Na noite de 10 de setembro de 2025, o Bahia foi derrotado por 2 a 0 pelo Fluminense, no Maracanã, e deu adeus às quartas de final da Copa do Brasil. Sob o comando de Rogério Ceni, o Tricolor de Aço sofreu com uma atuação apática, sem criação ofensiva e com pouca competitividade, conforme apontado pelo treinador em entrevista coletiva. Gols de Canobbio e Thiago Silva selaram a vitória carioca, mantendo o tabu do Bahia, que nunca chegou às semifinais do torneio. Ceni não poupou críticas, destacando a falta de coragem e personalidade do time, especialmente fora de casa, e revelou um clima de frustração no vestiário. O foco agora se volta para o Campeonato Brasileiro, onde o Bahia enfrenta o Cruzeiro na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, buscando manter sua posição no G-4. A eliminação, embora amarga, rendeu R$ 10 milhões em premiação ao clube.
O jogo no Maracanã expôs fragilidades do Bahia que contrastam com seu desempenho em casa. Apesar de uma preparação específica durante a semana, o time não conseguiu impor seu estilo de jogo, baseado na aproximação e construção de jogadas. A torcida, que compareceu em bom número, saiu decepcionada com a falta de reação da equipe.
- Principais desfalques: Ademir e Erick Pulga, lesionados, limitaram as opções de contra-ataque.
- Atuação defensiva: O Bahia conseguiu sustentar uma linha baixa no primeiro tempo, mas falhou em lances decisivos.
- Próximo desafio: Enfrentar o Cruzeiro, em Salvador, para consolidar a posição no G-4 do Brasileirão.
Desempenho apático no Maracanã
A partida contra o Fluminense evidenciou um Bahia irreconhecível. Rogério Ceni, conhecido por sua exigência tática, destacou que o time não colocou em prática o que foi treinado. A posse de bola foi dominada pelo Fluminense, que criou as melhores chances e capitalizou no segundo tempo. Canobbio abriu o placar com um gol que explorou desatenção defensiva, enquanto Thiago Silva, de pênalti, consolidou a vitória carioca. O Bahia, por sua vez, teve dificuldades para articular jogadas ofensivas, com erros de passe e pouca movimentação.
Ceni reconheceu o mérito do adversário, mas foi enfático ao apontar a falta de competitividade. Ele mencionou que, mesmo com desfalques importantes como Ademir e Erick Pulga, o time deveria ter mostrado mais disposição. A defesa, que segurou bem no primeiro tempo, não conseguiu evitar os gols, especialmente no lance do pênalti, que o treinador classificou como uma combinação de erros e azar.
- Falta de criação: O Bahia não teve chances claras de gol, com pouca participação dos meias.
- Desatenção defensiva: O gol de Canobbio surgiu de falha na marcação, e o pênalti foi decisivo.
- Impacto dos desfalques: Sem Ademir e Pulga, o time perdeu velocidade e força no ataque.
Clima pesado no vestiário
Após a derrota, o ambiente no vestiário do Bahia foi descrito por Rogério Ceni como extremamente negativo. O treinador, visivelmente frustrado, não escondeu sua insatisfação, evitando conversas imediatas com os jogadores. A eliminação na Copa do Brasil representou um duro golpe para o clube, que via no torneio uma chance de fazer história e avançar às semifinais pela primeira vez. A premiação de R$ 10 milhões, embora significativa, não amenizou a decepção de jogadores e comissão técnica.
Ceni destacou que o time precisa evoluir em jogos fora de casa, onde o desempenho tem sido inconsistente. Ele comparou a atuação no Maracanã com jogos em Salvador, onde o Bahia costuma ser mais agressivo e eficiente. A torcida, que viajou ao Rio de Janeiro com esperança, deixou o estádio sem ver o time reagir, o que aumentou a pressão para o próximo confronto.
