Corinthians define rival mineiro para semifinais da Copa do Brasil após goleada do Cruzeiro no clássico
Cruzeiro eliminou o Atlético-MG por 2 a 0 no clássico mineiro disputado no Mineirão nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, garantindo confronto eletrizante com o Corinthians nas semifinais da Copa do Brasil. O jogo de volta das quartas de final terminou com superioridade celeste, somando 4 a 0 no agregado, e selou o reencontro entre as equipes que disputaram a final de 2018. A partida ocorreu em Belo Horizonte, com gols de Matheus Pereira e Kaio Jorge, sob o comando do técnico Leonardo Jardim, que equilibrou defesa e ataque para avançar. O Corinthians, já classificado após vencer o Athletico-PR por 3 a 0 no agregado, agora foca no Brasileirão, mas o técnico Dorival Júnior vê no duelo uma oportunidade de redenção.
As semifinais estão marcadas para 10 e 14 de dezembro, com mandos definidos em sorteio da CBF, e o torneio representa a chance de título para o Timão nesta temporada. A expectativa cresce entre torcedores, pois ambos os times mantiveram o zero no placar em todas as fases até aqui, prometendo duelos táticos intensos. Esse embate surge como o principal atrativo da fase, unindo história rica e ambições atuais em um calendário ajustado pela confederação.
A vitória do Cruzeiro veio em um jogo controlado desde o apito inicial, com pressão alta que forçou erros do Atlético-MG e abriu espaços para contra-ataques letais.
Dorival Júnior, pressionado no Brasileirão, elogiou a solidez defensiva do Corinthians nas fases anteriores, mas alertou para o perigo ofensivo mineiro.
O reencontro evoca memórias da final de 2018, quando o Cruzeiro ergueu a taça com 1 a 0 no agregado, incluindo a polêmica anulação de gol corinthiano.
- Cruzeiro: invicto em casa na competição, com média de 2,5 gols por partida.
- Corinthians: quatro semifinais seguidas, mas sem título desde 2009.
- Atlético-MG: eliminado apesar de posse de bola superior em 58%.
- Árbitro: decisão polêmica em falta não marcada aos 35 minutos do segundo tempo.
O Timão superou o Athletico-PR com atuações convincentes, mas o foco agora vira para o Fluminense no fim de semana.
Classificação histórica e números do confronto
Cruzeiro e Corinthians acumulam 81 jogos oficiais, com vantagem alvinegra de 36 vitórias contra 26 do rival, além de 19 empates, totalizando 201 gols marcados. Esses dados refletem uma rivalidade equilibrada, iniciada em 1940 com um amistoso vencido pelo então Palestra Itália por 3 a 1. Na Copa do Brasil, os mineiros levam a melhor em confrontos decisivos, como as oitavas de 1998, quando avançaram com 4 a 2 no agregado, e as quartas de 1996, com goleada de 4 a 0 na ida. O Corinthians rebateu em 1991, eliminando o adversário nas oitavas por 4 a 1 somado. A final de 2018 marcou o ápice, com o Cruzeiro campeão após 1 a 0 em Belo Horizonte e 2 a 1 em Itaquera, onde um gol de Pedrinho foi anulado por impedimento milimétrico, gerando debates até hoje entre analistas.
Esses embates destacam a intensidade tática, com médias de 2,4 cartões amarelos por jogo e poucas expulsões, sinalizando respeito mútuo em campo.
O técnico Dorival Júnior, que assumiu o Corinthians em meio à campanha irregular, usou as quartas para testar formações com três volantes, garantindo estabilidade.
Leonardo Jardim, do Cruzeiro, apostou em Matheus Pereira como armador, que contribuiu com dois gols nas quartas, elevando sua média para 0,8 por partida.
- Vitórias do Corinthians na Copa do Brasil: 1995, 2002, 2009.
- Títulos do Cruzeiro na competição: seis, recorde histórico.
- Gols em finais entre os times: cinco, todos em 2018.
- Média de público nos duelos: 45 mil torcedores.
A CBF ajustou o calendário para evitar sobreposições com o Brasileirão, priorizando recuperação física dos atletas.
Destaques das campanhas até as semifinais
Corinthians iniciou na terceira fase, após eliminação precoce na Libertadores, despachando o Grêmio Novorizontino por 3 a 1 no agregado e o Palmeiras nas oitavas com 4 a 2 somado, em duelos marcados por viradas na Neo Química Arena. Rodrigo Garro emergiu como líder ofensivo, com três assistências e dois gols, enquanto Hugo Souza brilhou no gol, defendendo pênaltis cruciais. O Athletico-PR caiu por 3 a 0 no total, com Gui Negão marcando o segundo na volta, explorando falhas na marcação paranaense. Essa sequência representa a quarta semifinal consecutiva do Timão, um feito inédito desde 2009, quando conquistou o título contra o Internacional.
