Eclipse lunar total de setembro pinta o céu com Lua de Sangue: dia e horário para acompanhar o fenômeno
Um espetáculo celeste tomará o céu na noite de 7 de setembro de 2025, quando um eclipse lunar total, conhecido como Lua de Sangue, ocorrerá, tingindo a Lua de um vermelho intenso por 82 minutos. O fenômeno, o mais longo do ano, será visível em regiões como Ásia, Austrália Ocidental, parte da Europa, África e Antártica, mas no Brasil, a observação direta será limitada. A Lua de Sangue acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite, que adquire tons avermelhados devido à refração da luz solar pela atmosfera terrestre. O evento, que começa às 12h28 (horário de Brasília), terá transmissão ao vivo pelo Observatório Nacional no YouTube, permitindo que brasileiros acompanhem o fenômeno online. Este será o segundo eclipse lunar total de 2025, prometendo encantar cerca de 6,2 bilhões de pessoas ao redor do mundo.
O fenômeno astronômico atrai atenção não apenas pela beleza, mas também pela raridade de um alinhamento perfeito entre Sol, Terra e Lua. A fase total, das 14h31 às 15h53 (horário de Brasília), será o ápice do evento, com a Lua completamente imersa na umbra, a parte mais escura da sombra terrestre. Diferentemente de eclipses solares, que exigem proteção ocular, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, com binóculos ou telescópios para uma experiência mais detalhada.
- O que é a Lua de Sangue? A coloração avermelhada ocorre pela dispersão de Rayleigh, quando a atmosfera terrestre filtra a luz solar, permitindo que tons vermelhos e alaranjados alcancem a Lua.
- Por que o Brasil verá pouco? A Lua estará abaixo do horizonte durante a fase total, limitando a visibilidade a apenas uma fração da fase penumbral no leste do país.
- Como acompanhar? Transmissões ao vivo, como a do Observatório Nacional, serão a melhor opção para os brasileiros.
Como ocorre o eclipse lunar total
O eclipse lunar total de 7 de setembro de 2025 será um evento de rara beleza, resultado de um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua. Durante o fenômeno, a Lua passa pela umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra, que bloqueia a luz solar direta. A atmosfera terrestre, no entanto, atua como um filtro natural, desviando os tons vermelhos e alaranjados da luz solar, que possuem comprimentos de onda maiores, para a superfície lunar. Esse processo, conhecido como dispersão de Rayleigh, é o mesmo que torna o céu alaranjado durante o pôr do sol. O resultado é a impressionante tonalidade avermelhada que dá ao evento o nome popular de Lua de Sangue.
A duração de 82 minutos da fase total faz deste o eclipse lunar mais longo desde 2022. Ele começa às 12h28 (horário de Brasília) com a fase penumbral, quando a Lua entra na sombra mais clara da Terra, quase imperceptível a olho nu. Às 13h27, inicia-se a fase parcial, com a sombra escurecendo gradualmente o satélite. A totalidade ocorre entre 14h31 e 15h53, atingindo o ápice às 15h12, quando a Lua estará completamente coberta pela umbra. O fenômeno termina às 17h55, com o fim da fase penumbral.
- Duração total: 3 horas, 29 minutos e 24 segundos, incluindo fases penumbral e parcial.
- Melhor visibilidade: Ásia, Austrália Ocidental, leste da África, Europa central e Antártica.
- Equipamentos recomendados: Binóculos ou telescópios para observar detalhes da superfície lunar.
- Transmissão online: Disponível no YouTube pelo Observatório Nacional a partir das 12h.
Regiões com melhor observação
A visibilidade do eclipse lunar total varia conforme a localização geográfica. Na Ásia e na Austrália Ocidental, o fenômeno será observado em sua totalidade, com a Lua já alta no céu durante a fase total. Na Europa, o evento começará antes do nascer da Lua, o que significa que o satélite surgirá no horizonte já com tons avermelhados, criando um efeito visual marcante. No leste da África e na Antártica, as condições também serão ideais para acompanhar todas as fases.
