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Wagner Moura brilha em O Agente Secreto escolhido para Oscar 2026: saiba onde assistir 

Wagner Moura em O Agente Secreto
Wagner Moura em O Agente Secreto - Foto: Reprodução

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2025, em São Paulo, a seleção de O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, como o representante oficial do Brasil na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2026. O thriller político, estrelado por Wagner Moura, superou concorrentes fortes como Manas, de Marianna Brennand, em uma votação apertada entre os membros da entidade, que analisaram produções lançadas entre novembro de 2024 e setembro de 2025. A escolha ocorre em meio a um ano prolífico para o cinema nacional, após a vitória histórica de Ainda Estou Aqui no Oscar anterior, e destaca temas como ditadura militar e abusos sociais em narrativas impactantes. Os outros finalistas, incluindo O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e Baby, de Marcelo Caetano, continuam disponíveis em plataformas variadas, permitindo que o público acompanhe essas obras que quase garantiram uma vaga na premiação global. Essa decisão reflete o crescente reconhecimento internacional do audiovisual brasileiro, com prêmios em festivais como Cannes e Berlim pavimentando o caminho para a cerimônia de 15 de março de 2026, em Los Angeles.

O processo de seleção envolveu uma pré-lista inicial de 16 títulos, reduzida para seis finalistas em 8 de setembro, com debates intensos sobre representatividade e potencial de impacto. Wagner Moura, premiado como melhor ator em Cannes pelo papel de Marcelo, um professor fugindo de segredos do regime de 1977, expressou gratidão pela oportunidade de levar uma história recifense ao mundo.

  • O Agente Secreto ganhou quatro prêmios em Cannes, incluindo melhor direção para Kleber Mendonça Filho.
  • Manas, sobre abusos na Ilha do Marajó, venceu prêmio paralelo em Veneza e segue em cartaz.
  • O Último Azul retrata um futuro distópico com idosos em colônias e levou Urso de Prata em Berlim.

Esses elementos reforçam a diversidade temática das produções nacionais.

Trajetória de O Agente Secreto rumo à premiação

Kleber Mendonça Filho concebeu O Agente Secreto durante a pandemia, inspirado em eventos reais da ditadura, ambientando a trama em Recife de 1977. O filme segue Marcelo, interpretado por Moura, que retorna à cidade natal após anos em São Paulo, buscando tranquilidade, mas se envolve em uma rede de espionagem governamental. A produção, coproduzida por empresas brasileiras e internacionais, estreou em maio no Festival de Cannes, onde conquistou aplausos de 12 minutos e troféus inéditos para o cinema nacional. Wagner Moura mergulhou no papel com preparação física e psicológica, destacando a paranoia da época em entrevistas pós-festival.

A distribuição nacional fica a cargo da Vitrine Filmes, que planeja uma estreia ampla em 6 de novembro de 2025, em mais de 200 salas pelo país. Até lá, exibições em festivais como Gramado e Brasília permitiram que críticos e público inicial elogiassem a tensão narrativa e a fotografia de Pierre de Kerchove. Esse sucesso inicial posiciona o filme como favorito em circuitos internacionais, com vendas para mercados europeus e asiáticos já confirmadas.

Outros aspectos técnicos, como o som imersivo e o design de produção que recria os anos 1970 com autenticidade, contribuem para sua força. A equipe, incluindo atores coadjuvantes como Gabriel Leone, trabalhou em locações reais em Pernambuco, adicionando camadas de realismo à ficção.

https://youtube.com/watch?v=AHMdF9KTBnY

Plataformas disponíveis para Manas e concorrentes

Manas, dirigido por Marianna Brennand em sua estreia como longametragista, aborda o drama de abusos sexuais contra menores na Ilha do Marajó, no Pará, com uma abordagem sensível e investigativa. Lançado em maio de 2025, o filme ganhou visibilidade após o prêmio em Veneza e agora integra catálogos de streaming, facilitando o acesso para quem acompanha a corrida ao Oscar. A narrativa, baseada em relatos reais, mistura ficção e documentário, destacando a resiliência comunitária em regiões isoladas.

Disponível no Globoplay e Amazon Prime Video desde julho, Manas atraiu mais de 500 mil visualizações em suas primeiras semanas, segundo dados internos das plataformas. A direção de Brennand, com foco em performances naturais de atores locais, recebeu elogios por evitar sensacionalismo, optando por uma visão humanizada do tema.

  • Assinantes do Globoplay acessam Manas sem custo extra na seção de originais nacionais.
  • No Amazon Prime Video, o título aparece na categoria de dramas sociais, com legendas em múltiplos idiomas.
  • Opções de aluguel custam R$ 14,90 no Apple TV para quem prefere compra pontual.
  • Duração de 105 minutos, classificado como 16 anos, com aviso de conteúdo sensível.

Essas facilidades democratizam o consumo, especialmente em um momento em que o streaming impulsiona o cinema brasileiro globalmente.

