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INSS autoriza desbloqueio de empréstimo consignado com senha bancária para aposentados sem biometria

Meu INSS - Foto: Divulgação
Foto: Meu INSS - Foto: Divulgação

INSS implementa alternativa segura ao reconhecimento facial para desbloquear empréstimos consignados, permitindo que aposentados e pensionistas acessem crédito com credencial bancária no portal Gov.br. A medida, anunciada em Brasília no dia 10 de setembro de 2025, beneficia diretamente cerca de 70 mil segurados por mês que enfrentavam barreiras por falta de biometria registrada no Tribunal Superior Eleitoral. O Instituto Nacional do Seguro Social adotou a proposta da Dataprev, estatal responsável pelo processamento de dados previdenciários, para facilitar operações como contratação, refinanciamento e portabilidade de empréstimos. Essa mudança surge após o bloqueio generalizado de benefícios em maio de 2025, determinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, em resposta a recomendações do Tribunal de Contas da União visando combater fraudes que movimentaram bilhões de reais indevidamente.

O processo ocorre exclusivamente por canais oficiais, como o site Gov.br e o aplicativo Meu INSS, onde o beneficiário insere as credenciais da conta bancária vinculada ao pagamento do benefício, garantindo agilidade e proteção contra golpes comuns em transações financeiras.

A iniciativa resolve um impasse para um grupo específico de segurados idosos ou residentes em áreas remotas, que representam uma parcela significativa dos mais de 36 milhões de beneficiários do INSS. Anteriormente, a obrigatoriedade da biometria facial, implementada desde 2022 e reforçada em 2025, impedia essas pessoas de realizar operações de crédito consignado, modalidade popular por suas taxas de juros reduzidas, limitadas a cerca de 1,8% ao mês em média. Com a nova opção, o desbloqueio acontece em poucos passos: o usuário acessa o portal, seleciona o serviço de bloqueio/desbloqueio de benefício para empréstimo e, caso a biometria falhe, o sistema direciona para o login bancário. Essa autenticação dupla valida a identidade sem expor dados sensíveis, mantendo o controle nas mãos do titular.

Fraudes em consignados cresceram exponencialmente nos últimos anos, com auditorias revelando desvios de R$ 6,3 bilhões apenas em 2024, envolvendo descontos não autorizados em folhas de pagamento. O TCU identificou vulnerabilidades no sistema anterior, onde bancos acessavam margens consignáveis sem consentimento expresso, facilitando ações de golpistas que usavam dados roubados para contratar empréstimos em nome de terceiros.

Evolução das medidas de segurança no consignado

Desde a obrigatoriedade da biometria bancária em 2022, o INSS registrou uma redução inicial de 20% em reclamações por descontos irregulares, mas persistiram casos de fraudes sofisticadas, como o uso de fotos manipuladas para burlar o reconhecimento facial. Em maio de 2025, o bloqueio total de novos contratos veio como resposta imediata a investigações da Polícia Federal, que desmantelaram redes criminosas operando em pelo menos 15 estados. Essa paralisação afetou temporariamente o mercado de crédito, com queda de 67% nas contratações nos meses seguintes, segundo dados de associações bancárias.

INSS
INSS – Foto: Saulo Ferreira Angelo / Shutterstock.com

A Dataprev, em colaboração com o INSS, testou a credencial bancária por três meses antes da implementação, simulando cenários reais para garantir compatibilidade com os principais bancos pagadores, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O sistema agora integra validação em tempo real, comparando o login com registros oficiais de benefícios, o que impede acessos fraudulentos mesmo em contas comprometidas.

Segurados que recebem pensão por morte ou aposentadoria por idade, especialmente aqueles acima de 70 anos, foram os mais impactados pelo antigo modelo. Muitos relatam dificuldades com tecnologia, como iluminação inadequada para selfies ou ausência de cadastro biométrico no TSE, que cobre apenas 65% da população idosa. A nova alternativa democratiza o acesso, permitindo que cerca de 4 milhões de beneficiários sem biometria participem do mercado de consignados, estimado em R$ 89 bilhões anuais.

  • Bloqueio inicial em maio de 2025 afetou todas as operações novas de consignado.
  • Testes da Dataprev envolveram 10 mil simulações para validar segurança.
  • Integração com Gov.br reduz tempo de processamento de 48 horas para minutos.
  • Cobertura para 70 mil desbloqueios mensais, focando em regiões Norte e Nordeste.

Passos detalhados para o desbloqueio via credencial bancária

O procedimento começa com o acesso ao aplicativo Meu INSS ou ao site Gov.br, plataformas gratuitas e seguras. Após login com CPF e senha Gov.br nível prata ou ouro, o usuário busca por “bloquear/desbloqueio de benefício para empréstimo consignado”. O sistema exibe o status atual do benefício, que por padrão permanece bloqueado para novas averbações desde maio.

