Ancelotti promove estreias e adapta Brasil para jogo em altitude contra Bolívia

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Seleção Brasileira Foto: Seleção Brasileira - Foto: rafaelribeirorio I CBF

A Seleção Brasileira entra em campo nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30, no Estádio Municipal de El Alto, na Bolívia, a 4.100 metros de altitude, para enfrentar os donos da casa na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Com a vaga já garantida para o Mundial, o técnico Carlo Ancelotti aproveita a partida para testar novos jogadores e implementar mudanças táticas, visando adaptar o time ao desafio da altitude. O Brasil, vice-líder da competição, busca manter a invencibilidade sob o comando do italiano e evitar a pior campanha de sua história nas Eliminatórias. A Bolívia, oitava colocada, precisa vencer e torcer por um tropeço da Venezuela para alcançar a repescagem. A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo, sportv e ge, com cobertura em tempo real.

O treinador italiano promoveu alterações significativas em relação ao time que venceu o Chile por 3 a 0 na última quinta-feira, no Maracanã. Com oito mudanças na escalação, apenas o goleiro Alisson, o meio-campista Bruno Guimarães e, possivelmente, o lateral Wesley, que sentiu um desconforto muscular, permanecem como titulares. A estratégia de Ancelotti foca em preservar a energia dos jogadores e valorizar a posse de bola, evitando uma pressão alta que poderia desgastar a equipe na altitude.

  • Principais mudanças na escalação: Fabrício Bruno e Alex na zaga, Andrey Santos no meio-campo e Samuel Lino no ataque.
  • Objetivo tático: Priorizar posse de bola e evitar desgaste físico em El Alto.
  • Desfalques: Casemiro, suspenso, e cinco jogadores cortados por lesão.

A partida promete ser um teste não apenas físico, mas também tático, com Ancelotti buscando avaliar o desempenho de atletas menos experientes em um ambiente desafiador.

Ancelotti adapta estratégia para altitude

O técnico Carlo Ancelotti, conhecido por sua experiência em competições de alto nível, enfrenta um desafio único em El Alto. A altitude de 4.100 metros exige uma abordagem diferente, com menos intensidade na marcação e maior controle do jogo. Durante os treinos na Granja Comary, em Teresópolis, o italiano testou uma formação com três atacantes, apostando em Samuel Lino, Luiz Henrique e Richarlison para liderar o setor ofensivo. A escolha reflete a intenção de manter a velocidade no ataque, mas com uma postura mais conservadora na defesa.

O treinador também consultou sua comissão técnica e jogadores com experiência em jogos na altitude, como os que atuaram em La Paz anteriormente. A preparação incluiu simulações de condições semelhantes, com ênfase em manter a posse de bola e evitar corridas longas. Ancelotti destacou a importância de jogadores como Bruno Guimarães, que pode atuar em diferentes posições no meio-campo, trazendo versatilidade à equipe.

  • Foco na posse: Reduzir a pressão alta para poupar energia.
  • Consultas à experiência: Comissão técnica orientou sobre desafios da altitude.
  • Versatilidade: Bruno Guimarães é peça-chave na estratégia.

A abordagem cautelosa visa minimizar os efeitos da altitude, que pode causar fadiga extrema e dificuldades respiratórias, especialmente para jogadores não acostumados a tais condições.

Oito mudanças e uma estreia em destaque

A escalação do Brasil para o confronto sofreu uma reformulação significativa. Com Casemiro suspenso após receber o segundo cartão amarelo, Andrey Santos ganha oportunidade no meio-campo ao lado de Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. Na defesa, Fabrício Bruno e Alex formam a nova dupla de zaga, enquanto Caio Henrique assume a lateral esquerda. No ataque, a grande novidade é a possível estreia de Samuel Lino, ex-Atlético de Madrid e atualmente no Flamengo, que formará o trio ofensivo com Luiz Henrique e Richarlison.

O lateral-direito Wesley, que inicialmente seria mantido, sentiu um desconforto muscular no treino de segunda-feira, e Vitinho, do Botafogo, pode substituí-lo. As mudanças refletem não apenas a necessidade de adaptação à altitude, mas também o desejo de Ancelotti de testar novos nomes para a Copa do Mundo de 2026.

  • Escalação provável: Alisson, Vitinho (Wesley), Fabrício Bruno, Alex, Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino, Richarlison.
  • Estreia aguardada: Samuel Lino pode fazer sua primeira partida pela Seleção.
  • Desfalques confirmados: Casemiro (suspenso), Alex Sandro, Joelinton, Kaio Jorge, Matheus Cunha e Vanderson (lesionados).

As alterações mostram a confiança de Ancelotti em jovens talentos, como Andrey Santos e Samuel Lino, enquanto preserva a base sólida com Alisson e Bruno Guimarães.

