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Jaime Oncins analisa duplas e João Fonseca para Brasil x Grécia na Copa Davis

João Fonseca
Foto: João Fonseca - Foto: Leonard Zhukovsky / Shutterstock.com

O Brasil enfrenta a Grécia nos dias 13 e 14 de setembro de 2025, no Estádio Olímpico de Atenas, pela repescagem do Grupo Mundial I da Copa Davis, com jogos marcados para 12h (sábado) e 11h (domingo), horário de Brasília. Liderada por Jaime Oncins, a equipe brasileira conta com João Fonseca, 42º do ranking mundial, e a dupla Marcelo Melo e Rafael Matos para buscar a vitória em quadra dura e garantir vaga no Qualifier de 2026. Em entrevista exclusiva, Oncins destacou o entrosamento da dupla, campeã em Winston-Salem, e a evolução de Fonseca, além de alertar sobre o desafio de enfrentar Stefanos Tsitsipas, ex-número 3 do mundo. O confronto, transmitido pela Cazé TV, promete ser decisivo, com o Brasil enfrentando a pressão de jogar fora de casa.

A equipe brasileira chegou a Atenas na terça-feira, 9 de setembro, para os primeiros treinos no O.A.K.A. Spyros Louis. Oncins, com experiência de 10 anos como jogador na Davis, enfatizou a importância da preparação para as condições da quadra. “A quadra está lenta, o que favorece pontos longos. Estamos prontos para isso”, afirmou.

  • Pontos-chave do confronto:
  • Jogos no Estádio Olímpico de Atenas, em quadra dura, nos dias 13 e 14.
  • João Fonseca e Thiago Wild lideram as simples, com Melo e Matos nas duplas.
  • Transmissão ao vivo pela Cazé TV no YouTube.

Entrosamento da dupla brasileira

Marcelo Melo e Rafael Matos são a principal aposta do Brasil nas duplas. A parceria, que joga junta pelo segundo ano, conquistou três títulos: Stuttgart (2024), Rio Open (2025) e Winston-Salem (2025). “O entrosamento deles é um diferencial. A vitória em Winston-Salem, em condições parecidas com as de Atenas, dá confiança”, destacou Oncins. A escolha por manter a dupla, mesmo com o bom momento de Fernando Romboli, reflete a prioridade em preservar a química em quadra.

Melo, de 41 anos, traz experiência de mais de duas décadas no circuito, enquanto Matos, 29, agrega dinamismo. “Eles se complementam muito bem. O Marcelo tem uma bagagem enorme, e o Rafa está em grande fase”, disse o capitão. A dupla enfrentará, possivelmente, Stefanos e Petros Tsitsipas, o que aumenta a importância de sua sincronia.

  • Forças da dupla Melo e Matos:
  • Três títulos conquistados juntos, com destaque para o Rio Open.
  • Dois anos de parceria, garantindo entrosamento sólido.
  • Experiência de Melo em competições de alto nível, como a Davis.
  • Adaptação às quadras duras, similares às de Winston-Salem.

João Fonseca: talento em ascensão

João Fonseca, de apenas 19 anos, é a grande promessa do tênis brasileiro. Atual 42º do mundo, ele teve um 2025 marcante, com destaque para a terceira rodada em Wimbledon e a conquista do ATP 250 de Buenos Aires. “O João está em seu segundo ano no circuito profissional e já enfrenta os melhores com coragem. Ele lida bem com a pressão da Davis”, afirmou Oncins. Em 2024, Fonseca competiu contra Itália, Bélgica e Holanda, mostrando maturidade em confrontos fora de casa.

A troca de experiências com veteranos como Melo é um trunfo. “O João traz energia, enquanto o Marcelo oferece calma e estratégia. Essa combinação fortalece o time”, explicou o capitão. Fonseca deve enfrentar Tsitsipas em uma das simples, um teste crucial para sua carreira.

Desafio em Atenas contra Tsitsipas

O principal obstáculo do Brasil é Stefanos Tsitsipas, atual 27º do mundo e líder da equipe grega. “Ele é o jogador a ser batido. Pode jogar as duas simples e a dupla, o que torna o confronto mais difícil”, analisou Oncins. A Grécia conta ainda com Stefanos Sakellaridis (286º), Aristotelis Thanos (464º) e Petros Tsitsipas (229º nas duplas), mas Tsitsipas é a maior ameaça, especialmente em casa.

O Brasil tem histórico favorável contra a Grécia, com uma vitória por 3 a 2 em 1963, liderada por José Edison Mandarino e Ronald Barnes. No entanto, jogar fora de casa é um desafio recorrente. “Em seis anos como capitão, só jogamos em casa três vezes. O sorteio não nos favorece, mas estamos acostumados”, lamentou Oncins.

  • Desafios do confronto:
  • Enfrentar Tsitsipas, favorito nas simples e possível dupla.
  • Adaptar-se à quadra lenta de Atenas, que exige paciência.
  • Lidar com a pressão da torcida grega no Estádio Olímpico.
  • Buscar a vitória para garantir o Qualifier de 2026.

Preparação e estratégia do Brasil

A equipe brasileira iniciou os treinos em Atenas com João Fonseca, Thiago Wild, Matheus Pucinelli, Marcelo Melo e Rafael Matos, acompanhados pelos sparrings Pedro Chabalgoity e Gustavo Albieri. “O entrosamento do grupo é fundamental. Todos estão focados e adaptados às condições”, disse Fonseca. Oncins reforçou que a estratégia envolve explorar a velocidade de Fonseca e Wild nas simples e a consistência da dupla nas duplas.

A quadra dura e lenta de Atenas exige paciência e resistência. “Estamos trabalhando para pontos longos e para neutralizar o jogo agressivo de Tsitsipas”, revelou o capitão. A preparação incluiu análises táticas e simulações de jogo, com foco em manter a concentração em momentos decisivos.

  • Estratégias do Brasil:
  • Explorar a velocidade de Fonseca nas simples.
  • Aproveitar a experiência de Melo e Matos nas duplas.
  • Adaptar o jogo para pontos longos em quadra lenta.
  • Manter a união do grupo para superar a pressão externa.

Tênis universitário como legado

Além de liderar a equipe, Oncins é Head Coach da Montverde Academy, nos EUA, onde prepara jovens para o tênis universitário. Ele vê o sistema como uma alternativa promissora. “As universidades oferecem estrutura de ponta, com treinadores e fisioterapeutas. É um caminho para quem quer evoluir no esporte e estudar”, explicou. Ele destacou que o nível das universidades top é alto, exigindo talento e dedicação.

Para Oncins, o tênis universitário pode ser um trampolim para o circuito profissional. “Jogadores que passam por lá ganham maturidade e lidam com pressão de equipe. É uma opção válida, exceto para fenômenos como Fonseca, que já brilham cedo”, afirmou.

Histórico e expectativas

Oncins tem uma trajetória rica na Copa Davis, com 25 confrontos como jogador entre 1991 e 2001, somando 12 vitórias em simples e 11 em duplas. Como capitão, liderou o Brasil a vitórias como contra Barbados em 2019. Ele acredita que a equipe atual tem potencial para superar a Grécia. “Temos um time equilibrado, com juventude e experiência. Vamos lutar por cada ponto”, disse.

O confronto é crucial: a vitória garante o Qualifier de 2026, enquanto a derrota rebaixa o Brasil para os playoffs do Grupo Mundial I. Com Fonseca em ascensão e a dupla Melo-Matos em alta, o Brasil aposta na união para voltar à elite.