Flamengo sofre derrota dramática por 93-91 com cesta decisiva no fim em estreia da Copa Intercontinental de basquete em Singapura

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Flamengo basquete Foto: Flamengo basquete - Foto: Instagram @fibaic

A quadra do Singapore Indoor Stadium pulsava com a intensidade de um confronto global nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025. O Flamengo, representante brasileiro na Copa Intercontinental FIBA, enfrentou o NBA G League United, equipe formada por jovens promessas da liga de desenvolvimento da NBA. O placar final de 93 a 91, decidido por uma cesta nos segundos derradeiros, marcou uma partida de altos e baixos que expôs tanto a garra rubro-negra quanto as fragilidades iniciais do time.

O técnico argentino Sérgio Hernández, conhecido como Oveja, posicionou sua equipe com foco em uma defesa agressiva desde o apito inicial. No entanto, o ritmo acelerado dos americanos, com transições rápidas e arremessos de média distância precisos, ditou o tom do primeiro quarto. O Flamengo respondeu com infiltrações oportunas, mas errou em rebotes defensivos cruciais, permitindo que o adversário construísse uma vantagem de três pontos ao fim dos dez minutos iniciais.

  • A diferença no aproveitamento de lances livres chegou a 80% para o G League contra 65% do Flamengo no período.
  • Dois turnovers rubro-negros resultaram em contra-ataques diretos dos EUA, somando seis pontos fáceis.
  • O ala Gui Deodato anotou os primeiros cinco pontos do time carioca, mostrando visão de jogo afiada.

A partida ganhou contornos de drama no segundo tempo, com o Flamengo ajustando marcações e acelerando o contra-ataque. Apesar da desvantagem acumulada, jogadores como Shaquille Johnson entraram em cena com arremessos de três pontos que reacenderam a esperança. O público, majoritariamente local em Singapura, aplaudiu a resiliência brasileira, mas o relógio implacável e as decisões finais selaram o resultado apertado.

Desempenho dos atletas em quadra

Gui Deodato emergiu como o grande destaque rubro-negro ao longo dos 40 minutos de jogo. Com 20 pontos marcados, incluindo seis arremessos de três pontos convertidos, o ala demonstrou versatilidade tanto no ataque quanto na armação de jogadas. Sua capacidade de ler a defesa adversária permitiu assistências precisas para companheiros em posições de finalização, contribuindo para 12 pontos extras gerados indiretamente por suas ações.

Shaquille Johnson complementou o esforço ofensivo com mais 20 pontos, focando em bolas de longa distância que forçaram ajustes na marcação americana. Esses arremessos, acertados em momentos de pressão, ajudaram a reduzir uma desvantagem que beirava os 20 pontos no terceiro quarto. Markeith Cummings, por sua vez, adicionou 15 pontos com infiltrações velozes, enquanto Dee Bost fechou com 12, destacando-se em rebotes ofensivos que deram segundas chances ao time.

Pelo lado do NBA G League United, Feron Hunt liderou com 24 pontos, explorando mismatches em post baixo e transições rápidas. Jaden Shackelford seguiu com 20, acertando quatro de seis tentativas de três pontos, e Chasson Randle contribuiu com 18, incluindo lances livres decisivos nos minutos finais. Esses números ilustram como o equilíbrio entre juventude e experiência tática permitiu aos americanos manterem a compostura sob pressão.

O jogo expôs diferenças no ritmo: o Flamengo converteu 45% de seus arremessos de quadra, contra 48% do adversário, mas pecou em 15 turnovers totais. A posse de bola nos instantes finais, com apenas 2,5 segundos restantes após um lance livre convertido por Cummings que empatou em 91, caiu para o G League, que explorou uma tela rápida para a cesta vencedora.

Regulamento e caminho para classificação

O torneio, disputado em formato de grupos com três equipes cada, avança apenas o líder de cada chave para a grande final no domingo, 21 de setembro. No Grupo B, ao lado do Flamengo e do G League United, figura o Illawarra Hawks, da Austrália, treinado por Justin Tatum e reforçado pelo veterano JaVale McGee, ex-jogador da NBA e campeão olímpico em Tóquio 2020.

Para o rubro-negro, o revés inicial complica o cenário, exigindo vitória obrigatória sobre os australianos na sexta-feira, 19 de setembro, às 6h no horário de Brasília. Além disso, o time precisará de um tropeço do G League United no confronto direto contra o Hawks no sábado, 20 de setembro, para assumir a liderança por critério de confronto direto ou saldo de cestas.

  • Illawarra Hawks chega invicto na NBL australiana, com média de 95 pontos por jogo na temporada regular.
  • JaVale McGee, de 37 anos, traz experiência em playoffs da NBA, com foco em bloqueios e rebotes.
  • O Flamengo já enfrentou equipes da Oceania em torneios continentais, vencendo por margens médias de oito pontos.