Bolívia busca vaga na repescagem

Do lado boliviano, o técnico Óscar Villegas também promove mudanças para o confronto decisivo. Após a derrota por 3 a 0 para a Colômbia, a Bolívia ajusta sua escalação com a entrada de Miguelito, do América-MG, na ponta direita, e uma disputa entre Monteiro e Algarañaz para o comando do ataque. A equipe, oitava colocada nas Eliminatórias, precisa de uma vitória e de um tropeço da Venezuela para garantir a sétima posição e uma chance na repescagem para o Mundial.

O Estádio Municipal de El Alto, com capacidade para 22 mil torcedores, estará lotado, já que os ingressos esgotaram há mais de um mês. A torcida boliviana promete criar um ambiente hostil, apostando no fator casa e na altitude para pressionar o Brasil.

  • Escalação provável da Bolívia: Carlos Lampe, Diego Medina, Luis Haquin, Efraín Morales, Roberto Fernández; Héctor Cuéllar, Robson Matheus, Miguelito, Villarroel, Melgar; Monteiro (Algarañaz).
  • Objetivo: Vitória para alcançar a sétima colocação.
  • Fator casa: Torcida lotada e altitude como aliados.

A Bolívia não derrota o Brasil desde 2009, mas o histórico de dificuldades em jogos fora de casa, especialmente na altitude, mantém a Seleção em alerta.

Histórico favorece o Brasil

O confronto entre Brasil e Bolívia tem um histórico amplamente favorável à Seleção Brasileira. Em 33 jogos, o Brasil venceu 25, empatou duas vezes e perdeu seis, todas as derrotas em solo boliviano. Desde 2009, a Seleção aplicou seis goleadas e conseguiu um empate, demonstrando domínio recente. No entanto, a altitude de El Alto e a necessidade boliviana de vitória tornam o jogo imprevisível.

Ancelotti, ciente do desafio, destacou a importância de aprender com experiências passadas. Ele mencionou que, embora tenha pouca vivência em jogos na altitude, a comissão técnica brasileira, com histórico em La Paz, forneceu orientações valiosas.

  • Histórico recente: Seis goleadas e um empate desde 2009.
  • Desafios em El Alto: Todas as derrotas brasileiras foram fora de casa.
  • Experiência da comissão: Orientação baseada em jogos anteriores na altitude.

O treinador italiano busca equilibrar a tradição vitoriosa do Brasil com a necessidade de adaptação às condições extremas do confronto.

Preparação e expectativas para o jogo

A preparação da Seleção Brasileira foi intensa, com treinos táticos na Granja Comary focados em simular as condições da altitude. Ancelotti testou diferentes formações, priorizando jogadores com maior resistência física e capacidade de manter o ritmo em um ambiente desafiador. A decisão de poupar titulares como Gabriel Magalhães, Marquinhos e Estêvão reflete a estratégia de preservar o elenco para compromissos futuros, como os amistosos contra Japão e Coreia do Sul em outubro.

A torcida brasileira, mesmo à distância, espera uma atuação sólida, enquanto os bolivianos apostam no apoio maciço no estádio para pressionar. A transmissão ao vivo na TV Globo, sportv e ge, com narração de Luis Roberto, Luiz Carlos Júnior e Jorge Iggor, respectivamente, garante ampla cobertura para os fãs.

  • Preparação tática: Treinos focados em posse e resistência.
  • Descanso estratégico: Titulares poupados para amistosos futuros.
  • Cobertura ampla: Transmissão em TV aberta, fechada e streaming.

O jogo é uma oportunidade para Ancelotti consolidar sua filosofia na Seleção, enquanto a Bolívia luta por uma chance histórica no Mundial.

Arbitragem e detalhes do confronto

A arbitragem ficará a cargo do chileno Cristian Garay, auxiliado por Miguel Rocha e Juan Serrano, também do Chile. O VAR será comandado por Rodrigo Carvajal, garantindo a revisão de lances polêmicos. A partida, marcada para as 20h30 (de Brasília), terá cobertura em tempo real pelo ge, com vídeos dos principais momentos a partir das 19h.

A Seleção Brasileira, já classificada, busca encerrar as Eliminatórias com uma vitória que reforce sua preparação para a Copa de 2026. Para a Bolívia, o jogo é uma chance de fazer história e manter viva a esperança de disputar o Mundial.

  • Arbitragem: Cristian Garay (árbitro), Rodrigo Carvajal (VAR).
  • Horário: 20h30 (de Brasília), com cobertura a partir das 19h.
  • Expectativa: Brasil busca vitória; Bolívia sonha com repescagem.

O duelo promete ser um teste de resistência e estratégia, com o Brasil adaptado para enfrentar as adversidades de El Alto.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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