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Mutirão do SUS em Fortaleza realiza 1.200 atendimentos e reduz filas de espera

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Foto: SUS - Foto: Andrzej Rostek/Shutterstock.com

Milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Fortaleza tiveram acesso a exames e cirurgias durante um mutirão realizado no Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC), no último fim de semana de setembro de 2025. A iniciativa, coordenada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, realizou cerca de 1.200 atendimentos, reduzindo filas de espera e trazendo alívio a pacientes que aguardavam procedimentos há meses. O mutirão integrou uma ação nacional que mobilizou hospitais universitários em todo o Brasil, oferecendo serviços essenciais como espirometria, consultas pré-operatórias e cirurgias. A ação foi planejada para atender à alta demanda do SUS, garantindo acesso rápido a cuidados médicos. Para muitos, como a dona de casa Edilane Sousa, o mutirão representou uma oportunidade de avançar em tratamentos essenciais, enquanto para outros, como Bárbara Marques, trouxe respostas a problemas de saúde que impactavam a rotina familiar.

A iniciativa destacou a importância do SUS como pilar de atendimento à população, mas também expôs os desafios das longas filas de espera. Pacientes compartilharam histórias de espera prolongada por exames e a dificuldade de acesso a tratamentos especializados. O mutirão, segundo a Ebserh, buscou aliviar essa pressão, priorizando casos represados.

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SUS – Foto: sasirin pamai/Shutterstock.com
  • Exames realizados: Espirometria, exames pré-operatórios e diagnósticos especializados.
  • Público atendido: Cerca de 1.200 pessoas em Fortaleza, parte de milhares em todo o Brasil.
  • Objetivo: Reduzir filas e agilizar diagnósticos e tratamentos no SUS.

Mutirão nacional reforça atendimento do SUS

A ação em Fortaleza fez parte de um esforço nacional coordenado pela Ebserh, que gerencia 41 hospitais universitários no Brasil. No último fim de semana, unidades em todo o país realizaram atendimentos simultâneos, com foco em procedimentos de média e alta complexidade. Em Fortaleza, o Complexo Hospitalar da UFC foi o epicentro da iniciativa, mobilizando equipes médicas e administrativas para atender a demanda acumulada. A ação envolveu desde consultas iniciais até procedimentos cirúrgicos, como os necessários para cirurgias bariátricas, segundo relatos de pacientes.

Para a Ebserh, o mutirão é uma resposta à sobrecarga do SUS, que enfrenta alta demanda e recursos limitados. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2024, mais de 1,2 milhão de pessoas aguardavam por procedimentos eletivos no Brasil, incluindo exames e cirurgias. A iniciativa em Fortaleza, embora tenha atendido apenas uma fração desse total, trouxe alívio imediato a pacientes que esperavam desde o início do ano.

  • Hospitais envolvidos: 41 unidades gerenciadas pela Ebserh em todo o Brasil.
  • Tipos de procedimentos: Consultas, exames diagnósticos e cirurgias eletivas.
  • Impacto nacional: Milhares de atendimentos realizados no mesmo fim de semana.

Histórias de alívio e esperança

Pacientes atendidos no mutirão compartilharam histórias de espera e expectativa. Bárbara Marques, que acompanhava a mãe Ivanilda, destacou a importância do exame de espirometria para esclarecer a origem de episódios de falta de ar. A espera desde junho de 2024 gerava ansiedade, já que o diagnóstico correto era essencial para iniciar um tratamento adequado. “Sem esse exame, ficávamos no escuro, tratando sintomas sem saber a causa”, relatou Bárbara. A realização do procedimento trouxe alívio e a possibilidade de planejar os próximos passos.

Edilane Sousa, de 37 anos, também celebrou a oportunidade. Moradora do bairro Passaré, ela aguardava um exame de espirometria desde dezembro de 2024, necessário para a preparação de uma cirurgia bariátrica. “Foi uma chance de saber como está minha saúde e seguir com o tratamento”, disse. A dona de casa destacou que, apesar da demora, o atendimento do SUS foi de qualidade.

  • Caso de Bárbara: Acompanhou a mãe para exame de espirometria, aguardado desde junho de 2024.
  • Caso de Edilane: Realizou exame para cirurgia bariátrica, esperado desde dezembro de 2024.
  • Sentimento comum: Alívio e esperança com a redução do tempo de espera.

Organização e desafios do mutirão

A logística do mutirão envolveu meses de planejamento, com triagem de pacientes e alocação de profissionais. O Complexo Hospitalar da UFC mobilizou médicos, enfermeiros e técnicos para garantir o atendimento de 1.200 pessoas em um único fim de semana. A Ebserh priorizou pacientes com maior tempo de espera, mas a alta demanda revelou os desafios estruturais do SUS. Em Fortaleza, a fila para exames como espirometria e tomografias pode chegar a meses, enquanto cirurgias eletivas, como a bariátrica, enfrentam atrasos ainda maiores.

A ação também trouxe à tona a necessidade de mais investimentos em saúde pública. Embora o mutirão tenha sido bem-sucedido, ele não resolve o problema crônico das filas. Pacientes como Edilane reconheceram a qualidade do atendimento, mas pontuaram a demora como um obstáculo. “O SUS é bom, mas precisa de mais agilidade”, afirmou.

  • Planejamento: Triagem de pacientes e mobilização de equipes médicas.
  • Desafios: Alta demanda e filas extensas no SUS.
  • Solução temporária: Mutirões aliviam, mas não eliminam o problema estrutural.

Importância dos hospitais universitários

Os hospitais universitários, como o da UFC, desempenham um papel central no SUS, combinando atendimento médico com ensino e pesquisa. Gerenciados pela Ebserh, essas unidades são responsáveis por grande parte dos procedimentos de alta complexidade no sistema público. Durante o mutirão, a estrutura do Complexo Hospitalar da UFC permitiu a realização de exames especializados, como espirometria, que exigem equipamentos e profissionais capacitados.

Além disso, a iniciativa reforçou o compromisso dos hospitais universitários com a população. Em 2024, os hospitais da Ebserh realizaram mais de 10 milhões de atendimentos no Brasil, segundo dados da empresa. O mutirão de setembro de 2025 foi um esforço adicional para atender a demanda reprimida, especialmente em regiões com maior carência de serviços médicos.

  • Papel da Ebserh: Gerencia 41 hospitais universitários no Brasil.
  • Atendimentos em 2024: Mais de 10 milhões de procedimentos realizados.
  • Foco do mutirão: Ampliar acesso a exames e cirurgias especializados.

Perspectiva para o futuro do SUS

A realização de mutirões como o de Fortaleza demonstra o potencial do SUS para atender a população quando há planejamento e mobilização. No entanto, pacientes e especialistas destacam que ações pontuais não substituem a necessidade de melhorias contínuas no sistema. A ampliação de recursos, a contratação de mais profissionais e a modernização de equipamentos são apontados como passos essenciais para reduzir as filas de espera.

Para pacientes como Bárbara e Edilane, o mutirão representou mais do que um procedimento médico: foi um momento de esperança e alívio. A continuidade de iniciativas como essa pode transformar a experiência de milhões de brasileiros que dependem do SUS. A ação também reforça a importância de parcerias entre governo, universidades e hospitais para fortalecer a saúde pública.

  • Necessidade: Mais investimentos em infraestrutura e pessoal no SUS.
  • Impacto dos mutirões: Alívio imediato, mas necessidade de soluções permanentes.
  • Parcerias: Colaboração entre Ebserh, ministérios e universidades.