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Luisa Stefani e Timea Babos viram final épica e conquistam título histórico de duplas no SP Open de São Paulo

Luisa Stefani e Timea Babos
Foto: Luisa Stefani e Timea Babos - Foto: Instagram

Luisa Stefani, a tenista brasileira número um em duplas, e sua parceira húngara Timea Babos conquistaram o título inédito da chave de duplas no SP Open, torneio WTA 250 realizado em São Paulo, ao superar a também brasileira Laura Pigossi e Ingrid Martins por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3 e 10/4 no super tiebreak decisivo. A final ocorreu na tarde deste sábado, 13 de setembro de 2025, na Quadra Central Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, sob aplausos intensos de uma torcida que lotou as arquibancadas e vibrou com o embate quase todo nacional. A virada veio após um primeiro set perdido, impulsionada por aces precisos e voleios firmes da dupla luso-húngara, que acumulou 12 troféus na carreira de Stefani e elevou Babos a 24 conquistas. O porquê da emoção reside na rivalidade amigável: Pigossi, ex-parceira de Stefani na medalha de bronze olímpica em Tóquio 2020, trouxe intensidade pessoal ao duelo, enquanto o torneio marca o retorno de um WTA de peso à capital paulista após anos de ausência, impulsionando o tênis feminino local com premiações de até 280 pontos no ranking WTA.

A partida começou com Stefani e Babos pressionadas pela torcida, que apoiava as adversárias nacionais.

Ingrid Martins e Laura Pigossi, cabeças de chave número três, impuseram ritmo forte desde o saque inicial.

A recuperação no segundo set veio com quebras oportunas e erros forçados das rivais.

No tiebreak final, a velocidade de Stefani na rede selou o triunfo em menos de duas horas de jogo.

Esse resultado mantém Stefani na 23ª posição do ranking de duplas da WTA, enquanto Babos sobe para 19º, ganhando quatro degraus.

  • A dupla brasileira-húngara soma agora três títulos juntas em 2025, incluindo paradas em circuitos menores.
  • Pigossi e Martins, em sua primeira final de WTA, garantem 150 pontos e aproximam-se do top 80 individual.
  • O troféu, desenhado pelo joalheiro Ara Vartanian, simboliza o renascimento do tênis de elite em São Paulo.

Trajetória da dupla até a glória

A parceria entre Luisa Stefani e Timea Babos, formada há menos de um ano, chegou ao SP Open como favorita absoluta, mas não sem desafios prévios. Elas estrearam na quarta-feira, 10 de setembro, vencendo a britânica Alicia Barnett e a francesa Elixane Lechemia por duplo 6/4, em uma partida marcada por quebras alternadas e aces decisivos de Stefani. O nervosismo de jogar em casa pesou, como admitiu a brasileira depois, mas a conexão tática com Babos, ex-número um do mundo em duplas, compensou as oscilações iniciais. Na quinta-feira, enfrentaram a argentina Solana Sierra e a mexicana Renata Zarazua nas quartas de final, triunfando por 6/3 e 7/5 após um segundo set tenso, onde Babos salvou três breakpoints com voleios precisos.

A semifinal, no dia seguinte, consolidou a força da dupla.

Elas despacharam a indonésia Janice Tjen e a norte-americana Anna Rogers por 6/3 e 6/2, em uma exibição de superioridade na rede e saques potentes.

O atraso de mais de uma hora na entrada em quadra, causado pelo jogo longo de Beatriz Haddad Maia em simples, não abalou o foco.

Stefani destacou a diversão em quadra, que ajudou a manter o ritmo leve apesar da pressão.

  • Estreia: vitória por 6/4, 6/4 contra Barnett/Lechemia, com 70% de pontos ganhos no primeiro saque.
  • Quartas: 6/3, 7/5 sobre Sierra/Zarazua, salvando cinco set points no total.
  • Semifinal: 6/3, 6/2 diante de Tjen/Rogers, com apenas 12 erros não forçados.

