Kaio Jorge marca duas vezes e leva Cruzeiro às semifinais da Copa do Brasil com vitória sobre Atlético
Kaio Jorge decide, Cruzeiro volta a vencer Atlético e vai à semi da Copa do Brasil: com dois gols do atacante, a Raposa elimina o rival por 4 a 0 no agregado e avança para enfrentar o Corinthians em dezembro. O jogo ocorreu no Mineirão, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, com mais de 61 mil torcedores presentes. A vitória soma-se ao 2 a 0 da ida, na Arena MRV, e marca o retorno do Cruzeiro às semifinais após quatro anos. O centroavante, recuperado de lesão que o tirou da Seleção Brasileira, foi o herói ao balançar as redes nos minutos iniciais de cada tempo, explorando falhas na defesa adversária. O Atlético, sob novo comando de Jorge Sampaoli, não conseguiu reagir apesar de posse de bola superior, terminando com um jogador expulso e uma eliminação precoce que complica sua temporada. A partida, válida pelas quartas de final, destacou a eficiência celeste em bolas paradas e contra-ataques rápidos, enquanto o Galo errou na saída de bola e desperdiçou chances isoladas.
O clássico mineiro, sempre marcado por intensidade, viu o Cruzeiro impor seu ritmo desde o apito inicial, com pressão alta que forçou erros do adversário. Kaio Jorge, de 23 anos, consolidou sua artilharia na competição ao chegar a cinco gols, superando rivais como Rayan, do Vasco, e Luiz Fernando, do Athletico-PR. A torcida lotou o estádio, gerando renda recorde de R$ 6,48 milhões desde a reforma para a Copa de 2014, e vibrou com a quebra de um jejum de vitórias no Mineirão contra o Atlético, que durava desde 2021.
- Kaio Jorge: dois gols, posicionamento impecável na área e liderança no ataque.
- Defesa celeste: apenas uma finalização perigosa sofrida, com Cássio seguro no gol.
- Meio-campo: Christian e Matheus Pereira controlaram a posse, com 58% de aproveitamento.
Essa superioridade numérica reflete o momento oposto dos times no Brasileirão, onde o Cruzeiro briga pelo G-4 e o Atlético luta para sair da zona intermediária.
Ataque letal impulsiona Raposa no clássico
O Cruzeiro abriu o placar logo aos quatro minutos, em cobrança de falta de William que encontrou Fabrício Bruno na área. O zagueiro cabeceou, Christian pegou o rebote e, na pequena área, Kaio Jorge empurrou para o fundo das redes, sem chances para Everson. O VAR confirmou a jogada após checagem rápida por impedimento, validando o gol que silenciou a torcida alvinegra. Essa eficiência em lances de bola parada tem sido marca registrada da equipe de Leonardo Jardim, com 40% dos gols na Copa do Brasil vindos dessa forma.
Wanderson, outro titular surpresa após problemas físicos, quase ampliou aos 13 minutos, ao ganhar na velocidade e finalizar cruzado, exigindo defesa segura do goleiro atleticano. O Atlético tentou responder com Hulk, que acertou o travessão em chute de fora da área, mas a defesa celeste, liderada por Lyanco e Zé Ivaldo, neutralizou as investidas. Os ânimos esquentaram aos 21 minutos, quando Lyanco cortou um lançamento e acertou a torcida rival, levando Kaio Jorge a reclamar. Hulk e Wanderson trocaram empurrões, resultando em cartões amarelos para ambos, o que aumentou a tensão no Mineirão.
No fim do primeiro tempo, o Galo pressionou com finalizações de Guilherme Arana, Fausto Vera e Igor Gomes, mas Cássio operou milagres em duas delas, mantendo o 1 a 0. O intervalo serviu para Sampaoli ajustar a equipe, que voltou com três zagueiros para ganhar solidez, mas o Cruzeiro não deu espaço.
Recuperação de Kaio Jorge vira trunfo decisivo
Recuperado de uma lesão muscular que o cortou da convocação da Seleção Brasileira na semana anterior, Kaio Jorge passou por tratamento intensivo na Toca da Raposa e voltou como titular absoluto. Seus dois gols no jogo elevam seu total na temporada para 20 em 32 partidas, com 15 no Brasileirão e cinco na Copa do Brasil, onde assumiu a artilharia isolada. O atacante, contratado em 2024 após passagem discreta pela Juventus e Frosinone, na Itália, encontrou no Cruzeiro o ambiente ideal para explodir, marcando contra 12 dos 20 adversários no campeonato nacional.
A movimentação de Kaio Jorge na área tem sido fundamental, com ele disputando 70% dos duelos aéreos a seu favor e convertendo 25% das chances claras. No segundo gol, aos três minutos da etapa final, William chutou cruzado após escanteio, e o centroavante se antecipou à marcação para desviar de pé, ampliando para 2 a 0. Essa oportunismo reflete o faro de gol que faltava ao ataque celeste em anos anteriores, contribuindo para 27 gols em 2025, superando suas marcas europeias.
Matheus Pereira, outro meia que se recuperou de incômodo físico, distribuiu assistências e criou três chances no jogo, enquanto Christian, com sua visão de jogo, conectou o meio com o ataque em 12 passes decisivos. Esses retornos fortalecem o elenco para o restante da temporada, especialmente com o foco agora no Brasileirão.