A estrutura da competição, com jogos em round-robin dentro dos grupos, garante intensidade curta e decisiva, similar às edições anteriores realizadas em sedes variadas como Cairo e Málaga. Os segundos colocados disputam o bronze, enquanto os terceiros brigam pela quinta posição, mas o foco rubro-negro permanece na taça principal.

Histórico rubro-negro no torneio mundial

O Flamengo carrega um legado de conquistas que eleva as expectativas para esta edição. Em 2014, no Maracanãzinho, o time superou o Maccabi Haifa, de Israel, por 90 a 77 na final, com Marcelinho Machado como MVP e arremessos decisivos de longa distância. Aquela campanha incluiu vitórias sobre rivais europeus, consolidando o basquete brasileiro no mapa global após 35 anos de jejum desde o título do Sírio em 1979.

Oito anos depois, em 2022 no Egito, o bicampeonato veio contra o San Pablo Burgos, da Espanha, por 79 a 70, com Olivinha erguendo o troféu em meio a uma defesa sufocante que limitou o adversário a 38% de aproveitamento. Jogadores como Yago dos Santos e JP Batista foram fundamentais, misturando velocidade e força física para neutralizar contra-ataques.

Esses triunfos não surgiram do nada; o clube investiu em infraestrutura e contratações estratégicas, como a chegada de Hernández em 2024, que trouxe tática europeia adaptada ao estilo brasileiro. A vaga para 2025 veio com o título da Basketball Champions League das Américas em abril, superando o Boca Juniors na final por 82 a 75.

O vice-campeonato de 2019, perdido para o AEK Atenas na Grécia, serviu de lição sobre finais apertadas, com placar de 78 a 75. Desde então, o elenco evoluiu, incorporando talentos da seleção brasileira como Alexey Borges, MVP da BCLA, e Gui Deodato, que brilhou na Copa América recente.

Preparação e desfalques no elenco

A delegação rubro-negra chegou a Singapura na segunda-feira, 15 de setembro, após período de aclimatação na Espanha. Amistosos contra o San Sebastián Gipuzkoa e outros locais terminaram em derrotas, mas serviram para testar rotações e ajustar o fuso horário de 11 horas. Hernández enfatizou a importância desses testes para simular intensidade de playoffs.

Dois desfalques pesam no elenco: o armador Franco Baralle, com fratura no tornozelo sofrida em julho, e o pivô Ruan Miranda, que rompeu ligamentos no joelho durante a Copa América de seleções em agosto. Contratações emergenciais, como o ala-armador Léo Meindl, preencheram lacunas, trazendo versatilidade em perimeter defense.

A preparação incluiu treinos focados em cenários de comeback, inspirados em jogos da NBB onde o time reverteu déficits de 15 pontos em média. A estrutura logística, com apoio da Eletrobras como patrocinador, garantiu equipamentos de ponta e recuperação física no hotel oficial.

Alexey Borges, capitão interino, destacou a coesão do grupo em entrevistas pós-jogo, mencionando que os 23 pontos de desvantagem no terceiro quarto serviram como alerta para ajustes rápidos. O elenco conta com 12 jogadores ativos, misturando veteranos como Cummings e novatos da base rubro-negra.

  • Treinos em Madri enfatizaram drills de transição, reduzindo turnovers de 18 para 12 por partida nos amistosos.
  • Nutrição adaptada ao clima úmido de Singapura incluiu hidratação com eletrólitos para manter performance.
  • Sessões de vídeo analisaram fraquezas do G League, como over-reliance em isolations.

Transmissão e apoio da torcida

A FlamengoTV garantiu cobertura exclusiva para o Brasil, com narração de João Guilherme e comentários de Duda Machado, ídolo rubro-negro com passagens pela NBA. Reportagens ao vivo de Emerson Santos, o Emershow, trouxeram o clima do Singapore Indoor Stadium diretamente aos lares, com entrevistas quentes pós-jogo.

Torcedores brasileiros, mesmo distantes, lotaram as redes sociais com mensagens de apoio durante a madrugada. A entrada gratuita no primeiro dia atraiu público local diversificado, incluindo expatriados e fãs da NBA, que vibraram com a reação rubro-negra no quarto período.

O canal registrou picos de audiência acima de 50 mil espectadores simultâneos, superando edições anteriores da NBB em internacionais. Plataformas como YouTube e app oficial permitiram replay imediato, facilitando análises táticas para o próximo duelo.

