Pedro balançou as redes aos 15 segundos de jogo contra o Estudiantes e mudou o rumo da partida no Maracanã. O centroavante rubro-negro, com sua precisão habitual, inaugurou o placar e garantiu o reconhecimento como melhor em campo pela Conmebol. Essa atuação não só impulsionou o time para uma vitória por 2 a 1 na Libertadores, mas também cravou uma marca pessoal que ecoa na história do clube.
O gol relâmpago, o mais rápido do Flamengo na competição continental, superou recordes antigos e colocou o camisa 9 no topo das estatísticas recentes. Em 294 partidas desde sua chegada em 2020, Pedro acumulou números que o projetam como peça central no ataque rubro-negro.
A trajetória do atacante inclui momentos de superação, como a recuperação de uma lesão no joelho que o afastou por sete meses no início de 2025. De volta aos gramados em abril, ele já soma 13 gols na temporada, com média de 0,43 por partida.
- Gol aos 15 segundos: Mais rápido na história do Flamengo na Libertadores, superando o recorde de seis segundos de 1976.
- 26 gols na Libertadores: Terceiro maior artilheiro brasileiro no torneio, atrás apenas de Gabigol e Luizão.
- 102 gols no novo Maracanã: Maior goleador do estádio reformado desde 2014.
- Recuperação física: Após cirurgia, disputou 30 jogos em 2025, com 13 gols e 5 assistências.
O Flamengo, líder do Brasileirão com 50 pontos em 22 rodadas, usa essa confiança para o próximo desafio. O clássico contra o Vasco, marcado para domingo às 17h30 no Maracanã, representa mais que três pontos: é uma oportunidade para o centroavante ampliar sua coleção de tentos contra rivais cariocas.
🆚 Vasco
— Flamengo (@Flamengo) September 20, 2025
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Gol relâmpago impulsiona marca histórica
O tento marcado contra o Estudiantes surgiu de uma jogada rápida pela esquerda, com cruzamento perfeito que encontrou Pedro na área. Aos 15 segundos, ele desviou de peito, deixando o goleiro uruguaio Muslera sem reação. Essa finalização, típica de sua versatilidade, incluiu chutes de fora da área, cabeceios e dribles que definem seu estilo.
Em uma partida marcada por polêmicas na arbitragem, como o cartão vermelho controverso para Plata, o foco permaneceu no desempenho ofensivo. Pedro quase ampliou com um chute cara a cara, mas o milagre do goleiro argentino manteve o placar apertado até o 2 a 1 final, com gol de Varela.
A Conmebol elegeu o centroavante como destaque, premiando sua contribuição em uma noite de 294 jogos e agora 150 gols pelo clube. Essa estatística o eleva ao oitavo lugar no ranking histórico, empatado com Bebeto, ídolo dos anos 1980 e 1990 que brilhou no tetracampeonato mundial da Seleção.
Pedro superou Leônidas da Silva, lenda dos anos 1930 conhecida pelo “drible atômico”, com 149 tentos. A ascensão rápida reflete sua adaptação ao elenco de Filipe Luís, onde divide o ataque com nomes como Arrascaeta e Samuel Lino, ambos em alta em 2025.
O clube celebrou a marca com uma homenagem nas redes oficiais, exibindo um vídeo com os melhores momentos do camisa 9. Essa projeção o coloca a apenas dois gols de Jarbas, sétimo na lista com 152, e a 11 de Gabigol, que deixou 161 antes de rumar ao Cruzeiro.
Ranking dos artilheiros rubro-negros
Zico domina o topo com 508 gols em quase duas décadas de dedicação ao Flamengo. Seu recorde, acumulado entre 1971 e 1990, inclui atuações memoráveis na Libertadores e no Maracanã, onde ele é o maior goleador absoluto com 157 tentos.
Dida segue em segundo, com 254 gols nos anos 1950, época de ouro para o ataque rubro-negro. Henrique Frade, com 213, e Pirillo, com 208, completam o pódio inicial, todos ícones de uma era pré-Zico marcada por taças cariocas e nacionais.
Romário, ídolo controverso dos anos 1990, registrou 204 gols em passagens intermitentes. Sua velocidade e faro de gol o tornaram referência, apesar de saídas turbulentas para o Barcelona e o Vasco.
- Zico: 508 gols (1971-1990), maior ídolo e artilheiro absoluto.
- Dida: 254 gols (1954-1963), destaque em Cariocas e Taça Brasil.
- Henrique Frade: 213 gols (1954-1963), parceiro de Dida no ataque.
- Pirillo: 208 gols (1941-1947), conhecido pela precisão nas finalizações.
- Romário: 204 gols (1995-1999), Baixinho com dribles e polêmicas.
Gabigol, com 161, representa a era moderna, vice-campeão mundial em 2019 e artilheiro da Libertadores com 30 gols. Jarbas, com 151, fecha o top 7, de uma geração pré-Segunda Guerra que construiu bases sólidas para o clube.
Pedro, aos 28 anos, projeta longevidade. Seu contrato até 2027 garante estabilidade, e a média atual sugere pelo menos 24 gols até o fim de 2025, considerando os 17 jogos restantes.
Rivalidade acirrada no Clássico dos Milhões
O confronto com o Vasco desperta memórias de duelos intensos desde 1923, com mais de 400 partidas registradas. O Flamengo leva vantagem histórica, com 153 vitórias contra 129 do Cruzmaltino, mas os últimos anos mostram equilíbrio relativo.
