Educação

CNU 2025 registra 42,8% de abstenção em provas e divulga gabarito extraoficial nesta segunda

Prova, concurso público, cartão resposta
Foto: Prova, concurso público, cartão resposta - smolaw/ Shutterstock.com
Compartilhar
Siga no Google

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, anunciou neste domingo (5) que a abstenção na primeira fase do Concurso Nacional Unificado (Cnu) 2025 ficou em 42,8%. O exame ocorreu em 228 cidades brasileiras e registrou o comparecimento de 436.582 candidatos entre os 761.545 inscritos. A redução no índice de ausentes, em comparação aos 54,12% de 2024, reflete maior adesão ao certame.

O Ministério da Gestão e Inovação atribui o avanço à confiança no modelo unificado de seleções públicas. As provas objetivas foram aplicadas em dois dias, com foco em blocos temáticos para cargos federais.

  • Inscritos totais: 761.545 pessoas.
  • Vagas oferecidas: 3.652 em 32 órgãos.
  • Cotas homologadas: 252.596 para negros, indígenas, quilombolas e deficientes.

Mulheres representaram 60% dos participantes, e candidatos vieram de quase 5 mil municípios.

Variações regionais na abstenção

O Distrito Federal apresentou a menor taxa de ausentes, com 30,8% de abstenção. Esse resultado indica alta mobilização local para o exame.

No Norte, o Amazonas registrou 51,2% de não comparecimento, o maior do país. Fatores logísticos podem ter influenciado o índice em áreas remotas.

Aplicação das provas sem grandes interrupções

A Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora, monitorou os locais de exame em tempo real. Equipes federais atuaram em ajustes pontuais para manter a regularidade.

Um incidente isolado ocorreu na Escola Estadual Inspetora Dulcineia Varela Moura, em Manaus. A falta de energia elétrica atrasou o início para 436 candidatos inscritos.

O ministério concedeu tempo extra de 1 hora e 31 minutos aos afetados. Outros relatos de irregularidades foram mínimos e não comprometeram o processo geral.

Seis casos de suspeita de fraude foram identificados pela Polícia Federal. Três candidatos foram eliminados imediatamente durante a aplicação.

CNU
CNU – Foto: Divulgação/Gov.br

Detalhes do gabarito extraoficial

Correções preliminares das provas já circulam entre especialistas em concursos. Professores de cursinhos analisaram as 68 questões objetivas por bloco temático.

O gabarito extraoficial permite que candidatos estimem seu desempenho antes da versão oficial. Versões variadas das provas, com rearranjo de questões, foram usadas para prevenir fraudes.

Cada bloco temático, como Seguridade Social ou Regulação, teve adaptações específicas. Candidatos identificam sua versão ao comparar respostas.

A divulgação oficial acontece às 10h desta segunda-feira (6), no site da FGV. Recursos contra o gabarito preliminar podem ser enviados em dois dias úteis subsequentes.

Blocos temáticos e estrutura do exame

O Cnu 2025 agrupou cargos em nove blocos para otimizar inscrições. Candidatos optaram por preferências dentro de cada área, como Saúde ou Infraestrutura.

Provas de nível superior duraram cinco horas, das 13h às 18h. Para nível intermediário, o tempo foi de três horas e meia, até 16h30.

  • Bloco 1: Seguridade Social, com foco em saúde e previdência.
  • Bloco 9: Regulação, o mais concorrido com 177.598 inscritos.
  • Total de blocos: Nove áreas distribuídas em 32 órgãos federais.

A iniciativa unificada reduz custos e amplia acesso a vagas imediatas e de curto prazo. Dos 3.652 postos, 2.480 são para lotação imediata após homologação.

Próximas etapas do cronograma

Notas da primeira fase saem em 12 de novembro, com convocação para discursivas. A segunda etapa ocorre em 7 de dezembro, em formato escrito.

Listas de classificação preliminares aparecem em 20 de fevereiro de 2026. Convocações iniciam em março, priorizando aprovados por bloco.

O modelo do Cnu facilita a alocação de pessoal em órgãos como Anvisa e Anp. Inscrições ocorreram de 2 a 20 de julho, com pagamento até 21 de julho.

Diversidade e inclusão no certame

Cerca de 33,1% dos candidatos usaram cotas raciais ou para deficientes. Essa participação reforça a política de equidade no serviço público federal.

O exame atraiu perfis variados, com ênfase em regiões menos atendidas. O Ministério da Gestão destaca o alcance nacional como fator de inclusão.

A segunda edição consolida o Cnu como ferramenta para renovação administrativa. Órgãos envolvidos preveem maior eficiência na distribuição de vagas.

Compartilhar

Mais notícias em Educação

Veja mais