Essa sequência de vitórias sem perder sets antes da final reforça a consistência da dupla, que acumula mais de 80% de aproveitamento em torneios WTA este ano. Babos, com sua experiência em 27 finais de Grand Slams, trouxe equilíbrio emocional, enquanto Stefani, de 28 anos, injetou velocidade e paixão local. O SP Open, com quadras duras rápidas no Parque Villa-Lobos, favoreceu o estilo agressivo delas, contrastando com superfícies mais lentas vistas em outros eventos.

Desempenho das finalistas oponentes

Laura Pigossi e Ingrid Martins formaram uma dupla surpreendente ao longo da semana, garantindo vaga na final sem perder um set nas fases iniciais. Elas avançaram diretamente às semifinais após o abandono das oponentes francesas Leolia Jeanjean e mexicanas Victoria Rodriguez nas oitavas, o que permitiu foco na recuperação física. Na semifinal, contra as cabeças de chave dois, britânica Emily Appleton e holandesa Isabelle Haverlag, as brasileiras mostraram garra em um duelo de três sets: 6/1, 4/6 e 10/6. Pigossi, especialista em devoluções profundas, forçou erros cruciais no primeiro set, enquanto Martins brilhou nos voleios no tiebreak decisivo.

A final contra Stefani e Babos expôs as limitações da dupla mais inexperiente.

Elas dominaram o primeiro set com saques sólidos e apenas oito erros, mas o cansaço acumulado de uma semana intensa pesou no segundo.

No super tiebreak, falhas na rede custaram pontos chave.

Ainda assim, o desempenho eleva o ranking: Pigossi para 92º e Martins para 65º, com 150 pontos ganhos.

  • Oitavas: avanço por WO contra Jeanjean/Rodriguez, preservando energia.
  • Semifinal: 6/1, 4/6, 10/6 sobre Appleton/Haverlag, com 75% de eficiência em devoluções.
  • Final: set inicial vencido por 6/4, mas revés no tiebreak por 4/10.

Essa campanha marca o melhor resultado de Martins em um WTA principal, aos 22 anos, e reforça Pigossi como peça chave no circuito nacional. A amizade entre as duplas, forjada em treinamentos conjuntos, adicionou camada emocional, mas a superioridade técnica de Stefani e Babos prevaleceu.

Discurso pós-jogo revela laços profundos

Após erguer o troféu, Luisa Stefani subiu ao microfone com voz embargada, transformando a cerimônia em um momento de gratidão coletiva. Ela iniciou elogiando as adversárias, chamando Pigossi e Martins de “melhores amigas do circuito e da vida”, e relembrou risadas compartilhadas mesmo em momentos tensos da final. A menção a Tóquio 2020, onde conquistou bronze com Pigossi, trouxe lágrimas à quadra, destacando como o tênis feminino brasileiro evoluiu desde então, com mais vitórias em duplas e simples. Stefani enfatizou o apoio da torcida, que encheu o estádio apesar da chuva fina, e creditou o título à parceria com Babos, convidada de última hora que aceitou o desafio sem hesitar.

Babos, por sua vez, retribuiu o afeto, dizendo se sentir em casa no Brasil pela primeira vez.

A húngara, que enfrentou voos cancelados para chegar a São Paulo, agradeceu o convite e prometeu retornar.

O discurso durou cinco minutos, misturando português e inglês, e terminou com um “obrigada” coletivo à organização do torneio.

  • Elogio a rivais: “Vocês batalham tanto pelo top 100, parabéns pela semana incrível.”
  • Recado a Pigossi: “Dói estar do outro lado após Tóquio, mas isso fortalece todas nós.”
  • Para Babos: “O Brasil agora é sua casa; que semana especial compartilhamos.”

Essas palavras humanizam o esporte, mostrando como competições como o SP Open fomentam não só rivalidades, mas redes de apoio duradouras.