No Brasil, a observação direta será desafiadora. Como a Lua estará abaixo do horizonte durante a fase total, apenas o extremo leste do país poderá vislumbrar o início da fase penumbral no final da tarde, quando a Lua começa a nascer. Essa fase, no entanto, é sutil, com uma leve diminuição no brilho lunar que dificilmente será notada sem equipamentos. Para os brasileiros, a melhor alternativa será acompanhar transmissões ao vivo, como a do canal do Observatório Nacional no YouTube, que trará imagens captadas de regiões com visibilidade total.
Outras regiões, como o leste da Austrália, Nova Zelândia e partes da África, verão apenas as fases parciais ou penumbrais, dependendo do horário local e da posição da Lua. Segundo dados, cerca de 77% da população mundial, ou 6,2 bilhões de pessoas, poderá observar o eclipse completo, enquanto 88%, cerca de 7,1 bilhões, terão acesso a pelo menos a fase penumbral.
Por que a Lua de Sangue fascina
A Lua de Sangue não é apenas um fenômeno astronômico, mas também um evento cultural que desperta curiosidade há séculos. O tom avermelhado, que lembra o pôr do sol, cria uma visão dramática que inspira mitos e lendas em diversas culturas. Na antiguidade, muitas civilizações associavam eclipses lunares a presságios ou eventos sobrenaturais, enquanto hoje o fenômeno é admirado por sua beleza e pela oportunidade de estudar a interação entre a luz solar e a atmosfera terrestre.
O eclipse de 7 de setembro coincide com a Lua Cheia do Milho, um nome dado por povos nativos da América do Norte devido à proximidade com a época de colheita do milho. Essa coincidência adiciona um charme especial ao evento, especialmente em regiões onde a Lua Cheia será visível sem o eclipse total. Para astrônomos, o evento oferece uma chance de observar mudanças sutis na superfície lunar, como variações de cor que dependem da quantidade de partículas na atmosfera terrestre.
- Significado cultural: Eclipses lunares já foram associados a presságios em diversas culturas.
- Lua Cheia do Milho: Coincide com o eclipse, marcando a época de colheita em algumas regiões.
- Variações de cor: Dependem de fatores como poluição ou atividade vulcânica na atmosfera.
- Observação científica: Permite estudar a refração da luz e a composição atmosférica.
Como se preparar para acompanhar
Embora o Brasil não esteja na zona de visibilidade total, há várias maneiras de aproveitar o eclipse lunar. A transmissão ao vivo do Observatório Nacional, a partir das 12h (horário de Brasília), será uma opção acessível, com astrônomos comentando o evento em tempo real. Outras plataformas, como o Virtual Telescope Project, também oferecerão cobertura online, permitindo que o público veja imagens de alta qualidade captadas em locais privilegiados.
Para quem está em regiões com visibilidade, como Ásia ou Austrália, a preparação é simples. Escolher um local com horizonte leste desobstruído, longe de prédios ou montanhas, é essencial. Binóculos ou telescópios podem realçar os detalhes da superfície lunar, mas o espetáculo é visível a olho nu. A fase total, entre 17h30 e 18h52 (GMT), será o momento mais impressionante, quando a Lua estará completamente imersa na sombra terrestre.
- Locais ideais: Áreas com horizonte leste livre de obstáculos, como campos ou praias.
- Horários globais: Fase total entre 17h30 e 18h52 (GMT), ajustada ao fuso local.
- Transmissões recomendadas: Observatório Nacional e Virtual Telescope Project no YouTube.
Próximos eventos astronômicos
O eclipse lunar total de 7 de setembro é o terceiro dos quatro eclipses previstos para 2025. O próximo evento será um eclipse solar parcial em 21 de setembro, visível apenas em áreas remotas, como o sul da Austrália, os oceanos Pacífico e Atlântico e a Antártica. Para os amantes de fenômenos celestes, o próximo eclipse lunar total está marcado para 2 e 3 de março de 2026, com visibilidade na América do Norte, Austrália e leste da Ásia.
Cada eclipse lunar oferece uma oportunidade única de apreciar a dinâmica do sistema solar e a beleza da interação entre os astros. O evento de setembro, com sua duração excepcional e a impressionante Lua de Sangue, promete ser um dos destaques astronômicos do ano, mesmo para quem só puder acompanhá-lo pela internet.
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