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Starship voo 11 conclui testes com sucesso e Falcon 9 impulsiona rede Kuiper em dupla missão da SpaceX

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Foto: SpaceX

A SpaceX realizou o 11º voo de teste do Starship na segunda-feira, 13 de outubro de 2025, a partir da base em Starbase, no Texas. O lançamento ocorreu às 19h15 no horário local e marcou o último teste da versão V2 do veículo, com foco em manobras de reentrada e estresse ao escudo térmico. O foguete Super Heavy, com 33 motores Raptor, separou-se da nave superior após dois minutos e meio de ascensão, enquanto o Starship prosseguiu para uma trajetória suborbital.

O teste integrou experimentos para a próxima geração do booster Super Heavy e demonstrou a religação de um motor Raptor em voo. A nave superior, Ship 38, implantou oito simuladores de satélites Starlink e executou a manobra de “belly flip” para reduzir velocidade antes da reentrada. Esses passos visam aprimorar o sistema reutilizável, essencial para missões lunares e marcianas.

  • O Super Heavy usou 24 motores já testados em voos anteriores, elevando a eficiência do hardware.
  • A remoção intencional de azulejos do escudo térmico permitiu avaliar pontos de falha sob calor extremo de 1.400 graus Celsius.
  • A nave resistiu à reentrada, com flaps intactos, e completou um pouso controlado no Oceano Índico após 65 minutos de missão.

Poucas horas após o Starship, um Falcon 9 decolou às 20h08 do horário de Brasília, de Cabo Canaveral, na Flórida, carregando 24 satélites do Projeto Kuiper KF-03. Essa missão, a terceira com o Falcon 9 para a Amazon, elevou o total de satélites lançados para 153, expandindo a rede de internet de baixa órbita.

Preparativos para o teste do Starship

Engenheiros da SpaceX posicionaram o booster Super Heavy B15 na plataforma orbital de Starbase no dia anterior ao lançamento. O veículo, com 120 metros de altura, carregou 11 milhões de libras de propelente, composto por metano e oxigênio líquido.

A contagem regressiva prosseguiu sem interrupções técnicas, com condições meteorológicas favoráveis em 80%. Controladores confirmaram o carregamento de combustível 30 minutos antes da decolagem, iniciando a fase de ignição.

Manobras de reentrada e pouso

O Starship atingiu 800 km/h durante a descida, executando rotações de 90 graus nos eixos X e Y para estabilização. Sem atmosfera densa para auxiliar os flaps, a nave dependeu de thrusters para controle.

A manobra de belly flip reduziu a velocidade de forma significativa, permitindo uma reentrada controlada. Telas de plasma se formaram ao redor da estrutura devido à compressão do ar, mas o escudo remanescente manteve a integridade.

O booster Super Heavy configurou motores para uma queima de pouso ajustada, visando o Golfo do México. A separação ocorreu sem anomalias, com o primeiro estágio retornando para uma aterrissagem aquática.

Detalhes da missão Kuiper KF-03

O Falcon 9, com primeiro estágio B1091 em seu segundo voo, seguiu uma trajetória nordeste após o liftoff. O booster separou-se aos oito minutos e pousou na plataforma drone “A Shortfall of Gravitas” no Atlântico.

Os 24 satélites Kuiper foram liberados em sequência a partir de 56 minutos de missão, cada um pesando cerca de 500 kg e equipado para banda larga de alta velocidade. Essa implantação reforça o compromisso da Amazon com 3.236 satélites totais na constelação.

A segunda etapa do Falcon 9 prosseguiu para órbita baixa, concluindo a dispersão em menos de oito minutos. O lançamento marcou o 85º voo orbital de 2025 da Space Coast da Flórida.

Avanços no escudo térmico e reutilização

A SpaceX removeu propositalmente partes do escudo refratário no Starship para expor a estrutura a condições extremas, simulando falhas potenciais. Mantas isolantes substituíram os azulejos em áreas críticas, resistindo ao plasma de reentrada sem rupturas catastróficas.

Essa abordagem gerou dados para o design da versão Block 3, incluindo melhorias nos Raptor 3. O teste validou algoritmos de orientação subsônica, preparando retornos ao local de lançamento em missões futuras.

O flap superior permaneceu intacto, contrastando com voos anteriores que sofreram danos. Engenheiros relataram que a nave completou a trajetória com “honras”, encerrando a era V2 sem explosões inesperadas.

Integração de experimentos em voo

Durante o ascenso, o Starship testou configurações de motor para o booster da próxima geração. A religação do Raptor em altitude espacial ocorreu com precisão, liberando propelentes simulados.

Oito dummies de Starlink foram ejetados em trajetória suborbital, coletando telemetria sobre separação. Manobras de frenagem dinâmica ajustaram a descida, testando limites aerodinâmicos.

Conclusão da dupla operação da SpaceX

O voo 11 do Starship representou o quinto teste de 2025, pavimentando o caminho para o programa Artemis da Nasa. O sistema visa pousos reutilizáveis totais, reduzindo custos para explorações interplanetárias.

Enquanto isso, o KF-03 acelera o Projeto Kuiper, competindo com redes como Starlink. A Amazon planeja mais 38 lançamentos com o Vulcan Centaur da ULA para completar a constelação.

Esses eventos destacam a cadência de lançamentos da SpaceX, com foco em inovação reutilizável e conectividade global.