- Faro de gol: 20 tentos em 32 jogos, média de 0,62 por partida.
- Disputas aéreas: 70% de aproveitamento, essencial em bolas paradas.
- Contra rivais: Três gols em dois jogos contra o Atlético na Copa do Brasil.
O impacto de Kaio Jorge vai além dos números, elevando a confiança do time em mata-matas.
Tensões e expulsão marcam etapa complementar
Com a vantagem no placar agregado de 4 a 0, o Cruzeiro administrou o jogo rodando a bola e explorando contra-ataques. O Atlético, precisando de quatro gols, avançou as linhas, mas Hulk isolou duas finalizações e acertou a trave aos 24 minutos em rebote na área. A pressão alvinegra resultou em 15 faltas no total, com 11 do Cruzeiro, interrompendo o fluxo da partida e gerando discussões constantes.
Aos 45 minutos, o clímax: Matheus Henrique cometeu falta em Guilherme Arana, que revidou com agressão na frente do árbitro Rafael Rodrigo Klein. O lateral foi expulso diretamente, deixando o Galo com 10 jogadores e selando a eliminação. Antes disso, incidentes como arremesso de objetos pela torcida cruzeirense, incluindo uma galinha de plástico simbólica, aumentaram o clima hostil, mas a segurança conteve as confusões.
Cássio, ex-Corinthians, foi pouco acionado, mas brilhou em saídas de gol, enquanto Everson sofreu com os erros da zaga, que falhou em ambas as jogadas dos gols. O Cruzeiro finalizou 12 vezes, com quatro no alvo, contra oito do rival, com apenas duas certas, mostrando superioridade técnica.
Premiação e números reforçam feito histórico
A classificação rendeu ao Cruzeiro R$ 9,92 milhões em premiação, somando R$ 23,82 milhões recebidos na Copa do Brasil até agora, igualando o valor do Atlético pela participação. Esse montante impulsiona as finanças do clube, que investiu em reforços como Kaio Jorge e Matheus Pereira, e ajuda na redução de dívidas herdadas de gestões passadas.
No histórico do clássico em mata-matas, o Cruzeiro agora lidera com 25 vitórias contra 21 do Atlético, incluindo esta eliminação por 4 a 0 no agregado, o maior saldo contra um dos 11 grandes na competição. O time celeste alcançou 200 triunfos no Mineirão reformado, marco desde 2014, e quebrou um jejum de semifinais desde 2021.
O público de 61.584 pagantes é o maior para um jogo do Cruzeiro no estádio desde a Copa do Mundo, refletindo o engajamento da torcida com o projeto de Jardim. Esses números posicionam a Raposa como favorita ao heptacampeonato, com 11 semifinais em sua história.
- Renda: R$ 6,48 milhões, recorde pós-reforma.
- Vitórias no Mineirão: 200 jogos celestes.
- Histórico mata-mata: 25 triunfos cruzeirenses.
Próximos passos no Brasileirão demandam foco
Após a euforia da classificação, o Cruzeiro volta as atenções ao Brasileirão, onde enfrenta o Bahia na segunda-feira, 15 de setembro, às 20h, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Com 42 pontos e na briga pelo G-4, a Raposa precisa manter o ritmo para garantir vaga na Libertadores 2026. William, autor de assistências no clássico, destacou a importância da rotação no elenco para evitar desgaste.
O Atlético, por outro lado, recebe o Santos no domingo, 14 de setembro, às 16h, na Arena MRV, em Belo Horizonte. Eliminado da Copa do Brasil, o Galo foca na Sul-Americana e no Brasileirão, onde ocupa a oitava posição com 35 pontos, distante da zona de classificação continental. Sampaoli, em sua estreia, prometeu ajustes, mas a defesa exposta no clássico exige reforços urgentes.
Enquanto isso, a semifinal contra o Corinthians, marcado para 10 e 14 de dezembro, dá fôlego ao Cruzeiro para gerenciar lesões e contratações no fim do ano. O Timão, que eliminou o Athletico-PR por 2 a 1 no agregado, chega com quatro títulos na competição, mas o histórico favorece os mineiros, que venceram o último duelo em 2018.
- Bahia x Cruzeiro: Segunda, 15/9, 20h, Arena Fonte Nova.
- Santos x Atlético: Domingo, 14/9, 16h, Arena MRV.
- Semifinal: 10 e 14/12, contra Corinthians.
Escalação e substituições definem equilíbrio
Leonardo Jardim surpreendeu com a escalação inicial, incluindo Kaio Jorge, Matheus Pereira e Wanderson, todos vindos de problemas musculares. O meio-campo com Christian e Lucas Silva deu solidez, enquanto a defesa de quatro permitiu transições rápidas. No segundo tempo, entradas de Gabriel Veron e Arthur Gomes refrescaram o ataque, criando mais três chances.
Do lado atleticano, Fausto Vera e Igor Gomes foram novidades no meio, mas a linha de três zagueiros de Sampaoli limitou a criatividade. Substituições como Rony e Paulinho no fim tentaram pressionar, mas o time já estava reduzido numericamente. O Cruzeiro terminou com 58% de posse, 12 finalizações e zero gols sofridos, números que ilustram o controle tático.
Essa maturidade em mata-mata, com apenas duas derrotas em oito jogos na Copa do Brasil 2025, reforça o status de “Rei de Copas” do clube, com seis títulos conquistados.
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