Ancelotti impulsiona Vini Jr. e Estêvão rumo a 2026 e possível era até 2030
A Confederação Brasileira de Futebol discute a extensão do contrato do técnico Carlo Ancelotti até 2030, após o italiano elevar o desempenho da seleção em amistosos recentes. O treinador, anunciado em maio de 2025, comandou a equipe em cinco jogos, com três vitórias, um empate e uma derrota, marcando nove gols e sofrendo apenas um. A vitória por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, em Seul, destacou jovens como Estêvão e Rodrygo, ambos com dois gols cada.
Ancelotti, que assumiu após a demissão de Dorival Júnior em março de 2025, implementou táticas que priorizam o jogo coletivo. Vinicius Jr., formado nas categorias de base do Flamengo, marcou um gol e deu assistência na partida. O italiano, com salário mensal de R$ 5 milhões, tem cláusula de renovação automática se o Brasil alcançar as semifinais da Copa de 2026.
O foco agora recai sobre a preparação para o Mundial nos EUA, México e Canadá. Ancelotti expressou interesse em permanecer, citando adaptação ao ambiente brasileiro.
- Estêvão, de 18 anos, consolidou-se como opção titular com dois gols contra a Coreia.
- Rodrygo e Vinicius Jr. somaram quatro gols no amistoso, mostrando entrosamento.
- Casemiro, líder no meio-campo, distribuiu assistências e recuperou bolas cruciais.
Adaptação rápida ao futebol brasileiro
Ancelotti chegou ao Brasil sem experiência prévia no país, mas adaptou-se em poucos meses. Ele reuniu-se com coordenadores da CBF em maio para definir convocações iniciais, incluindo jogadores de clubes europeus como Militão e Gabriel Magalhães. A equipe manteve posse de bola em 62% nos primeiros jogos, com nove finalizações por gol marcado.
O treinador priorizou atletas de origens periféricas, como Vini Jr., que cresceu em São Gonçalo. Em entrevistas, Ancelotti elogiou a motivação desses jogadores, que respondem bem a orientações táticas simples. A CBF forneceu estrutura, incluindo residência no Rio de Janeiro e viagens em jato particular.
Destaques nos amistosos de 2025
A seleção enfrentou desafios iniciais, como o empate sem gols com o Equador em junho. Ancelotti ajustou a defesa, evitando gols em quatro dos cinco jogos. Contra o Paraguai, vitória por 1 a 0 com gol de Paquetá; frente ao Chile, 3 a 0 com tentos de Militão, Rodrygo e Vini Jr.
Na Bolívia, derrota por 1 a 0 na altitude, mas o time criou chances. O amistoso contra o Japão, marcado para 14 de outubro em Tóquio, testa ajustes. Ancelotti convocou 26 jogadores para a Ásia, com ênfase em europeus para minimizar fadiga.
Estêvão, do Palmeiras, surgiu como revelação. O garoto de 18 anos, de origem humilde em São Paulo, ganhou confiança com minutos regulares. Rodrygo, do Real Madrid, voltou de lesão e marcou duplo contra a Coreia.
- Goleiros: Bento, John e Hugo Souza garantiram solidez.
- Defensores: Militão e Gabriel Magalhães formam dupla titular.
- Meio-campistas: Casemiro e Paquetá controlam o ritmo.
Conexão com origens periféricas
Jogadores como Vini Jr. e Estêvão, vindos de comunidades carentes, encontram em Ancelotti um mentor acessível. O italiano, com passagens por Milan e Real Madrid, trabalhou com mais de 30 brasileiros em clubes. Ele enfatiza o equilíbrio entre talento individual e coletivo, algo que faltava em ciclos anteriores.
Militão, zagueiro do Real Madrid, recuperou forma após lesões sob orientação de Ancelotti. Casemiro, capitão em campo, liderou recuperações contra a Coreia. A CBF planeja integrar categorias de base, com Ancelotti supervisionando sub-20 e sub-23.
Raphinha, do Barcelona, brilhou com assistências nos últimos jogos. O atacante, de São Paulo, elogiou a comunicação direta do treinador. Esses laços fortalecem o grupo para 2026.
Plano para categorias de base
A CBF projeta que Ancelotti atue em seleções inferiores a partir de 2026, se renovado. O contrato inicial vai até o fim da Copa do Mundo, com prorrogação automática por bom desempenho. O italiano manifestou contentamento com a família no Brasil, facilitando a permanência.
Em setembro, contra Chile e Bolívia, nove novidades entraram na lista, incluindo Kaio Jorge e Luiz Henrique. Esses testes visam profundidade no elenco. Ancelotti evita sobrecarga, priorizando recuperação física.
O trabalho inclui treinamentos táticos em Granja Comary. Jogadores relatam clareza nas instruções, com foco em transições rápidas. A meta é nove pontos nas Eliminatórias restantes, já classificadas.
Evolução tática sob comando italiano
A viagem à Ásia testa logística, com chegada em Seul no dia 6 de outubro. Ancelotti convocou Hugo Souza, do Corinthians, como novidade brasileira. Fabricio Bruno, do Cruzeiro, reforça a zaga.
O jogo contra o Japão fecha a Data Fifa. A CBF negocia mais amistosos na Europa contra africanos. Esses confrontos simulam rivais da Copa.
Ancelotti estuda vídeos de adversários, ajustando formações. O 4-3-3 inicial evoluiu para variações com quatro atacantes fluidos.
- Coreia do Sul: 5 a 0, com posse dominante.
- Japão: Oponente forte em contra-ataques.
- Foco: Manter zero gols sofridos.
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