Em 2025, os times se enfrentaram quatro vezes: dois empates e duas vitórias rubro-negras, incluindo uma goleada por 6 a 1 em 2024 onde Pedro marcou. O último clássico pelo Brasileirão terminou 0 a 0, com o centroavante entrando no segundo tempo após recuperação de lesão.
O Maracanã, palco de 102 gols de Pedro no novo formato, lota com expectativa de casa cheia. Mais de 50 mil ingressos vendidos até sexta-feira, esgotando setores Norte e mistos, com o Sul reservado aos vascaínos a R$ 100 inteira.
A arbitragem de Rafael Klein, gaúcho experiente, apita o jogo pela 24ª rodada. O Flamengo, invicto há oito partidas, busca manter os três pontos de folga sobre o Cruzeiro. O Vasco, 15º com 23 pontos, vem de empate em 2 a 2 com o Ceará e precisa reagir para fugir do Z-4.
Pedro, com oito gols contra o rival – cinco pelo Flamengo e três pelo Fluminense –, vira arma letal. Sua média contra os grandes cariocas destaca o Vasco como alvo preferido, seguido por sete contra o Flu e três no Botafogo.
Números de Pedro contra rivais cariocas
O centroavante transforma clássicos em oportunidades de brilho. Contra o Vasco, os oito gols incluem um de peito aos 32 minutos em partida passada, definindo placares favoráveis ao rubro-negro.
Pelo Fluminense, ele anotou três contra o Cruzmaltino, mostrando faro precoce nas categorias de base. No Flamengo, os cinco tentos recentes reforçam sua posição como algoz, com assistências que complementam o ataque.
O Botafogo sofreu três, enquanto o próprio Flamengo, em amistosos ou treinos, registrou um. Essa distribuição reflete sua evolução desde a base tricolor, onde foi artilheiro sub-20 em 2015 com 32 gols.
- Vasco: 8 gols e 2 assistências, maior vítima entre os grandes.
- Fluminense: 7 gols e 1 assistência, recordes de base e profissional.
- Botafogo: 3 gols e 1 assistência, em duelos equilibrados.
- Flamengo: 1 gol, em contextos internos ou testes.
Esses números somam 19 participações em gols nos clássicos, com taxa de 0,51 por partida geral. Em 2025, Pedro já contribuiu em três contra rivais, elevando o aproveitamento do time em 70% dos jogos.
O Vasco, sob Fernando Diniz, aposta em bloco compacto e contra-ataques com Coutinho e Vegetti. O argentino, artilheiro com sete gols, busca neutralizar o ataque rubro-negro, mas enfrenta um Flamengo com melhor defesa da liga, sofrendo apenas 15 gols em 22 rodadas.
Ataque rubro-negro em alta velocidade
Arrascaeta, com 18 gols em 43 jogos este ano, iguala sua melhor marca de 2019. O uruguaio, a três tentos de Doval como maior estrangeiro, forma dupla letal com Pedro, somando 31 gols juntos em 2025.
Samuel Lino e Plata, laterais ofensivos, disparam no ranking de eficiência: Lino marca a cada 112 minutos, Pedro a cada 130. Essa letalidade impulsiona o líder do Brasileirão, com 48 gols marcados, o melhor ataque da competição.
A lesão de Bruno Henrique abre espaço para rotações, mas Filipe Luís mantém o equilíbrio. De La Cruz e Saúl controlam o meio, com 85% de passes certos, permitindo transições rápidas para o ataque.
Pedro, após críticas iniciais em 2025 por perda de prestígio, respondeu com 12 gols em 1.300 minutos pós-lesão. Sua frieza nas finalizações, com 25% de conversão, o coloca como referência para a Seleção Brasileira.
O jogo de domingo testa essa coesão. Com chuva prevista em apenas 3%, o gramado favorece o estilo rubro-negro, de posse e pressão alta. O Vasco, com 23 pontos, precisa de pontos para subir na tabela, mas enfrenta um adversário que venceu 14 dos últimos 20 clássicos.
Preparação tática para o clássico
Filipe Luís ajusta o time sem Bruno Henrique, promovendo Plata ao ataque. A escalação provável inclui Rossi no gol, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas na defesa, com De La Cruz, Saúl e Arrascaeta no meio.
Pedro centraliza as jogadas, apoiado por Samuel Lino na esquerda. O treinador enfatiza marcação alta para explorar erros vascaínos, que sofrem com transições lentas em 40% dos jogos.
Histórico recente favorece o Flamengo: 14 vitórias nos últimos 20 duelos, incluindo 6 a 1 em 2024. Pedro, ausente em três jogos de 2025 por lesão, entra descansado após 30 minutos contra o Estudiantes.
A torcida, com biometria facial obrigatória, enche o estádio. Setor Sul, para vascaínos, vendeu 7 mil ingressos a R$ 50 para sócios. O clássico, transmitido em rede nacional, promete intensidade em um Brasileirão equilibrado.
Pedro, com 150 gols, mira o 151º contra o rival. Sua versatilidade – dribles, cabeceios e chutes distantes – o diferencia, como no triplete contra o Vélez em 2022, igualando Zico na Libertadores.
O Flamengo, tricampeão continental recente, usa o momento para consolidar a liderança. Com 50 pontos, quatro à frente do Palmeiras, o time carioca sonha com o bicampeonato nacional.