Caso o reconhecimento facial não seja viável, a opção de login bancário surge automaticamente. O beneficiário seleciona o banco pagador do benefício, insere usuário e senha da conta digital e confirma a operação com um código enviado por SMS ou app do banco. Essa camada adiciona verificação de dois fatores, alinhada às normas do Banco Central. Após aprovação, o desbloqueio é imediato para contratação em qualquer instituição financeira conveniada, mas o benefício volta ao bloqueio automático após 30 dias de inatividade, prevenindo exposições prolongadas.

Para novos aposentados, uma regra complementar vale a partir de janeiro de 2025: nos primeiros 90 dias de concessão, o consignado só pode ser contratado no banco pagador, evitando assédio de concorrentes. Representantes legais, como curadores, emitem mandato público via Meu INSS para autorizar desbloqueios em nome de incapazes, mas procuradores continuam impedidos de operações consignadas.

O INSS enfatiza que o processo é exclusivo para empréstimos pessoais e cartões consignados, com margem máxima de 45% do benefício (35% para parcelas e 10% para saques). Taxas variam de 1,66% a 2,46% ao mês, dependendo da instituição, e podem ser consultadas diretamente no portal sem login.

Contexto das fraudes e impacto no mercado de crédito

Investigações do TCU em 2024 mapearam 35 mil reclamações anuais por consignados não solicitados, com prejuízos concentrados em beneficiários de baixa renda. Esquemas envolviam associações fantasmas e correspondentes bancários que falsificavam autorizações, desviando parcelas para contas paralelas. A Polícia Federal, em operações como Sem Desconto, prendeu dezenas de envolvidos, recuperando R$ 1,2 bilhão em 2025.

A biometria facial, apesar de eficaz em 80% dos casos, falhava em 15% por questões técnicas, como qualidade de imagem ou ausência de dados no TSE. A credencial bancária corrige isso, pois 95% dos benefícios são pagos via contas digitais verificadas. Bancos reportam aumento de 12% na confiança dos clientes pós-implementação, com redução de disputas judiciais em 40%.

Empréstimos consignados representam 48 milhões de contratos ativos, descontando R$ 7,9 bilhões mensais em folhas. Essa modalidade, regulada pelo Conselho Nacional de Previdência Social, oferece condições superiores ao crédito pessoal comum, com prazos de até 96 meses a partir de fevereiro de 2025. No entanto, o INSS bloqueou automaticamente benefícios com procuradores cadastrados, priorizando a autonomia do titular.

  • Fraudes em 2024 somaram R$ 6,3 bilhões, com 20 mil tentativas bloqueadas pelo sistema.
  • Redução de 67% nas contratações iniciais após biometria, recuperando 30% com novas opções.
  • 36 milhões de beneficiários do INSS, dos quais 4 milhões sem biometria facial.
  • Recuperação de R$ 1,2 bilhão via operações policiais em 2025.

Benefícios ampliados para novos segurados em 2025

A partir de janeiro de 2025, a Instrução Normativa 172 flexibiliza regras para recém-aposentados, permitindo desbloqueio nos primeiros 90 dias exclusivamente no banco pagador. Isso protege contra migrações prematuras, comum em fraudes de portabilidade. O presidente Gilberto Waller Júnior destacou que a medida equilibra acessibilidade e segurança, com ferramentas como o extrato de consignados no Meu INSS para monitoramento em tempo real.

Pensionistas por morte, que recebem em média R$ 2.100 mensais, ganham com a simplificação, pois muitos dependem de crédito para emergências médicas. A Dataprev atualizou o sistema para incluir validação de vivacidade, detectando tentativas de uso de fotos estáticas. Segurados em áreas rurais, onde o sinal de internet é instável, podem recorrer à Central 135 para agendamento presencial, embora o digital seja priorizado.

O mercado reage positivamente: instituições financeiras preveem crescimento de 15% em contratações seguras até o fim do ano. O INSS planeja expandir a credencial bancária para outros serviços, como prova de vida, reduzindo filas em agências. Apesar dos avanços, o instituto alerta para golpes via WhatsApp ou SMS falsos, recomendando verificação apenas em canais oficiais.

Orientações práticas contra riscos em operações financeiras

Todo desbloqueio deve ocorrer no Meu INSS, sem compartilhamento de senhas. O INSS não envia links por mensagens ou solicita códigos por telefone. Beneficiários com dispositivos antigos podem atualizar apps via Google Play ou App Store, garantindo compatibilidade com biometria. Em casos de falha, o suporte via 135 orienta reenvio de documentos com foto.

A margem consignável, calculada automaticamente, considera o valor líquido do benefício após deduções obrigatórias. Para refinanciamentos, o desbloqueio é obrigatório, permitindo quitação antecipada sem multas. Segurados com múltiplos contratos devem consultar o extrato para evitar sobrecarga, que pode comprometer até 45% da renda.

Essa evolução reflete o compromisso do governo em modernizar a previdência, integrando tecnologia para inclusão financeira segura.