O Cruzeiro, por sua vez, entrou direto nas oitavas e eliminou o Fortaleza por 2 a 0, com defesa sólida ancorada por Marlon, que zerou o placar em casa. Nas quartas, o clássico mineiro rendeu 4 a 0 no agregado, com Kaio Jorge decisivos nos dois jogos, aproveitando cruzamentos precisos de William. A Raposa manteve o jejum de gols sofridos em toda a campanha, uma marca que impressiona estatísticos, com apenas 22% de posse cedida em média nos duelos.
Dorival Júnior rotacionou o elenco para preservar jogadores como Yuri Alberto, que descansou na volta contra o Athletico.
Jardim elogiou a maturidade do grupo celeste, citando a volta de ex-jogadores como Dinenno para reforçar o ataque.
- Premiação por semifinal: R$ 9,9 milhões para cada time.
- Gols do Corinthians na campanha: oito em quatro jogos.
- Assistências do Cruzeiro: sete, lideradas por Matheus Pereira.
- Duração média dos jogos: 92 minutos, com poucos acréscimos.
A torcida corinthiana lotou a Neo Química Arena nas fases anteriores, registrando 48 mil pagantes contra o Palmeiras.
Preparação e calendário ajustado pela CBF
Semifinais em dezembro exigem planejamento minucioso, com o Brasileirão terminando em novembro para abrir espaço. A CBF sorteou os mandos em 15 de setembro, mas fontes indicam possível ida do Corinthians em Belo Horizonte, favorecendo o fator casa mineiro. Dorival Júnior planeja treinos específicos para altitude, recordando dificuldades em 2018, e integra jovens da base como Pedro Raul para rodízio. O Cruzeiro, embalado pelo Mineiro, foca em contratações pontuais, com rumores de reforço estrangeiro para o ataque.
O intervalo de três meses permite ajustes táticos, mas desafia a manutenção do ritmo, com amistosos programados para novembro.
Yuri Alberto, artilheiro do Timão com quatro gols na temporada, treina finalizações para explorar brechas na defesa celeste.
Kaio Jorge, emprestado do Santos, soma cinco gols e vira peça-chave no esquema 4-2-3-1 de Jardim.
- Datas base: 10 de dezembro (ida) e 14 (volta).
- Sorteio de mandos: 15 de setembro, na sede da CBF.
- Amistosos previstos: dois para cada time em novembro.
- Recuperação física: foco em fisioterapia pós-Brasileirão.
O Brasileirão segue como prioridade imediata, com o Corinthians enfrentando o Fluminense no Maracanã neste sábado.
Jogadores em foco para o duelo decisivo
Rodrigo Garro, meia argentina do Corinthians, lidera a criação com 85% de passes certos e visão de jogo que desmontou defesas rivais. Aos 26 anos, ele adaptou-se rapidamente ao futebol brasileiro, contribuindo em 70% das jogadas ofensivas nas quartas. Do lado mineiro, Matheus Pereira, ex-West Brom, dita o ritmo com dribles e chutes de média distância, marcando em 60% dos jogos da campanha. Esses duelos individuais prometem faíscas, especialmente em bolas paradas, onde o Corinthians converteu 40% das faltas laterais.
Hugo Souza, goleiro corinthiano, registra cinco defesas difíceis por partida, incluindo pênaltis contra o Athletico.
Marlon, zagueiro do Cruzeiro, forma dupla impecável com Zé Ivaldo, zerando invasões em 92% dos lances.
- Garro: 2 gols e 3 assistências na Copa.
- Pereira: 4 gols e 2 assistências.
- Souza: clean sheets em todos os jogos.
- Marlon: 15 desarmes médios por duelo.
A arbitragem será rigorosa, com VAR em ambos os jogos para evitar controvérsias como em 2018.
Premiações e motivações financeiras
Avançar às semifinais rende R$ 9,9 milhões, valor que impulsiona investimentos em infraestrutura para ambos os clubes. O Corinthians, com dívida controlada, destina parte para a base, enquanto o Cruzeiro reforça o elenco para 2026. A final, em 17 e 21 de dezembro, triplica o montante para o campeão, totalizando R$ 22 milhões na campanha. Esses números motivam elencos, com contratos variáveis por desempenho em mata-mata.
Dorival usa o bônus para unir o grupo, prometendo viagens de lazer pós-temporada.
Jardim negocia renovações com base na classificação, priorizando estabilidade contratual.
- Quartas: R$ 4,7 milhões por time.
- Semifinal: R$ 9,9 milhões adicionais.
- Final: R$ 22 milhões para o vencedor.
- Total acumulado: até R$ 50 milhões para o campeão.
Torcedores lotam redes sociais com memes sobre a final de 2018, aquecendo o clima para dezembro.
O jogo contra o Fluminense neste sábado testa a concentração do Timão antes do hiato.
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