⌛ Jogando no Rio de Janeiro, Tricolor é superado pelo Fluminense (2 a 0) e não avança para a semifinal da Copa do Brasil. Nossa próxima partida é segunda-feira, contra o Cruzeiro, na Fonte Nova, pelo Brasileirão. pic.twitter.com/rqXMcghOuF
— Esporte Clube Bahia (@ecbahia) September 10, 2025
Preparação e desfalques para o jogo
A preparação para o jogo contra o Fluminense foi planejada com cuidado, especialmente porque Ceni poupou titulares na final da Copa do Nordeste, conquistada dias antes. No entanto, as ausências de Ademir e Erick Pulga, lesionados, impactaram diretamente o desempenho ofensivo. Outros jogadores, como Kanu e Caio Alexandre, também estavam em recuperação, limitando as opções do treinador. Apesar disso, Ceni afirmou que o time teve tempo suficiente para se organizar, o que torna a atuação ainda mais inexplicável.
O treinador lamentou a falta de coragem para propor o jogo, algo que considera essencial em competições eliminatórias. Ele destacou que o Bahia tem um estilo definido, com ênfase na posse de bola e na troca de passes, mas nada disso foi visto no Maracanã. A expectativa agora é que o time recupere a confiança em casa, diante do Cruzeiro, onde o apoio da torcida pode fazer a diferença.
- Planejamento prejudicado: Lesões limitaram as opções táticas de Ceni.
- Estilo de jogo: O Bahia não conseguiu impor sua característica de construção.
- Recuperação necessária: O jogo contra o Cruzeiro é visto como crucial para levantar o moral.
Foco no Campeonato Brasileiro
Com a eliminação na Copa do Brasil, o Bahia volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde ocupa a quarta posição com 36 pontos. O próximo desafio é contra o Cruzeiro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, às 20h de 15 de setembro de 2025. O confronto é visto como uma oportunidade para o time se reerguer e consolidar sua vaga no G-4, que garante classificação para a Libertadores de 2026.
Rogério Ceni enfatizou a necessidade de mais personalidade em jogos fora de casa, um ponto fraco recorrente na temporada. Ele destacou que, em Salvador, o Bahia tem entregado boas atuações, mas precisa encontrar equilíbrio para competir em alto nível em qualquer estádio. A torcida, apesar da decepção recente, deve lotar a Arena Fonte Nova, buscando empurrar o time para a vitória.
- Posição no Brasileirão: Bahia é o 4º colocado, com 36 pontos, atrás de Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras.
- Próximo jogo: Enfrenta o Cruzeiro em casa, com transmissão no Premiere.
- Objetivo: Garantir vaga na Libertadores e superar fragilidades fora de casa.
Reações da torcida e rivais
A eliminação do Bahia gerou reações mistas. Nas redes sociais, torcedores lamentaram a atuação apagada e cobraram maior regularidade do time. Alguns destacaram a força do elenco em casa, mas criticaram a falta de atitude em jogos decisivos fora de Salvador. Rivais, por sua vez, não perdoaram a derrota, com provocações como “acesso negado” circulando online, reforçando o tabu do Bahia na Copa do Brasil.
Ceni reconheceu a frustração dos torcedores, mas pediu apoio para o próximo jogo. Ele acredita que a torcida será fundamental para o Bahia recuperar a confiança e manter a boa campanha no Brasileirão. O treinador também defendeu o elenco, afirmando que o grupo tem qualidade, mas precisa de ajustes para competir em alto nível em jogos eliminatórios.
Lições para o futuro
Rogério Ceni apontou que o Bahia precisa ganhar mais “peso” em jogos decisivos, especialmente em competições de mata-mata. Ele destacou a importância de aprender com derrotas como a do Fluminense para evoluir como equipe. O treinador acredita que o clube está em um processo de crescimento, com avanços significativos desde o retorno à Série A, mas ainda há lacunas a serem preenchidas.
O jogo contra o Cruzeiro será um teste importante para o Bahia mostrar resiliência. Ceni espera contar com o retorno de alguns lesionados e planeja ajustes táticos para evitar que a equipe repita os erros do Maracanã. A temporada ainda oferece oportunidades para o Bahia se consolidar como uma força no futebol brasileiro, mas a consistência será fundamental.
- Evolução necessária: Mais personalidade em jogos fora de casa.
- Planejamento para 2026: Reforços e ajustes táticos estão nos planos.
- Apoio da torcida: Esperado como diferencial na Arena Fonte Nova.