Destaques de O Último Azul nos cinemas atuais

Gabriel Mascaro assina O Último Azul, uma visão distópica do Brasil onde idosos são enviados para colônias remotas, explorando envelhecimento e desigualdades sociais. O filme, lançado em agosto de 2025, permanece em cartaz em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, com sessões diárias em redes como Cinemark e Estação NET. A trama, estrelada por atores como Denise Weinberg, critica políticas públicas através de uma lente poética, misturando realismo mágico e sátira.

Premiado com o Urso de Prata em Berlim, o longa acumulou bilheteria de R$ 2,5 milhões nas primeiras semanas, superando expectativas para produções independentes. Mascaro, conhecido por Ventos de Agosto, usou locações no Nordeste para capturar paisagens áridas que simbolizam isolamento. Críticos destacam o roteiro coeso, que equilibra humor negro e drama sem cair em didatismo.

A distribuição limitada garante debates em salas de arte, com ingressos variando de R$ 25 a R$ 40, dependendo da localidade. Futuramente, espera-se chegada ao HBO Max em 2026, ampliando o alcance pós-festival.

  • Exibições em 50 salas pelo Brasil, com horários noturnos em capitais.
  • Bilheteria acumulada ultrapassa 100 mil espectadores até setembro.
  • Elenco inclui nomes como Julio Andrade em papéis secundários impactantes.

Baby e narrativas queer no Globoplay

Marcelo Caetano dirige Baby, um retrato da cena queer em São Paulo, centrado em um romance entre dois homens de gerações diferentes, explorando identidade e afeto em ambientes urbanos pulsantes. Lançado em junho de 2025, o filme ganhou o prêmio da Semana da Crítica em Cannes, consolidando Caetano como voz relevante no cinema LGBTQIA+. A história, filmada em locações reais como a Avenida Paulista e bares noturnos, captura a vitalidade da noite paulistana com diálogos afiados e cenas íntimas.

Disponível no Globoplay e Amazon Prime Video, Baby soma mais de 300 mil streams desde o lançamento, impulsionado por campanhas de diversidade nas redes. O diretor optou por um elenco misto de atores profissionais e amadores, trazendo autenticidade às performances. A fotografia vibrante, com tons neon, reforça o tema de aceitação em meio a preconceitos.

Opções de aluguel no Apple TV facilitam o acesso, com preço de R$ 14,90, e a duração de 98 minutos torna-o ideal para maratonas temáticas.

  • Integração em playlists de cinema independente no Globoplay.
  • Premiações adicionais em festivais como Outfest Los Angeles.
  • Trilha sonora original com artistas brasileiros emergentes.
  • Classificação 18 anos, com foco em relações consensuais.
  • Visualizações dobraram após o anúncio dos finalistas do Oscar.

Kasa Branca e histórias periféricas em foco

Luciano Vidigal comanda Kasa Branca, que acompanha adolescentes da periferia carioca lidando com o Alzheimer da avó, misturando drama familiar e questões raciais. Lançado em abril de 2025, o filme destaca Vidigal como o único diretor negro na lista finalista, adicionando camadas de representatividade. A trama, gravada em comunidades do Rio, usa não-atores para maior verossimilhança, explorando laços afetivos em contextos de vulnerabilidade.

Acessível no Globoplay e Amazon Prime Video, além de aluguel no Apple TV por R$ 14,90, Kasa Branca alcançou 400 mil visualizações, com pico após exibições em festivais nacionais. Vidigal, conhecido por Nolan, enfatiza a memória coletiva em diálogos poéticos e cenas cotidianas. A produção, de baixo orçamento, ganhou tração por sua honestidade emocional.

  • Disponível em seções de dramas familiares nas plataformas.
  • Elenco jovem inclui talentos de favelas cariocas.
  • Duração de 110 minutos, com legendas para surdos.

Oeste Outra Vez e masculinidade no interior

Erico Rassi dirige Oeste Outra Vez, sobre uma disputa violenta entre dois homens no interior de Goiás, questionando masculinidade tóxica e tradições rurais. Vencedor do Kikito de melhor filme em Gramado 2024, o longa estreou em outubro do ano passado e permanece disponível no Globoplay e Amazon Prime Video por tempo limitado, até outubro de 2025. Após isso, opções de compra por R$ 24,90 no Apple TV.

A narrativa, filmada em fazendas reais, usa tensão crescente para dissecar conflitos geracionais, com atuações cruas que ecoam o cinema de Tavinho Teixeira. Rassi, em sua terceira obra, equilibra ação e introspecção, atraindo 250 mil espectadores em streaming. O filme, de 92 minutos, classificado 16 anos, destaca paisagens goianas como personagem coadjuvante.

  • Temporada exclusiva no Globoplay com debates pós-filme.
  • Premiações em Brasília e Havana reforçam sua relevância.
  • Trilha minimalista amplifica o silêncio opressivo.
  • Bilheteria inicial de R$ 1,8 milhão em circuitos regionais.
  • Foco em dinâmicas familiares disfuncionais.
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