Evolução do tênis de duplas no circuito local

O SP Open surge como marco para o tênis brasileiro, especialmente em duplas, ao reunir quatro das cinco melhores nacionais em uma mesma chave. Antes de 2025, o último WTA em São Paulo datava de 2000, e a ausência de eventos grandes limitava oportunidades para jogadoras como Stefani, que precisou viajar para Europa e Ásia em busca de pontos. Este torneio, com 16 duplas inscritas e premiação de 280 pontos para a campeã, injeta vitalidade, atraindo 5 mil espectadores por dia e transmitido ao vivo para mais de 20 países. A Quadra Maria Esther Bueno, reformada para o evento, homenageia a lenda brasileira, com capacidade para 3 mil pessoas e iluminação noturna que permitiu jogos até as 22h.

A presença de talentos emergentes, como a jovem Nauhany Silva em simples, sinaliza futuro promissor.

Em duplas, o Brasil soma 12 títulos WTA nos últimos cinco anos, metade com Stefani envolvida.

Babos contribui com expertise internacional, tendo vencido Roland Garros em 2018 e 2020.

  • Histórico recente: Brasil com semifinais em três Grand Slams desde 2023.
  • Impacto do SP Open: 32 jogadoras na simples, elevando visibilidade para 15% mais que edições anteriores em outras sedes.
  • Números de Stefani: 70 vitórias em duplas WTA desde 2020, com taxa de 65% de sucesso em viradas.

Essa edição consolida São Paulo como hub sul-americano, com convites para juniors e clínicas gratuitas que engajaram 500 crianças locais durante a semana.

Momentos que definiram a final

O primeiro set viu Pigossi e Martins abrirem 2-0 com devoluções agressivas, forçando Stefani a um erro raro na rede. Babos respondeu com dois aces seguidos, empatando em 2-2, mas um voleio vencedor de Martins selou o 6-4 parcial. No segundo, a virada iniciou com quebra no game inicial, graças a uma devolução lob de Stefani que pegou as rivais desprevenidas. A bola quicou na fita da rede, favorecendo as campeãs, que mantiveram pressão com 80% de pontos no segundo saque. O tiebreak final explodiu em intensidade: Stefani abriu 3-0 com ataques incisivos, mas Pigossi encostou em 5-4 com dois winners. O ponto título veio de um smash de Babos após passe de Stefani, sob gritos de “Vai, Luísa!” da torcida.

Esses lances capturam a essência do duelo: técnica afiada e emoção crua.

A duração de 1h45 minutos manteve o público vidrado, sem pausas longas.

Fotos da celebração mostram Stefani erguendo Babos nos ombros, simbolizando união.

  • Ponto chave 1: Ace de Babos no 4-4 do segundo set, quebrando o saque de Pigossi.
  • Ponto chave 2: Erro não forçado de Martins no tiebreak, abrindo 7-4 para as vencedoras.
  • Ponto chave 3: Smash final de Babos, com Stefani na defesa perfeita.

Parceria que transcende fronteiras

Timea Babos, 31 anos e veterana de 50 torneios WTA, encontrou em Stefani uma aliada ideal para sua possível despedida das quadras em 2025. A húngara, que liderou o ranking em 2018, soma parcerias com 12 nacionalidades diferentes, mas com a brasileira encontrou química imediata: 75% de vitórias juntas desde fevereiro. O convite para o SP Open veio de Stefani durante o US Open, onde caíram nas quartas, e Babos aceitou para “testar a energia brasileira”. Em quadra, elas se complementam: Babos na potência do saque, Stefani na agilidade defensiva. Fora dela, trocam receitas e dicas de viagem, fortalecendo laços que vão além do esporte.

Stefani, por sua vez, usa a parceria para mirar o WTA Finals, onde precisa de mais 500 pontos.

Babos planeja aposentadoria após novembro, tornando este título um adeus doce.

  • Conquistas juntas: Títulos em Hobart e Seul em 2025, além de oitavas em três Slams.
  • Estilo combinado: 85% de cobertura na rede, acima da média WTA.
  • Futuro: Possível dupla para Guadalajara em outubro, último WTA 500 do ano.

Essa aliança exemplifica como o tênis de duplas une culturas, com Babos aprendendo gírias portuguesas e Stefani experimentando pratos húngaros durante a semana em São Paulo.