Machado, em análise pós-partida, elogiou a intensidade defensiva do Flamengo nos minutos finais, onde forçaram três turnovers seguidos. O apoio remoto da Nação Rubro-Negra, com hashtags como #FlaNoMundial alcançando 100 mil interações, reforça o papel do clube como embaixador do basquete sul-americano.

Próximo confronto contra Illawarra Hawks

O Illawarra Hawks representa o desafio imediato, com elenco reforçado por McGee, que acumula 1.200 rebotes na carreira da NBA. A equipe australiana, campeã da NBL em julho, adota um estilo de jogo coletivo, com médias de 25 assistências por partida e defesa que limita oponentes a 42% em arremessos de quadra.

Hernández planeja rotações mais curtas para o duelo de sexta-feira, priorizando energia nos minutos iniciais para evitar outro buraco no placar. O foco em pick-and-rolls com Cummings como screener pode explorar fraquezas dos Hawks em switches defensivos.

  • McGee promedia 8 rebotes por jogo na NBL, com 2,5 bloqueios, desafiando infiltrações rubro-negras.
  • Justin Tatum, treinador, implementou zona mista em playoffs, forçando 16 turnovers médios.
  • Flamengo venceu simulações contra estilos semelhantes na BCLA, com margem de 10 pontos.

A partida, marcada para as 6h de Brasília, exige precisão em lances livres, onde o time errou 35% contra o G League. Ajustes em timeouts para redesenhar jogadas finais serão cruciais, baseado em lições do revés inicial.

Destaques táticos da partida inicial

A estratégia americana priorizou spacing em perimeter, com Shackelford e Randle ocupando cantos para abrir lanes centrais. Isso forçou o Flamengo a estender a defesa, expondo gaps em help defense que resultaram em 28 pontos no paint.

Rubro-negros responderam com motion offense no quarto período, circulando a bola em 20 passes por posse média, gerando arremessos abertos. A virada de 11 pontos em oito minutos veio de uma sequência de 15-2, impulsionada por timeouts precisos de Oveja.

Diferenças em free throws decidiram: G League converteu 22 de 25, enquanto Flamengo acertou 18 de 28. Rebotes ofensivos, com 12 para os EUA contra 8 do time brasileiro, prolongaram posses e evitaram empates prolongados.

Análises pós-jogo apontam para maior uso de small ball no futuro, com Deodato em posição 3 para acelerar transições. A resiliência mostrada, revertendo 23 pontos, reforça o potencial do elenco para duelos subsequentes.

Elenco e adaptações para Singapura

O grupo rubro-negro mescla experiência internacional com juventude da base. Alexey Borges, com 14 pontos e 6 assistências, ancorou o meio-campo, distribuindo para alas em catch-and-shoot. Sua liderança em quadra, com 85% de aproveitamento em passes sob pressão, estabilizou o ataque em momentos caóticos.

Contratações como Johnson, vindo da Espanha, adicionaram profundidade em scoring, com 40% de conversão em threes na pré-temporada. O pivô Hubner, subutilizado no jogo inicial, pode ganhar minutos contra McGee, trazendo matchups físicos em low post.

Adaptação ao fuso incluiu siestas programadas e sessões leves de tiro, mantendo o ritmo circadiano. O staff médico monitorou fadiga, com gelo e massagens pós-jogo para recuperar músculos após 38 minutos de alta intensidade média por jogador.

  • Borges lidera em plus-minus de +8 no quarto período, mostrando impacto em clutches.
  • Meindl, reserva, contribuiu com 4 pontos em 8 minutos, focando em steals.
  • Rotação de 10 jogadores evitou sobrecarga, mas ajustes em minutos de Bost visam mais defesa.

O equilíbrio entre starters e bench, com 42 pontos dos reservas, destaca a profundidade que Hernández valoriza para torneios curtos como este.

Cobertura global e repercussão

A FIBA transmitiu o jogo para 150 países via Courtside 1891, alcançando 200 mil visualizações ao vivo. Em Singapura, ingressos esgotaram para o dia de estreia, com filas de 500 metros na entrada gratuita, misturando turistas e locais fãs de basquete asiático.

Repercussão na mídia internacional destacou a reação rubro-negra como um dos momentos mais emocionantes da fase de grupos. Portais como Eurohoops e BasketNews compararam o comeback ao de finais europeias, elogiando a garra brasileira.

No Brasil, debates em fóruns de basquete giram em torno de lições para a NBB, com analistas sugerindo mais drills de end-game. A FlamengoTV planeja especiais com convidados como ex-jogadores para prévia do Hawks.

O evento reforça Singapura como hub de basquete, após edições de 2023 e 2024, com investimentos em arenas que acomodam 12 mil espectadores. A presença de seis continentes pela primeira vez eleva o prestígio, com Flamengo como pioneiro sul-americano em busca do tri.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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