Uma forte tempestade atingiu a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP) em 22 de setembro, interrompendo a produção nas unidades de Sorocaba e Indaiatuba, responsáveis pelos modelos Corolla e Corolla Cross. A paralisação também adiou o lançamento do Yaris Cross, previsto para outubro. A empresa busca importar motores de outras unidades globais para retomar as operações. A reconstrução da planta danificada deve levar meses.
A Toyota informou que está em tratativas com sindicatos para preservar empregos nas três unidades. A tempestade, com ventos superiores a 100 km/h, destruiu parte do telhado e estruturas da fábrica. Dez pessoas sofreram ferimentos leves, atendidas em veículos da própria empresa.
- Danos causados: Telhado arrancado, estruturas metálicas danificadas e um carro capotado no pátio.
- Modelos afetados: Corolla, Corolla Cross e Yaris Cross.
- Medidas emergenciais: Negociações com sindicatos e busca por motores importados.
Estragos causados pelo temporal
O temporal em Porto Feliz causou destruição significativa na fábrica de motores da Toyota. Rajadas de vento, estimadas em mais de 100 km/h pela MetSul Meteorologia, arrancaram quase todo o telhado do galpão.
Estruturas metálicas foram danificadas, e um veículo no pátio da unidade capotou. O Corpo de Bombeiros confirmou que não houve fatalidades, mas dez funcionários sofreram ferimentos leves.
Impacto nas linhas de produção
A paralisação em Porto Feliz afetou diretamente as fábricas de Sorocaba e Indaiatuba, que dependem dos motores produzidos na unidade. A Toyota confirmou a suspensão da produção de Corolla e Corolla Cross.
O lançamento do Yaris Cross, planejado para outubro, foi adiado. O modelo seria o SUV compacto híbrido mais acessível da marca no mercado nacional.
A empresa avalia os prejuízos, mas a reconstrução da fábrica deve levar meses. Para evitar paralisações prolongadas, a Toyota sonda unidades internacionais para importar motores.
Negociações para preservar empregos
A Toyota iniciou diálogo com sindicatos para encontrar alternativas que mantenham os empregos nas três fábricas. Propostas foram apresentadas a partir de 25 de setembro, com votação prevista para os próximos dias.
As medidas, segundo a empresa, serão aplicadas emergencialmente após aprovação. O objetivo é minimizar o impacto da paralisação nos colaboradores.
Contexto climático da tempestade
A tempestade fez parte de uma frente fria que atingiu o interior de São Paulo, afetando cidades como Itu, Salto e Tietê. Em Porto Feliz, os ventos chegaram a 90 km/h, segundo a Defesa Civil, mas os danos sugerem maior intensidade.
A MetSul Meteorologia destacou que rajadas superiores a 100 km/h são raras, mas compatíveis com os estragos observados. A Toyota já avalia medidas para reforçar a infraestrutura da fábrica.
A reconstrução será planejada após a avaliação completa dos danos, mas a prioridade é retomar a produção com motores importados. A empresa não divulgou prazos para a retomada total.
Medidas para retomada imediata
A importação de motores é a principal estratégia da Toyota para manter as linhas de Sorocaba e Indaiatuba ativas. A empresa já contatou unidades em outros países, mas não especificou quais.
O plano visa evitar atrasos prolongados na entrega de veículos ao mercado brasileiro. A Toyota também estuda ajustes na logística para garantir o fornecimento contínuo.
Atraso no Yaris Cross
O Yaris Cross, aguardado como o híbrido mais acessível da Toyota no Brasil, teve seu lançamento adiado. A produção do SUV compacto dependia diretamente da fábrica de motores.
A nova data de lançamento não foi confirmada, mas a empresa trabalha para minimizar o impacto no cronograma. O modelo é visto como estratégico para competir no segmento de SUVs compactos.
