Poer P30 e o SUV Haval H9. Com R$ 10 bilhões em investimentos até 2032, a montadora mira 100 mil unidades anuais. A estratégia inclui um centro de pesquisa para sistemas híbridos e elétricos, com testes de um caminhão a hidrogênio em parceria com a USP. A GWM se destaca por oferecer versões híbridas e plug-in, atendendo diferentes perfis de consumidores.

Diferenciais de mercado e tecnologia

Os três SUVs trazem tecnologias que rivalizam com marcas premium. O GAC GS4 oferece seis airbags, câmera de estacionamento 360 graus e carregador por indução. O BYD Song Pro inclui alertas de ponto cego e controle de cruzeiro adaptativo, mas peca pela ausência de head-up display, presente no Haval H6. O modelo da GWM vai além, com condução semiautônoma avançada, capaz de desviar de obstáculos e estacionar sozinho.

A eletrificação é o cerne da disputa. O GS4 foca na eficiência do híbrido convencional, sem necessidade de recarga externa. O Song Pro prioriza o modo elétrico, com 110 km de autonomia, enquanto o Haval H6 combina potência e alcance elétrico superior. Esses atributos atraem consumidores preocupados com economia e sustentabilidade, especialmente em centros urbanos onde a infraestrutura de recarga cresce.

  • Segurança: Todos os modelos trazem pacotes robustos, com destaque para o H6 em condução autônoma.
  • Conforto: Bancos de couro e ar-condicionado dual zone são padrão nos três SUVs.
  • Conectividade: Telas amplas e espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto.
  • Eficiência: Consumo varia de 14,1 km/l (GS4) a 28,7 km/l (H6), segundo o Inmetro.

Recepção e impacto no mercado

A chegada do GAC GS4 ampliou as opções no segmento de SUVs híbridos, que já conta com o domínio de BYD e GWM. Em agosto de 2025, os híbridos representaram 17.533 unidades vendidas no Brasil, com BYD, GWM e Fiat respondendo por mais de 60% do mercado, segundo a Fenabrave. O Haval H6 liderou em dezembro de 2024, com 2.085 emplacamentos, seguido pelo Song Plus, com 1.882. O GS4, ainda em fase de consolidação, tem potencial para crescer, especialmente com a promessa de produção local.

Consumidores elogiam o custo-benefício dos modelos chineses, mas há desafios. A infraestrutura de recarga para híbridos plug-in ainda é limitada fora das grandes cidades, o que favorece o GS4 e sua propulsão convencional. A percepção de qualidade das marcas chinesas também evoluiu, superando preconceitos do passado. Testes da Quatro Rodas e Mobiauto destacam o equilíbrio entre desempenho, economia e equipamentos, colocando os três SUVs à frente de rivais como Jeep Compass em alguns quesitos.

Perspectivas para o consumidor

A escolha entre GAC GS4, BYD Song Pro e GWM Haval H6 depende das prioridades do comprador. Para quem busca espaço e preço competitivo, o GS4 é atraente. O Song Pro agrada quem valoriza autonomia elétrica e produção local, enquanto o Haval H6 é ideal para quem prioriza desempenho e tecnologia avançada. A concorrência beneficia o consumidor, com preços acessíveis e pacotes completos.

A expansão das marcas chinesas no Brasil também impulsiona a eletrificação. Com incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura, como os 83 pontos de venda da GAC e a rede crescente de BYD e GWM, a adoção de híbridos cresce. Dados da ABVE mostram que, em 2025, os híbridos plug-in superaram os convencionais, sinalizando uma mudança no perfil de consumo.

  • GAC GS4: Ideal para famílias, com maior porta-malas e preço acessível.
  • BYD Song Pro: Economia no uso urbano, com forte rede de distribuição.
  • GWM Haval H6: Melhor desempenho e autonomia elétrica para longos trajetos.
  • Tendência: Híbridos plug-in ganham espaço, mas convencionais ainda têm apelo.
Maria: Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.