A frase “Ainda estou aqui”, dita por Fernanda Torres no filme homônimo, tornou-se um bordão cultural e tem atraído milhares de turistas à Urca, bairro do Rio de Janeiro onde cenas foram gravadas. Lançado em 7 de novembro de 2024, o longa dirigido por Walter Salles arrecadou mais de R$ 66,6 milhões nas bilheterias e foi escolhido como representante brasileiro na disputa pelo Oscar 2025. A história de Eunice Paiva, que enfrentou a repressão da ditadura militar, ressoa com o público e transforma locações como a casa na esquina da Rua Roquete Pinto em pontos de interesse turístico. O fenômeno reforça o impacto do cinema na memória histórica e no turismo cultural.
O filme, baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, destaca a luta de Eunice após o desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva, em 1971. Com atuações de Fernanda Torres e Selton Mello, a produção conquistou prêmios, como o Globo de Ouro de Melhor Atriz. O sucesso vai além das telas, com 8 milhões de espectadores até janeiro de 2025.
- Casa na Urca virou ponto de parada para turistas e cinéfilos.
- Praias e edifícios históricos do filme atraem visitantes.
- Hashtags relacionadas ao longa lideram redes sociais.
Locação na Urca ganha destaque
A casa na esquina da Rua Roquete Pinto com a Avenida João Luiz Alves, na Urca, foi restaurada para as filmagens e agora é uma das principais atrações do bairro. Visitantes buscam vivenciar a atmosfera do filme, que retrata a residência de Eunice Paiva com detalhes fiéis.
O bairro, conhecido por sua tranquilidade e vistas do Pão de Açúcar, registrou aumento de 30% no fluxo de turistas desde o lançamento, segundo comerciantes locais. A popularidade da locação reflete o sucesso do filme em conectar narrativa e cenários reais.
Impacto cultural do filme
O enredo de “Ainda estou aqui” revive a ditadura militar (1964-1985), período marcado por perseguições e desaparecimentos, como o de Rubens Paiva. A narrativa destaca a resiliência de Eunice Paiva, que buscou justiça incansavelmente.
O filme estimula debates em escolas e universidades sobre memória histórica. Educadores utilizam a obra para discutir os impactos de regimes autoritários.
Movimentos sociais também abraçaram o longa como ferramenta de conscientização. A frase-título, improvisada por Fernanda Torres, tornou-se símbolo de resistência.
Reconhecimento nacional e internacional
A atuação de Fernanda Torres rendeu prêmios como o Critics Choice Awards de Melhor Atriz. A indicação ao Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro eleva o cinema brasileiro no cenário global.
O filme já foi exibido em festivais internacionais, recebendo elogios pela direção de Walter Salles. A autenticidade das locações contribui para o impacto visual da obra.
A bilheteria de R$ 66,6 milhões reflete a recepção positiva, com 8 milhões de ingressos vendidos. A produção lidera conversas nas redes sociais, com hashtags em alta.
Turismo cultural no Rio de Janeiro
Além da casa na Urca, outros cenários do filme atraem visitantes. Praias e ruas do centro carioca, usadas nas gravações, ganharam destaque em roteiros turísticos.
O turismo cultural no Rio cresceu 15% em 2024, segundo dados do setor hoteleiro, com o filme contribuindo para o aumento. Visitantes buscam experiências ligadas à história e à arte.
Memória histórica em foco
“Ainda estou aqui” reforça a importância de preservar a memória da ditadura militar. A história de Eunice Paiva humaniza os impactos do regime, que deixou milhares de vítimas. O filme educa sobre a repressão e estimula reflexões sobre democracia, sem perder o apelo cinematográfico.
